Meu Ponto Fraco - Litor: 2ª Temporada
1 Capítulo 1 - Irônico.
Notas iniciais
Primeiro queria agradecer por tantos comentários no ultimo cap da primeira temporada de MPF. Vocês são demais ♥
E as fics guilice's foram excluídas, né? :c
Então vou continuar só com MPF mesmo...primeiro capítulo dessa nova temporada. Espero que gostem :)))
– Isso é demais. – exclamou Fatinha enquanto olhava em a sua volta. Ela estava encantada com o condomínio.
– Muito demais. — completou Gabriel. Assim como Fatinha, ele olhava tudo a sua volta e quem via podia pensar que ele era uma criança que ia pela primeira vez ao shopping.
– Que sonho. – comentou Ju quase que em um sussuro.
– Pois é, eu não tô acreditando que a gente vai morar aqui. – acrescentou Gil com um sorriso no rosto.
Dois dias depois que Vitor havia recebido alta, as provas finais começaram e em seguida os vestibulares. E por uma coincidência quase que inacreditável, Lia, Vitor e Fatinha acabaram passando todos na mesma faculdade em que Bruno estudava. Já Gabriel, Ju e Gil passaram em outra, bem próxima da que os amigos iriam estudar. Dinho passou em uma um pouco mais longe, coisa que não impedia de ele morar com seus melhores amigos.
A idéia de morarem todos juntos foi de Fatinha, que acabou convencendo a todos na mesma hora. A única que hesitou a princípio foi Lia, que ainda namorava o Gabriel e não via como continuar o relacionamento perto de Vitor, mas no final, depois de muita insistência, a roqueira acabou cedendo.
Ela havia contado para o motoqueiro que estava namorando Gabriel assim que ele recebeu alta. Lia jurava que viu uma lágrima escorrendo pelo rosto motoqueiro, mesmo que ele tivesse agido como se não se importasse, coisa que ela já esperava que ele fizesse. E na verdade, ela não tinha nem ideia se aquilo era tudo fingimento ou se ele realmente não estava ligando. Era tão... misterioso.
– A gente podia fazer uma festa irada aqui. – comentou Vitor e isso fez a roqueira voltar sua atenção para as pessoas a sua volta.
– Falou bem, irmãozinho, nós podíamos fazer, mas não vamos. Caso tenha esquecido, alguém se acidentou e tem que ficar de repouso. – disse uma Fatinha irritada.
– E além disso, nós não vamos atormentar os vizinhos logo no primeiro dia. — completou Gabriel.
– Ah, qual é. Eu tô bem, e eu aposto que os vizinhos iriam querer vir pra festa. – tornou a dizer Vitor. O motoqueiro olhou discretamente para Lia. — E principalmente as vizinhas. – ele provocou tentando arrancar algum comentário da garota.
Ela, por sua vez, acabou apenas revirando os olhos e tornou a admirar o condomínio. Era magnífico. Não era luxuoso, mas não era nada humilde. Era normal, ela pensava. Normal o suficiente para abrigar oito estudantes loucos.
As horas pareceram voar, enquanto os estudantes conheciam sua nova casa, e comentavam coisas ridículas, sobre como a parede tinha cor de ovo podre, e como a janela era baixa o suficiente para ser confundida com um buraco.
– Tô começando a ficar com fome. – comentou Dinho quando todos estavam sentados na sala, assistindo TV.
– Vish – murmurou Ju em resposta. Apenas uma coisa passava pela sua cabeça, quem iria se arriscar na cozinha? Pelo que ela sabia, ninguém ali sabia cozinhar.
– Pizza? – sugeriu Fatinha e todos concordaram. Gil se levantou rapidamente para ligar para uma pizzaria, uma de calabresa e outra de quatro queijos, foi o que ele pediu, devido a votação que fora feita.
Depois de alguns 40 minutos, a campainha tocou ao mesmo tempo em que o telefone começou a berrar chamando a atenção de todos. Lia abriu a porta para pegar e pagar as pizzas, enquanto Fatinha corria para atender o telefone.
– Alô?
– Oi filha. Como tá aí na nova casa? – perguntou Vilma, entusiasmada.
– Tá ótimo. A casa é linda! A gente só precisa dar um jeito nas paredes, fora isso...tá ótimo. – respondeu a garota enquanto via Lia entrar com as caixas de pizza nos braços.
– Que legal, filha.
– A gente ainda tá de férias, mas você sabe né... É melhor mudar antes de começar a faculdade, porque aí a gente já adianta as coisas. Enfim... mas por que a senhora ligou? – ela perguntou antes que a curiosidade a matasse, e a fome também. Como ela queria desligar o telefone e correr para pegar o pedaço de pizza que a esperava.
– Qual o problema de eu ligar?
– Nenhum, mas sei lá. Você só liga quando são datas import... — Fatinha soltou o telefone e tudo que Vilma conseguiu ouvir do outro lado da linha foi um grito.
– Que isso, Fatinha? – perguntou Gabriel, enquanto todos olhavam para a piriguete, que apenas colocou o telefone no ouvido novamente, escutando a voz da mãe. Essa não parecia irritada pela filha tê-la deixado falando sozinha.
– Esqueceu o aniversário do seu irmão de novo, né? – a mãe perguntou e recebeu um simples “é” como resposta. — Você não tem jeito mesmo.
– Pera aí mãe. – exclamou a garota enquanto largava o telefone mais uma vez. Fatinha correu para abraçar o irmão que descia as escadas, e pareceu totalmente surpreso pelo abraço.
– Parabéns, coisa feia! – exclamou ela enquanto a expressão de Vitor passava de surpresa, para envergonhada.
Todos pareciam surpresos, menos Dinho, que havia lembrado do aniversário do amigo e o cumprimentado mais cedo, quando não havia ninguém por perto.
– Ah, então era por isso que seu telefone não parava de tocar hoje, né? – perguntou Bruno à Vitor, que confirmou a pergunta. O motoqueiro ainda segurava Fatinha, que continuava dependurada em seu pescoço, ela havia esquecido completamente que seu irmão não podia segurar peso e nem nada parecido.
– Cara, eu não acredito que esqueci de novo! – resmungou Fatinha — Acho que vou tatuar um 17 de dezembro na minha testa, porque só assim pra eu não esquecer mais.
– Ia ficar até mais bonitinha — brincou Vitor.
Fatinha mostrou a língua para o irmão e se afastou dele, para que os outros pudessem cumprimentá-lo.
E foi o que fizeram, menos Lia, que apenas se sentou e começou a comer, sem saber muito o que fazer. "Vai lá e dá os parabéns pra ele, sua idiota" pensava. Mas desde que Vitor saiu do hospital, tudo era diferente. Eles mal se comunicavam e Lia não arriscava falar com ele, por medo de brigarem.
– Cara, 18 anos já? Sério? — perguntou Gil e Vitor assentiu. O que fez com que Lia tremesse. "Se ele já fazia merda quando era menor de idade, imagina agora" pensou ela temerosamente. Não queria nem imaginar no que ele faria de agora em diante. Eles se sentam e começam a comer.
– Bem, vou dormir. – disse a roqueira depois que eles ficaram boas horas conversando animadamente, enquanto comiam a pizza.
Fatinha foi se lembrar que a mãe estava no telefone só 30 minutos depois de acabarem de comer suas pizzas. Mas ela sabia que Vilma não tinha ficado brava, apesar de ter desligado.
– Acho que também vou. — falou Gabriel, levantando-se e pegando na mão de Lia para que ela se levantasse também.
Em seguida, eles sobem as escadas e somem da vista dos outros.
“Ele acha mesmo que vai transar com a minha garota, na mesma casa que eu? Coitadinho” pensou Vitor, já se levantando.
Então eu acho que já vou indo também. — disse Vitor, e Fatinha pareceu entender o que ele quis dizer.
– Vitor, deixa eles! – exclamou ela tentando impedir o irmão de subir as escadas.
– Eles quem? Tá maluca? Eu preciso descansar, sabe como é, né? – retrucou ele debochadamente, isso apenas fez a menina bufar.
Vitor subiu as escadas discretamente, já pensando em como entrar no quarto de Gabriel, onde os dois estavam.
O motoqueiro entrou no quarto, então, sem se importar muito. Lia e Gabriel, que estavam se beijando, se afastaram o mais rápido que conseguiram quando notaram a presença de Vitor, que continuou andando.
– Acho que minha escova de dentes tá aqui. – anunciou ele, procurando a tal escova e fingindo não perceber que havia atrapalhado a agarração dos dois.
– Irônico você entrar aqui pra procurar sua escova de dentes bem agora, né? – provocou Gabriel, irritado.
– Irônico você beijar ela mesmo sabendo que ela gosta de mim, né? – retrucou Vitor, deixando Gabriel ainda mais nervoso. Imediatamente, o garoto ameaçou avançar para cima de Vitor e quando o fez, o motoqueiro o parou.
– Pode quebrar a minha cara, vem. – provocou Vitor, mostrando seu rosto para ele. — Afinal, eu tô machucado e não vou poder revidar, não é? Mas só lembrando uma coisa: eu não vou ficar assim pra sempre. — disse Vitor, em um tom de voz ameaçador, que assustou Gabriel.
– Ah, achei minha escova de dentes! — exclamou o motoqueiro, pegando a escova e logo depois saindo do quarto.
Assim que saiu, se dirigiu ao seu quarto e conseguiu ver Lia indo para o seu, poucos minutos depois.
– Missão cumprida. — ele sussurrou para si mesmo, rindo.
Eram quase três da manhã e todos já estavam dormindo, menos Vitor, que sentia muita dor em seu braço.
– Chega. — disse para si mesmo, levantando-se. — Não vou ficar deitado aqui à toa.
Saiu do quarto, desceu as escadas e saiu em busca de um remédio. Qualquer um que fizesse aquela dor parar.
É quando fica surpreso ao entrar na cozinha e encontrar Lia, com um copo d'água na mão.
Quando viu Vitor, a mão da roqueira começou a tremer involuntariamente. O garoto apenas riu, demonstrando que percebeu.
– Sabe onde tem um remédio por aqui? — ele perguntou adentrando a cozinha. O motoqueiro começou a revirar os armários, tentando achar alguma coisa.
– Sei lá, cara. Esqueceu que eu também me mudei hoje? – rebateu ela e colocou o copo dentro da pia.
– Acho que vou voltar pra cama... Não acho remédio nenhum mesmo. – murmurou ele frustradamente, Vitor então saiu da cozinha.
– Espera. – pediu Lia, puxando-o para poder vê-lo melhor.
– Que foi?
– Feliz aniversário atrasado. – disse ela sorrindo tristemente.
– Obrigado. – murmurou Vitor enquanto olhava para os lábios da roqueira. Ele sentia falta daquela boca.
– Vitor... – suspirou ela, tentando evitar qualquer tipo de sensação.
– Oi? – disse Vitor com uma voz suave, que particularmente enlouquecia a roqueira.
– Para com isso!
– Isso o que?
– De falar desse jeito, de me olhar desse jeito. – murmurou ela, já sentindo suas bochechas queimarem.
– Te incomoda? – indagou ele se aproximando.
Lia pensou um pouco antes de responder, e então sorriu.
– Nem um pouco. — disse, e antes que pudesse dizer mais alguma coisa, já sentia os lábios dele tocando os seus.
Notas finais
E a Fatinha que esqueceu o aniversário do próprio irmão? ashuhasuhssahuas
Comentem o que acharam e até o próximo.
-Gi
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