Meu Ponto Fraco

3 Capítulo 2 - Inesperado


Notas iniciais
Oi amores, tudo bem? Obrigada pelos comentários fofos, e há todas as leitoras novas: sejam bem vindas! Tava todo mundo querendo cena fofa de delena abraçados na cama, então... HAHA Me amem!

– Nossa faz tanto tempo que eu não durmo aqui – Me estiquei na cama tomando boa parte do espaço.

Sempre adorei dormir com Damon, me sentia maravilhosamente bem e confortável, além do fato de que quase todas as manhãs nós íamos para cozinha inventar algum prato diferente. Que nem sempre dava certo.

– Ei! Eu também vou dormir ai. – Ele reclamou sorrindo, apontando para cama onde eu estava.

– Se vira! – Brinquei fechando o os olhos e abraçando o travesseiro, até que senti o peso de Damon em cima de mim. – Damon! – Eu o empurrei rindo.

Ele se deitou ao meu lado e me puxou para deitar em seu peito.

– Céus eu estou tão exausta. – Murmurei, sentindo o cafuné que Damon me fazia. Ele sorriu e beijou minha testa. Já fazia um tempo que não ficava assim com ele, por falta de tempo de vir aqui passar a noite talvez, mas era algo tão bom que eu poderia passar horas aqui sem nem perceber o tempo passar. E era algo tão natural, que até nossos amigos mais próximos se acostumavam com o fato de que desde pequenos tínhamos essa mania.

Fiquei brincando com a barra de sua camiseta enquanto sentia sua respiração perto do meu rosto.

– Promete não me deixar acordar de três horas da tarde como da ultima vez?

Ele riu e logo depois eu senti seus lábios roçando na minha testa.

– Eu Prometo.

– Boa noite Damon – Eu disse já sentido meus olhos se fecharem, abracei mais o corpo de Damon, se é que fosse possível, e escutei sua voz logo depois.

– Boa noite princesa.

Não sei muito bem que horas eu acordei. Tinha tido uma noite de sono maravilhosa e por incrível que parece minha cabeça não doía.

– Bom dia, preguiçosa. – Murmurou Damon assim que eu abri os olhos.

– Que horas são? – Esfreguei os olhos ainda tentando me acostumar com a claridade do quarto.

– Uma hora da tarde.

– Ah droga nem liguei pra Caroline avisando que tava aqui, ela vai me ma...

– Eu já liguei. – Ele me interrompeu. – Não se preocupe. – Sorriu.

– Obrigada. – Me sentei na cama e beijei a bochecha dele. – E o que vamos comer?

Ele sorriu de novo, colocando atrás da orelha a mecha de cabelo que escapuliu no meu rosto.

– Ei Damon deixei os papéis em cima do sofá para você assinar por que amanhã eu...- A voz de Alaric era ouvida se aproximando lentamente. A frase ficou no meio quando ele parou na porta do quarto e sorriu maliciosamente.

– Já pegou os papéis? – Perguntou Damon.

– Já sim.

Ric olhou para mim.

– Até que você fica bem sexy com essa roupa — Falou bem humorado olhando para a camisa de Damon que eu vestia.

Eu gargalhei sabendo que ele tava brincando, mas fiquei sem entender quando Damon fechou a cara, se levantou da cama e entrou no banheiro sem dizer absolutamente uma palavra.

– Como foi a festa ontem?

– Foi ótima. Não duvido que a Caroline ainda esteja dormindo uma hora dessas.

– A loira bebeu todas não foi? – Ele perguntou rindo e balançando a cabeça negativamente. Eu concordei. – Eu acho que já vou, tenho que um almoço para ir daqui a pouco. – Disse Ric logo depois de ver um par de olhos azuis sair do banheiro. Me levantei e dei um abraço nele.

Damon foi com ele até a porta e minutos depois voltou encostando-se a soleira da porta e enfiando as mãos no bolso da calça de moletom, dizendo uma única palavra que era capaz de alegrar todo o meu dia.

– Quer ir ao Starbucks?

(...)

– A Caroline tá caidinha pelo Klaus. Você viu ontem?

– Eu notei, e olha que não foi você que teve que o ouvir perguntar sobre ela todo o tempo. — Ele revirou os olhos.

– Eles são tão fofos. — Sorri.

– Pelo amor de deus só não inventa um nome para os dois.

– Não tenho tanta imaginação assim, isso é coisa da Caroline.

Ele riu e logo escutou seu telefone fazer um barulhinho.

– Vê quem é. – Damon disse, estava ocupado dirigindo e não podia pegar o celular agora.

Pergunta a Elena se ela vai se mudar para sua casa hoje ou amanhã por que já passou do meio dia e ela ainda tá ai com você. Juizo Delena! Beijos, Car.

Li em voz alta e escutei a voz rouca de Damon ecoar pelo carro.

– Impressão minha ou ela tá com ciúmes? – Perguntou fazendo uma cara de incrédulo que logo se transformou em um sorriso, gargalhei.

Respondi a mensagem da Caroline dizendo daqui a mais ou menos uma hora chegaria em casa e que não precisava se preocupar. Enquanto mexia no celular de Damon vi pelo canto do olho que ele me observava quando o carro parou no sinal vermelho, então deu um sorriso leve e logo voltou sua atenção para frente.

Poucos minutos depois Damon estacionou o carro próximo ao Starbucks. Tivemos sorte de não estar cheio, pegamos um em mesa no canto e fizemos nossos pedidos. Um chocolate frappuccino para mim e para Damon e um toast de presunto e queijo.

– Vou ao banheiro e já volto tá? – Ele falou.

– Tá bom. – Eu sorri.

Ele se levantou e saiu. Passei os olhos no cardápio dando uma olhada nos pratos, até escutar uma voz me chamar.

– Elena?

Abaixei o cardápio e vi um moreno muito bem vestido parado em frente à mesa.

– Elijah! – Me levantei e nos cumprimentamos com dois beijos na bochecha, um de cada lado. – Quer sentar? – Perguntei apontado para a cadeira ao meu lado.

– Oh não, obrigado Elena. Eu só te vi por aqui e resolvi dar um oi. – Ele deu um sorriso charmoso.

– Desculpa por qualquer coisa ontem, acabou que nós nem conversamos direito.

– Não se preocupe com isso. Se você quiser me dar seu telefone a gente pode marcar de sair para comer alguma coisa com o pessoal ou algo assim.

– Eu adoraria.

Ele tirou o celular do bolso e anotou o numero que eu ia dizendo.

– E como você está? — Perguntou

–Ótima na verdade, e você?

– Bom, garanto que depois de te ver hoje com certeza estou bem melhor. – Ele disse com o mesmo sorriso charmoso de antes, sem tirar os olhos de mim. Eu sorri um pouco desconcertada.

– Você veio com a Caroline? – Elijah perguntou.

– Na verdade ela veio comigo. — A voz de Damon respondeu por mim

– Olá Damon. – Elijah estendeu a mão para ele que o encarou com um sorriso amarelo e uma cara de poucos amigos. Apertou sua mão sem dizer uma palavra e eu franzi o cenho sem entender. – Eu já vou indo! Foi um prazer te ver por aqui Elena. – Ele pegou minha mão e depositou um beijo enquanto eu sorria. – Eu te ligo qualquer dia desses.

Ele se despediu de Damon com um aceno de cabeça e foi embora.

Nós no sentamos e em menos de cinco minutos vieram deixar nossos pedidos. Damon passou um tempo quieto, sem dizer uma palavra e depois começou a puxar assunto. Ele parecia incomodado ou algo assim. Eu fiquei sem entender, mas resolvi deixar pra lá.

– Ainda vai comer? – Perguntou.

– Não. – Peguei minha bolsa. — Vamos?

– Vamos. – Sorriu de canto.

Damon tirou certa quantia do bolso e entregou ao garçom. Nós saímos de lá, agarrei o braço dele e atravessamos a rua para ir ao carro.

– Espera, deixa eu jogar isso aqui no lixo. – Falei para Damon me referindo ao copo que eu segurava. Ele assentiu e eu fui até uma caçamba de lixo dentro de um pequeno beco.

– Ai meu deus. – Me afastei bruscamente e gritei por Damon. Ele veio correndo e parou ao meu lado.

– Ei calma. O que foi? – Perguntou agora me olhando.

Eu apontei para o lixo.

– Wow! – Ele arregalou os olhos e olhou para mim vendo que como eu tava tensa.

– O que a gente faz? – Perguntei apreensiva.

Havia um bebê deitado sobre uns sacos de lixo, enrolado em um pano branco manchado. Ele parou de chorar assim que nos viu. Deveria ter pouco menos de um mês de vida, tinha a pela tão branquinha que chegava até a ficar um pouco rosada nas bochechas.

Damon passou as duas mãos pelos cabelos e olhou para o bebê.

– Vamos tirar ele daqui.

Tirei o bebe de dentro do lixo com cuidado e o deitei em meus braços. Oh céus como é tão pequenino e frágil.

Damon abre a porta do carro para mim, espera eu me sentar, fecha a porta e da à volta até o outro lado, entrando rapidamente. Ele olha pra mim e coloca as mãos sobre a direção.

– É melhor a gente ir para o hospital para ver se ele tá bem, não é? Lá nós ligamos para a polícia.

Eu assenti rapidamente. Estava tão agoniada e preocupada caso alguma coisa acontecesse com ele que mal sabia o que falar, apenas fiquei olhando aquela coisinha pequena nos meus braços.

Como se soubesse o que passava pela minha cabeça, Damon olha para mim e coloca a mão sobre meu joelho.

– Ei, vai ficar tudo bem. – Ele olhou nos meus olhos e então eu vi seus lábios se curvarem em um sorriso.

(...)

– O abandono no caso dele é mais complicado, porque não tem nenhum meio de acharmos a família dele, não temos nenhuma informação sobre como ele veio parar aqui ou coisas do tipo. – A mulher explicou tudo calmamente. – Ele vai passar mais alguns dias aqui no hospital, porque está muito fraco e precisa ganhar peso, depois provavelmente ele irá para um orfanato. Caso alguém da família dele entre em contado conosco ai as coisas mudam. – Disse gesticulando com as mãos. Os médicos já avisaram que ele teria que passar alguns dias no hospital, mas nada demais, apenas por ser muito pequeno, precisar de atenção especial e para ganhar peso também.

Depois de conversamos com a polícia e o conselho tutelar, nos deixaram ver ele. E, meu deus, eu estava tão encantada, era definitivamente a coisa mais fofa e linda que já vi na minha vida.

Damon e eu conversamos por um tempo, enquanto os médicos examinavam o pequeno garotinho. Enquanto conversávamos com a conselheira tutelar algo passou em minha mente, poderia ser até loucura, mas depois de conversar com Damon eu tive certeza. Tudo na vida acontecia por acaso não? Eu sabia que nesse momento aquilo era meu acaso, e eu não desistiria.

A mulher estava sentada de frente para nós dois e fazia inúmeras perguntas sobre como tudo aconteceu enquanto anotava um uma ficha. Ela nos disse que aquele era um típico caso de abandono e que pelo visto, a família não iria atrás da criança.

– Elena, Damon, eu preciso saber de uma coisa. – Ela colocou a prancha sobre o colo e guardou a caneta no bolso do jaleco, nos encarou um pouco apreensiva e entrelaçou seus dedos- Algum de vocês dois por acaso tem interesse na adoção da criança?

Notas finais
E ai gente, o que acharam desse capitulo? Ficou legal ou vocês não gostaram? Qualquer coisa vocês podem falar nos comentarios que eu respondo ok? Obrigada por todos os comentários, você são uns amores. Eu peço a todos os leitores fantasmas que por favor apareçam e comentem. São 36 leitoras e eu tive 21 comentários no capitulo passado. Que tal nós termos 25 nesse? haha Nos vemos semana que vem! xx