Meu Passado E Meu Futuro
11 Família
Notas iniciais
CAPÍTULO XI – Família
- Então essa foi à decisão... – falou Hiashi encarando os próprios joelhos. Ele estava sentado a uma mesa japonesa.
- Não sei ainda de muitos detalhes e muito menos de outros planos que eles provavelmente terão, mas irei investigar mais e informa-lhe tudo Hiashi-sama. – falo Hyuuga Akinori, um dos membros do Conselho e membro da Souke. Akinori era de inteira confiança e ele era praticamente o único membro do Conselho que não aceitava certas regras que o clã era obrigado a obedecer.
- No final de tudo, ser líder de um clã não serve de nada... – comentou Hiashi em um tom derrotado.
- O líder governa os territórios do clã e sela as crianças da Bouke, mas quem impõe as detestáveis e ridículas regras é o Conselho... – suspirou Akinori.
- Obrigado Akinori, você está se arriscando vindo contar as decisões das reuniões para mim, eu fico grato. Mas ainda não estou preparado para contar a minha filha... – falou o líder do clã.
- Espere a decisão ser outorgada, se falar a Hinata-sama no momento, só lhe trará sofrimento antecipado. – falou o outro Hyuuga
- Entendo...
Aquela conversa no escritório de Hyuuga Hiashi com Hyuuga Akinori era mantida em segredo. Nenhum membro do clã poderia saber que Akinori, um membro do Conselho, vazava certos detalhes das reuniões ao líder dos Hyuuga.
***
Era como se suas pálpebras estivesse grudadas, pois por mais que abria os olhos, tudo o que via era uma vasta escuridão que parecia infinita. Abruptamente, sombras mais claras surgiram em sua volta. Não sabia como, mas reconhecia como todo o clã Hyuuga que a encaravam perversamente e sussurravam:
“Você não é digna de ser líder do clã Hyuuga...”.
“Inútil... Por que não foi ainda expulsa do clã?”
“Você é um atraso para o clã Hyuuga...”.
“Você é um peso para este clã, deve ser elimiada...”.
Hinata ouvia tudo aquilo com horror. Ela tremia de medo, nunca sentira tamanho pânico.
“Onee-san...” era a voz de Hanabi. Hinata não conseguia ver o rosto da irmã, apenas sua sombra, mas algo brilhante e transparente escorria do rosto da pequena. Hinata tentou esticar as mãos para abraça-la, não gostava de ver Hanabi chorando, mas parecia que a menina se afastava cada vez que a outra se aproximava, até que Hinata parou e Hanabi virou de costas para a irmã.
Hinata se desesperou, queria gritar o nome dela, mas não conseguia ouvir a própria voz. Ela começou a cair naquela escuridão que mais se assemelhava a uma cratera infinitamente funda. Viu outra sombra e seu coração disparou. Reconheceu a sombra de Naruto. Ele estendeu a mão e Hinata ia pegá-la, mas Naruto recolheu a mão e, lentamente, também virou de costas para ela.
- — — -
Hinata abriu os olhos o máximo que pôde. Sua respiração estava acelerada e ela suava muito. Os fios de sua franja haviam pregado em sua testa. Ela sentou-se na cama e olhou ao seu redor. Estava em seu quarto, sua cama, tudo parecia estar no lugar. Retirou o lençol e se deparou com Hanabi aninhada ao seu lado. Não sabia como ou quando ela foi parar ali, mas estava feliz em vê-la. Hinata se debruçou sobre a irmã e a abraçou com cuidado para não despertá-la, beijou-lhe a cabeça e se levantou. Estava ainda com os efeitos daquele pesadelo que fora muito forte para ela suportar. Hinata andou ao banheiro e lavou o rosto para retirar a oleosidade do rosto causado pelo suor, em seguida pegou uma toalha do armário abaixo da pia e enxugou o rosto. Ela se olhou no espelho e viu o reflexo de uma garota fraca que não sabe resolver seus problemas, quer dizer, suas responsabilidades...
- Que inútil Hinata... Você está tremendo compulsivamente por conta de um simples pesadelo... – falou decepcionada consigo. As lágrimas foram surgindo em seus olhos mesmo sem querer. Hinata afundou seu rosto na toalha e chorou. Ela soluçava e suspirava. E aquilo a fez lembrar-se de muitos anos atrás, quando a mais ou menos cinco anos, Hinata chorava pelo pai ser rígido nos treinos com ela e sua mãe, uma mulher incrivelmente carinhosa, calma, terna, simpática e sorridente a transmitia calma apenas em afagar sua cabeça e sorrir, mas ela já não estava mais ali há muito tempo – Mamãe... Preciso muito de você... – ela falou entre soluços.
Como em resposta, Hinata ouviu uma mansa voz chamando-a, o que a fez olhar para frente rapidamente, mas o que viu no espelho não era seu reflexo e sim Naruto. Ele estava sorrindo.
Hinata levantou o rosto rapidamente e ficou confusa. Sim, aquilo foi uma visão e ela quase não acreditara que tal coisa tivesse acontecido com ela e naquele momento. A Hyuuga encarou o próprio reflexo no espelho com mais confiança. Tinha a plena certeza de que Naruto nunca a abandonaria em um momento de dificuldade, aquele era ele, nunca deixava ninguém para trás. Hinata não estava sozinha.
- Obrigada mãe... – ela sussurrou com um sorriso. Voltou a sua cama e se aninhou junto com Hanabi por debaixo das cobertas voltando a dormir, mas dessa vez não houve pesadelos.
***
- Foi outorgado... – falou Tsunade sorrindo para Naruto e Sakura que estavam diante dela sem acreditar naquelas palavras e ao mesmo tempo estavam felizes. A Hokage havia mandado chamar aqueles dois na manhã seguinte da reunião com o Conselho.
- TÁ FALANDO SÉRIO?! – gritou estrondosamente Naruto.
- PARE DE GRITAR! – reclamou Tsunade que se segurou para não golpeá-lo como de costume.
- Que bom... – Sakura sussurrou com algumas lágrimas deslizando por suas bochechas.
- Mas, quando encontrarem com ele, diga para vir a minha sala. – falou Tsunade com a face séria.
- Sim. – Sakura queria sair correndo dali e ver Sasuke para contar-lhe tudo.
- Vamos Sakura-chan, temos algo a fazer! – Naruto correu a puxando e quando estavam fora do prédio, ele parou e a olhou sorridente – Conseguimos!
- Obrigada Naruto – foi tudo o que a Haruno conseguiu falar. Estava com uma felicidade explodindo em seu interior a ponto de não conseguir palavras para nada.
- Vá busca-lo Sakura-chan. Tenho que organizar as coisas no clã Uchiha. – ele sorriu e Sakura só enxergou travessura naquele sorriso.
- O que irá fazer Naruto? – ela perguntou desconfiada.
- Não se preocupe, apenas traga-o a mansão principal do clã Uchiha. – ele saiu da frente dela com um pulo.
Sakura sorriu percebendo a grande empolgação de Naruto. Finalmente as coisas estavam retornando ao seu devido lugar. Com ansiedade de contar tudo a Sasuke, correu o mais rápido que pôde para aquela linda cabana de madeira no alto da montanha, mas não conseguiu chegar até ela, pois quando estava atravessando a floresta, um certo Uchiha tomou sua frente velozmente fazendo-a se assustar.
- Você combina em ser um Anbu. – brincou Sakura se recompondo.
- Não é uma má ideia. – ele tomou o rosto da Haruno com as duas mãos e a puxou para um beijo caloroso. Ele não conseguia mais suportar a ideia de ficar escondido e esperá-la chegar até ali. Queria mais tempo com ela e não ficar aguardando.
Aquele beijo fez Sakura ficar com as pernas bambas e esquecer por um momento o que iria fazer ali. Ela tentou afastar seu rosto de Sasuke para falar algo, mas ele a segurava com força não a permitindo se afastar. Ele realmente estava necessitado. A queria mais do que qualquer outra coisa e aquilo era inegável, mas Sakura tinha que falar, então o empurrou com mais força.
- Sasuke... – falou ofegante por contar do beijo – Vamos voltar para Konoha.
- O quê?! – ele a segurou nos ombros com surpresa.
- Você foi admitido na vila, já pode voltar para Konoha. – revelou Sakura com um sorriso.
Sasuke ergueu os lábios com um discreto sorriso apesar de estar muito satisfeito com aquilo. Ele a abraçou e acariciou seus cabelos rosados.
- Obrigado por tudo. – falou no ouvido da Haruno.
- Eu faria qualquer coisa... – antes de terminar de completar a frase, Sasuke havia tomado novamente seus lábios e ficaram naquilo por mais tempo do que previram – Temos que voltar... Naruto nos aguarda. – ela falou empurrando o corpo de Sasuke que estava colado ao seu.
Sasuke, sem se impor a ordem, a acompanhou rumo à vila de Konoha, sua nação, onde estava todas as lembranças com sua família, onde estava situado seu clã, que agora seria novamente sua casa.
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