Notas iniciais
Pessoal, tá aí pra quem esperou... Boa leitura e espero que gostem!

CAPÍTULO XXVIII – Adversidades

- Onee-san! Como se sente? Você está bem? – perguntou Hanabi ao ver a irmã entreabrir os olhos.

- Hanabi... O que aconteceu? – Hinata sentou-se na cama e encostou-se a cabeceira com certa tontura.

- Você desmaiou... – Hanabi hesitou, mas tomou fôlego – Depois que... Expulsou Naruto...

- O quê... – a pergunta morreu em sua garganta, pois se lembrou daquele terrível momento.

Hinata estava fraca e ter dito todas aquelas coisas com firmeza na frente do pai e para Naruto. Havia gastado todas as suas energias, ocasionando um repentino desmaio assim que viu Naruto sair de sua vista.

- Você está bem? – perguntou a Hyuuga mais nova tocando na testa de Hinata. – Você está muito fria.

- Estou bem... Só preciso descansar... – falou Hinata deitando-se novamente.

- Você precisa comer alguma coisa! – berrou Hanabi.

- Estou bem Hanabi... Quero ficar sozinha agora... – ela virou-se na cama e puxou mais o lençol a seu corpo.

- Onee-san... – não encontrou nenhuma palavra para confortá-la, então saiu do quarto da irmã respeitando seu pedido.

No dia seguinte sabia que Hinata iria conhecer o homem a quem ela deve se casar e a cerimônia de casamento seria ainda naquela semana, ela não estava com ânimo para nada e Hanabi ficava angustiada em não poder fazer nada.

***

Naruto entrou em seu apartamento e sentiu um forte incomodo por aquela luz que vinha da janela. Fechou, travou e ergueu a cortina. Tudo lhe incomodava, até mesmo sua respiração. Nem se preocupou em retirar sua blusa manchada de sangue ou de tratar seu ferimento no pescoço, jogou-se na cama, mas sentiu um cheiro doce. Torceu o rosto com irritação. Era o cheiro de Hinata que ainda estava impregnado naquelas cobertas de sua cama. Ele se levantou dali e se deparou com a garrafa de saque que ganhara no Festival de Primavera em cima de uma mesa ao lado da cama. Pegou a garrafa e caminhou para a sala se jogando no sofá.

- Isso é o que dá... Confiar em mulher... Dar seu coração para ela... – falou consigo mesmo dando um longo gole na garrafa – Ela te chutou como uma bola velha... – deu outro gole e sentiu um gosto acerbado na boca.

Tentou impedir, mas havia lágrimas rolando em seu rosto. Tentou limpá-las com as mãos, mas elas não pararam. Naruto não tinha costume de beber aquele tipo de bebida, mas não ligava para aquele gosto desagradável, queria apenas esquecer tudo. Esquecer que aquilo aconteceu. Esquecer-se de Hinata. Esquecer que um dia namoraram. Esquecer que um dia chegaram a se conhecer.

- Estúpido... Idiota... Imbecil... – ele insultou a si mesmo – Claro que ela não iria me querer de verdade... Não tenho nada... – deu outro longo gole na garrafa de saque.

Naruto...

Naruto se assustou ao ouvir em sua mente a grave voz de Kurama.

- Veio rir da minha desgraça? – perguntou ele com um sorriso sarcástico nos lábios.

Tenha cuidado... Você despertou um lado obscuro de meu ser... Nem mesmo o selo de Yondaime é forte o suficiente... Mantenha o controle...

- Que se dane controle... Que se dane o selo... Apenas saia daí... – Naruto não ouviu mais aquela voz e deixou-se cair nas sombras.

- Naruto, o que aconteceu? – Sasuke apareceu em pé a sua frente.

- SERÁ QUE NÃO SE PODE MAIS FICAR SOZINHO NA PRÓRIA CASA? – gritou Naruto com uma extrema irritação e se levantando.

- CALA A BOCA SEU MOLEQUE! – gritou o vizinho.

- VAI SE FODER SEU...

- Naruto! – vociferou o Uchiha. – Pare com isso!

- O que você quer... – o Uzumaki sentou-se no sofá novamente.

- O que aconteceu com você e Hinata? – perguntou Sasuke cruzando os braços. – Só me pediram para impedir você de entrar no território do clã Hyuuga, mas não sei de nenhuma informação a mais.

- E como eu vou saber?! Nem eu sei o que aconteceu! – gritou o Uzumaki.

- Pare de gritar e responda minha pergunta.

- Hinata simplesmente me deixou... Estávamos juntos e... Ela me deixou... – Naruto falou, mas não acreditava em suas palavras.

- Isso não ajuda muito.

- Estávamos juntos aqui no meu apartamento!

- Não precisa ser detalhista nessa parte... – advertiu Sasuke.

- E ela me desacordou ontem à noite pegando no meu pescoço e disse que terminamos e que a culpa não era minha... E disse adeus... – o Uzumaki pegou no peito e apertou o tecido da camisa.

- Estranho... – falou Sasuke pensativo.

- Eu sei que é! – gritou Naruto.

- É como se ela tivesse vindo aqui já com a intenção de... – o Uchiha não ousou terminar sua conclusão. Encarou Naruto que olhava para baixo com a garrafa de saque ainda na mão.

- Sou um desgraçado. Deveria imaginar que aquela carinha meiga era apenas um disfarce... – rosnou o Uzumaki.

- Devo discordar.

- CALA A BOCA! VOCÊ NÃO SABE DE NADA! SAI DAQUI! EU NÃO PRECISO DE NINGUÉM!

Sasuke entendeu a irritação e grande raiva de Naruto. Ele estava confuso com tudo. Imaginou-se na mesma situação e se via perdido, pois Sakura havia se tornado sua outra vida. Sem falar nada, o Uchiha se retirou do apartamento do amigo. Sabia que sua presença ali não iria ajudar em muita coisa. Naruto estava irritado demais para ouvir algo.

***

Depois de vestir seu kimono branco, Hinata se dirigiu a passarela de madeira que se direcionava a sala de reunião com o Conselho.

- Onee-san! Você não vai comer nada de novo? – perguntou Hanabi ao ver a irmã passando pela porta da frente da mansão principal.

- Não se preocupe comigo... Vá treinar. Seu time a espera. – falou Hinata.

Hanabi viu o rosto da irmã e estava pior que o dia anterior naquela manhã. As olheiras estavam mais escuras e seus olhos não transmitiam nenhum tipo de emoção, como se ela estivesse completamente oca de qualquer coisa.

“Ela não vai aguentar...” pensou Hanabi com um aperto no peito.

A sala parecia estar mais fria e mais escura. Hinata se acomodou ao lado de Hiashi. Não ergueu a cabeça, permanecia encarando os próprios joelhos.

- Este é meu primogênito, Hyuuga Ryoko. – ouviu e reconheceu a voz de Hyuuga Akinori.

- Hyuuga Hinata, esse é seu noivo. A cerimônia de casamento ocorrerá daqui a três dias. – falou outro homem.

- Vocês... – Ryoko parecia estar frustrado com aquela ordem e tentou protestar, mas foi calado pelo pai, que apertou sua mão e o encarou. Ryoko tinha os cabelos negros como todos os membros do clã e curto, com alguns fios caindo sobre sua testa. Sua face estava rigidamente séria.

- Espero que não haja nenhuma objeção por parte de nenhum de vocês. – o homem encarou Ryoko.

- Não há... – ele respondeu em um rosnado. Sua voz era grave e transmitia bravura.

Hinata não respondeu e não erguei o olhar, apenas balançou a cabeça negativamente.

- Ótimo... – respondeu o indivíduo. – Hiashi-sama, pode encerrar a reunião. Não temos mais nada para tratar com a nova líder.

Hiashi apenas assentiu com a cabeça e se levantou. Esperou Hinata também se levantar e saíram da sala sem profetizarem uma palavra.

Notas finais
Minna, o que acharam? Espero que tenham gostado... E comentem! Me deixa feliz e empolgada pra continuar a fic! :DD