Meu Ponto Fraco - Litor

28 Capítulo 28 - Uma chance.


Notas iniciais
Bem-vindas as leitoras novas, obrigada por favoritarem, comentarem...enfim, obrigada mesmo. Me deixa muito feliz.
Beijo

Vitor: — Ah, você sabe...é o trânsito (risos)

Lia ri: — Idiota.

Vitor: — Linda.

Lia: — Louco.

Vitor: — Mas você gosta (sorri)

Lia: — Vem cá, vem.

Na verdade, é ela quem vai até ele e em seguida o beija. Um beijo com toda a pressa do mundo, toda a necessidade, toda a vontade, tudo aquilo que foi guardado por meses para os dois.

Depois de quase 2 minutos eles se afastam, recuperando o fôlego.

Vitor(segurando forte em sua cintura): — Eu fui grosso contigo aquele dia, né?

Lia: — É...sei lá.

Vitor: — Eu fiquei com raiva, você sabe. Eu queria te ver...

Lia: — Fica tranquilo, eu deveria ter estudado mesmo.

Vitor: — ...Mas aí eu percebi que não dependia só de você. Então eu tô aqui.

Lia: — É, você tá. E ainda não caiu a ficha (risos)

Vitor: — Ainda não, é? — selinho – Talvez se eu te beijasse mais...

Ele beija Lia, mas ela logo se afasta.

Lia(empurrando-o um pouquinho para trás): — É...tá tudo muito bem, tá tudo muito bom...mas eu tenho que voltar pra casa, se não meu pai vai brigar (risos)

Vitor(fazendo manha): — Não.

Lia(imitando-o): — Sim. Mas pera...

Vitor: — O que?

Lia: — Você vai ficar, né?

Vitor: — Não sei.

Lia: — Ah, vai sim...

Vitor: — Por que eu ficaria? (sorri)

Lia: — Porque eu não vou deixar você ir embora. — Ela o abraça — entendeu? (risos)

Vitor: — Não sei não, hein?

Lia: — Cala a boca, você fica mais bonitinho quando tá quietinho, sabia?

Vitor: — Eu fico lindo de qualquer jeito.

Lia: — Shh, convencido. E você vai ficar, viu?

Vitor: — Vou pensar. Umas duas semanas, talvez.

Lia: — Ou o mês inteiro, talvez. Ou o ano inteiro, ou pra sempre (risos)

Vitor: — Ah tá (risos) e como você vai fazer com seu pai?

Lia: — Ele não vai ficar sabendo, ué. Simples assim.

Vitor: — Quem dera que fosse. Aliás, quem dera que ele não me odiasse (risos)

Lia: — Ele não te conhece, só tá acreditando no que o Dinho falou. A gente precisa arrumar um jeito de fazer ele gostar de você.

Vitor: — Se eu ficar longe de você talvez ele goste um pouco mais (risos)

Lia ri: — Não, desse jeito não.

Vitor: — É melhor ele não saber que eu tô aqui. Se me ver é capaz dele me dar tiro (risos)

Lia: — Mas eu quero poder ficar contigo. Como faz?

Vitor: — A gente dá um jeito. Eu vou ficar num hotel aqui do lado.

Lia: — Tá bom, mas sério...eu preciso ir pra casa, se não ele vai implicar.

Vitor olha para baixo, com o rosto triste.

Lia: — Não faz essa carinha, amor.

Vitor continua olhando para baixo: — Não fiz nada.

Lia: — Ai meu Deus. Ninguém merece, viu? (risos) Faz assim, me passa o endereço do hotel, aí eu vou pra casa e falo pro meu pai que preciso fazer um trabalho qualquer, aí a gente se encontra. Feliz agora?

Vitor levanta a cabeça: — Talvez. (sorri)

Eles se beijam.

Lia: — Tchau, seu feio.

Ela se vira, indo embora.

Vitor(puxando ela de volta pela cintura): — Opa, volta aqui...pera aí...

Ele a beija de novo

Lia: — Me deixa ir embora, seu retardado (risos)

Vitor: — Eu não quero. — selinho -

Lia: — Então tá, vem comigo pra minha casa e dá de cara com o meu pai, prefere assim?

Vitor: — Não (risos). A gente se encontra mais tarde, então. E não demora, tá?

Lia: — Tá bom, tá bom.

Na casa de Lorenzo.

Lia(abrindo a porta): — Pai, tá em casa?

Lorenzo: — Tô sim. Na cozinha. Por que demorou?

Lia: — Ah...você sabe, muito trabalho.

Lorenzo: — Lia, não tenta me enganar.

Lia: — Hãn?

Lorenzo: — Você acha que eu não vi tudo? Eu acabei de chegar, Lia! Eu passei por vocês, e você teria me visto se não tivesse tão concentrada naquele muleque. Por que ele veio? Ele quer que eu chame a polícia? Porque se for, eu já ligo agora.

Lia: — Não, pai! CARA, SÓ UMA CHANCE. POR QUE ELE NÃO PODE TER UMA CHANCE? É POR CAUSA DO QUE O DINHO FALOU? PORQUE SE FOR, EU CHAMO O VITOR AQUI AGORA E VOCÊ CONVERSA PESSOALMENTE COM ELE SOBRE ISSO. ELE VAI TE EXPLICAR TUDO.

Lorenzo: — Quer saber? É isso mesmo que eu quero. Quero ouvir daquele muleque tudo que ele tem pra me falar, poder falar na cara dele todas as verdades. E depois, poder esmurrá-lo por mim mesmo. Pode chamar, vamos ver se ele é homem de verdade pra vir até aqui!

Lia: — É SÉRIO?

Lorenzo: — É sim. Vou te provar como tenho motivos pra não querer você com ele.

Lia: — E eu vou te provar que não.

Ela pega o celular e liga para Vitor.

Vitor(atendendo): — Alô?

Lia: — Oi amor...sou eu.

Vitor: — Oi, tô aqui no hotel já. Falou com seu pai?

Lia: — Então... tem como você vir pra cá?

Vitor: — Tem, mas por que?

Lia: — Então...é que tipo...

Lorenzo tira o celular de Lia.

Lorenzo: — Escuta aqui, sou eu. Eu quero ver se você é macho mesmo pra vir até aqui e falar comigo pessoalmente! Pode vir, seu muleque! Escuta, vocês acham que me enganam né? Mas eu sou muito m...

Vitor desliga o telefone e deixa Lorenzo falando sozinho. Ele deixa o saguão do hotel onde estava e sai, de moto.

Lorenzo: — Ele desligou na minha cara. É esse o namorado que você quer, Lia? Um covarde desses?

A campainha toca exatamente no momento em que Lia vai responder. Lorenzo abre a porta e dá de cara com Vitor, pisando firme no tapete de entrada da casa.

Lia sorri: — Não. É esse o namorado que eu quero, pai.

Vitor: — O senhor me chamou?

Lorenzo: — Você tá de deboche comigo, garoto? Porque se estiver...

Vitor: — Não. O senhor me chamou até aqui e eu vim...

Lorenzo: — É, e foi bem espertinho na hora de desligar o telefone na minha cara! Chegou rápido, Vitor.

Vitor: — É...eu tava por perto.

Lorenzo: — Se drogando, talvez. Vem cá, você tá bêbado também? Porque só inconsciente pra você ter coragem de vir até aqui desse jeito e ainda ficar de deboche com a minha cara! Você não tem noção do perigo não, muleque?

Vitor: — Não tô bêbado e muito menos tirando uma com a sua cara. O senhor pediu que eu viesse e eu vim, foi só isso.

Lorenzo: — Pois bem, entra.

Ele abre passagem para Vitor, que entra na casa.

Lorenzo se senta na mesa de jantar e indica para Vitor sentar-se também. Assim que ele se senta, Lia se apressa e se dirige à uma cadeira também. Não ao lado de seu pai, mas sim ao lado de Vitor, o que fez com que Lorenzo enfurecesse.

Lorenzo: — Acho que você já sabe porque eu te chamei, né?

Vitor: — Sei sim.

Lorenzo: — Acho que você também sabe que eu fiz a Lia ficar aqui comigo para evitar companhias como você!

Vitor: — Eu sei que o senhor pensa que eu não sou uma companhia boa pra sua filha, mas eu não sou essa pessoa. Eu sei que o Dinho te falou sobre as drogas, mas eu não uso mais isso, eu juro! Aquela foi uma época da minha vida que eu prefiro não lembrar, eu ainda não sabia pensar direito, por isso me envolvi nisso. E eu não vou negar, tenho amigos nessa até hoje, mas eu não vou deixar eles fazerem nada com a Lia, nunca. Me dá uma chance com a sua filha. Eu convenci ela a vir pra cá porque eu sabia que era importante pro senhor ficar perto dela e é importante pra mim também. Não consigo mais ficar longe.

Lorenzo olha nos olhos dele, depois olha para Lia.

Lia: — Nem precisa falar tá, eu saio e deixo vocês conversando em paz.

Lorenzo: — Obrigado filha.

Lia levanta e se dirige ao quarto, fechando a porta.

Ela se deita na cama, só pensando na conversa que eles estariam tendo, mas prefere não pensar. Então, coloca o celular para despertar em 10 minutos e resolve tirar um cochilo.

Aproximadamente 5 minutos se passam e Lia não consegue pregar o olho de jeito nenhum, sempre pensando no que seu pai poderia estar falando para Vitor. Ele não merecia tudo aquilo.

Ela se levanta, inquieta, e começa a andar de um lado para o outro. Quando aquilo tudo iria acabar? Será que no mínimo ela teria a chance de se despedir de Vitor depois de todas as ameaças que seu pai provavelmente faria?

É quando alguém bate na porta, de leve. Ela respira fundo, imaginando a possibilidade de ser seu pai, avisando que Vitor foi embora e que nunca mais “atormentaria” eles. Mas ela também pensa que possa ser Vitor, pronto para se despedir dela para sempre.

Segunda opção, mas não totalmente do jeito que Lia tinha imaginado.

Ao abrir a porta, ela dá de cara com Vitor. Então, respira fundo, apenas aguardando as palavras saírem da boca dele.

Mas em troca delas, Vitor presenteia Lia com um sorriso. Aquele sorriso cheio de ternura que hipnotiza qualquer uma, mas também cheio de alegria e emoção. O sorriso que já dizia tudo: Os dois ficariam juntos.

Notas finais
Aêêê sahsauhsahu Será que agora esses dois vão ficar juntos de vez? Tomara, né?
Comentem o que acharam e até o próximo :)
Beijo