Notas iniciais
Oi Pessoas!!!! Sou eu a linda e maravilhosa Lary! ;-)
Bem, demoramos e peço desculpas por isso as pessoas que comentáram e que gostam da fic e comentam. A demora foi proposital, não estou satisfeita com a quantidade de reviews, acho que é chato ter que sempre brigar por isso, mas de agora em diante quanto menos reviews,mas eu vou demorar a postar.
N/:Mell: Obrigada a todos os comentários, agradeço o carinho. Aproveitem o capítulo! Bjs..,

***Enjoy***

De repente meu pai entra pela mesma porta que saiu, corro em sua direção e o abraço, penso que vou sufocá-lo pelo modo em que o aperto, mas eu preciso daquilo... Eu preciso daquele abraço, começo a lhe pedir perdão, digo que eu o amo, e sei que o decepcionei, mas se tivesse a chance faria tudo diferente... Como antes ele não diz uma única palavra, apenas tenta se desvencilhar do meu aperto, mas não de jeito amoroso ou até mesmo respeitoso, ele usa de força e tenta de qualquer modo me afastar, o encaro sem compreender sua atitude, e seus olhos não possuem mais o amor e carinho que ele sempre nos dedicou, também não há raiva ou ressentimentos, há algo muito pior... Indiferença, rejeição! Ele não parece se importar com o que eu faço ou falo, e também não me olha mais nos olhos, sigo com o olhar a direção que ele encara e encontro Prim estática, ela não move um músculo sequer somente, chego a duvidar que ela esteja respirando.

- Pai... – eu grito... Mas não chamo sua atenção, pelo ao contrario ele parece não me ouvir e caminha em direção a Prim, continuo a gritar mas é em vão, Prim parecia estar tão próxima a mim, mas pelo tempo em que me pai caminha até ela, sinto que ela esta a quilômetros de distancia, Quando ele finalmente chega até ela, a abraça carinhosamente e diz algo em seu ouvido inaudível a mim pela distancia, mas que faz Prim chorar silenciosamente, mesmo eles parecendo estar longe, vejo nitidamente suas lagrimas escorrendo pelo seu rosto pálido.

POV Peeta.

- Paaaaai... – ela grita novamente e dessa vez eu consigo acordá-la.

- Calma amor, calma... Eu estou aqui com você. – começo a consolá-la, pois havia um tempo que ela estava chorando enquanto dormia, mas eu não conseguia tira-la desse pesadelo, onde ela gritava pelo pai sem parar.

- Peeta, cadê meu pai? Você viu o que ele fez? Ele voltou em casa e fingiu que eu não existia... Amor, você viu o que ele fez comigo? – Ela falava alterada entre soluços.

- Foi só um pesadelo amor... Fique calma. – digo abraçando-a ainda mais forte.

- Tudo? – ela pergunta sabendo que não.

- Quando seu pai saiu de casa, você desmaiou e viemos para o hospital...

- Ah... – ela exclama, mas continua angustiada. – O que aconteceu comigo Peeta?

- Bom como eu disse, você desmaiou e te trouxemos pra cá – ela olha volta acho que se dando conta somente agora que estava num hospital – logo que você voltou a si, eles te doparam pois você estava muito nervosa e poderia te prejudicar e ao bebe também. – termino de falar e ela me encara com os olhos arregalados.

- Eles sabem que estou grávida?

- Tive que contar, para que não te medicassem com nada que faria mal a vocês. – digo lembrando do meu desespero por vê-la tão desprotegida e não poder fazer nada acabou comigo.

Vi também alguns olhares críticos e surpresos com minha confissão, Clair que estava a meu lado fez questão de ignorar todos os olhares e pedir que agilizassem o atendimento a filha. Logo que Katniss foi medicada e encaminhada para um quarto, a doutora Cressida, medica de Katniss apareceu no quarto, dizendo que soube da novidade e que ficou surpresa, pediu para que quando ela acordasse a chamasse para realizar alguns exames. Clair que até então esteve ignorando a todos, lançou um olhar intimidador para a Dra e disse que depois precisava conversar com ela. Agora entendo o desconforto de Katniss sempre que vinha aqui no único hospital da cidade, do hospital que sua mãe trabalha, onde todos a conhecem praticamente desde que nasceu. Katniss esta com um olhar distante, como se estivesse em outro planeta.

- Quer conversar sobre o sonho? Ou melhor pesadelo.

- Agora não. – ela diz tristinha, então lembro de algo que talvez possa animá-la ou deixá-la pior.

- A Dra Cressida veio aqui te ver, ficou sabendo da novidade e pediu pra que quando você acordasse eu a chamasse pra fazer uns exames em você... — ela me encara, e seu olhar demonstra curiosidade, frustação e medo, sinto que ela quer perguntar ou falar algo mas hesita.

- Fala amor... — digo a encorajando-a

- Alguém mais veio me ver? — ela pergunta e sei de imediato a quem ela esta se referindo.

- Não amor, ele não veio... Eu sei que sua mãe ligou pra ele, mas não sei se realmente conseguiu falar... Meu pai levou Rue pra casa e a Clair foi junto, pois hoje é o plantão dela, então só foi trocar e daqui a pouco esta aqui... Prim foi comer alguma coisa e logo logo esta de volta. — assim que falei que seu pai não veio vê-la lagrimas escaparam de seus olhos, sei que ela sonhou com o pai, e o fato dele não ter vindo ver se ela está bem somente agrava as coisas, então continuei falando sobre os outros para que ela soubesse que eles estavam aqui, talvez a conforte um pouco.

***

(Descoberta POV Peeta)

Hoje prometia ser um dia calmo, tranqüilo. Muita neve lá fora, a família reunida logo cedo, muitas brincadeiras, e a Katniss mais animada, ontem foi um dia longo demais, cansativo demais, nós merecíamos uma folga, e tudo indicada que hoje seria assim, mas não, quando me dei por mim Ben estava segurando um dos testes de gravidez que Katniss fez, um milhão de coisas passaram por minha mente neste instante, mas a primeira foi, O BENJAMIN VAI ME MATAR! Não havia o que falar, não tinha como omitir a verdade que estava estampado na cara de todos nós, Prim que estava sentada na minha frente, arregala os olhos e abaixa a cabeça, a Katniss chama pelo pai, a Clair começa a falar mas a frase morre no meio.

– Peeta... – meu pai chama minha atenção – Você sabia? – mentir nunca foi uma solução, pelo contrario só piora as coisas, sinto que essa pergunta é retórica, ele sabe a resposta mas quer ouvir da minha boca.

– Sim pai... Descobrimos ontem... – digo tentando me acalmar, não há mais o esconder, queríamos tempo para nos prepararmos para esta conversa, mas isso nunca existiu, não há como se preparar para dar esse tipo de noticia.

– Espera ai do que vocês estão falando?... — Clair pergunta confusa.

– A Katniss está grávida. — Anuncio... E falar isto em voz alta e para todos, parece que sou transportado a um novo mundo, da fantasia a realidade isto instala um nó na minha garganta e uma dor no meu peito, é real mesmo, estamos realmente vivendo isso, vamos ter um filho.

Perdido em meus pensamentos, não conseguia entender uma só palavra que meu pai e a Clair falavam, somente quando escuto a voz de Katniss chamando pelo pai, percebo o que esta acontecendo, o Ben não disse uma palavra sequer, vejo que ele levantou e esta indo em direção a porta, Katniss o chama novamente e agora sinto que chamou atenção de todos, pois não escuto mais a voz do meu pai e da Clair. Katniss levanta indo atrás do pai, mas ele a ignora e sai, isso parte o meu coração, crio forças e me levanto porém é tarde demais, ela esta caindo corro e consigo evitar que ela bata com a cabeça no chão.

***

- Huum você acordou... — Prim entra no quarto e vai em direção a Katniss depositando um beijo em sua testa. — Esta melhor? — ela pergunta ao sentar-se na cama.

- Estou melhor sim... Quanto tempo eu apaguei e afinal o que eu tive? — mal abri a boca para responder e a Dra Cressida entrou no quarto.

- Boa tarde! — ela nos cumprimentou entrando no quarto. — Quer dizer que a senhorita esta grávida? — ela pergunta divertida pra Katniss, e ela somente assente com a cabeça. — Como você descobriu? e quando? — ela pergunta pegando uma cadeira e sentando-se ao lado de Katniss, ela demora a responder procurando as palavras certas eu acho.

- Bom Dra, ela desconfiou por causa do atraso da menstruação e fez um teste de farmácia ontem. — começo falando.

- Na verdade foram três. — ela diz tímida.

- Entendi... – ela faz uma pequena pausa segura as mãos de Katniss entre as suas e continua – Katniss eu te conheço desde que você era um bebê, e você sabe que sempre pode contar comigo, isto não mudou e não ira mudar, eu quero que você se esforce para estar bem, porque agora não é mais só você, agora tem uma parte sua e do Peeta dentro de você... Eu sei que as circunstancias não são as melhores, mas aconteceu vocês dois são jovens, saudáveis, cheios de vida, e daqui pra frente é se preocupar com esse bebezinho que esta crescendo aqui... — A Dra disse essas palavras de conforto que tanto Katniss quanto eu precisávamos ouvir, e por fim tocou em seu ventre... É bom ouvir palavras de conforto, depois de ser bombardeado de criticas, e de olhares reprovadores.

- Desculpe doutora, é que foi tudo muito rápido.

- Eu sei, mas você tem que se cuidar, seu desmaio foi causado por um forte grau de estresse, pressão e ansiedade, combinado a má alimentação e a forte gripe que estava, sua imunidade esta muito baixa, vou te receitar algumas vitaminas da própria gravidez e mais algumas pra aumentar a sua imunidade... E agora eu queria escutar o coraçãozinho do seu bebê... Podemos ir ao meu consultório? — O jeito que a Dra falava com a Katniss era tão maternal e meigo, que me fez pensar em como minha mãe reagiria, se estivesse viva e soubesse que seria avó, lembro-me como ela ficou radiante quando soube que estava grávida de Rue.

- Claro... — ela diz um pouco mais animada.

- Vamos? O papai e a titia podem ir também...

- Vamos sim... — eu disse e me levantei para pegar a mão de Katniss para lhe passar apoio.

Enquanto a Dra chamava uma enfermeira para que trouxesse uma cadeira de rodas, permiti que minha mente vagasse um pouco, escutar o coração do meu filho, meu filho... Será que isto é verdade mesmo, será que realmente isto está acontecendo? Até 48 horas atrás estávamos planejando nossos horários de aulas, como seriam nossos colegas de quarto, se iríamos mudar muito ou não, como faríamos pra ficarmos juntos, como sentiríamos falta de dormimos juntos, tantos planos que serão adiados por tempo indeterminado, confesso que desejei que fosse coisa da cabeça da Katniss, que ela não estava grávida, que era somente uma brincadeira de mal gosto, mas não a cada minuto que se passa esse filho, nosso filho se torna mais real e palpável... A enfermeira chega me tirando de meus pensamentos e não permito que Katniss levante, a pego no colo e a coloco na cadeira de rodas, ela agradece com um beijo no meu pescoço. Seguimos até o consultório e lá a Dra prepara Katniss para o exame, fico desconfortável ao ver a Dra colocando gel e um preservativo no aparelho em que irá examiná-la, penso em perguntar se aquilo não machucaria o bebê, mas é obvio que não né, ainda bem que não pensei alto.

- Mulher sofre né? – Katniss pergunta divertida e me encarando.

- Dói? – não sei o que dizer, pelo menos ela esta sorrindo e não chorando mais como estava.

- Um pouco desconfortável, mas não dói... – ela fala e revira os olhos, como se fosse a pergunta mais absurda do mundo.

Me concentro na tela indicada pela doutora, e não vejo nada, será que estou vendo no lugar certo? Será que a Katniss esta grávida mesmo? Olho para a Dra que esta concentrada na tela de seu computador, volto a encarar a tela e nada, começo a ficar inquieto, olho para Prim que esta sentada a meu lado, e vejo uma lagrima escorrer e um sorriso se formar, não entendo a reação dela e volto meu olhar para Katniss, e também vejo lagrimas escaparem, ela não sorri aberto igual a Prim, mas segura um sorriso, volto a olhar para a tela a nossa frente e meu coração vacila, a tela não mostra muita coisa, apenas um pontinho, mas o que faz meu coração vacilar e minha respiração ofegante, é som quase ensurdecedor e maravilhoso ao mesmo tempo, é tão rápido e tão forte, e antes mesmo que eu consiga me pronunciar.

- O coraçãozinho dele ou dela... – A Dra diz

Não tenho palavras pra descrever este momento, é um misto de sentimentos, mas o que prevalece é um sentimento novo para mim, pois nunca havia sentido algo antes em toda minha vida, eu sei que é um tipo de amor mas que nunca experimentei nem pelo meu pai, por minha mãe, por Rue, ou até mesmo por Katniss, é um amor incondicional por este pequeno ser que é apenas um pontinho na tela, mas que tem um coração tão forte e tão vivaz, o amor é tão grande e tão forte que meu coração chega a doer, sinto uma mão segurar a minha, olho para Katniss e seu sorriso não é mais contido ela exibe um largo sorriso, não consigo deixar de fazer o mesmo, então percebo que também deixei algumas lágrimas escaparem.

POV Katniss

Assim que a doutora começa o ultrassom passo a ficar um pouco mais tensa do que já estava, mas assim que me deparo com aquele pontinho minúsculo na tela a nossa frente, toda minha tensão vai embora, levando consigo todas as duvidas e incertezas, ainda há um medo, mas agora o medo é de algo acontecer com o meu bebê, e como já esta se tornando um costume começo a chorar, um choro contido, de emoção, de alegria, devo estar com a maior cara de boba então prendo o sorriso tentando conter minhas emoções, mas o melhor ainda estava porvir, nada havia me preparado para aquele momento, ouvir o coração do meu bebê foi como uma melodia suave, por mais frenético que são suas batidas, esqueço dos momentos de angustia que passei, dos momentos de dor, e concentro apenas neste som que emana dentro de mim, não há mais motivos para segurar o sorriso muito menos as lágrimas, ele ou ela está aqui, é real.

A doutora fala alguma coisa sobre o coração do meu bebê, me tirando de meus devaneios e emoções, olho para Peeta que esta sentado a meu lado, seus olhos brilham e neles há lágrimas também, ele olha para a tela com um ar de adoração, devoção, proteção, um sorriso também se forma no canto de seus lábios, pego sua mão que esta próxima a minha e a aperto, ele volta seu olhar para mim e me presenteia com um lindo sorriso.

- Bom Kat, aparentemente esta tudo bem com seu bebê, pelo tamanho do embrião acredito que você esteja de seis semanas, como te disse vou te receitar as vitaminas, e vou pedir uns exames também, então venha amanha cedo em jejum para colher sangue, daí então começaremos a fazer seu pré-natal.

- Tudo bem doutora... – disse enxugando algumas lagrimas.

- E Kat, se cuida... Para o seu bebê estar bem, você precisa estar bem... – assinto com a cabeça – então agora pode ir pra casa, esta de alta, descansa bastante, se alimenta bem... e nos vemos amanha

Me troco e quando volto Peeta e Prim estão se despedindo da Dra. Cressida, faço o mesmo e seguimos para casa, mas ao sairmos do hospital encontramos minha mãe uniformizada.

- Oi filha... Já teve alta? Esta melhor? – ela pergunta visivelmente preocupada.

- Estou melhor sim mãe... – digo envergonhada, pois ela aparenta estar bem abatida, não consigo deixar de me sentir culpada. – Mãe... – começo e ela me interrompe.

- Katniss... – ela respira fundo – descansa hoje e amanhã nós quatro vamos conversar... Tudo bem filha? – Apenas assinto com a cabeça, ela me abraça e vai em direção a entrada do hospital, mas eu a chamo.

- Mãe? – ela vira em minha direção – e meu pai, você falou com ele? – temo a resposta, mas preciso saber, porem me arrependo no instante seguinte a pergunta, pois mais uma vez ela respira fundo e procura as palavras certas.

- Eu tenho que conversar com seu pai antes de você filha, ele esta chateado, precisa de um tempo pra absorver toda a história, e eu também, fomos pegos de surpresa... – ela diz, sinto que ela não quer me machucar com suas palavras, porém precisa dizer que ela esta chateada comigo. Assinto com a cabeça e seguro o choro, Peeta segura meu braço e minha cintura, acho que ele pensa que vou cair ou desmaiar e talvez isso aconteça.

- Estamos indo Clair, amanha nos falamos então... – Peeta diz e dessa vez quem não diz nada é minha mãe, apenas assente com a cabeça e entra no hospital.

No caminho para casa, todos ficamos em silencio, o caminho é rápido, dez minutos no máximo, mas Prim rompe o silencio que nos assola.

- O coração dele bate tão forte e tão rápido né? – olho no retrovisor e vejo um sorriso bobo no rosto da minha irmã.

- É verdade... Mas dele? Acha que é um menino? – Peeta pergunta.

- Eu acho que é... – ela diz e eu apenas sorrio timidamente.

Continuo contemplando o sorriso bobo da minha irmã pelo retrovisor, ao menos tenho uma grande amiga e aliada nessa confusão que minha vida se tornou, sei que Prim estará a meu lado incondicionalmente. Chegamos em casa e logo encontramos Tom e Rue, Rue vem ao meu encontro e me abraça.

- Você esta bem Kat?

- Estou sim minha linda...

- Filha, deixa a Kat descansar... – Tom diz pra Rue, e volta a nos encarar – A Clair me ligou e disse que já falou com vocês, então descansem os dois e amanhã conversaremos.

- Mesmo esquema amor, vou tomar um banho e depois vou pro seu quarto... Ok? – ele fala enquanto subimos a escada.

- Amor, eu não acho uma boa idéia.

- Princesa, o que poderia ter acontecido, já aconteceu... Então acho que há problema se eles souberem, a menos que eles digam alguma coisa, aí sim teremos que dormir separados, mas enquanto eles não falam nada continuamos assim... – ele me puxa para um beijo terno mas não prolongado – Daqui a pouco estou lá.

Entro no meu quarto e sigo direto para o banho, não sei quanto tempo fiquei debaixo do chuveiro, pois estava decidida a sair somente quando estivesse relaxada, algo quase impossível de acontecer nesse momento, saio do banho e me troco no banheiro mesmo, colocando meu pijama de inverno, assim que saio encontro Peeta sentando em minha cama, vou em sua direção e me sento a seu lado, ele me envolve em seu abraço e eu encosto minha cabeça em seu peito.

- Esta cansada? Quer dormir?...

- Estou cansada, mas não com sono.

- Hum... Quer conversar?

- Não... quero ficar quietinha.

- Quer assistir um filme?

- Pode ser...

- Ok... – me afasto para que ele possa pegar uns DVD’s, ele volta com dois em sua mãe ambos de comédia.

- Comédia amor? – pergunto desanimada.

- Sim... Você esta precisando rir um pouquinho... Já chorou bastante não?

- Você tem razão. – digo vencida.

Ele coloca o filme e voltamos a ficar na mesma posição em que estávamos. Assistimos “Se beber não case: Parte 3”, por mais que eu já tivesse assistido, é impossível não rir, e é isso que fazemos rimos e rimos muito, assim que o filme termina Peeta coloca outro “Gente Grande 2”, apesar de também ser muito engraçado acabo pegando no sono na metade do filme.

Acordo com Peeta me dando um selinho e dizendo algo, porém o sono não me permite entender o que ele diz, viro para o outro lado e volto a dormir. Quando acordo novamente o quarto já esta claro, vou até a janela e vejo que não esta nevando mais, vou ao banheiro e faço minha higiene matinal e me troco para ir ao hospital fazer os exames que a Dra pediu, foi algo bem rápido cheguei e logo fui atendida, coletaram meu sangue e logo me dispensaram, chegando em casa vou direto para a cozinha tomar café, encontro minha mãe na cozinha e hesito ao entrar, ela me vê hesitante na porta e arqueia uma sobrancelha.

- O que foi? – ela diz me encarando.

- Nada... – digo um tanto corada.

- Ok terei que sair, você pode arrumar a casa e preparar o almoço? – ela pergunta e eu estranho seu comportamento.

- Posso, claro! – digo um tanto confusa.

- Tudo bem, então nós conversaremos depois do almoço... – ela sai assim que acaba de falar.

Tomo meu café sozinha, pois as meninas estão no colégio e Peeta e Tom provavelmente na padaria. Começo a arrumação da casa, e percebo o quão grande a casa é, nunca tive que fazer tal arrumação, sempre arrumava meu quarto principalmente e as vezes algum outro cômodo da casa, e hoje parece que todos saíram de casa sem ao menos dobrar seu edredom, começo como de costume pelo meu quarto, e sigo para o quarto das meninas, confesso que não estava preparada para aquilo, roupas, toalhas, cobertores e lençóis espalhados pelo quarto, fora os brinquedos de Rue que tropecei pelo menos umas 5 vezes neles, teria que conversar com elas, como elas são bagunceiras, ainda bem que o quarto de Peeta estava impecável, passei pelo quarto da minha mãe e agradeci por estar arrumado, passo arrumando a sala de estar e jantar, finalizando na cozinha, já estava exausta e ainda não havia terminado de arrumar tudo e tão pouco havia começado a fazer o almoço e como se não pudesse piorar em meia hora Peeta e Tom chegariam para o almoço.

Começo a preparar o almoço meio desajeitada, não sei a quantidade certa para um almoço para seis pessoas, e ainda preciso fazer tudo ao mesmo tempo, estressante muito estressante, logo Peeta e Tom chegam.

- Oi amor... – ele me cumprimenta.

- Oi Kat, cadê sua mãe? – Tom também me cumprimenta.

- Ela saiu, não disse onde foi... – uma tampa de panela cai no chão – Amor me ajuda aqui, por favor... – E Peeta vem e me salva ajudando-me a preparar o almoço, minha mãe chega com as meninas, logo após terminarmos.

Almoçamos e apesar de Prim tentar aliviar o ambiente, falando sem parar e contando umas piadas sem graça, a tensão do que aconteceria após o almoço ainda estava no ar. Algum tempo depois que terminamos, minha mãe começa.

- Prim e Rue, vocês podem ir adiantando as coisas por aqui Tom, Peeta, Katniss e eu vamos conversar, depois voltamos ajudar vocês.

Vamos para sala de estar, Peeta e eu sentamos em um sofá, Tom e minha mãe em outro de frente para nós.

- Bom cria... – o Tom começa – Peeta e Katniss, como vocês pretendiam nos contar e o que pensam em fazer de agora em diante? – Pergunta difícil, muito difícil.

- Então Tom, eu descobri por acaso, fiz o teste e deu positivo, conversei com Peeta decidimos contar assim que eu fizesse os exames, então saberia de quanto tempo estou e tudo mais. – eu disse querendo que a chão se abrisse debaixo de meus pés.

- É pai nos conversamos, e por enquanto decidimos ficar por aqui, trabalhando e juntando um dinheiro até o bebe nascer, depois veremos o que faremos.

- Quando você diz “ficar por aqui”, você quer dizer aqui em casa? – minha mãe pergunta e seu tom de voz me incomoda. Peeta vacila ao responder.

- Por enquanto sim... Isto é se não houver problemas pra vocês. – Peeta fala na defensiva, porém firme.

- Filho, não quero que pensem que estamos pedindo pra vocês saírem, por que não estamos... Daremos a vocês todo apoio que precisarem, mas eu quero que vocês criem responsabilidade... Não é fácil administrar uma casa, filho, emprego, estudos e principalmente o relacionamento entre vocês.

- Eu sei que não é fácil pai. – Peeta diz num tom duro.

- Eu sei que você sabe filho, por isso mesmo estamos tendo essa conversa, você assumiu o lugar de homem da casa quando sua mãe faleceu e eu surtei, mas foi por um tempo, e agora você terá que assumir esse papel definitivamente. Você é forte filho, e eu admiro isso em você, nunca te escondi isso pelo ao contrario sempre quis que soubesse, confesso que fiquei chateado em saber da gravidez, não por vocês, mas porque sei as responsabilidades que ter um filho traz...

- Desculpe pai eu não quis dizer isso...

- Eu sei filho fica tranqüilo.

- Bom Katniss eu faço das palavras do Tom as minhas, não queria que isso acontecesse tão cedo, mas não adianta “chorar pelo leite derramado”, mas por agora só quero que você volte a trabalhar e comece a me ajudar mais com os afazeres da casa, não veja isso como uma punição, porque não é, só quero que você comece a sentir o que é ser responsável por uma família.

- Tudo bem mãe eu te entendo.

- E a faculdade? – Tom pergunta.

- Quando o bebe estiver maior e estivermos mais estabilizados financeiramente, nos começamos. – Peeta diz encerrando nossa curta conversa.

- Ok então... Ah Kat, a Dra deixou seu ultrassom comigo. – ela diz esboçando um sorriso tímido e me entrega o envelope com o USG, como um impulso me levanto e a abraço, a aperto contra o meu corpo lembrando do meu sonho onde meu pai repudiou meu abraço, mas ela não o faz ao contrario retribui o meu abraço.

- Obrigada mãe, eu precisava deste abraço. – digo ainda abraçada a ela.

- Você vai precisar ser muito forte filha, mais do que nunca. – ela diz e sinto que não esta se referindo a gravidez.

- A senhora esta falando do meu pai né mãe? – ela respira fundo e diz..

- Sim filha, ele está irredutível, não quer aceitar sua gravidez de jeito nenhum... – ela diz e meu coração se aperta com suas palavras.

Notas finais
Gostaram? Bem, é isso quero postar rápido, mas só irei fazer isso se comentarem.
Vou conversar com a Mell, mas é provavem que eu só poste se vocês atingirem a meta de 20 reviews, se não...só daqui 15 dias.

Bjs, até o próximo!!!