Meu Passado E Meu Futuro
26 O fim
Notas iniciais
CAPÍTULO XXVI – O fim
Um ano depois...
- Ela ainda acredita no lance da cicatriz que você não quer mostrar? – perguntou Konohamaru desviando de um golpe de sua colega de time que era um pouco mais nova que ele.
- Por que pergunta isso agora? – quis saber Hanabi tentando acertá-lo com um chute.
- Curiosidade... – ele bloqueou o chute de Hanabi com as mãos, mas não esperava outro chute em suas costas. Aquele golpe o fez ser arremessado para longe, mas Konohamaru conseguiu ficar em pé.
A Hyuuga, que já tinha seus 14 anos, pegou uma toalha em sua mochila, sentou-se abaixo de uma sombra encostada em um tronco de uma árvore e esfregou a toalha em seu rosto. Parou para pensar no tempo que tinha passado tão rapidamente e não percebeu a aproximação do garoto que se abaixou a sua frente.
- Então... Responde a pergunta... – ele insistiu.
- Não gosto de falar sobre isso... Você sabe. – Hanabi respondeu com certa irritação.
- Tudo bem... – Konohamaru inclinou-se para beijá-la, mas Hanabi virou o rosto rapidamente. Com um sorriso, ele passou a beijar aquele pescoço que transmitia um agradável aroma.
- Pare com isso... – ela falou em um sussurro.
- Não... – ele falou ainda com as provocações.
- Pare! – Hanabi o empurrou com força e o encarou completamente irritada.
- Por que isso?! – o Sarutobi também parecia irritado com aquela reação.
- Aconteceu apenas uma vez... Não quer dizer tenha que acontecer de novo! Não tenho tempo e muito menos cabeça para isso! – disse Hanabi.
- Hanabi... Eu gosto de você... Você gosta de mim... Está sendo infantil da sua parte não querendo namorar comigo. Um dia você vai ceder... – Konohamaru apresentou um sorriso malicioso.
- Fique com suas ilusões... Vou indo para casa. – Hanabi se levantou e pegou sua mochila.
- Você é muito má... – ele choramingou.
- Me esquece, seu idiota! – a Hyuuga saiu dali com uma irritação a perturbando e deixou o Sarutobi sozinho na área de treinamento.
***
- Eu já esperava por isso... – falou Hinata com uma grande tristeza e decepção.
- Sinto muito... – falou Hyuuga Akinori.
- Não é culpa sua... – ela falou.
- A cerimônia de sua posse será hoje à noite. – falou Hiashi.
“Minha felicidade termina hoje à noite...” ela pensou.
- Sim... – respondeu com uma angústia a consumindo.
- Sabe o que fazer. Seu prazo está no limite. – Hiashi a encarou com os olhos cerrados.
- Sei... – falou com um nó na garganta.
Não podia fugir de sua responsabilidade, não queria decepcionar seu pai e todo o clã, mas também não queria acabar com tudo aquilo... Hinata balançou discretamente a cabeça. Queria afastar aqueles pensamentos, afinal, já tinha se conformado. Ou achava que tinha.
Como filha do líder de seu clã, primogênita e herdeira, tinha que dar o exemplo a todos. Tinha que enfrentar tudo aquilo de cabeça erguida. Antes de tudo aquilo, seu destino já estava traçado. Culpava-se por ter deixado seu relacionamento com Naruto acontecer... Principalmente em ter durado todo aquele tempo. Agora ela tinha que por um fim, mesmo contra sua vontade. Não queria um fim... Não queria nada daquilo... Tinha uma esperança que Hyuuga Akinori tivesse descoberto algo como solução, mas ele nada sabia, não havia conseguido nenhuma informação fazendo-a cair em uma imensa decepção, mas já esperava aquela resposta. Aquilo era inevitável.
- Hyuuga Ryoko estará presente na reunião de amanhã e se apresentará como seu noivo. – falou o líder dos Hyuuga.
- O casamento será em breve... – Akinori falou com ressentimento.
- Eu sei! Eu sei! – Hinata desatou a chorar. Tentou segurar aqueles sentimentos que explodiam, mas não conseguiu. – Eu sei disso tudo...
- Hinata-sama... – Akinori tentou encontrar alguma palavra que a confortasse, mas sem sucesso.
- Vamos deixá-la sozinha. – Hiashi se levantou e se retirou da sala de chá juntamente com Akinori.
O lacrimejo de Hinata se intensificou e ela desabou em cima da mesa. Inclinada lá, tentou pensar em algo que pudesse falar para Naruto, algo que não o fizesse sentir ódio dela. Não poderia falar seus motivos, apenas que iria tudo acabar.
“O que eu faço?” ela pensou ainda angustiada.
Aquele dia amanhecera tão melancólico que Hanabi não tivera a coragem de lhe desejar ‘Feliz Aniversário’. Ambas sabiam que de feliz não tinha nada.
Já era à tarde e Hinata tinha que ir cumprir seus deveres. Levantou-se apoiando as mãos na parede. Não se dirigiu ao quarto para trocar de roupa, permaneceu com seu kimono branco tradicional. Eram suas vestes quando ia a uma reunião com o Conselho. Quanto mais rápido fosse, melhor e menos doloroso.
***
- Oh! Hinata! Feliz aniversário! – gritou Kiba ao vê-la andando em uma rua. Hinata não parou para o olhar, pareceu nem ter ouvido. – Hinata? – ele se dirigiu a ela e tocou em seu ombro. Paralisou-se ao ver o olhar sem vida que aquela garota carregava. – O que aconteceu? O que você tem? – ele perguntou desesperado. Akamaru farejou as pernas da garota e grunhia.
- Kiba-kun... Tenho que fazer algo... Algo que meu clã espera que eu faça... Não fique no meu caminho... – ela falou sem encará-lo e encarando o nada.
- Você o que? – ele não entendeu nada do que escutava.
- Com licença... Tenho pressa... – soltou-se das mãos de Kiba e continuou seu percurso.
- Parece que teremos uma grande revolução Akamaru... Você tá preparado? – Kiba ouviu o latido de Akamaru, mas estava mais concentrado olhando Hinata se afastar.
Assim que chegou a frente daquela porta, ergueu a mão, hesitou um pouco, mas bateu. Seu corpo todo tremia, seu coração pulsava freneticamente, seu sangue estava agitado e parecia gélido. Tudo parecia mais frio do que deveria ser. Tudo parecia mais escuro do que deveria ser. Tudo parecia mais distorcido do que deveria ser...
Ao ver a porta ser aberta totalmente, prendeu a respiração ao ver Naruto com uma expressão surpresa ao vê-la ali.
- Hinata? Não tínhamos combinado de nos ver só à noite? – ele perguntou confuso. – Ou eu tô ficando doido? Fiz você esperar demais? Desculpa... – ele foi interrompido ao prestar bem atenção ao rosto da garota a sua frente.
Hinata achou que iria aguentar firme tudo aquilo, mas quando viu o rosto de Naruto, quando ouviu aquela voz, tudo desabou sobre sua cabeça. O pranto que tanto segurava retornou com muito mais força que qualquer outra vez.
- Naruto-kun... – ela o abraçou fortemente. – Não precisa se desculpar...
- O que aconteceu?! – ele perguntou mais confuso que antes.
- Tenho medo... – ela balbuciou. Naruto a puxou mais contra seu peito.
- Não tenha medo... Estou aqui com você... Não sairei daqui... – ele falou em seu ouvido. – Vamos... Você tem que se acalmar e me dizer o que está acontecendo. – fechou a porta e a conduziu até o sofá da sala pegando em sua mão. Sentou-se e a puxou para sentar ao seu lado.
As lágrimas podiam ter cessado, mas a dor permaneceu. Tinha que falar algo.
- Naruto-kun...
- Diga Hinata... Eu tava mesmo te achando muito estranha ultimamente. Anda muito pensativa e de repente começa a chorar... O que houve?
- Eu... – ela hesitou e não o encarava, apenas encarava suas mãos que repousava em suas pernas.
- Você... – Naruto engoliu em seco – ...Quer terminar? – aquela pergunta atingiu Hinata de surpresa – Não estou sendo o que você esperava? – ela viu o olhar triste de Naruto. Aqueles olhos azuis estavam desanimados que tensos. Aquilo por sua culpa... Não... Não queria falar aquilo com ele pensando que era o culpado.
- Não Naruto-kun... Você não imagina o quanto é maravilhoso para mim... – ela conseguiu abrir um sorriso.
- Caramba! Você não sabe o quanto eu tô aliviado! – ele a abraçou. – Feliz aniversário... – beijou sua bochecha e sorriu – Eu tenho algo para você – Naruto ia se levantar, mas Hinata segurou sua mão firmemente que o fez sentar novamente.
- Não vá... Meu presente já está aqui do meu lado... Fique um pouco mais comigo... – ela o encarou e o Uzumaki não resistiu àqueles olhos suplicantes.
- Tudo bem. Eu pego depois. – ele falou e a abraçou novamente.
Hinata queria sentir uma última vez aqueles lábios. Encostou sua boca a dele e Naruto logo retribuiu com a mesma ternura que possuía quando a beijava. Ela inclinou-se mais para o corpo dele para aprofundar mais aquele toque. Naruto fez o mesmo movimento, mas com mais força, fazendo seu corpo ficar sobre o da Hyuuga. Naruto a segurava pela nuca e Hinata tinha os dedos enterrados naqueles fios dourados. O beijo logo se intensificou, ficando mais ardente. Naruto, ainda com certo receio, apalpava os seios de Hinata. Queria vê-los despidos mais uma vez... Aquela imagem veio em sua mente e ele afastou o contato dos lábios rapidamente arfando e com seu membro já enrijecido.
- Não me faça continuar Hinata... – ele sussurrou a encarando.
Hinata não falou absolutamente nada. Ela, levantando a cabeça, passou a roçar os lábios no pescoço do Uzumaki, que já estava enlouquecendo de desejo.
- Hinata... – ele vibrou – Eu não quero fazer algo que não queira... – esforçou-se em falar.
- Naruto-kun... O que vier de você, eu recebo com todo o agrado... – ela falou.
Aquelas palavras foram o suficiente para o coração de Naruto palpitar mais forte. Como ela conseguia fazer aquilo? Ele abaixou a cabeça novamente e se concentrou a acariciar o pescoço de Hinata com a boca e, a vendo ofegar mais pesadamente, viu-se numa satisfação imensa.
Naruto desceu seus lábios ao decote da garota enquanto tentava desamarrar o laço daquele kimono branco. Viu seu peito subir e descer por conta de sua respiração agitada. Sua respiração logo ficou daquela maneira ao ver, novamente, os seios de Hinata. Ele os encarava com olhos famintos por tê-los em sua boca e em suas mãos. Eram fartos, maior que a palma de sua mão.
- Perfeita... – sussurrou Naruto quase sem ar. Ele se aproximou e colocou um seio em sua boca enquanto acariciava o outro com sua mão.
Hinata passou a gemer sem desimpedimento. Nunca pensou que aquilo seria tão maravilhoso... Um sentimento que explodia por dentro... Algo extremamente ardente.
Naruto parou com aqueles toques e Hinata protestou com um olhar espantado. Ficou mais espantada ainda ao sentir ser erguida por Naruto que passou a caminhar pela casa, mais especificamente para seu quarto. Deitou Hinata na cama lentamente e recomeçou o que havia interrompido. Os seios daquela Hyuuga pareciam vibrar em sua boca e em suas mãos, como se tivessem esperando por seus toques há muito tempo.
Hinata segurou a barra da camisa de Naruto e a puxou para cima. Naruto teve que arquear para trás para ajuda-la naquela tarefa. Retirou aquela peça que interrompia um contato mais profundo. Assim que o viu sem a camisa, o empurrou levemente para trás e os dois ficaram de joelhos na cama, um de frente para o outro. Ela não queria perder nenhum detalhe daquele corpo, ficou observando aquele peitoral e passou a ponta dos dedos por toda aquela extensão. Naruto tinha algumas cicatrizes, mas nada distorcia aquela imagem. Deteve-se no selo que contornava seu umbigo e sentiu-o tremer, fechar os olhos, levantar a cabeça e soltar um rouco gemido. Sua dúvida fora tirada, ele era sensível sim naquela região e sentiu-se alegre por descobrir.
Naruto deitou Hinata novamente e beijou seu pescoço com mais ardor enquanto sua mão massageava aqueles seios macios. Ele mordia, beijava, lambia e quando passou a sugar aquele local, sua mão foi deslizando pelo ventre de Hinata, afrouxando mais o laço do kimono, até que chegou ao seu destino. Desceu as vestes íntimas inferiores da garota e tocou naquela área extremamente úmida. Suas mãos estavam tremulas, não sabia o que fazer e Hinata gemia e se contorcia por seus toques ousados, o que fazia Naruto continuar o que nem sabia.
Ele acariciou a intimidade de Hinata e estava com os olhos colados nas expressões que ela fazia. Era muito excitante, nunca pensou que fosse daquela maneira tão abrasadora. Naruto penetrara apenas um dedo e logo depois dois dedos. Hinata se contorcera mais ainda por debaixo dele. Sentia a pele dela arder em contato com a sua. Fornecendo-lhe um calor nunca sentido antes.
As explosões internas que Hinata sentia se intensificaram mais quando sentiu aqueles dedos a invadirem. Fechava os olhos e apertava os lençóis que tinha ali com suas mãos. Seus baixos gemidos já eram inevitáveis e descontrolados. Naruto havia parado de utilizar suas mãos e, levantando-se um pouco, retirou o resto das roupas que ela vestia.
Ele parou por um momento para apreciar aquele formoso corpo. Era perfeito demais para ser real. Hinata possuía curvas que nem em seu mais maravilhoso sonho iria conseguir produzi-lo. Eram curvas perfeitamente esculpidas e alinhadas. Como se fosse feita por mãos de deuses. E sentiu-se tentado em provar mais daquela pele alva.
Começou a beijar os seios de Hinata e foi descendo por seu ventre, fazia ziguezague em seu percurso até chegar a sua virilha. A Hyuuga afundou com força seus dedos no couro cabeludo de Naruto ao sentir sua boca em seu ponto sensível, enquanto ele se deliciava ao sentir o gosto de Hinata. Sentiu-a estremecer intensamente e um viscoso líquido quente ser jorrado em sua boca. Ele subiu pelo corpo de Hinata, ziguezagueando com sua boca e se estreitou sobre aquele corpo trêmulo.
- Hinata... – ele balbuciou em um sussurro. Estava arfando demais, mais do que pensava estar. – Eu realmente não sei o estou fazendo... Tenho medo de continuar e machucar você... Mas ao mesmo tempo quero fazer isso... – ele posicionou-se entre as pernas de Hinata e retirou suas roupas de baixo rapidamente.
Ela ouviu aquelas palavras, mas não tinha forças e nem fôlego para falar algo... Então apenas enlaçou os braços em volta do pescoço de Naruto e o puxou para beijá-lo, mas afastou os lábios, pois não segurou outro baixo gemido ao sentir o membro de Naruto na entrada de sua cavidade que logo adentrou lentamente o pequeno corpo trêmulo.
Naruto viu Hinata se agitar mais e gemer mais alto, ele se assustou e logo retirou seu desejo pulsante localizado entre suas pernas, de dentro de Hinata.
- Você tá bem? – perguntou com preocupação.
- Continue... – ofegou ela.
Naruto fez o mesmo movimento e se deliciou com as reações que Hinata fazia.
Ela sentia uma dor aguda, mas se confortou mais com os movimentos lentos de Naruto e seus beijos em seu pescoço. Hinata fechava os olhos com força e não mais apertava os lençóis e sim a pele das costas de Naruto. Ele foi acelerando os movimentos oscilatórios gradativamente ao perceber que proporcionava um prazer mais intenso.
Os gemidos roucos de Naruto e os baixos de Hinata se misturaram naquele quarto ao chegarem a um veemente clímax. Nem em sua mais longa batalha o fez ficar tão ofegante, suado e fraco. O mesmo valia para Hinata. Naruto deitou sobre o corpo da Hyuuga com um sorriso imenso nos lábios. Pousou a cabeça sobre aqueles macios seios e sentiu dedos delicados acariciarem seu cabelo.
Naruto sentia a felicidade verdadeira brotar em seu interior. Queria Hinata ao seu lado para o resto de sua vida. Ela lhe entendia e agia de acordo com o que ele necessitava, como se ela tivesse recebido um tutorial de Uzumaki Naruto. Não conseguia descrever a quão maravilhosa era essa garota que ofegava por debaixo de seu corpo.
Hinata pôs seus dedos polegares atrás das orelhas de Naruto, tanto no lado esquerdo como no direito, e também colocou os dedos indicadores no alto da nuca dele.
Naruto estranhou os soluços que vinham de Hinata e ergueu a cabeça. Surpreendeu-se ao olhar para os olhos dela. Estava seu Byaugan ativado e ela chorava. Parecia a tristeza em pessoa.
- Hinata...
- Naruto-kun... – ela o interrompeu – Estamos terminando... – falou entre soluços – A culpa não é sua... Adeus... – antes que Naruto pudesse pronunciar qualquer palavra, Hinata apertou seus dedos e viu-o fechar os olhos instantaneamente. Ela o empurrou com cuidado para o outro lado e o ajeitou na cama. Vestiu suas roupas sem parar aquelas lágrimas que manchavam seu rosto. Elas pareciam ser feitas de fogo, pois ardia em suas bochechas.
Após se vestir e acochar bem o laço do kimono, Hinata sentou na beira da cama e tocou o rosto de Naruto.
- Você é maravilhoso... Nunca duvide disso... – ela falou acariciando as bochechas dele – Espero que encontre a pessoa certa... – aquilo a incomodou muito, não queria Naruto com outra mulher, queria ao lado dela. – Seja feliz e esqueça que um dia ficamos juntos... Eu amo muito você... Nunca deixarei de amá-lo... – Hinata inclinou-se e encostou seus lábios molhados de lágrimas aos de Naruto. Em seguida beijou sua cabeça e aspirou o cheiro de seu cabelo. Não queria esquecer aquele cheiro.
Hinata o olhou longamente, se levantou e saiu fechando a porta.
Sentia vontade de sumir, de sair correndo de tudo aquilo, de evaporar. A cada passo que dava para longe daquele apartamento era como uma flecha certeira em seu coração e vendo o fim do percurso do sol, seu desespero e angústia aumentaram simultaneamente, mas continuou andando rumo ao território do clã Hyuuga. Rumo ao seu destino. Rumo a seu profundo declívio.
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