Meu Passado E Meu Futuro
52 Reivindicação
Notas iniciais
CAPÍTULO XLIV – Reivindicação
– Vem cá agora mocinha! – gritou Naruto olhando para cima de uma árvore na área de trás da mansão principal – Desça daí! – ele gritou vendo a filha ainda subindo enquanto ria. Mas ela não obedecia a uma palavra ao que dizia – Aki-chan, o Raiden já obedeceu e foi dormir... Por que não faz o mesmo?
– Não tô com sono papai! – ela respondeu parando em um galho e olhando para baixo.
– Nem pense em pular! – gritou Naruto já ficando tenso – Não! – Naruto correu para alcança-la e pega-la no ar quando a pequena Hyuuga pulou. Em vão, pois Aki pisou na cabeça do pai, fazendo o desequilibrar e cair no chão, em seguida ela caiu em pé com destreza – Ai... – gemeu Naruto quando se sentou e sentiu algo deslizar por seu nariz, que havia machucado por cair de cara.
– Você tá bem papai? – perguntou a garota agachando-se na frente do pai.
– Sabe... É muito difícil ser seu pai... – colocou uma mão na cabeça de Aki – Você será a mais forte de todas as kunoichis.
– Eu já sou. – falou ela com um sorriso. Rasgou a manga de sua blusa e limpou o sangue do rosto de Naruto.
– Aki-chan... – Naruto choramingou com uma enorme emoção – Eu te amo! – ele a abraçou. Ela era tão pequena, parecia ser tão frágil, mas na verdade Aki tinha uma personalidade dura, rígida, forte. Surpreendia-se pelo fato dela ainda ser muito nova.
– Papai, você é um chorão! – resmungou a garota tentando se soltar do abraço do pai.
– Hora de dormir. – ele disse se levantando e a segurando de cabeça para baixo.
– Não! – gritou Aki que não conseguia parar de rir.
– Vamos. – Naruto andou até o quarto e viu Raiden já deitado de bruços e dormindo profundamente. Colocou Aki na cama e a embrulhou. – Boa noite pestinha. – beijou a testa da filha.
– Cadê a mamãe? – perguntou ela.
– Trabalhando muito. – respondeu com um sorriso – O papai hoje tá no comando.
– Mamãe sempre manda escovar os dentes e vestir a roupa de dormir, mas você não mandou fazer isso, papai. – falou e sorriu em provocação.
– Então vai logo! – viu Aki correr para fora do quarto e pensou por um momento – Acho que ela fugiu de novo... – concluiu suspirando e se levantou para mais uma busca pela pequena Hyuuga, mas quando saiu do quarto, viu Hinata caminhando em sua direção e com Aki nos braços.
– Agora vá escovar os dentes e trocar de roupa, a mamãe vai embrulhar você. – disse ela colocando a filha no chão, que nada respondeu e apenas obedeceu.
– Como você faz isso? – perguntou Naruto com indignação.
– O que, Naruto-kun? – perguntou ela sem entender. Entrou no quarto e ajeitou Raiden em sua cama, deixando-o mais confortável, beijando os cabelos loiros e arrepiados em seguida – Pode ir dormir Naruto-kun, colocarei Aki-chan para dormir. – falou ela dando um beijo rápido nos lábios de Naruto – Boa noite.
– Eu nunca consigo colocar essa garota para dormir... – Naruto resmungou, caminhando até seu quarto. Deitou-se no colchão macio e sentiu os músculos relaxando.
Lembrou-se da conversa que teve com Sakura mais cedo e se viu responsável pela insatisfação de Hinata. Com certeza ela estava cansada de toda aquela rotina de trabalho, crianças e um marido entediante. Ela poderia ir embora, deixando-o sozinho para procurar alguém mais divertido, alguém que saiba, pelo menos, educar uma criança. Era um fracassado em marido e em pai. Hinata poderia deixa-lo...
– Não! – falou balançando a cabeça.
Hinata nunca faria algo do tipo. Ela o amava. Sabia que era amado pela esposa. Mas tinha que agir para fazer merecer todo aquele amor que ela tinha por ele. Tinha que se esforçar mais com Raiden e Aki. Tinha que saber ser um pai melhor. E também um marido melhor. Ouvir mais Hinata, que nunca falava qualquer incomodo que sofria, o que dificultava muito mais as coisas.
Ouviu o ranger da porta do quarto ser aberta e levantou a cabeça. Hinata, ainda vestida com seu kimono branco, entrara com uma cesta de roupas e andou até o closet. Ela iria dobrar roupas àquela hora...
– Hinata, quer ajuda? – perguntou Naruto quando se levantou e andou até ela.
– Não Naruto-kun... Obrigada. – ela respondeu com seu sorriso meigo enquanto dobrava uma blusa e a guardava em seu devido lugar. – Você deve estar cansado depois de um longo dia com as crianças... Pode ir dormir.
– Mas você também está cansada. – falou enquanto pegou uma peça de roupa. Dobrou da maneira que sabia e a guardou.
– Naruto-kun... – Hinata sorriu e pegou a mesma peça, dobrando-a corretamente – Dessa forma não fica amassada. – guardou novamente.
– Desculpa. – riu com constrangimento e respirou fundo – Hinata, você é insatisfeita sexualmente? – perguntou tropeçando nas próprias palavras, mas tinha que saber.
Hinata deixou a roupa que segurava cair por conta do susto que levara com o que ouvira. Havia sido questionada mesmo sobre aquilo? Não podia acreditar.
Suas bochechas tornaram-se vermelhas e o olhou sem entender, completamente confusa.
– C-Como assim Naruto-kun?
– Você sabe... Não tá... É...
– Eu sei... – ela o interrompeu – Eu não entendi o motivo...
– Sim ou não Hinata? Eu tô preocupado... – a encarou seriamente – Eu não sei dobrar roupa, fazer o café da manhã, colocar as crianças para dormir e não...
– Naruto-kun... – o interrompeu novamente – Não sei o que quer dizer com isso e não ouse continuar... – abraçou Naruto, encostando sua cabeça em seu peito – Eu amo você... É um ótimo marido. Aki-chan e Raiden amam você... E tenho plena certeza que eles acham você um ótimo pai.
– Eu só... Queria fazer mais por vocês.
– Já faz o suficiente... – acariciou o rosto de Naruto, vendo seu olhar azul cristalino tornar-se mais brilhante. Um brilho apaixonado, o brilho que ela sempre amou ver ali, naqueles olhos, pois a paixão era por ela, por Hinata. Quando Naruto a olhava, Hinata via amor, paixão, luxúria. Aquele era um pensamento embriagador.
– Ainda não... – ele falou com a voz sussurrada e a puxando pela nuca para um beijo ardente – Lembro que lhe devo algo... – falou entre um beijo e outro.
Esmagou seus lábios contra os dela e afundando a língua em sua boca, empurrava com força. Enquanto sua mão lhe acariciava o pescoço, indo para sua cintura, onde deteve-se em seu ventre. Separando-se de Hinata imediatamente. Tentando recuperar o fôlego que ela lhe roubou com o beijo envolvente.
“Não!” Hinata pensou com frustração.
Finalmente Naruto lhe beijara com o ardor que sempre quis durante meses e ele interrompeu, além de olha-la com aqueles olhos de preocupação.
– Eu não... Consigo... – ele sussurrou.
– Sim... Consegue. – o puxou para outro beijo, na qual Naruto aceitou, abrindo a boca e a invadindo com sua língua úmida, quente, ardente. Passeava pela sua com rapidez e urgência. Ele a necessitava também, estava mais que notável.
Naruto deslizou suas mãos pelas costas de Hinata, apertando suas nádegas com as duas mãos e, ao ouvir um gemido vindo dela, mordeu seu lábio. Levantou-a pelas nádegas volumosas e macias, na qual a Hyuuga teve que rodear suas pernas na cintura do marido para se sustentar.
Brasas. Sentia brasas em sua pele. Por todo lugar. Doce pressão entre suas pernas. Hinata o queria como se fosse sua última respiração. E gemeu novamente quando Naruto, segurando-a firmemente ainda por suas nádegas, friccionava sua cavidade em sua masculinidade, por cima das roupas, mas era mais estimulante do que pensava. Queria Naruto dentro de si. Entrando e saindo. Como sua língua estava fazendo em sua boca. Queria imediatamente.
Aquele desejo urgente fez suas unhas cravarem nas costas de Naruto com mais força do que planejava, mas ele pareceu não se importar, pelo contrário, pareceu adorar, pois arfou e passou a beijar e morder seu pescoço com mais volúpia.
Era como Sakura disse. Hinata estava diferente, muito diferente. Estava realmente desesperada por toque, seja ele simples que fosse, mas estava. E por sua culpa. Tinha que agradá-la.
– Já estou excitado o suficiente para entrar em você... – ele falou em um sussurro e sentiu Hinata tremer de ansiedade.
– Faça... Agora... – ela sussurrou em resposta, arranhando seu couro cabeludo, mordendo seu pescoço, sugando seus lábios.
– Não... Ainda não... – ainda com Hinata suspensa em seu corpo, queria andar até a cama, mas estava tão entorpecido pelo desejo e pelos gemidos de Hinata, que desistiu e a colocou no chão mesmo, a superfície mais próxima que pensou.
Beijando por seu pescoço e decote. Um belo decote. Afrouxou o kimono branco, desfazendo-se do nó e o abrindo. Revelando um par de seios deliciosamente grandes com seus bicos rosados, chamando por sua boca, por sua língua.
– Rápido... Naruto-kun... Eu o quero... – Hinata agarrou a nuca de Naruto e arqueou seu corpo de encontro ao dele, procurando qualquer contato de pele que fosse.
Seu membro já latejava em suas calças, mas se a retirasse, jurava que seu amigo teria vida própria e entraria em Hinata. Não podia... Não ainda...
Naruto colocou um seio em sua mão e se inclinou para tomar os lábios que abriam e fechavam, procurando por ar, mas ouviu um gemido e não fora de prazer e sim de dor.
– Hinata? – ele a encarou com preocupação.
Os olhos dela estavam semiabertos, seu peito subia e descia velozmente e suas mãos estavam perto de seu rosto, talvez querendo esconder a face. E Naruto viu a paisagem mais erótica que já vira em toda sua vida. Hinata... Sua Hinata... Aquela mulher era dele.
– O que foi? – ele perguntou querendo retomar ao que estava fazendo.
– Com menos força... Nos meus... – ela corou, mas não deixou de estar na mesma posição.
– Sim, sim... Entendi... Desculpa. – lembrou-se do que Sakura havia dito sobre os seios. Grandes, mas sensíveis. Tinha que lembrar daquilo.
Apalpou com delicadeza e os beijou lentamente, o que provocou tortura na Hyuuga, pois Naruto ainda lhe roçava justamente onde mais necessitava, semelhando o ato de penetração, ainda com as roupas. E Hinata já estava enlouquecendo com tudo aquilo. Não contendo os gemidos e arranhões. Fortes arranhões.
Aquelas lambidas de Naruto em seus mamilos eram abrasadoras e só não gritou pois levou as mãos para sua boca. Sentiu os dentes onde a língua dele havia passado. Mais dor... Sentiu a dor novamente, mas mais uma vez a língua, que a fez gemer mais alto do que pensava. Dor e prazer se mesclaram tão perfeitamente bem naquela ocasião que nunca imaginava algo do tipo.
As mãos de Naruto desceram pelo ventre de sua esposa, o acariciando, até chegar à parte inferior de seu corpo, a parte mais ardente, que a sentiu por cima da peça úmida e estava muito úmida. Úmida para recebê-lo. Hinata abriu mais as pernas quando as mãos de Naruto tocaram naquela região. Driblou o tecido para afundar-lhe dois dedos, que entraram facilmente, arriscando um terceiro.
– Naruto... – ela gritou seu nome, abraçada ao seu corpo enquanto sentiu seu líquido de satisfação empapando sua mão.
Naruto... Ela lhe chamou pela primeira vez apenas de Naruto. Talvez estivesse tão embriagada, tão fora de si, que nem notara. Aquilo só causou um sorriso nos lábios do Uzumaki, que sentiu orgulho de si por fazer com que Hinata ficasse daquela maneira.
Começou a mover os dedos dentro dela, acariciando as paredes macias e estreitas, para depois entrar e sair rapidamente, já que ainda estava tão lubrificada quanto anteriormente. Resolveu pressionar seu ponto mais sensível, e percebeu que Hinata ainda estava tendo espasmos de prazer. O mais intenso que já tivera.
– Quero... – Hinata tentou dizer, mas aquelas mãos de Naruto não permitiam.
– O que... – ele inclinou-se, ficando com a orelha alinhada a boca de Hinata.
– Quero o acariciar... – ela disse arfando.
Naruto estremeceu da cabeça aos pés. Hinata nunca o fizera aquela exigência. Era rara as ocasiões em que ela começava algo mais picante entre eles, muito raras, quase inexistentes, mas aquela exigência o fez estremecer da cabeça aos pés, todos os pêlos do corpo eriçando...
Hinata o empurrou para o lado sem esperar alguma resposta, ficando acima do corpo másculo e totalmente excitado de Naruto. Beijou seu abdômen nu, passando a língua por cada músculo, o que fez o rapaz fechar os olhos com força e gemer roucamente. Aquela língua tímida e ao mesmo tempo ousada lhe passeava pelo peito, e seus cabelos lhe faziam cócegas na pele. Como tanto cabia em uma única mulher?
Hinata desceu por seu corpo e, com as mãos trêmulas, abaixou a calça de Naruto, tendo um pouco de dificuldade por conta do membro totalmente ereto, mas encarou aquele eixo com total ambição. Era ela a causadora daquela reação. E percebeu... Nunca o tinha visto diretamente, tão de perto... E se perguntou como aquilo, durante todo esse tempo, cabia completamente em seu interior. Era grande, grosso, cheio e era assombrosa aquela sensação de posse que estava sentindo. Tinha a ponta úmida e sentiu sede de coloca-lo em sua boca...
– Hinata... O que está fazendo? – Naruto, totalmente vermelho com aquele olhar, sentou-se para fazer Hinata se situar.
– Eu...
– Venha aqui... – Naruto a puxou para aproximar-se de seu rosto, ao mesmo tempo em que retirava o kimono de Hinata, deslizando-o por seus braços, jogando-o para o lado – Levante-se.
Hinata engoliu em seco e obedeceu ao pedido de Naruto e ficando de frente para ele, que nada disse, apenas retirou sua peça íntima, afastou as pernas dela e, erguendo-se um pouco, provou do gosto da mulher que mais amava.
A Hyuuga mal aguentou o próprio peso por conta do choque que levara assim que sentiu a boca de Naruto lhe acariciando onde a pressão persistia mais fortemente a cada momento. Seus joelhos cederam e se segurou nos ombros largos masculinos para se permanecer ali.
Não demorou a outra sessão de espasmos, e Naruto nem havia lhe penetrado com sua língua, mas não tinha problema. Após tragar tudo que Hinata lhe fornecera, caiu sobre os joelhos com o corpo mole. Era esse o momento que esperava.
– Agora... – ele sussurrou enquanto a agarrava firmemente pela cintura – Reivindicarei você... Para mim...
– Já sou sua... – ela respondeu totalmente entregue a ele.
Naruto a deitou de lado e se aconchegou por trás de Hinata. Retirou suas calças de um chute, ficando totalmente despido. Beijou a nuca de sua mulher, seus ombros, e permitiu seu membro deslizar para dentro dela, que se remexeu com a sensação de ser preenchida, virando de costas e Naruto teve que a acompanhar para não sair de jeito nenhum. Tinha que sentir aquele aperto sem intromissão.
– Naruto-kun... Naruto-kun... – ela o chamou em um gemido – Mexa... – sussurrou – Mexa ele...
Naruto a levantou pela cintura, para ser mais fácil os movimentos e nem percebeu a posição em que se encontravam. Era algo mais erótico ainda. Hinata estava com o rosto de lado, colado no chão, contorcendo-se de prazer, as unhas arranhando o piso, e suas nádegas empinadas para ele. Assombroso. Luxúria. Promiscuidade. E sua. Totalmente sua. Não cansava de pensar naquilo.
– Naruto-kun! – Hinata o fez voltar para a situação gritando por seu nome, já frustrada por ele não se mover. Ela se mexia, o provocando.
Naruto fez o que lhe foi ordenado e gemeu. As paredes de Hinata estavam... Fogo... Puro fogo. Apertavam-lhe, contraiam para ele se acomodar. Então o retirou, o recolocou, retirou, recolocou. Rápido, lentamente... Alternava para a tortura de ambos. Naruto inclinou-se para arranhar com os dentes as costas da Hyuuga, deixando-lhe marcas avermelhadas.
E enfim... O êxtase mais intenso que já tivera em toda a sua vida... Doce choque elétrico, doce queimação no puro fogo que era aquelas paredes e aquela pele alva e delicada... Os gemidos se misturando pelo quarto. Não sabia mais diferenciar sua voz e a voz de Hinata.
Naruto deitou-se de lado, ofegante, olhando para o teto ainda sem acreditar que fez o ato mais ousado com Hinata, o mais... Vulgar. Sim, mas fora a coisa mais carnal que já vivera. Devasso. Sensual. Voluptuoso. Com Hinata. Com a doce, inocente e angelical Hinata.
– Naruto-kun... – sentiu um peso em seu peito. Ela havia encostado a cabeça em seu peito, o corpo grudado e abraçado ao seu. Ainda lhe fornecendo calor – Nunca mais me pergunte aquilo...
– Você... Gostou mesmo? Não achou...
– E-Eu a-adorei... – ruborizou as bochechas – Já disse a você... Eu o amo muito. – sorriu e acariciou seu peito – E amo tudo que pode me oferecer.
– Você continua sendo fofa. – Naruto a abraçou e rolou para ficar com cima daquele corpo ainda vibrante pelo imenso prazer que acabara de receber, mas se ergueu um pouco para não colocar muito peso – Eu te amo muito – beijou seus lábios com delicadeza – Lembro que quando a gente começou a namorar... Você não era ousada assim. – gargalhou quando a viu ruborizar mais uma vez.
E ficaram conversando durante boa parte da noite. Abraçados, as pernas enroladas uma nas outras. Tudo o que necessitavam era ter um contato próximo um do outro, era daquilo que sentiam falta.
Hinata não entendeu a mudança de ideia de Naruto, mas agradeceu milhares de vezes internamente. Finalmente pode senti-lo por completo. Pode ter sensações completas.
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