Notas iniciais
Pessoas, tá aí o outro capítulo para quem esperou! Boa leitura e espero que gostem!

CAPÍTULO XXIII – Você é minha

Depois de serem formados os novos times de Genin, Hanabi ia toda manhã a área de treinamento a fim de treinar com seu time e a tarde treinava com sua irmã no dojô do clã Hyuuga. No entanto, naquela manhã, enquanto ela terminava seu café da manhã apressadamente, viu ao longe pela janela um grupo de homens vestidos com mantas pretas e ela supôs estarem indo a sala de reunião do Conselho.

Hanabi logo sentiu uma inquietação e não conseguiu se segurar, correu para a passarela de madeira e ficou diante daqueles malditos que estão causando tanto sofrimento.

- Bom dia, Hyuuga Hanabi. – falou um deles.

- Estamos a caminho de uma reunião, pode nos dar licença? – falou outro.

Hyuuga Akinori estava entre eles e se mostrou tenso por medo de algo que aquela pequena garota podia fazer ou falar.

- Quem vocês pensam que são para controlar a vida dos outros? – perguntou Hanabi encarando de um por um.

- Isso você já deveria saber da resposta... – falou um deles.

- Por que não cuidam da vida de vocês e deixem minha irmã em paz?! – a ira de Hanabi emanava de seu corpo.

- Hyuuga Hinata não faz mais do que sua obrigação que é seguir seu destino.

- ISSO NÃO É DESTINO! É CASTIGO! – vociferou a garota – Desde o dia em que ela nasceu... Tudo não passa de um castigo!

- Dobre a língua sua insolente! Sabe com quem está falando? – um deles perguntou ameaçadoramente.

- Um Conselho que precisa mais levar uma lição por todo o sofrimento que já causou... – Hanabi se posicionou para lutar.

- Não faça isso Hanabi-sama! – Akinori correu para tomar a frente da Hyuuga, mas um homem segurou seu braço firmemente.

- Você tem uma grande determinação e fala com bravura... – falou o homem – Peguem-na. – após a ordem, dois dos membros do Conselho agarraram o braço de Hanabi. Ela tentou desviar, mas eles tinham sido certeiros em seus pontos vitais de chakra ocasionando sua inutilidade em qualquer batalha.

- Me solta! – a menina gritava enquanto era carregada para dentro da sala de reunião.

- O que vão fazer? – perguntou Akinori.

- Darei a ela algo que a deixará mais determinada em proteger a irmã... – falou encarando Hanabi que era erguida na parede pelos braços.

- Não me diga que...

- Olhe e observe Akinori...

- Não posso permitir! – Akinori segurou o braço do homem.

- Só você está sendo contra, ou seja, sua opinião nada vale.

Akinori se encolheu e soltou relutante o braço daquele indivíduo que se encaminhou para frente de Hanabi. Ela se debatia numa tentativa de se soltar, mas em vão. O homem fez um conjunto de selos com as mãos e pegou na testa da garota. Os outros homens a soltaram e Hanabi ficou erguida apenas por uma mão daquele Hyuuga.

Ela sentiu uma forte pressão no cérebro e começou a gritar de dor. Seu corpo todo pesou e não mais reagia para fugir.

- Agora você terá mais disciplina... – falou o homem abrindo a porta e arremessando a pequena Hyuuga para fora daquela sala. – Agora pode defender a irmã até a morte...

Hanabi saiu rolando no chão. Sua visão escurecia cada vez mais e seu cérebro parecia que iria explodir a qualquer momento. E assim caiu na inconsciência.

- Hanabi-sama! – Akinori correu ao encontro da garota desacordada – O que fizeram com você... – ele parecia frustrado.

Pegou a menina nos braços e caminhou rumo à mansão principal. Encontrou Hiashi na sala de chá distraído lendo com um pergaminho, mas essa distração não durou quando viu Akinori entrando no cômodo e com sua filha mais nova desacordada em seus braços.

- O que houve? – perguntou Hiashi.

- Ela enfrentou o Conselho. Olhe você mesmo o resultado. – Akinori transferiu Hanabi para os braços de Hiashi que arregalou os olhos ao ver o símbolo na testa da filha. Era o símbolo do selo dos Hyuuga que apenas o líder do clã fazia em crianças da Bouke.

- Como ousam?! – Hiashi esmurrou o chão em fúria.

- Por favor, não a deixe mais fazer algo parecido... – disse Akinori.

- Obrigado por trazê-la aqui. – Hiashi apertou a filha contra o peito.

- Devo me retirar agora. Com sua licença, Hiashi-sama. – ele saiu deixando Hiashi totalmente frustrado.

- Por que fez isso Hanabi? Sua coragem não deveria se sobressaltar dessa maneira... – Hiashi olhava para o rosto de Hanabi e parou no selo. – Infelizes... – ele se levantou, foi ao quarto de Hanabi e a deitou em sua cama. – Hinata sabe cuidar mais de você do que eu... Desculpe Hanabi... – lentamente, foi se aproximando do rosto da garota e deu-lhe um beijo na cabeça. Uma lágrima silenciosa e sorrateira escorregou do olho de Hiashi que logo limpou com a manga do kimono branco. Em seguida, saiu do quarto fechando a porta.

***

Tinha acordado mais tranquila naquela manhã. Apesar de se incomodar um pouco da discussão com Sasuke no dia anterior, Sakura caminhava com um sorriso nos lábios pelos corredores do Hospital.

- Bom dia, Sakura! – falou Ino ao vê-la na sala de descanso dos médicos.

- Bom dia... – falou meio desanimada enquanto enchia um copo com café.

- Você só toma café quando não consegue dormir... – comentou a Yamanaka desconfiada e tomando sua xícara de chá.

- E eu não consegui dormir mesmo... Foi desgastante minha briga com Sasuke-kun...

- Vocês brigaram?! Não acredito! – Ino colocou a xícara que segurava em cima da mesa a sua frente.

- Interessante saber disso... – falou por trás delas um dos médicos do Hospital de Konoha.

- Ah... Você de novo! – berrou Sakura ao lembrar que aquele sujeito, sempre que podia, a chamava para sair, a perseguia e todos os outros incômodos possíveis.

- Uchiha Sasuke não passa de um garotinho mimado. Veja, sou um homem e perfeito para você. – falou com certo orgulho de si.

- Olha o que fala seu... – Sakura foi segurada por Ino.

- Calma! Você pode quebrar o Hospital inteiro com apenas um soco! – gritou Ino.

- Se ficou chateada... Perdoe-me minhas rudes palavras linda dama... Apenas saia comigo hoje depois do expediente... – falou o médico.

- Nem pensar! Cai fora! – falou a Yamanaka achando ridícula aquela cena.

- Está bem... Saio com você hoje... – respondeu Sakura pensativa, para a surpresa de Ino.

- Tá falando sério?! – gritou a loira.

- Sakura. – aquele curto e rígido chamado fizeram todos olharem em direção a janela da sala.

- U-Uchiha Sasuke! – gritou o médico amedrontado.

- Sasuke-kun? – a Haruno estava estática de surpresa, mas logo se recompôs – O que quer aqui? – ela cortou a respiração no instante seguinte, pois Sasuke aparecera bem próximo de seu corpo, fazendo-a se espremer contra a parede.

- Você é minha. – ele falou a encarando.

- Não sou de ninguém... – ela se esforçou para falar.

Sasuke nada falou apenas levantou Sakura e a colocou nos ombros, como na vez anterior quando ia leva-la a sua cabana de madeira. Mas dessa vez, a levou para a mansão principal do clã Uchiha. Ele estava irritado por aquela discussão, estava irritado por ela ter lhe dado um tapa, estava irritado pelas palavras que ela havia dito e estava irritado por ela ter dito que sairia com aquele sujeito. Queria Sakura apenas para si, ela lhe pertencia e não iria deixar ninguém roubá-la de suas mãos.

- Me solta! O que está fazendo?! – Sakura se debatia para tentar se soltar, mas não conseguia o objetivo.

Sasuke escancarou a porta da casa com um pé e colocando a Haruno bruscamente no chão, a empurrou com a mesma brutalidade na parede.

- O que está fazendo? – ela perguntou em um suspiro. Sentia o corpo inteiro daquele Uchiha grudado no seu e aquilo deixou sua pele entrar em chamas.

- Você é minha. Não ouse me deixar. – ele falou e em seguida beijou ferozmente seu pescoço dando fortes mordidas.

- Solte-me... – ela sussurrou.

O Uchiha a puxou desgrudando aquele formoso corpo da parede para poder apalpá-lo em todos os lugares que desejava. Apertou os seios de Sakura com força e ela gemeu instantaneamente.

- Não... – Sakura tentou empurrá-lo, mas aquilo parecia que puxava mais ele para ela.

Ela empurrou a parte de cima do kimono de Sasuke fazendo aquele abdômen definido ser visto por seus olhos. Sasuke continuou beijando seu pescoço e apalpando seus seios, Sakura o mordeu no ombro com tamanha força que sentiu um leve gosto de sangue na boca. Sentiu o corpo do Uchiha tremer e ele a beijou nos lábios com avidez. Sasuke a ergueu e Sakura envolveu as pernas em sua cintura.

Ele rasgou a blusa de Sakura com as mãos em um só movimento e se deliciou ao ver aquele corpo alvo e vulnerável tremer de prazer.

- Minha... – rosnou Sasuke colocando os dentes no sutiã de Sakura e, puxando a cabeça para trás, rompeu aquele tecido rosa deixando os seios da Haruno livres. – Minha... – ele repetiu e abocanhou um seio com a mesma ferocidade que fazia com o pescoço dela.

Sakura conteve o gemido que ia soltando e se limitou em morder o lábio inferior. Mas estava no seu limite, pois Sasuke sugava seus seios e mordia seus mamilos. Ela passou a arranhar as costas do rapaz sem se importar com a força que fazia aquilo. Sasuke arqueou para trás ao sentir as unhas de Sakura fazerem estreitas fendas na pele de suas costas.

- Não sou sua... – falou ela arquejando. Falava aquilo, mas seu corpo clamava em dizer o contrário.

O membro de Sasuke já pulsava de desejo e ele o friccionava ao de Sakura, que ainda segurava os gemidos que queriam sair por sua garganta.

- Não faça isso... – falou Sasuke em seu ouvido – Quero ouvir seus gemidos. – ele mordeu o lóbulo de sua orelha e em seguida forçou a mão para adentrar o short preto de Sakura.

Ao sentir aquelas mãos ardentes em sua intimidade, Sakura gemeu brandamente. Não conseguia mais segurar aqueles sons desconexos que saiam de sua boca.

- Sa-Sasuke-kun... – ela tentava o empurrar para longe. Ele estava sendo frenético e rápido demais com as mãos que lhe penetrava dois dedos sem cerimônia. Sentia um ardor, mas era esquecido pelo grande prazer que lhe proporcionava. – N-Não... – ela estava prestes a entrar em erupção. – Não... N-Não aguento mais...

- Ainda não acabei. Não seja apressada... – ele sussurrou.

Sasuke, ainda com Sakura erguida em seus braços, caminhou sem saber para onde estava indo e percebeu que se localizava na sala de jantar. Jogou Sakura em cima da ampla mesa e se colocou entre as pernas da garota.

A Haruno ofegava e estava com as bochechas vermelhas, tinha suor em sua testa e ela o encarava com tamanho desejo e paixão que Sasuke vibrou. Ela parecia estar completamente vulnerável a qualquer coisa.

- Linda... – ele falou ao inclinar-se sobre ela e colocar, mais uma vez, um seio em sua boca. Não eram muito grandes, mas perfeitos para ele e suas mãos os cobriam. Realmente eram feitos para ele. – E toda minha... – ele falou mordendo aqueles sensíveis mamilos rosados.

- N-Não... Não sou sua... – Sakura sussurrou e gemeu logo em seguida.

O Uchiha se viu irritado com a insistência dela em desmentir o que ele afirmava. Afastou os corpos suados e a encarou com o rosto distorcido pela irritação.

- Sim, você é... – ele falou e puxou as roupas de baixo de Sakura fazendo-a tremer. Mais uma vez, Sasuke se deliciou e se maravilhou com o que via. Ela estava completamente despida diante dele e se agitava de prazer. Prazer que ele lhe fornecia. Ele pegou os pulsos de Sakura com uma só mão e os colocou acima da cabeça dela, em seguida, com a outra mão, abaixou a parte de baixo de seu kimono e invadiu aquele vulnerável corpo sem piedade. A penetrou sem cerimônia e de uma vez como fez com seus dedos.

- Sa-Sasuke-kun... D-Dói... – ela gemeu de prazer e dor ao mesmo tempo. Sentia aquele membro dentro de si e ele se mexia em movimentos oscilatórios velozmente. Era algo incrivelmente prazeroso e maravilhoso. Sakura já não gemia e sim gritava. Gritos que foram sufocados pelos lábios do Uchiha, que a beijava enquanto se movia freneticamente.

- Você é minha... – ele sussurrou novamente.

- Sim... Sou sua... Completamente sua... – ela falou em um fio de voz. Quase não entendeu o que ela mesma disse. Mas não quis mais teimar o que de fato era verdade e não tinha como ser negado.

Sakura viu o sorriso de Sasuke e logo depois, os dois tremeram por entrarem em um intenso clímax causado por todo aquele contato corporal.

Sakura se sentiu a mais completa e feliz das mulheres. Como se a discussão do dia anterior, a amargura que havia lhe deixado, como se tudo aquilo nem tivesse existido.

Sasuke arfava, havia desabado sobre o corpo da Haruno e sentindo-se completamente leve. Era como se a vida finalmente fizesse sentido, como se Sakura fosse a chave para toda a fortuna que alguém ansiava ter e até mais que isso. Ela era simplesmente tudo o que ele possuía.

- Eu amo você... – ela falou ainda com a respiração acelerada. Sasuke se levantou e a encarou surpreso. – Amo muito... – ela repetiu com as lágrimas rolando em seu rosto. – Não fale mais daquele jeito comigo.

O Uchiha enxugou as lágrimas dela com o polegar e com um sorriso, beijou-lhe os lábios suavemente.

- Não me perdoaria se fizesse aquilo novamente. Não quero que me deixe ou pense em fazer isso. – falou com ternura. Nem parecia o agressivo de antes. Ele a sustentou nos braços e caminhou para o quarto, deitando-a lentamente no colchão macio e sem desgrudar os lábios.

Sim, não estavam satisfeitos com as demonstrações de amor que acabaram de fazer. Logo após o ato selvagem, fizeram com ternura o que ocasionou uma série de gemidos e gritos de desejo.

Aquele cômodo ardia, entrava em chamas com a paixão daquele casal, que para eles, não havia tempo a perder. Sem mais brigas ou qualquer outra coisa do tipo. Tinham um ao outro e era tudo o que importava.

Notas finais
Minna, o que acharam? Gostaram? Espero que tenham gostado!