Notas iniciais
Ola meus amores... Obrigada pelos reviews vocês são lindos demais.... Vou responder a cada review, principalmente porque agora estou de férias e tenho mais tempo.... Desculpe pela demora em postar este capítulo, estou em pc estou postando do tablet =S rsrsrs Então sem mais demora...

– Filha... Você esta bem? – minha mãe pergunta tirando-me de meus devaneios.

– Estou sim, porque? – pergunto ajeitando minha pequena em meus braços. Uma viagem de avião para uma recém-nascida não é aconselhável porém a viagem é tão curta, e de carro demoraríamos tanto tempo, que acredito que seria mais desconfortável.

– Estou falando com você há meia hora e você não responde.

– Desculpe mãe, estou distraída. Na verdade com um mal pressentimento.

– Ai credo Kat. – Prim disse toda pavorosa, ela morre de medo de andar de avião, e foi a primeira a defender a ideia de voltarmos de carro.

– Calma patinha, não é esse tipo de mal pressentimento e sim outro... Estou preocupada com Peeta. – mais precisamente com nosso casamento, mas não quis dizer isso em alta voz. Logo estávamos em casa e fomos recepcionadas por Johanna e Rue, pois meu pai e o Tom haviam nos buscado no aeroporto. Elas haviam arrumado meu quarto, colocando um berço e vários presentes, fiquei emocionada por estar com minha família novamente, mas estava faltando algo, o quarto não estava completo. Tudo bem elas mudaram varias coisas de lugar para acomodar melhor o berço, mas ainda faltava algo que eu não conseguia dizer o que era.

– Mãe, vocês tiraram algo? – perguntei assim que todos voltaram a seus afazeres logo após o café da tarde.

– Não filha esta tudo aqui, não tiramos nada, as meninas só fizeram uma arrumação diferente para acomodar o berço e a poltrona de amamentar. – ela falava e eu observava mais atentamente o quarto. Minhas coisas estavam lá, tudo, mas ainda sentia falta de algo.

– Verdade esta tudo aqui, devo estar estranhando, faz tanto tempo que não vejo este quarto. – digo sorrindo. Peeta já havia ligado varias vezes tanto em meu celular quanto em casa, mas com a correria de nos acomodarmos, não havia falado com ele direito. Após o jantar fui para meu quarto com a pequena e liguei para ele.

– Oi Peeta.

– Oi minha linda, como vocês estão? Já estou morto de saudades. – ele disse e meu coração doeu.

– Estamos bem, também estamos com saudades. Nossa lindinha esta se comportando bem, só que acho que ela ficara muito mal acostumada, nossos pais não a deixam no berço um segundo sequer, acredito até que meu pai quis leva-la para o bar hoje, ai seu pai inventou que ela teria que ir para a padaria também. – contei-lhe sobre nosso dia, sobre o medo de voar de Prim, sobre as babações de nossos pais em nossa filha, e ele ouvia atentamente a tudo que eu dizia mas não deixava de palpitar também.

– E você amor, como foi seu dia? – pergunto.

– Péssimo. – ele solta uma risadinha sem graça – É muito ruim ficar aqui sem vocês, você não tem ideia. – mais uma vez meu coração se apertou. Continuamos a nos falar, até a Lolo exigir atenção querendo mamar novamente, dai então desligamos. Ao amamentar minha filha, e olhar o quarto em redor enquanto ela já dormia porem continuava a sugar meu peito, percebi o que estava faltando. Peeta, meu loiro de olhos azuis, meu namorado que tantas vezes fugia para este quarto, para esta cama, meu noivo, meu marido, meu parceiro de noites mal dormidas, meu alicerce, meu amor. Pensei que não sentiria tanto sua falta, pois semanas antes de nossa filha nascer mal nos falávamos, pensei que seria mais fácil devido a este fato. Eu ainda me lembrava com magoa do tempo que estive tão sozinha naquele apartamento, mas de alguma forma, me confortava toda a atenção que ele estava nos dando, principalmente a Lorena, depois do susto que passamos e pelo fato dele ter visto tudo, sinto que de certa forma ele foi o mais afeto, não que eu não tenha sofrido, mas sei que apesar dele não comentar a imagem de nossa filha sendo tirava de mim inerte, assombra sua mente, e que campo perigoso é nossa mente. Mas aqui, aqui é diferente, eu nunca senti-me sozinha aqui, essas lembranças ruins não pertence a esta casa, muito menos a este quarto. Foi involuntário, as lagrimas começaram a escorrer por meu rosto, e a cada lembrança mais lagrimas vinham sem minha permissão, ao menos eu ainda tinha uma pequena parte dele aqui comigo, para ser mais exata 3 quilos e meio dele aqui comigo.

POV Peeta.

Sei que errei, e sei que não foi pouco. Mas errar é humano não? Ainda mais quando estamos tentando acertar. Fiquei por um certo tempo confuso, eu sabia o que devia fazer, mas todos queriam me dizer o que fazer, e isto deixou-me louco. Meu pai me cobrando dizendo que eu deveria dar atenção a Katniss e nossa filha, sem esquecer-me dos estudos, e Haymitch dizendo-me que eu deveria me dedicar à carreira para garantir o futuro de minha família. Eu sempre fui muito convicto do que queria, confesso que a gravidez me desestabilizou um pouco, minhas prioridades mudaram e perspectivas também, mas ainda assim eu sabia o que queria e o que deveria fazer para alcançar meus objetivos.

Infelizmente me perdi, me perdi em minha desavença com Cato, a única pessoa que eu não queria atingir era Katniss, mas eu sabia que a historia com Glimmer a deixaria enfurecida e foi o que realmente aconteceu, o que fez com que meu desafeto por Cato só aumentasse, sei que é difícil de entender o motivo pelo qual Cato e eu nunca nos demos bem, nunca soube de toda a historia por traz e sinceramente nem sei se quero saber, esta historia já me trouxe grandes dores de cabeça então prefiro que ela não venha a tona. Pelo menos prefiro não saber, mais do que já sei, o que ouvi pela boca da minha própria mulher. Fiquei mal com a amizade dos dois, sei que não deveria pois eu mesmo trabalhava com Glimmer que é minha ex-namorada, mas o intuito dela nunca foi me separar de Katniss, pelo menos é isso que pensava e com certeza a atitude dela no parto de minha filha só veio para reafirmar o que eu já achava.

Mas ter Cato perto de minha Katniss me tornou um homem inseguro, ele sempre quis o que era meu, principalmente a atenção que as pessoas me davam, porque não iria querer a atenção de minha esposa, tentei manter-me normalmente para que ela não percebesse, mas ver Katniss tão frágil me fez pensar que ela cederia aos encantos dele, tentei não pensar nisso, lutar contra minha própria mente e a única maneira que encontrei foi me afundando nos estudos, trabalho e dar-lhe o máximo de minha atenção. Até que aconteceu a promoção, para mim aquilo foi o paraíso, achava que finalmente estava fazendo a coisa certa. Mas me enganei Katniss e eu nos afastamos mais e mais, e quando ela jogou a bomba sobre sua conversa com Cato, aquilo deixou-me sem chão, soube naquele momento que Cato conseguira o que tanto queria, finalmente ele estava conseguindo tirar algo que eu amava de mim, e foi insuportável cada dia de indiferença de Katniss. Após contar-lhe tudo que Cato havia feito a mim, ela ainda agia com indiferença, isto me deixou profundamente magoado, então fiz o que me restava fazer, dedicar-me aos estudos e ao trabalho.

Isso não me deixava melhor tão pouco me fazia deixar de pensar nela o dia inteiro, ao menos eu conseguia dormir a noite inteira tamanho cansaço que sentia. Mas todo meu esforço não estava rendendo mais, estava distraído na faculdade e no restaurante também. Um dia antes do nascimento de Lorena, fiz a maior confusão, tinha a simples tarefa de preparar o cardápio do dia seguinte, mas troquei tudo, solicitei encomendas erradas, fiz listas de compras com ingredientes fora da época e acabei tendo que resolver tudo, ou seja, sai mais tarde do que o normal, e quando cheguei em casa Katniss estava acordada e muito furiosa comigo e como eu não estava em meus melhores dias, fiz questão de não puxar assunto.

No dia seguinte Haymitch percebendo meu estado de tensão e distração me levou para uma reunião em um vinhedo. Disse que seria uma reunião rápida e relaxante, e que eu poderia fazer alguns bons contatos para meu futuro negocio. Arrependo-me do momento em que aceitei estar naquela reunião com ele, meu celular estava sem bateria e pensei em avisar Katniss do restaurante mesmo, mas como Haymitch já estava com pressa e disse que seria rápido não vi mal algum. Eu realmente fiquei um pouco mais relaxado, pois o lugar era lindo e os fornecedores tranquilos, isto até Cato chegar, desde o dia em que quase o enfrentei como quando éramos adolescentes, dizendo que ele não chegasse perto de Katniss outra vez, não nos falamos nem nos vimos mais. Creio que Haymitch já tinha este encontro em mente, pois foi o único a não se surpreender.

– Bom garotos, sei que vocês tem suas diferenças, mas eu gostaria muito que se portassem como homens civilizados, ao menos profissionalmente. Pois terão que trabalhar em conjunto numa nova filial que estou querendo abrir, pois o projeto é dos dois, peguei o ponto forte de ambos os projetos e o transformei em um e gostaria que soubessem que ficou incrível. Porém, entretanto, terão que trabalhar juntos. — Haymitch só podia estar brincando comigo. No mínimo sairia uma boa briga, por dia.

– Pai... — Cato ia protestar, eu mesmo pensei em fazê-lo. — Calma filho, isto não é pra agora. É um projeto para o futuro, mas eu quero que se acostumem à presença um do outro. — Haymitch disse o que não trouxe alívio a nenhum dos dois.

A reunião foi tranquila, porém mais demorada que o esperado e eu não conseguia parar de pensar em Katniss, talvez por estarmos do jeito que estamos, e por eu estar com a pessoa que causara uma parte de nosso desentendimento, ou poderia dizer as pessoas? As palavras de Katniss ainda martelavam em minha mente, sobre eu conhecer muito bem os Abernathy, sobre eu defende-los, ser grato a eles. Minha mente ficava perdida em questionamentos, seria somente uma maneira dela descontar suas frustrações, ou ela realmente sentia-se incomodada com a constante presença deles em nossa vida. Cato continuava a falar sobre suas propostas de fornecimento do vinho, e tudo que ele falava era com entendimento e conhecimento, ele transmitia segurança e confiança aos fornecedores, era nítido isto, acredito que eu era o único a não confiar nele.

– Desculpe senhores, me deem licença um instante. — Cato pediu com elegância retirando-se da mesa e distanciando-se para atender o celular. Haymitch que até então pouco havia se pronunciado, pois estava mais preocupado em degustar os vinhos, me inseriu na conversa, porém foi somente eu abrir a boca que Cato voltou mais branco do que papel chamando a atenção de todos.

Então pensei que era exatamente isso o que ele queria, a atenção de todos, é óbvio que ele não queria que eu estivesse aqui, e ainda queria me mostrar o quão superior era, ele não tem limites mesmo.

– Peeta podemos falar em particular. — ele pediu, minha vontade mínima era responder-lhe bem atravessado, mas seria infantil demais de minha parte, porém Haymitch se pronunciou em meu favor.

– Como assim em particular? Aconteceu alguma coisa que eu não possa saber? O garoto ia expor suas ideias agora, muito conveniente pra você precisar falar com ele em particular. — Haymitch foi um tanto arrogante ao falar, o que deixou Cato vermelho de raiva.

– Peeta, a Katniss está no hospital em trabalho de parto. — Cato disse sem que eu estivesse pronto para ouvir.

Minha Katniss, minha Lorena. Como isso está acontecendo o parto não é para agora.

– Como assim? O parto está marcado para daqui duas semanas. — eu não conseguia raciocinar direito. — Ela te ligou? — fiz a pergunta que fez meu coração doer ainda mais, eu estava tão alheio as necessidades de minha esposa que ela teve que recorrer ao Cato?

– Não, eu recebi uma mensagem da Glimmer, ela está na maternidade próximo ao restaurante com a Katniss. — ele disse e eu não fiquei mais tranquilo.

– Eu preciso ir. — disse atordoado até perceber que eu não estava de carro.

– Hey pega meu carro, eu volto com meu pai. — Cato foi mais rápido e eu não me fiz de rogado.

– Obrigada Cato. — apertei-lhe a mão e sai em disparada.

Não sei há quantos quilômetros por hora eu fui, sei que tentei chegar o mais rápido que pude, entrei no hospital feito um louco e pra minha sorte Glimmer me esperava na porta do centro cirúrgico e já havia avisado que eu chegaria a qualquer momento.

– Graças a Deus você chegou. Vai logo colocar o avental. — Glimmer me empurrou centro cirúrgico adentro.

Quando entrei na sala de cirurgia e vi minha Katniss ali deitada tão frágil, com uma porção de médicos e enfermeiros a seu redor, a ficha realmente caiu, como pude ser egoísta a ponto de deixa-la tão vulnerável e sozinha estes últimos dias, que espécie de pai eu seria que descontaria em sua família suas frustrações pessoais, profissionais. Eu estava magoado sim com Katniss por não me apoiar na futura sociedade com Haymitch e por dar mais importância ao que Cato lhe disse do que nas minhas palavras e no meu amor por ela, mas em ocasião alguma eu tinha o direito de me afastar dela ou de nossa família, de colocar prioridades a frente delas. Acariciei seus cabelos e selei nossos lábios, eu tinha uma necessidade absurda de lhe pedir perdão e dizer-lhe que seria tudo diferente daqui em diante, porém me limito a pedir-lhe perdão, o que ela não responde, sei que ela esta magoada, também sei que atitudes valem mais que palavras e ela voltara a acreditar em mim pelas minha atitudes.

– Peeta, que bom que você conseguiu chegar a tempo. – o Doutor Cinna diz chamando-me a atenção e passa a me explicar tudo que estava acontecendo.

Fico meio zonzo a principio e me sento, não acredito que isto esta acontecendo. Um filme começa a passar pela minha mente, a briga que tivemos, a indiferença dela, a minha indiferença, as noites que cheguei e ela já estava dormindo, os dias que acordei e ela já havia saído, os finais de semana que trabalhei e os que fazia trabalhos da faculdade. Eu deixei de lado a melhor parte do meu dia, da minha vida, a parte a qual eu estava trabalhando e estudando feito um louco, minha família, eu deixei minha família.

Sinto as mãos de Katniss acariciando meu rosto e a pego dando-lhe um beijo e entrelaçando-a com a minha, selo novamente nossos lábios e a encaro, espero transmitir tudo que minha boca não consegue neste pequeno gesto, mas não sei se fui capaz.

Geralmente o nascimento de um filho é um momento magico, mas no nosso caso não foi. Vi minha filha, minha Lorena, ser tirada de Katniss com o cordão umbilical envolto em seu pescoço, e seu corpinho totalmente inerte, não havia nenhum indicio que ela estava bem, isto desesperou-me, eu não aguentaria, não suportaria perder minha filha, Katniss me culparia para sempre e mesmo que não me culpasse eu me culparia. Katniss me perguntava o que estava acontecendo e eu simplesmente não tinha forças para responde-la. Nunca me senti tão impotente quanto naquele momento, acredito que nem mesmo na morte de minha mãe, eu não podia perder minha filha, nem ela e nem Katniss.

O desespero foi substituído por alivio quando ouvimos o choro de nossa pequena, finalmente consegui respirar aliviado e é quase impossível descrever a emoção de poder pega-la pela primeira vez, seu chorinho forte e exigente, seus olhos azuis iguais aos meus, mas os traços de Katniss, e possível personalidade dela também. Me apaixonei de imediato por minha filha, a mistura perfeita de Katniss e eu.

Os dias se passaram e logo estavamos em nosso apartamento, Prim e Clair ficaram conosco e por um momento pensei que Katniss havia esquecido a ideia de voltar para a casa de nossos pais, mas não ela mantinha-se firme, eu sabia que não tinha direito de pedir que ela ficasse aqui comigo, mas era insuportavel pensar em ficar sem elas um minuto sequer, imagine dias.

E agora aqui sozinho neste apartamento, sei exatamente o que devo fazer, sei que Katniss não vai gostar nada, isso pode até nos afastar novamente, mas estarei seguindo meu coração e vou ter que assumir os riscos que isso implicara.

POV KATNISS

Meu celular toca sem parar, e isto já esta me deixando bastante incomodada, logo agora que minha pequena dormiu eu não acho este bendito celular.

– Alô. — atendo o bendito sem ao menos ver quem é, enquanto saio do quarto.

– Oi Catnip. Tudo bem? E a Loreninha como esta? — meu primo pergunta de uma forma estranha.

– Oi Gale estamos bem sim, minha filha esta mais linda a cada dia que passa. — digo toda coruja e ele ri.

– Imagino que esteja mesmo. — Ele limita-se a dizer o que me deixa preocupada, Gale não é assim, geralmente é bem direto.

– E você esta bem? Esta estranho, a Mad esta bem? — acho que cheguei no ponto certo, pois Gale inquietou-se no telefone.

– Sim estou bem... Olha Catnip eu só liguei mesmo pra ver se estava tudo bem com vocês, preciso desligar. — Ele não esperou que eu me despedisse e eu soube que havia algo de muito errado.

Mais que depressa liguei para Madge que demorou para me atender.

– Oi amiga, esta tudo bem? — perguntei de imediato, pois pelo tom de voz que ela atendeu era nitído que não estava tudo bem.

– Não Kat não esta tudo bem, Gale e eu terminamos. — minha amiga respondeu direta como sempre e com a voz embargada.

Notas finais
Eai amores curtiram? Peeta também estava chateado com Katniss e como diz minha mamis "dois bicudos não se beijam" hahaha Gente não tive tempo de corrigir erros ortograficos e de concordância e no tablet isso é ruim demais, rsrsrs Então desculpe qualquer erro!!!! E o rompimento Gadge??? Por essa vocês não esperavam hein? Ou esperavam?rsrs Espero o review de todos... Obrigada novamente pelo carinho... Beijos e flores, e até o capítulo 41...