Notas iniciais
Faz tempo que eu não posto um capítulo, eu sei, mas tava meio sem ideias.

O certo seria viajar “na” ou “com” a Sra. O'Leary? Foi o que eu me perguntei no começo. Demorei a me acostumar, mas depois comecei a comparar aquilo a andar de pégasus.

Leo voltou a seu silencio mórbido, apenas sussurrando frases como “é igual ao Festos”. Eu não intendia o que ele queria dizer com aquilo, então resolvi ignorar. Porém era perceptível que ele estava morrendo de medo.

O único feliz com aquilo era Nico. Acho que feliz não é a palavra certa. Digamos então que ele estava acostumado.

Depois de alguns minutos, avistei um monte de sucata, que nos guiava a um monte de sucata muito maior. De longe, chegava até a parecer uma pessoa, deitada.

Sra. O'Leary começou a diminuir a velocidade.

– Ela não tem permissão para chegar perto – informou Nico – Na verdade, o único que tem é ele.

Ele estava apontando para Leo.

– Pela primeira vez, não estou animado a ir à um lugar com muita coisa que posso usar. Sei das histórias dos ferros velhos do meu pai. Sei que não vou conseguir entrar e não pegar nada. Preciso de companhia – ele sorria para mim. Já não me importava mais em ir a algum lugar com Leo. Era melhor que ficar mofando no deserto.

– Eu vou – Nico disse, para minha surpresa. Leo tinha uma cara de quem pedia socorro. Eu ri para ele.

– Vou montar acampamento aqui. – eu avisei. Leo deu um suspiro como sinal do fim de suas esperanças. – São 9h agora. Vocês têm até meio dia para voltar, ou dar algum sinal de vida. Caso contrário, irei atrás de vocês.

– Não seria melhor irmos todos juntos – tentou Leo.

– Já é perigoso eu ir com você – Nico novamente acabou com as esperanças de Leo – Você sabe o que Ártemis fez com esses lugares depois que Bianca morreu? – nós dois negamos com a cabeça – Ela fez Hefesto melhorar a proteção, mas não na saída, na entrada. Se você conseguir entrar, pode pegar o que quiser. Só que Hefesto abriu uma exceção para os filhos. Vocês podem entrar, mas não podem tocar em nada.

– Qual a vantagem disso? – Leo perguntou.

– É para manter qualquer um afastado. Como você disse antes, não vai conseguir entrar e não pegar nada, se ninguém vigiar. E assim é com todos os filhos de Hefesto, vocês são atraídos para lugares como esse.

– Isso tá começando a me deixar preocupada. – suspirei. Não me agradava ficar no meio do deserto, perto de um ferro velho do mal, com um cão infernal – O que acontece se vocês não conseguirem entrar, Nico?

– Depende – ele parou para pensar – As histórias que me contaram no submundo não eram animadoras.

– Deve ser pelo fato, de que se foram contadas no submundo, as pessoas devem ter MORRIDO – raciocinou Leo. O jeito que ele falou me fez rir. – Qual a graça Dare?

– Ahh, agora sou a “Dare”! – brinquei de volta – Nico, vamos planejar isso melhor.

– Não há o que planejar, sua missão os manda aqui. Valdez tem que entrar.

– Desculpe Carly, mas realmente tem uma coisa me chamando para aquele lugar, uma coisa muito forte.

– E você, filha de Atena, é mais importante que pensa. – eu o encarei. Ele sabia muito mais do que estava nos contando. Eu sabia que ele não iria falar, não assim. Fiz o contrario do que havia aprendido a fazer todos esses anos.

– Okay, vão. Vocês tem até meio dia. Se não, as garotas entraram em ação. Não é Sra. O'Leary? – ela rosnou um sim.

Leo e Nico saíram logo em seguida. Dez minutos após eu perde-los de visão, vejo uma loba vir correndo em minha direção. Uma força emanava dela. Eu já havia sentido aquela força no acampamento. Quando chegou perto de mim, a loba se transformou em Ártemis.

– Milady Ártemis! – me curvei. Ártemis era uma das únicas deusas que eu realmente gostava, e por visitar o acampamento sempre, a que eu mais via.

– Carly – ela deixou a majestade de lado e me abraçou.

– Onde estão as Caçadoras, Milady?

– Elas não se aproximam desse lugar. – ela apontou o ferro velho, onde agora Nico e Leo estavam – Você também devia manter distancia.

– Milady, é a missão que designaram a Leo e eu – ela riu. Obviamente sabia da minha antipatia por Leo.

– Leo Valdez é uma pessoa mal compreendida – ela olhou o horizonte oposto ao ferro velho – Ele esconde toda a tristeza em suas gracinhas. Esse menino sabe conviver com a tristeza melhor que muitas pessoas, ou até deuses.

– A senhora pode me contar o porque?

– É melhor perguntar direto à fonte – ela me deu uma piscadela. – O que eu vim lhe perguntar, não tem nada a ver com Leo Valdez.

– E sobre o que seria, Milady?

– Você não está nem um pouco feliz com essa missão, não é? – assenti. Fiquei imaginando quem estaria. – E você sabe, que essa missão não terminará do jeito que você espera, não é? – assenti novamente, sem saber bem o porque – Vim lhe dar uma chance de esquecer essa missão maluca. – por mais que eu sabia o que viria a seguir, Ártemis sempre me surpreendia com suas propostas, sempre nos momentos certos – Venha se juntar a Caçada, Carly.

– Milady, acontece que...

– Eu sei que você quer salvar Afrodite, mas se você se juntar a Caçada, todas nós podemos salva-la.

– A senhora sabe que não é bem assim.

– Sinceramente? Nem uma deusa sabe de tudo?

– A senhora não sabe o que Afrodite falou pra mim?

– Não somos informados de tudo – ela parecia confusa.

– Milady, só poderá encontrar Afrodite, quem encontrar o amor!

– E você deixará se apaixonar?

– Estou com fé de quem irá se apaixonar será Leo.

– Pequena Carly – ela deu um sorriso triste – Leo já encontrou o amor a tempos, e já o perdeu também.

Quando eu ia pergunta sobre o que ela estava falando, ouvimos uma explosão. Nos viramos e vimos o ferro velho afundar no meio do deserto. Virei para encarar Ártemis, mas ela já não estava mais lá.

– Carly, ajuda! – ouvi Leo e Nico gritarem. E percebi que os dois vinham em minha direção. Vinham lado a lado, mas não se olhavam. Senti que qualquer coisa que houvesse entre os dois, tinha aumentado naquele momento.

Notas finais
o que acharam? já imaginam o que aconteceu com Leo e Nico? será que Ártemis desistiu de Carly?