Notas iniciais
E aí galera, prontas pra mais um capítulo? Gi aqui.
A Lih não vai responder os reviews agora pq não está online e tudo, já que jã passam das 00h30 da manhã ashasuahusshau mas nós lemos todos e gostaríamos de agradecer novamente por todos os elogios, tudo ♥ vocês são demais!

Mudando de assunto, esse cap tá meio chatinho, já vou avisando HEUEHUEHEEU mas a partir do próximo cap, as coisas começam REALMENTE a ficarem melhores, e piores também. Em todos os sentidos.
Mas enfim, boa leitura!

Foi nesse momento em que a expressão da roqueira se transformou de tristeza para frustração.

– Como é que é? – ela indagou, com a indignação expressa no tom de sua voz.

– Simples assim. Do mesmo jeito que você também está, ué. – retrucou ele em resposta, tentando soar indiferente.

– Eu não tô acreditando nisso, sério Vitor.

– Agora você sabe como eu me senti. – murmurou ele sinicamente. O que deixou a roqueira ainda mais irritada. – É ruim, não é?

– Cara, a gente ficou e eu nem sabia!

– Qual é o problema? Você também namora e ficou comigo, né?

– Mas é diferente! Se eu soubesse que você estava namorando, não iria ter ficado contigo nunca. – todas as lágrimas que ela havia limpado começavam a descer por seu rosto novamente. — Você é inacreditável. – disse ela, e recebeu um silêncio do motoqueiro como resposta. — Eu te odeio tanto, mas tanto. Eu preferia não ter te conhecido, sabia? Agora eu sei, já era. Já era, mesmo. — ela limpou as lágrimas que insistam em rolar pelo seu rosto, sem permissão. — Não quer que eu chore? Não vou mais chorar. — ela aumentou o tom de voz — E muito menos por causa de você! – finalizou Lia e saiu do quartinho, deixando um Vitor incompleto para trás.

Quando entrou pelo seu quarto, tudo que a roqueira fez foi chorar. Como ele pode? Afinal, ela foi sincera e contou toda a verdade sobre Gabriel à ele. Mas o motoqueiro fez tudo totalmente ao contrário, conseguiu o que queria mais uma vez e depois jogou na cara de Lia. Enfiou a cara no travesseiro, desejando esquecer aquele dia para sempre.


Os próximos três dias se arrastaram lentamente. Era dia 20 e o Natal ficava cada vez mais próximo. Em um dos cafés-da-manhã, olhando para aquela parede horrível, Fatinha teve uma ideia maluca, na cabeça de Lia, pelo menos.


– A gente podia pintar a casa, né? – disse ela e recebeu apenas uma risada dos amigos. — Qual é, tô falando sério. Pensa só, o Gil podia fazer uns grafites em algumas paredes, e todo mundo ajuda.

– Até que não é uma má ideia. – murmurou Gil se entusiasmando. — Nossa casa seria a mais diferente, com certeza. E a mais irada também.

– Acho que seria legal. – completou Bruno, e todos, um por um, foram se convencendo de que era a coisa certa a fazer.

Assim foi, depois de comprarem as tintas e falarem com o síndico, tudo ocorreu bem. Até a hora de pintar a casa, pelo menos.

Se reuniram todos na sala, em pé, com as tintas já no chão.

– É o seguinte, nós somos em oito. – começou a explicar Gabriel — a gente podia dividir o trabalho.

– Defina "dividir o trabalho" – pediu uma Ju pensativa.

– Simples: a gente faz duplas e cada dupla pinta um ou dois cômodos aqui embaixo, e o Gil podia fazer uns grafites depois. E lá em cima a gente deixa a critério de cada um arrumar o quarto do jeito que quiser. Fechou?

– Ok. Já sei qual vai ser minha dupla então. – exclamou Fatinha, olhando para Bruno e recebendo um olhar enciumado de Vitor.

– Eu vou com o Gil. – disse Dinho.

– Então eu vou com a Lia. – falou Ju, decidida.

– Não, eu vou com a Lia. – rebateu Gabriel. — Vai com seu namorado, ué!

– Já pegaram meu namorado, ué. – retrucou ela, imitando a voz dele.

– Já que tá todo mundo escolhendo, então eu vou com a minha irmã. – se pronunciou Vitor, olhando Bruno.

Logo, uma discussão começou.

– Prestem atenção!! – gritou Gil, fazendo com que todos voltassem sua atenção para ele. — Assim não vai dar certo, gente.

– Tô vendo. – murmurou Lia.

– Você quer que a gente faça o que? Sorteie? – indagou Ju com um certo tom de sarcasmo na voz.

– Não é uma má ideia. – exclamou Dinho e correu para pegar uma folha de papel e caneta em uma gaveta.

Escreveu os nomes de quatro deles na folha, depois recortou e espalhou-os pelo chão, colocando um pedaço de papel a frente de Ju, Fatinha, Gil e Lia.

– É o seguinte: Cada um de vocês pega o papel que está na sua frente, e nada de mudar de dupla! Ok?

Todos concordaram.

– Quem vai ser o primeiro? – perguntou Bruno e Ju se agachou, sendo a primeira. Ela pegou um papel e levantou-se novamente.

– Gabriel. – anunciou ela. Fatinha se apressou para ser a próxima, ela se agachou e faz a mesma coisa que Ju.

– Dinho. – disse já abrindo os braços para que o amigo pudesse abraçá-la.

Gil os ignorou e faz o mesmo ritual. Quando ele pegou o pedaço de papel e se levantou, Lia já cruzava os dedos para que ele não pronunciasse o nome de Bruno. O grafiteiro abre o papel, e a roqueira fechou os olhos, com medo do que viria a ouvir.

– Bruno. – anunciou ele e naquele momento, era provável que todos os xingamentos possíveis tivessem passado pela cabeça dela.

– Pera aí. Tem alguma coisa errada. É isso mesmo que eu entendi? – indagou a roqueira.

– Nada de mudar de dupla. – lembrou Dinho entre gargalhadas.

– Não vai nem pegar seu papelzinho pra ter certeza? – provocou Vitor, e ao contrário do que ele esperava, ela não retrucou.

– Vamos acabar logo com isso, então. – falou Gabriel, tentando disfarçar todo o ciúme que sentia.

Logo ao chegarem em uma das paredes que iriam pintar, Lia e Vitor já discutiam.

– Vermelho não vai combinar com a casa! – exclamou Lia, em um tom de voz alto.

– Ah, e preto vai, né? — retrucou ele.

– Mais do que vermelho. – rebateu Lia.

Ao ouvir a discussão, Gil, que estava no cômodo ao lado preparando os grafites, se dirigiu a eles.

– Posso dar uma sugestão? – indagou ele, colocando ordem no lugar. Fez um coração médio exatamente no meio da parede, usando o spray. — Dessa parte do coração, para a esquerda — apontou para um dos lados do desenho. — você pinta de vermelho, Vitor. – ele concordou. — E dessa parte do coração para a direita — apontou para o outro lado — você pinta de preto, Lia.

E assim, chegaram a um acordo. Ou o mais próximo possível disso que os dois conseguiriam chegar. Quando acabaram, a parede ficou surpreendentemente linda, e com um toque romântico, já que era como se as duas partes do coração se completassem, mesmo sendo de cores diferentes. Isso passou pela cabeça de ambos, mas não se atreveram a falar sequer uma palavra.

Todos acabaram de pintar pela parte da tarde, e a noite já estava tudo seco, já que as camadas de tinta eram finas.

– Cara, amei! – exclamou Fatinha, enquanto eles passeavam pela casa, agora com um novo look.

– Ficou demais! – completou Gil, em um tom de satisfação.

– Agora só falta fazer uma festa pra inaugurar a casa, né? — comentou Vitor.

– Você quer mesmo essa festa, né? — comentou Fatinha.

– Claro. A gente não conhece ninguém do condomínio direito ainda. Conhecer pessoas novas é bom. — ele riu, como se essa fosse sua única intenção.

– Eu também acho. A gente podia fazer essa festa, né galera? – incentivou Ju e por fim, todos concordaram.

Imediatamente, eles se espalharam. Bruno preparava as músicas que poderiam tocar, Vitor chamava os convidados, que com certeza passariam de cem. Gil, Dinho e Gabriel foram comprar as bebidas, em maior parte alcoólicas, já que a maioria deles já era maior de idade, exceto Lia e Ju, que logo completariam seus 18. Fatinha foi comprar os salgados enquanto Ju arrumava alguma roupa para que vestisse e Lia estava ocupada demais fazendo nada, jogada na cama da amiga.

– Como você e o Gabriel estão? – perguntou a it-girl, tentando puxar assunto, enquanto provava todas as roupas que podia.

– Monótono. Sem graça. Chato. — admitiu a amiga, fazendo a garota gargalhar. — Isso define nosso relacionamento.

– Vocês já... — Ju sabia que não precisava completar a frase para que a amiga entendesse.

– Não, ainda bem. Não sei se rolaria. Mas acho que ele quer.

– E você não?

– Não.

– Mas gente! – exclamou ela. — Por que não?

– Simples: eu tenho certeza de que o Vitor é melhor na cama do que ele. O que só vai me fazer sentir mais falta ainda daquele idiota.

– Caraca amiga, você valoriza seu namorado, hein? – murmurou e riu da própria piada, mas a roqueira ignorou.


Duas horas voaram e Lia se viu abrindo a porta para as pessoas do condomínio que pareciam ter a mesma idade que ela. A maioria mulheres, é claro. E quando eram homens, as cantadas que a roqueira ouvia eram umas piores que a outra. Isso quando Gabriel não estava totalmente grudado a ela, impedindo que qualquer homem se aproximasse.


Fatinha e Vitor foram os últimos a descer as escadas, quando a festa realmente começou.

"Ele está querendo me matar" Lia se viu pensando quando o motoqueiro desceu as escadas com uma camiseta azul-marinha e branca xadrez , calça jeans e sapatênis.

Notas finais
E aí? Essa festa promete ou não promete? O que acham que vai acontecer? dfsljfhsdjkfh
Ah, e um pedido: Não sejam fantasminhas! DLKFASLDHASK
Favoritem, comentem, recomendem, critiquem, nos xinguem, enfim hasusahsuaashua
até o próximo!
Beijo
-Gi