Meu Ponto Fraco

4 Capítulo 3 - Mudando a rotina


Notas iniciais
Oii gente! Me desculpem por atrasar alguns dias, é que eu peguei uma gripe bem chata e só vim melhorar hoje. Ah e me desculpem também por não responder os comentários do capitulo passado, eu realmente tava sem tempo, mas li todos e fiquei muito feliz pelo carinho que vocês passam para mim. Obrigada

Uma mulher bem vestida entra na sala de espera com os olhos grudados em uma folha de papel em suas mãos. – Elena Gilbert? – Chama meu nome e eu fico de pé rapidamente. – Me acompanhe, por favor. – Faz menção para o corredor.

– Ele pode entrar comigo? – Perguntei, apontando para Damon. Ela olhou para ele sentado um pouco atrás de mim e balançou a cabeça positivamente

– Claro. – Sorriu gentilmente.

Damon se levanta, eu envolvo meu braço no seu e nós seguimos a mulher. Entramos por um corredor largo e repleto de salas, a mulher para em frente a uma porta e gira a maçaneta, abrindo uma brecha e murmurando algo com alguém ali dentro. Logo depois fecha a porta e continua andando pelo corredor, enquanto nós a seguimos. Depois de passarmos por duas portas entramos em outra sala, desta vez bem maior, onde estavam com o bebê. A mulher faz menção para nós entramos e depois fecha a porta. Automaticamente senti as lágrimas deslizando pelo meu rosto e a senhora que o segurava sorriu para mim, então eu o peguei.

– Ei garotinho. – O acomodei em meus braços. Ele era tão pequenino e frágil que eu tinha medo de machucá-lo. Estava mais gordinho e tinha crescido um pouco. Tão lindo. – Vai ficar tudo bem meu amor – Sorri e fiz um carinho no rosto dele, depois percebi que Damon estava ao meu lado.

– Nós vamos tirar ele daqui. – Damon sussurrou no meu ouvido. Seus olhos me passavam uma confiança indescritível. – Eu te prometo.

A porta da sala se abriu novamente, desta vez quem entra é o advogado com uma pasta e uma maleta preta em ambas as mãos e a mesma mulher que nos acompanhou entra junto com ele.

– Dr. David. – Eu o cumprimento com um aperto de mão e Damon faz o mesmo logo em seguida. – Alguma novidade?

– Algumas. Será que nós podemos conversar? – Ele fala sentando-se á mesa.

– Claro.

A senhora que estava em pé na sala pega o pequeno dos meus braços, dou um beijinho nele e Damon acena com a mão sorrindo enquanto ela o leva para fora da sala. Quando a porta se fecha eu e Damon sentamos de frente para o advogado, do lado oposto.

– E então? Você conseguiu alguma coisa? – Damon pergunta, colocando os braços sobre a mesa e entrelaçando os dedos.

Eu estou um pouco tensa, na verdade esses dias foram um pouco complicados, já fui para uma audiência com o juiz e graças a David as coisas estavam começando a ir bem. A única coisa que eu quero nesse momento é o meu pequeno comigo. Eu preciso dele tanto quanto ele precisa de mim, e nisso eu não tenho a menor dúvida.

– Não é muita coisa, mas foi o que eu consegui fazer. – Ele responde. Abriu a pasta, tirou alguns documentos e colocou-os sobre a mesa. Nenhum familiar ou parente do bebê se manifestou então o juiz alegou que ele precisava de ma família o mais rápido possível. Era muito pequeno, frágil e precisava de atenção especial, coisa que ele não teria tanto se ficasse naquele lugar.

Então eu sinto meu coração sair pela boca.

Ele vira os papéis de frente para mim e Damon, eu passo os olhos pelos documentos rapidamente depois olho para David. Antes que eu pudesse perguntar o que era tudo aquilo, vejo-o sorrir, olhar para mim e sua voz atrapalha o que eu estava prestes a perguntar.

– Parabéns mamãe, a guarda é sua.

(...)

– Está tão perfeito! – Eu disse empolgada.

Depois de quase duas semanas finalmente o quarto do Ian estava pronto. Ian, esse era o nome dele. O quarto era lindo, delicado e encantador como de um príncipe. As paredes em um tom de bege, muito bem decoradas. Uma cômoda branca com um trocador em cima ao lado do berço e uma cama com uma pequena mesinha com abajur ao lado, um tapete branco no meio do cômodo e alguns brinquedos decorativos. O quarto era todo nas cores azul bebê, branco e bege. Tinha duas janelas grandes as quais eu botei persianas da cor azul bebê. Eu estava empolga, não achei que chegaria a tanto, na verdade a ideia de ter um filho agora nunca havia passado pela minha cabeça.

– Ficou mesmo. – Caroline disse, sorrindo e batendo palminhas. Algo que ela fazia quando estava extremamente animada. – Mas ainda não me conformo que nós não vamos mais morar juntas.

– Caroline...

– Eu sei, mas eu vou sentir sua falta. – Ela me abraça e vejo Damon revirar os olhos com a cena.

– Eu não vou para outro país tudo bem? Só vou mudar de apartamento que aliais fica na mesma rua. – Ela riu com as minhas palavras.

Nós fomos interrompidas pelo som do meu celular tocando, Caroline ficou no quarto e eu fui correndo até a sala para atender. O nome que apareceu no visor me alegrou completamente.

– Alô?

– Elena, sou eu David.

– Olá Doutor David. Alguma noticia?

– Liguei para avisar que essa semana uma assistente social está indo ai na sua casa própria da agencia de adoção certo? Bom, nisso será realizado um tipo de ‘’estudo do lar’’, para avaliar a as necessidades do bebê. Nesses ‘’exames’’ eles iram ver tudo, o que a bebê irá comer, onde irá dormir brincar e todas as outras coisas que toda criança precisa.Depois disso você passará por outra entrevista com o assistente social, psicólogos e profissionais dessa área. É um processo bem cansativo, mas é preciso e não se preocupe que vou fazer o possível para tudo acontecer o mais rápido possível e logo você estará com ele.

– Entendo perfeitamente, e quando eu vou poder buscar ele?

– Logo depois da assistente social fazer te fazer uma visita. Eu te prometo que não vai haver incômodo algum, é algo apenas que tem que ser seguido tudo bem? Qualquer novidade eu ligo para você e se precisar me ligue.

– Claro, eu vou ficar aguardando então. – Sorri radiante. — Obrigada por tudo Dr. David, até logo.

Desliguei o telefone e o joguei em cima do sofá.

– Quem era querida? – Pergunta minha mãe, entrando na sala junto com Damon.

– O advogado! – Eu poderia gritar de alegria. – Se tudo der certo acho que semana que vem eu já posso ir buscar ele no abrigo.

– Eu te disse que ia dar tudo certo filha. Estou tão orgulhosa de você! – Minha mãe falou com um enorme sorriso. Ela me deu um abraço e eu poderia ter certeza que estava chorando.

– E eu mais ainda. – Completou Damon, dando um sorriso charmoso. Céus nem consigo descrever como ele me ajudou nesse mês, definitivamente não sei o que seria de mim se ele não estivesse aqui do meu lado. Foi Damon que me apresentou ao advogado, que me acompanhou a maioria das idas ao abrigo para visitar meu pequeno e que sempre me deu apoio nos momentos em que eu achei que nada mais daria certo e no final das contas sabia que poderia contar com ele para tudo, até mesmo quando eu não precisasse.

A semana passou mais rápido do que eu poderia imaginar e em um piscar de olhos já era quinta feira. Depois de muito choro e lágrimas derramadas por parte da Caroline e de mim, eu havia me mudado para meu apartamento novo que é bem espaçoso, têm dois quartos, a cozinha é muito aconchegante e a sala ainda mais, além da vista que é maravilhosa.

E foi ontem que o advogado ligou dizendo que eu já podia ir buscar o meu pequeno, e agora estou eu aqui nervosa, feliz, ansiosa, e vários outros adjetivos que no momento eu não consigo descrever. Os meus pais a todo custo queriam vir comigo, mas eu preciso fazer isso sozinha afinal aquela era minha vida agora. Eu nunca fui mãe e nem sei como é ser uma, para falar a verdade o máximo que eu fiz com um bebê foi trocar uma fralda. E nesse exato momento eu estou parada em frente ao conselho tutelar me perguntando como a vida de alguém pode mudar tanto como a minha mudou em quase um mês.

Entrei rapidamente e fui logo até o balcão, dei todos os meus dados e me identifiquei. Um homem me acompanhou pelo local e parou em frente a uma porta enorme.

– Fique a vontade. – Abriu a porta e indicou para que eu entrasse. Agradeci, entrando em um espaço grande, cheio de brinquedos e crianças, provavelmente órfãos a espera de um lar ou prestes a serem adotadas.

Segui em direção a uma pequena sala no local, dei duas batidas na porta e entrei.

– Você é Elena Gilbert? – Uma mulher perguntou. Eu balancei a cabeça concordando. – Estávamos só esperando por você. Por favor, sente-se. – Apontou para a cadeira na sua frente.

Assinei todos os papeis necessários e nos conversamos um pouco, ela era muito atenciosa e simpática. Ouvimos algumas batidas na porta e a mulher deu permissão para entrar.

E então entra uma moça vestindo um terninho preto e segurando em seus braços meu pequeno. Meu Ian.

– Oi meu amor. – Me levantei sorrindo e o pegando nos braços. – Que saudade eu estava de você. – Beijei sua cabeça.

As duas mulheres na sala me olhavam encantadas e sorridentes.

(...)

O caminho para casa foi bem tranquilo, agradeci pelo transito está ótimo e o Ian foi calmo durante todo o trajeto. Quando estava já na rua do meu apartamento mandei uma mensagem para Damon dizendo que já estava chegando em casa, com certeza ele deveria estar lá me esperando assim como meu pai, minha mãe, Caroline e Stefan.

– Chegamos meu bebê. – O fitei deitado no carrinho, seus olhos curiosos observavam todo o lugar. Coloquei a chupeta na boca dele e dei um beijo em seu rosto. Tão lindo.

Então eu dei duas voltas na chave, empurrei a porta e a primeira coisa que encontrei quando olhei para sala foi vários balões coloridos e uma faixa enorme com as seguintes palavras:

Bem vindo pequeno Ian.

Notas finais
O que acharam? Leitoras fantasmas vamos aparecer, que tal? Não me desanimemmm pls. Queria escrever um montão de coisas aqui porém o nyah está bugando tudo que eu escrevo e apagando na metade. Ah e sobre o proximo capitulo pessoas vão aparecer para infelicidade de alguns haha quem será? façam suas apostas Até semana que vem, amo vocês!