Notas iniciais
Espero que gostem e espero não decepcionar...
Beijo, Manú :-*

Eles tinham Benjamin, de cinco anos de idade.

Ben, como era carinhosamente chamado por todos, era uma criança arteira e agitada como a maioria das crianças são. Mas, Ben tinha um diferencial, era extremamente carinhoso, educado e inteligente.

Grissom sempre se empenhou muito para ensinar lhe como ser um cavalheiro mirim. Vira e mexe Sara flagrava-o ensinando pequenas atitudes de cavalheirismo para o pequeno homenzinho.

Quando descobriu que daria a luz a um menininho, em um momento muito íntimo do casal, Sara declara o quanto gostaria quem Ben fosse como o marido.

- Eu gostaria que ele fosse como você.

- Como eu?

- Sim... Você é doce, gentil e educado.

- Querida, meus pais me passaram valores e pretendo passá-los aos nossos filhos.

- Ops... Nossos Filhos?

- Sim.

- Posso saber o porquê do “S” no fim das palavras?

- Porque desejo ter mais filhos com você.

- Você é doidinho, sabia?

- Doidinho por você, vale?

- Vale!

Em outro momento, Grissom estava sentado na varanda olhando a rua movimentada, muito quieto. Ela estranhou, e foi verificar o que era.

Ela se posicionou no meio das pernas dele, ele sentado e ela em pé. Grissom alisou sua barriga enorme de quase trinta e sete semanas e sentiu o bebê se mexer para mudar de posição. Ele estava tão sério e ela quis saber o motivo.

- Griss... O que foi?

- Hum?

- O que você tem? Está tão sério e pensativo.

- Não tenho nada querida... Não se preocupe.

- Gilbert, eu te conheço e você está preocupado... O que foi?

- Querida, sente-se aqui. – E ela sentou em suas pernas. Começou então a acariciá-lo os cabelos grisalhos.

- Pode me dizer amor, não gosto quando fica assim.

Ele a fitou com carinho e continuou com o carinho em seu ventre.

- Já está bem perto dele nascer não é querida?

- Está sim. – Ela esboçou um pequeno sorriso e ele abaixou a cabeça.

- E se eu não for um bom pai, Sara? ... E se eu falhar?... E se não conseguir ensiná-lo como ser um homem de bem?... E se eu não puder estar com ele sempre que for preciso?... E se...

Ela não permitiu que ele terminasse de falar e calou lhe com um beijo. Um beijo forte e ardente, que tirou lhe o fôlego. Ao saírem do beijo, Sara encostou sua testa na de Grissom e segurou seu rosto de barba bem feita entre as mãos delicadas.

- Nunca mais diga uma coisa dessas... Nunca mais pense em uma coisa dessas... Você será um pai maravilhoso, ensinará nosso Ben a ser um homem tão maravilhoso quanto você é e quanto você diz que seu pai foi.

- Mas Sara...

- Não faça isso consigo mesmo. E... Eu estou aqui e vamos cuidar e educá-lo juntos, sempre.

Sentia-se orgulhosa dos dois homens da sua vida.

Acabou de fazer o almoço e sentou em uma cadeira na varanda com vista para a rua e pôs-se a esperar por seus “homenzinhos”. Grissom tinha ido buscar Ben na escola.

Seus pensamentos viajaram rumo há alguns dias atrás.

Estavam em casa, Sara lia alguns e-mails sentada no sofá e Grissom estava sentado no tapete com Ben ensinando-lhe a fazer alguns exercícios que a professora havia passado para casa. A matéria era sobre como ver as horas e Grissom, com a maior paciência do mundo, ensinava ao menino. Até aí, não tinha nada demais, porém em um dado momento Ben surpreende os pais. Um pedido inocente, mas extremamente doce.

- Papai?

- Sim filho.

- Desenha um relógio no meu braço?

- Você quer um relógio filho? Assim que aprender a ver as horas o papai compra um para você, bem bonito, pode ser?

- Pode... Mas, eu queria um de mentirinha mesmo, por enquanto. O senhor se incomoda em desenhar um para mim?

- Não filho, claro que não.

- Sério?

- Claro, venha aqui.

Benjamin deu um pulo e sentou de frente para o pai com uma caneta na mão.

- Me dê seu bracinho esquerdo filho.

- Este papai?

- Não... Este aqui.

- Desculpe, é que eu me confundo.

- Não tem problema filho, é normal.

Sara observava a cena. Seus olhos marejaram quando viu o cuidado com que Grissom desenhava um lindo relógio no bracinho do filho. Ben a olhou e deu-lhe um sorriso de enorme satisfação. O menino estava radiante.

- Filho, vou lhe ensinar uma coisa. Sempre que for usar um relógio, coloque-o no pulso esquerdo, mesmo que seja destro, mas o relógio sempre é usado do lado esquerdo. Certo?

- Sim papai... Mas, o que é destro?

- Destro é quem escreve com a mão direita, canhoto é quem escreve com a mão esquerda e quem escreve com as duas mãos é ambidestro.

- Aaaah!... Obrigada papai, o relógio ficou lindo... Olha mamãe! – Disse esticando o bracinho para que Sara visse o “relógio”.

- Que lindo meu filho!

- De nada filho.

Lembrou-se também de outro dia quando estavam em um parquinho e Ben encontrou uma amiguinha da escola no carrossel de carrinho que iria.

Sara e Grissom se posicionaram em frente ao carrossel enquanto esperavam Ben escolher um carrinho. Ben mais uma vez surpreendeu-os quando abriu a porta de um dos carrinhos para que a amiguinha entrasse e em seguida escolheu um para também entrar. Quando o brinquedo parou, Ben saiu do carrinho e abriu a porta do carrinho da amiguinha para que ela saísse do brinquedo. Um verdadeiro cavalheiro.

¨¨¨¨¨¨

Aquele dia passou e enquanto Sara terminava de arrumar a cozinha do jantar, Grissom colocava Ben para dormir.

Grissom ajudou-o a escovar os pequenos dentinhos, ajudou-o a colocar o pijama e colocou-o na cama.

Sara chegou e viu pai e filho conversando.

- Ben, você já falou com papai do céu antes de dormir?

- Ih papai, eu esqueci.

- Então, vamos falar com ele juntos?

- Vamos!

Ben se ajoelhou ao lado da cama e juntou as mãozinhas. Grissom, para dar o exemplo, fez o mesmo.

Rezaram e Grissom o colocou para dormir, cobrindo-o e depositando um beijo em seus cabelinhos castanhos e encaracolados. Sara entrou no quarto e também depositou em beijo nos cabelinhos do menino.

Saíram do quarto e Grissom a levou para o sofá. Grissom se deitou e a puxou para seus braços.

- Griss... A professora do Ben falou alguma coisa sobre ele hoje?

- Só um elogio.

- Eu elogio? – Sara ficou surpresa e se sentou. Grissom estava com um sorriso de satisfação no rosto.

- Sim... Você viu o Ben pegar alguma coisa na cozinha hoje antes de ir para a escola?

- Não.

- Pois é... Ele levou para a professora uma maçã e uma flor hoje.

- Ah, então foi ele quem pegou a minha rosa mais linda da roseira? Pensei que tinha sido o Hank.

- Sim... E ela ficou encantada.

- Ele é um verdadeiro cavalheiro Griss.

- É mesmo néh.

- Sim... E você está fazendo um ótimo trabalho.

- Não querida... Nós estamos fazendo ótimo trabalho. Completamos um ao outro.

- Sim e acho que teremos um pouco mais de trabalho daqui para frente.

- Por quê?

Sara pegou a mão de Grissom e depositou em seu ventre.

- Isso é sério, querida?

- Sim, peguei o resultado do exame hoje.

- Meu Deus, vou ser pai novamente... Eu não acredito.

- Está feliz querido?

- Se estou feliz? Querida, não estou feliz... Eu sou feliz! Você me faz feliz, o Ben me faz feliz e agora o nosso novo bebê já me faz feliz.

- Oh Griss, fiquei com medo da sua reação.

- Eu te amo Sara, e você já ouviu falar que quando o amor entre duas pessoas não cabe dentro do peito, nasce uma outra vida?

- Sim.

- Então, no nosso caso o amor é tanto que já nascerá uma segunda vida.

- Eu te amo Griss.

- Eu também te amo Sara.

# The end #

Notas finais
Mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!