Meu Ponto Fraco
7 Capítulo 6 - A maneira como as coisas acontecem
Notas iniciais
Algumas semanas depois
– Caroline, por favor, não me diga que vai deixar tudo rosa! – Exclamei, rindo alto.
Ontem foi aniversário da Care e hoje ela resolveu fazer uma reunião entre amigos para comemorar aqui mesmo no apartamento dela, que antes era nosso. Caroline já estava se acostumando a morar sozinha e digamos que a presença de Klaus ajudava em muita coisa.
– Claro que não. – Respondeu, vendo-me arquear uma sobrancelha. – Até que seria uma boa ideia... – Botou a mão no queixo e depois me fitou. — Mas óbvio que não.
– Menos mal. E mudando de assunto, seu namorado já está vindo? – Perguntei, me referindo a Klaus.
– Meu quase namorado já está vindo. – Ela corrigiu, sorrindo imediatamente. – Ei! – Exclamou. — Você está ouvindo nossa conversa não é? – Caroline cutucou Ian que estava cadeira de descanso e olhava para nós curiosamente. – Graças a deus que você ainda não fala. – Nós rimos.
– E os rapazes nã... – Cortei a fala na metade assim que escutei a campainha tocar. Caroline pulou de onde estava, com um sorriso largo no rosto, e saiu saltitando até a porta. Rolei os olhos.
– Caroline, eu não me lembro de você ter mencionado que ainda não tinha nada pronto. – A voz de Damon era ouvida se aproximando ao poucos. Em segundos senti duas mãos grandes na minha cintura e ele me virou, dando um beijo na minha testa.
Damon pegou Ian nos braços ao o ver suas perninhas se mexerem inquietas.
– Oi campeão. – Sorriu para o pequeno em seus braços, que ficou todo alegre. Sorria, dava alguns gritos e fazia de tudo para chamar a atenção. Não saiu dos braços de Damon por um minuto se quer, e foi assim que ficou até pegar no sono quase uma hora depois.
– Finalmente ele dormiu. – Me joguei em um dos sofás da sala, tomando a taça de vinho da mão de Damon e fitando Ian que dormia no carrinho. – Meu deus ele fica tão eufórico quando vê você. –Damon sorriu. Dei um gole no vinho e entreguei o resto a Damon. – Então, sobre o que vocês estavam conversando mesmo?
Nós ficamos conversando durante um longo tempo. Depois de esvaziar a primeira garrafa de vinho, Stefan ligou para o restaurante de comida japonesa que fica a três quadras daqui e em questão de minutos eles vieram entregar. Depois disso Caroline começou a contar sobre nossa viagem para Disney ano passado e da segurança do parque que deu em cima de Damon. A sala foi preenchida por risadas e ele sorriu de lado.
– Que culpa eu tenho de ser tão irresistível? – Deu de ombros. – Alias quando nós vamos fazer outra viagem daquela? Foi tão...
Ele parou de falar e desfez o sorriso nos lábios quando ouviu e viu meu celular dá um toque ao lado dele.
– É o Elijah. – Encarei o nome no visor. Alcancei o celular e li a mensagem rapidamente. — Ele perguntou se pode passar por aqui daqui a pouco. – Olhei para Care que concordou imediatamente.
Então Stefan riu, por algum motivo, e fitou Damon que deu uma olhada de lado para ele, o maxilar trincado e os lábios comprimidos. Fiquei sem entender absolutamente nada, mas logo deixei aquilo para lá quando Klaus engajou outro assunto e eu respondi a mensagem de Elijah.
(...)
– E você acha que ele falou aquilo por quê?
– Eu não sei. – Apoiei melhor o celular entre o ombro e a orelha, enquanto preparava a mamadeira de Ian. – Mas já passou pela sua cabeça a hipótese de que talvez ele queira te pedir em namoro?
Damon olhou para mim por cima do sofá.
Eu esperei Caroline dá um grito ou falar algo, mas não escutei nada do outro lado da linha.
– Care? – Mais silêncio. Afastei um pouco celular e fitei Damon. – Eu acho que matei ela. – Ele riu alto.
– Ah meu deus! – Amém, ela não tinha desmaiado. – Elena! – Riu. – Você acha isso mesmo?
– Ele gosta tanto de você.
Espera... isso sou eu dando conselhos sobre vida amorosa enquanto nem sei o que fazer com a minha?
– Eu sei! Ele é tão incrivel. – Ela suspirou apaixonada. – Eu não acredito que estou apaixonada por Klaus! – Eu sorri. Fazia séculos que não via Caroline desse jeito. – Ei e o Damon ainda está ai?
– Está na sala com Ian.
– Você está perto dele?
– Não, eu estou na cozinha. O que foi?
– Você não o notou meio estranho hoje?
Franzi o cenho, enquanto despejava o leite na mamadeira.
– Não, mas estranho como? – Perguntei.
– Ele estava tão calado, principalmente depois que Elijah chegou, e ele e o Stefan pareciam está em um tipo de bolha interna.
– Deve ser algo com a Katherine, você sabe que ela não dá sossego.
– É... – Murmurou meio desconfiada. – Você deve ter razão. Mas e você e Elijah? – Mudou de assunto. – Ele tá caidinho por você, e não adianta negar por que eu já vi.
Lá vem...
– É eu sei. Quer dizer, o Elijah é incrível, não? – Detestava o tom de dúvida na minha voz.
– Ele parece ótimo.
– Será que eu não posso simplesmente me apaixonar por ele? – Suspirei. – O que há de errado comigo?
Ela demorou um pouco para responder.
– Você acha que ele é o cara certo para você?
– Não sei. Mas se alguém como ele não é o cara certo para mim, quem será?
– Eu não sei. – Disse Caroline. – Mas você saberá quando encontrar.
Damon
Elena estava no quarto tentando dar leite para o pequeno e eu resolvi ir até lá espiar um pouco. Ele estava distraído segurando o dedo indicador dela com uma das mãos e não dava atenção a mamadeira. Depois de alguns segundos ele ficou quieto e começou a tomar tudo. Elena pareceu ter sentido que eu a observava e virou a cabeça lentamente, nossos olhos se encontraram e ela sorriu. Sorri em resposta.
– Pensei que já tinha ido embora.
Eu neguei.
– Nunca pensei que você levaria tanto jeito com isso.
– — Agora, porque antes eu mal sabia segurar ele no colo. — Confessou, rindo.
– Ah, mas não parece tão difícil.
Ela apertou os olhos na minha direção.
– Ah é? Quero ver você fazer isso então.
– Vai ser moleza. – Disse desafiante e ela pareceu ter uma ideia.
– Então hoje você vai aprender a como cuidar de bebês. – Ela disse com um sorriso vitorioso. – A primeira tarefa é trocar a fralda.
Levou alguns segundos para eu assimilar o que ela tinha dito. Meu sorriso lentamente se transformou em uma careta, ao se dar conta do que teria que fazer. Uma gargalhada escapou de seus lábios. — Vamos, nem é tão difícil assim…
– Será que a gente não pode pular essa tarefa? Só essa? – Eu pedi tentando fazer uma cara fofa, o que não convenceu ela.
— Nada disso. Essa é uma das mais fundamentais tarefas. — Ela disse firmemente e deu uma risada em seguida.
– Já que não tem jeito...
– Não mesmo. – Enfatizou. Ela não ia ceder.
Depois que Ian terminou de comer e arrotar, ela começou á me instruir. Disse para deitá-lo no trocador, e então tirar sua fralda. Deitei Ian como ela havia mandado, mas hesitei na parte da fralda. Ela me olhava, encorajando-me. Quando finalmente tomei coragem e abri a fralda descartável, prendi a respiração e me afastei alguns centímetros.
— Uau. — Disse a olhando. Ainda prendia a respiração. — O cheiro é pior do que eu pensava.
– Você se acostuma. – Ela riu. Parecia está de divertindo com tudo aquilo.
Ela continuou me ensinar, dizendo o que eu teria que fazer em seguida, mas eu acabei me enrolando com a parte da pomada e do lenço.
– Primeiro passa o lenço umedecido, depois a pomada.
Ela pegou minha mão e eu suspirei fundo, sentido o calor das nossas mãos unidas. Continuou á me ensinar. Dizia e apontava onde eu teria que passar o lenço umedecido para limpá-lo. Mesmo fazendo algumas caretas, eu fiz tudo sem protestar. Depois de limpá-lo, ela me pediu para passar um pouco de pomada contra assaduras e então colocar a fralda limpa. Me atrapalhei de novo na hora de por a fralda, mas Elena me ajudou e por fim, eu pus a fralda limpa nele.
— Você não foi nada mal. — Admitiu, sorrindo.
— Acho que já posso largar meu emprego na empresa e mudar de profissão. Vou ser babá agora. — Eu brinquei e ela riu.
Enquanto observávamos ele, Ian deu um pequeno bocejo.
— Parece que tem alguém com sono… — Comentei, me referindo ao bocejo de Ian.
– Ele sempre gosta de tirar um cochilo depois que come.
Resolvi tirar Ian do trocador e o coloquei deitado nos meus braços. Elena não disse nada, apenas ficou observando, e então comecei a balança-lo. Ela foi até o berço e pegou a chupeta dele, colocando em sua boca. —Pronto garotão. – Dei um beijo na cabeça dele.
Os olhos pequenos de Ian me observavam, e quando eu fitei Elena que sorria abertamente ao meu lado tive que me esforçar para consegui respirar.
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