Meu Ponto Fraco - Litor
39 Capítulo 39 - A promessa.
Notas iniciais
– Eu acho melhor a gente fazer uma fogueira. — exclamou Vitor se afastando da garota.
– Vitor, — chamou Lia fazendo o garoto se virar para encará-la. — não muda de assunto, e nem me dê as costas.
– Deixa isso pra lá. — diz ele, se virando novamente.
Lia pega a mão do garoto, o fazendo encará-la nos olhos.
– Calma, eu não vou brigar com você. — diz ela, olhando-o nos olhos.
– Mais do que já brigou? — ele diz, virando-se novamente e andando para procurar madeira.
– Ai meu Deus. — ela vai até ele e pega sua mão de novo. — Quer me ouvir? — pediu ela, já irritada.
– E eu tenho escolha? — pergunta ele, impaciente.
– Não! — Lia retrucou e isso fez o garoto dar um sorriso de lado. Ela sempre conseguia o que queria. — Vem cá. — chamou a roqueira puxando Vitor até perto da mochila dele. Ela joga a bolsa nos braços do garoto. — Joga todas as drogas que tem aí dentro no lago. — ordenou ela, apontando com a cabeça.
– Você tá brincando, né? — diz ele, soltando a mochila no chão.
– Tô falando sério. — retrucou ela, pegando a mochila novamente. — Se você não jogar, eu jogo.
– Lia, pra que tudo isso? — diz ele, tirando a mochila da mão dela.
– Porque tá te fazendo mal! — exclama ela
– Você tem ideia do quanto tudo isso custou? — diz ele, olhando para as drogas dentro da bolsa.
– Você tá se matando, Vitor. — berrou ela. — E se não quer fazer isso por si mesmo, faz por mim.
– Você tem ideia do quanto tudo isso custou? — ele repete, enfatizando.
– Não, e nem quero ter. — fala ela — Joga logo!
– Por que quer tanto que eu faça isso? — berrou ele.
– Porque eu te amo, Vitor! — ela diz. No começo da frase, sua voz era alta e firme, mas ao fim, sua voz era trêmula e ela se encontrava chorando novamente.
– Mas vai poluir o lago — diz ele, fazendo manha.
– Melhor dentro do lago do que dentro de você. — retruca ela
Ele começa a jogar no lago todas as drogas que haviam na mochila, uma por uma, inclusive as seringas para injetá-las, até não sobrar mais nada.
– Obrigada. — suspirou Lia.
– Não foi nada. — ele diz, desaparecendo da frente dela.
Ela segura a mão dele.
– Espera. — diz ela, mais calma.
– O que? Quer que eu me jogue no lago também? — fala ele, arrancando risadas de Lia.
– Não, bobo. — diz ela, batendo de leve em um dos braços dele. — Só promete.
– Prometer o que?
– Que nunca mais vai usar esses negócios e nem mesmo comprar.
– Tá bom, tá bom...não uso mais. Satisfeita?
– Não. — ela estende o dedinho — Promete.
Ele ri.
– Vou tentar. — responde ele, correspondendo a "promessa do dedinho".
Mas ao entrelaçar seu dedo com o dele, ela sente Vitor puxando-a para si. Quando repara, já estava correspondendo ao beijo, que sem dúvidas, era mais quente que todos os outros.
Notas finais
Até a próxima,
Lih
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