Meu Ponto Fraco
5 Capítulo 4 - Encontro Inesperado
Notas iniciais
– Saia ou vestido? – Caroline perguntou.
– Qual vestido? – Perguntei apoiando a cabeça com as duas mãos. Estava de bruços na cama olhando Caroline vesti milhares de roupas, ela teria um encontro com Klaus hoje, e aliais trouxe todo o seu guarda roupa aqui para casa.
– Aquele que eu comprei semana passada, lembra? – Eu balancei a cabeça assentindo.
Meu celular tocou em cima da cômoda ao lado da cama, eu me estiquei um pouco e o alcancei. Era uma mensagem do Elijah.
POV Damon
– Noami? – Entrei em casa chamando pela minha empregada, mas não obtive resposta. Bom, provavelmente ela ainda não deve ter chegado.
Andei pela sala e coloquei minha carteira e meu celular em cima do sofá, abri a enorme porta da varanda sentindo o vento entrar e logo lembrei que tinha esquecido a porta da sala aberta, dei meia volta e parei bruscamente na metade do caminho.
Mas o que...
– Katherine?
– A própria. – Sorriu, encostando-se a soleira da porta. – Achei que iria ficar mais feliz em me ver amor.
– Eu não esperava te ver por aqui. – Pisquei confuso.
– Eu sei.
E então ela entrou no apartamento e fechou a porta atrás de si. Caminhou até mim e parou, passando a mão nos cabelos pretos e os jogando para trás.
– Esse tempo que eu passei fora parece que fez bem a você. – Seus olhos estavam cravados em mim, ou melhor, no meu peito coberto por uma regata branca. – Senti sua falta bebê.
Eu olhei de lado e ri. Realmente, ela não mudaria nunca.
Logo depois eu vi ela revirar os olhos, sua expressão pareceu irritada por alguns segundos e então notei que ela olhava para um porta retrato de mim e Elena.
– Por que você voltou?
– Nossa, Damon eu venho aqui te ver e é assim que você me trata? – Ela passou por mim e colocou a bolsa sobre a mesa de centro da sala. – Para falar a verdade lá não é tão interessante quanto eu imaginei, e eu estava morrendo de saudade de você. Por que a gente não pula para outra parte bem melhor que essa?
– Que seria o que?
Ela me encarou e caminhou até parar bem perto de mim.
– Jura que você não sabe? – Me puxou pela camisa para mais perto dela, mordendo o lábio inferior. Então senti seus lábios no meu pescoço, ela mordeu o local e dois minutos depois eu era empurrado em direção ao sofá.
– Katherine...
O som de um celular tocando a fez parar antes de voltar a me beijar novamente, então bufou completamente irritada e se levantou pegando o celular dentro da bolsa.
Resmungou alguma coisa, guardando o celular de volta na bolsa e endireitando sua roupa. – Eu tenho que ir amor. — Jogou a bolsa sobre o ombro. – Foi ótimo te ver de novo sabia? – Sua voz transbordava sensualidade. — A gente se ver por aqui.
E então me deu um selinho, passando as unhas pelo meu peito e logo depois eu a vi passar pela sala e quando escutei a porta bater me joguei no sofá, enfiando a cara nos travesseiros.
Katherine Pierce, esse é o nome minha ex-namorada. Ela morava aqui em Los Angeles, mas se mudou há seis meses para Nova Iorque por causa da sua carreira de modelo. Ainda não entendi o porquê de ela ter voltada de maneira tão rápida e repentina, porém isso não era algo com que eu me importava agora.
POV Elena
‘’ Oi Lena! ’’ Eu li as palavras mandadas por Elijah em uma mensagem de texto.
‘’ Oi Elijah. ’’ Respondi
– Sabe aquele salto que eu ganhei no natal? Acho que ficaria ótimo com...
‘’Você tem algum compromisso hoje à noite?’’ Recebi depois de alguns segundos.
‘’ Não. Por quê? ‘’
– E aquela bolsa você não acha? Eu estava pensando se...
‘’ Por que eu quero te chamar para sair. ’’
– Elena! – Caroline estala os dedos perto do meu rosto. – Eu estou falando com você.
– Pode falar. – Pisquei algumas vezes.
– Eu já falei, mas parece que você está ocupada demais ai. – Ele se sentou na cama ao meu lado. – Com quem você está falando? – Franziu o cenho olhando para meu celular.
– Elijah.
Deu um sorriso malicioso.
– E ele está te chamando para sair, acertei? – Concordei com a cabeça. – Ele tá muito a fim de você.
– Como você pode ter tanta certeza?
– Por favor, Elena! Praticamente todos os dias ele liga para você, e quando não liga manda mensagem. Sem contar que na festa da Lexi ele não desgrudava os olhos de você.
Escondi o rosto entre as mãos. – Você acha que eu devo aceitar?
– Aceitar o que?
E lá estava Damon parado em frente à porta, esperando uma resposta para pergunta que ele tinha feito. Usava uma bermuda, camiseta preta e um seus cabelos estava levemente bagunçados, escondidos em baixo do chapéu panamá.
– Como você entrou? – Perguntei.
– A porta estava aberta meu anjo. – Respondeu. Eu sorri. – E eu posso saber o que você deve aceitar? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
– Coisa de mulher. – Respondi, vendo-o me olhar desconfiado.
– E o que são todas essas roupas? – Perguntou, apontando para as dezenas de roupas da Caroline em cima da minha cama, enquanto entrava no quarto. – Me deixa adivinhar, Caroline? – Ele riu, vendo a loira revirar os olhos.
– Eu vou para casa dormir e depois ligar para o Klaus, à noite eu volto para me arrumar. – Ela disse batendo palminhas e apanhando a bolsa em cima da cama. – Deixa um beijo para o meu afilhado, ta? Se comportem Delena. – Mandou beijinhos no ar e saiu.
– Como é que você tá? – Perguntou, quando nós já estávamos sozinhos no quarto.
– Estou ótima. – O Abracei. – O Ian tem sido um anjinho. Botei-o para dormir já faz algum tempo. – Ele sorriu.
Logo eu tratei de o arrastei para sala e nós ficamos conversando enquanto eu procurava algum filme que prestasse. De vez em quando ia até o quarto ver como meu pequeno estava e ele continuava dormindo tranquilamente.
– O Kellan Lutz é um gato. – Comentei quando parei em um canal aleatório e passava um filme com ele. – Esses olhos azuis dele são demais. Nossa eu amo homens de olhos claros.
– Eu tenho os olhos claros. – A voz de Damon soou um pouco estranha.
– E por acaso eu disse que não amo você?
(...)
– Ei garotinho – Damon balançava Ian nos braços, enquanto conversava animadamente com ele. – Você está enorme sabia? Nem parece aquela coisa pequena que eu vi há algum tempo atrás. – A chupeta cai da sua boca quando ele abre um lindo sorriso desdentado e mexe suas pernas e braços.
– Tão fofo! – Segurei a mãozinha dele, sentindo uma felicidade enorme no peito. Era a segunda vez que eu o via sorrir daquele jeito. – Dá vontade de morde essa coisa gostosa. – Comprimi os lábios dando um cheirinho nele.
– Damon, tem certeza que não quer ficar para o almoço? – Minha mãe perguntou, surgindo na sala enquanto secava as mãos em um pano de prato.
– Eu adoraria tia Miranda, mas eu realmente tenho que ir. E ainda vou ter que passar na empresa mais tarde.
– Eu entendo meu querido, mas fique sabendo que da próxima vez não aceito justificativa – Dona Miranda brincou, o fazendo rir.
– Pode deixar.
A boca pequena do Ian mexia-se enquanto ele emitia sons típicos de bebê, chamando nossa atenção.
– O que foi garotão?- Damon sorriu para a bolinha branca em seus braços. – Amanhã eu venho aqui para a gente brincar.
Vi minha mãe, por cima do ombro de Damon, inclinar a cabeça para o lado e sorrir com cena.
Meu Ian estava com dois meses e começava a ficar esperto, emite sons e sorri quando as pessoas falam com ele e mexe os braços e as pernas quando esta alegre. Eu definitivamente não poderia estar mais feliz.
Meu celular vibrou e eu o tirei do bolso do short. Olhando o nome de Elijah aparecer na tela.
‘’ Será que você aceitaria sair comigo amanhã? ‘’
Eu sorri e vi, pelo canto dos olhos, Damon olhar desconfiado para mim.
Era incrível como Elijah parecia ser um cara de outra época, era sempre tão educado e refinando que às vezes eu não lembrava se estava mesmo no século vinte e um.
‘’ Eu aceito. ‘’
Vi Damon pigarrear na minha frente.
– Bom... Eu tenho que ir.
– Tudo bem. Mãe O Damon já vai! – Chamei por Dona Miranda que apareceu na sala no mesmo instante.
– Apareça lá em casa meu querido, Giuseppe está louco para conversar com você.
– Pode deixar Miranda. – Ele sorriu. – Tchau garotão, toma conta da casa. – Deu um beijo em Ian e o entregou a minha mãe.
Eles se despediram e eu pulei nas costas de Damon, enroscando meus braços em volta do seu pescoço. Ele gargalhou e me segurou enquanto íamos assim até a porta.
– Qualquer coisa me liga. – Ele disse, quando eu desci das suas costas.
– Tá bom. – Sorri. – Tchau. — Ele se inclinou, roçando os lábios na minha bochecha e dando um beijo demorado.
Então deu três passos em direção ao corredor, mas o vi parar na metade do caminho e virar de frente para mim.
– Elena...
– Que foi? – Perguntei, estreitando os olhos.
– Eu amo você, tá?
E ele sorriu e eu ri meio sorrindo também, não entendendo o porquê daquilo, afinal Damon não era de falar essas coisas do nada.
– Eu também te amo.
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