Meu Ponto Fraco - Litor
43 Capítulo 43 - Salvos?
Notas iniciais
É só que eu e a Gi não conseguimos nos reunir para escrever, digamos que quando eu estou no PC, ela não está e quando ela está eu saio :S é mais ou menos isso, então desculpem... Vamos ao capítulo :D
Depois de ficarem exaustos depois de longos minutos selvagens, os dois dormem.
Ao acordar, Lia puxou o lençol que cobria seu corpo nu, na tentativa de achar suas roupas.
Após colocar sua calcinha, short e sutiã, a roqueira se vira, procurando a blusa pela barraca, mas tropeça em um dos sapatos de Vitor e cai por cima do motoqueiro.
- Droga — murmurou ela se levantando, mas sente um aperto em sua cintura. — Droga. — ela repete, só que mais alto.
- Oi... — exclamou Vitor passando seu braço pela cintura da garota.
- Oi — murmura ela. — Desculpa... Eu tropecei no seu sapato e — ela dizia, quando é interrompida.
- Sem problema. — disse Vitor com um sorriso divertido no rosto.
Ela força um sorriso.
- Linda. — ele diz, colando mais ainda o corpo dela com o seu.
- Me solta, por favor? — exclamou a garota, entre dentes, isso fez o motoqueiro rir e a puxar para mais perto de si.
- Vitor, eu não estou com graça. — ela fala, tirando as mãos dele de seu corpo e se levantando. Em seguida, sai da barraca, irritada.
Vitor se sentou no colchão, sem entender as atitudes da garota.
- Eu não entendo essa mulher. — resmungou ele consigo mesmo.
- Eu ouvi isso! — berrou Lia em resposta.
Vitor colocou sua bermuda que estava em um canto qualquer e saiu da barraca.
O motoqueiro encontra Lia comendo um pacote de bolacha, aflita.
- Ih, que foi? — perguntou ele, se sentando ao lado dela.
- A comida está acabando. — exclamou ela.
- Relaxa... a gente não vai passar fome. — ele diz, com um sorriso safado no rosto.
- Tarado. — murmurou Lia.
- O que disse?
- Ta-ra-do! — berrou a roqueira e jogou uma bolacha no garoto.
- Ai — disse ele, rindo. — Mas também, você fala que a comida tá acabando e ainda me joga bolacha? — ele diz, provocando-a — Acho que vamos ficar sem comida hein, não sei não...tá acabando. — ri.
- Vitor! — gritou Lia irada. — Estou falando sério.
- Eu também... — rebateu ele rindo.
- Olha, é melhor você calar a boca agora. — alertou Lia.
- Se não? — provocou Vitor, ainda rindo.
- Se não eu te jogo no lago.
- Ah, joga é?
- Jogo. — ela fala, confiante.
- Então... — ele fala, provocando-a — nossa comida tá acabando.
- Eu sei, né. — rebate ela, com raiva.
Lia se levantou e calçou seu tênis rapidamente.
- Aonde você vai? — pergunta ele.
- Sair daqui! — disse Lia, decidida e olhando para a sua volta. Em seguida, ela pareceu "escolher" uma direção e saiu, abandonando Vitor.
- Você tá louca? — indagou ele, se levantando e puxando o braço da garota.
- Eu não sei você, Vitor, mas eu vou sair daqui. — respondeu ela e puxou seu braço de volta.
- Ah, — ele puxa ela pelo braço. — Você não vai não.
- Me solta. — urrou a roqueira tentando escapar das mãos de Vitor.
- Não. — ele segura ela mais forte. — Você vai se perder.
- Me perder? — ela fala, indignada. — Vitor, acorda!! A gente já tá perdido — berrou ela
- Lia, olha o que você tá falando! — ele berra de volta. — Acha mesmo que a melhor solução vai ser andar pra qualquer lado?
- Melhor do que ficar aqui vai, né. — rebateu Lia, irritada.
- Caso você não tenha percebido, aqui nós temos água. — exclamou Vitor.
- Oh, claro. Só não temos comida, e a água tem gosto de droga. — retrucou ela levantando mais ainda a voz.
- Você que me obrigou a jogar as drogas no lago. — ele levanta a voz.
- Porque você ia se matar, caramba! — ela grita.
- Lia, maconha não mata!
- Não era só maconha, você sabe Vitor!
- Qual seu problema? — gritou Vitor.
- Meu problema? — ela respira fundo. — Meu problema é que eu me preocupo com você.
- Não deveria. — ele responde.
- Você tem razão. Eu não deveria mesmo. — ela abaixa o tom de voz — Eu me preocupo porque eu sou trouxa. E você não liga por ser mais trouxa ainda.
Lia suspirou e continuou a falar.
- Será que você não vê o quão idiota você é? Pensando que tudo se soluciona com as drogas? — ela começou a falar, sem pensar. — Vitor, tem gente que tem MUITO MAIS problemas que você e não faz isso, consegue se segurar. Por que você tem que ser assim, então?
Ao dizer aquilo, Lia percebe que Vitor poderia explodir com ela a qualquer momento, o que não demorou muito.
- Olha Lia, cala a boca, tá? — gritou ele — Você não sabe de nem metade da minha vida, não sabe de nada! Nunca mais fale da minha vida ok? Nunca. Você não sabe de nada pra poder dizer alguma coisa. Você não me conhece. — berrou ele em plenos pulmões.
- Não sei de nada porque você não me mostra nada, Vitor! Você esconde tudo de mim, tudo. — rebateu a roqueira.
Lia estava pronta para gritar mais ainda com Vitor, mas a expressão dele parecia totalmente longe do assunto.
- Quer olhar para mim? — pediu ela irada.
- Shiiiu.
- Shiiiu? — exclamou ela indignada.
- É sério — ele diz. — Não tá ouvindo?
- Deixa eu ver... não. — ela fala. — Ouvindo o que?
- Esse barulho...
Lia fica atenta e ouve algum tipo de motor de carro, ao longe.
- Tem um carro passando na estrada, mas e daí?
- Não é um carro qualquer... — ele sorri — A gente vai sair daqui, e vai ser agora, vem.
O motoqueiro puxou Lia, largando tudo para trás, a barraca, colchão, mochila, moto, tudo.
- Pera, a gente tem que pegar as coisas!
- Depois a gente busca, vem! — ele diz, arrastando-a e seguindo o som.
Vitor corria puxando a garota, tudo que queria era sair dali.
Depois de alguns cinco minutos correndo como dois desesperados, eles chegam na estrada.
Havia alguns carros e motos ali, e isso fez Vitor relaxar.
- De nada. — diz Vitor, olhando para Lia. Então, ele se dirige à algumas pessoas, que Lia conclui serem seus amigos, e as cumprimenta.
Então, Lia apenas suspirou. Estava a salvo... Ou não.
Notas finais
Viram a capa nova? Preferem essa ou a outra?
^.^
bjoos galera,
LihBC
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