Meu Passado E Meu Futuro
2 A vida continua...
Notas iniciais
CAPÍTULO II – A vida continua...
Passando-se cerca de 6 meses após a guerra, a vila de Konoha já havia terminado todas as construções danificadas, a contribuição de Yamato para os feitos fora essencial. Killer Bee e os outros ninjas e Kages das outras vilas já haviam partido para suas nações. Tudo havia voltado ao normal, ou pelo menos tentando voltar.
Naruto permanecia grande parte de tempo trancado em seu apartamento, ás vezes Sakura o chamava para coletar ervas medicinais nos arredores da vila. Ele ia pelo fato dela praticamente obrigar e sabia que Sakura estava preocupada. Afinal, era novidade Naruto estar desanimado.
Eles nunca tiveram notícia de Sasuke. Depois da guerra ele sumiu.
– Ainda se culpa pela morte de Neji? – falou Sakura caminhando ao lado do amigo. Naruto não respondeu, apenas suspirou – Pare com isso! – ela socou a cabeça do garoto – Não é sua culpa seu grande idiota!
– Parei! Parei! – falou Naruto amedrontado
– Que bom... – eles estavam indo em direção a onde costumavam coletar as ervas juntos quando, abruptamente, um Anbu surgiu diante deles fazendo ambos se assustarem.
– POR QUE FAZEM ISSO?! – berrou Naruto
– Recomponha-se Naruto – Sakura ordenou e olhou para o Anbu – O que quer?
– Tsunade-sama solicita a presença de vocês dois na sala dela. – falou por debaixo da máscara de urso.
– Vamos imediatamente – Sakura respondeu.
O Anbu, assim que ouviu a resposta, sumiu diante dos ninjas.
– Esses Anbus... O que pensam que são?! – Naruto ainda estava frustrado com o susto.
– Vamos logo, deve ser algo importante. – correram rumo ao prédio onde ficava a sala de Tsunade. Naruto tomou a frente de Sakura e, antes que Shizune, que estava ao lado da porta da Hokage, falasse alguma coisa, ele adentrou na sala.
– Vovó Tsunade! Pensa que pode mandar um Anbu para nos assustar?! Por que você não... – antes que Naruto continuasse a falar, Tsunade havia esmurrado Naruto com força. Ele atravessou a porta novamente, passando por Sakura e Shizune, batendo na parede do corredor.
– DEIXE DE ESCÂNDALO NA MINHA SALA! – gritou Tsunade.
– Ela pede silêncio gritando... – sussurrou Sakura para Shizune ouvir.
– Disse alguma coisa Sakura? – a Hokage encarou Sakura ameaçadoramente fazendo a garota de cabelos rosados se arrepiar
– N-Não... Nada Tsunade-sama! – falou Sakura abanando as mãos.
– Bem... Vamos ao que interessa. – Tsunade se recompôs respirando fundo e sentando-se em sua cadeira – Sentem-se.
Sakura se sentou em frente a mesa da Hokage, Naruto veio logo em seguida sendo ajudado por Shizune.
– Você pegou pesado hoje... – reclamou Naruto com a mão na cabeça.
– Cala a boca Naruto – falou Sakura.
– Bem... Acho que vocês sabem muito bem do que eu vou falar. – Tsunade encarou os dois jovens a sua frente.
– Hmm... – Naruto cruzou os braços – Não faço a mínima ideia.
– Sobre Sasuke-kun. – falou Sakura.
– Ele foi visto por alguns ninjas da Anbu. Disseram que ele estava vagando em territórios do limite de Konoha, mas percebeu a presença dos investigadores e desapareceu novamente. – falou Shizune pegando TonTon em seu colo.
– O que. – Naruto engoliu em seco. Surgiu um nó em sua garganta.
– Apesar d’ele ter lutado ao nosso lado, de acordo com a política de Konoha na parte de traição, Uchiha Sasuke deve ser julgado e com certeza será preso.
– Mas isso não é justo! – gritou Naruto.
– Não podemos fazer nada? – perguntou Sakura
– Infelizmente não... Tudo não é apenas minha decisão, mas também do Conselho.
– Bando de velhos idiota... – Naruto falou em um rosnado
– O que disse?! – Tsunade levantou sua mão já fechada e com uma veia pulsando em sua testa.
– Ele não disse nada. – Sakura encarou o amigo.
– Não posso permitir uma coisa dessas! Sasuke foi de grande ajuda! Se não fosse por ele não estaríamos vivos e sim todos mortos! – nisso Naruto tinha razão e ninguém ousou retrucar.
– Vou ver o que posso fazer. – falou Tsunade cruzando os braços. – Estão dispensados.
– Droga... – resmungou Naruto chutando uma pedra enquanto andava já fora do prédio e com as mãos no bolso. A pedra chutada percorreu uma longa distancia demonstrando sua raiva.
– Não podemos fazer nada Naruto. Lembre-se disso. Não tente fazer nenhuma besteira. – disse Sakura
– Mas... – ele virou o rosto e não disse nada.
– Também me sinto assim, mas vamos não pensar nisso por enquanto está bem?
– Tudo bem.
– Que tal visitarmos o clã Hyuuga? Nunca mais vi Hinata depois de tudo. Ela deve ficar feliz com nossa visita, além de estar precisando também. – falou Sakura sorrindo.
– Hm... Vá você. E-Eu tenho coisas para fazer e... Tchau. – antes que Sakura falasse algo, Naruto saiu em sentido aposto a Haruno. Ainda não estava pronto para falar com Hinata depois de tudo. Tinha medo para parar para pensar no que falaria como agradecimento.
Eu te amo. Aquelas palavras ouvida na voz de Hinata ecoaram em sua mente na cabeça dele, deixando-o ainda mais despreparado. Ela havia dito aquilo em sua luta contra Pain. Nunca alguém tinha dito aquilo, apenas sua mãe, mas ela não estava presente no mundo real, apenas em sua mente na vez que dominou o chakra de Kyuubi. Naruto com certeza não estava acostumado que pessoas ao seu redor falassem aquilo para ele.
“Estou sendo um covarde!” ele encarou a estátua de Minato “Sim, farei isso.” Olhava para a estátua como se ela falasse.
Desde que descobriu que o Quarto Hokage era seu pai, Naruto se sentia confortável perto daquela estátua.
Correu e conseguiu alcançar Sakura, que não estava muito longe do portão de entrada do clã Hyuuga.
– Resolveu vir? – perguntou a Haruno
– Fazer o que. – os dois entraram e receberam cumprimentos por parte da Bouke, mas, indo mais adiante, onde os nobres da Souke viviam que era ao redor a casa principal, eram encarados de forma nada acolhedora ou amigável.
– Quanto acolhimento. – ironizou Sakura, tentando disfarçar o nervosismo.
– Acho que estou mudando de ideia e vou para casa. – Naruto ia se virar, mas Sakura beliscou seu braço.
– Nem pensar que você me deixará sozinha aqui! Eu não me lembrei desse pequeno detalhe do clã Hyuuga, a frieza.
Caminharam e pararam em frente a mansão principal do clã. Não tinham coragem de entrar na casa, lembraram-se da existência de Hyuuga Hiashi.
– Quem são vocês? – perguntou uma garota atrás deles.
– Hanabi-chan. – saudou Sakura com um sorriso – Queremos ver Hinata.
– Isso. – Naruto apenas cruzou os braços e balançou a cabeça.
– Ela não está. Onee-san está treinando, ela está se preparando para herdar o clã. – respondeu Hanabi
– Que pena. – falou Sakura com alívio e ao mesmo tempo entristecida. – Voltamos outro dia. – completou.
– Isso. – Naruto permaneceu de braços cruzados e balançando a cabeça afirmativamente.
– Você é sempre assim tão idiota? – Hanabi lançou um olhar de desdém para Naruto.
– Isso. Quer dizer. O quê?!
– Calminha Naruto. – Sakura o segurou pela camisa na parte de trás. – Quer mesmo se meter com Hyuuga Hanabi? Aposto que ela lhe daria uma surra. – enquanto ouvia, Hanabi enchia o peito de orgulho de si – Vamos embora que é melhor. – e saiu arrastando Naruto para fora dos domínios do clã Hyuuga.
– Aquela pirralha... Vai me pagar! – falou o garoto ainda sendo arrastado.
– Cala a boca. – Sakura o jogou no chão – Agora vou pegar minhas ervas e você vai fazer o que faz de melhor, ser idiota. – ela ia se virando, mas o olhou novamente – Por que estava agindo daquela maneira lá? Parecia muito nervoso.
– N-Não – Naruto colocou as mãos atrás da cabeça tentando parecer descontraído – Impressão sua Sakura-chan. – falou abrindo um falso sorriso
– Sei... – ela desconfiou, mas saiu o deixando sozinho.
– Ah! Que saco! – continuou a andar rumo a seu apartamento.
No caminho, ao passar na frente da loja de floricultura do clã Yamanaka, encontra Sai debruçado sobre o balcão e sem entender aquela posição, Naruto se aproxima e se depara com Sai beijando Ino ou Ino beijando Sai, não sabia dizer.
– Olá Naruto. – falou Sai tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
– Mas o que diabos estavam fazendo?! – Naruto gritou
– Diz aqui no tutorial de relacionamentos sociais – Sai levantou um pequeno livro – Que o beijo é uma das melhores demonstrações de afeto entre duas pessoas além de ser prazeroso. Cheguei nessa etapa do meu tratamento social. – ele explicava com certo brilho nos olhos.
– Ahm... – Naruto ficou sem palavras para a inocência do rapaz.
– Estou o ajudando, não precisa se preocupar. – Ino se manifestou do outro lado do balcão
– É ISSO QUE ME PREOCUPA! – gritou Naruto.
– C-Com licença... – Hinata surgiu atrás de Sai totalmente vermelha e correu tentando sair dali. Naruto apareceu em seu caminho e ela deu uns passos para trás ou se esbarrar nele. – Naruto-kun! – seu sorriso surgiu.
– Hinata? O que faz aqui?
– Hinata ficou feliz por meu tratamento e resolvi mostrar minha nova etapa para ela. – falou Sai sorrindo.
– Ora seu... Como você pôde?! – Naruto ver dois buquês de flores brancas – Vamos Hinata, esses dois precisam de tratamento. – Ele envolveu a nuca da garota com seu braço e a conduziu a seu destino: o cemitério do clã Hyuuga.
Ambos nada falaram. Naruto apenas ficou observando Hinata colocar as flores e orar por sua mãe e seu primo.
– Hinata... Você está bem? – ele perguntou depois de um tempo
– Sim... – ela respondeu sorrindo e foi naquele sorriso que a culpa que Naruto sentia retornou como uma flecha.
– Sinto muito... – ele falou com a voz abafada.
Como na vez anterior durante a batalha, Hinata pôs a mão em seu rosto dando um leve tapa e o encarando seriamente.
– A culpa não foi sua. Neji-nee-san se foi com honra, como um verdadeiro shinobi. Ele finalmente se libertou no selo e morreu com um sorriso – as lágrimas molhavam as bochechas de Hinata – Por favor, não se culpe, ele nunca o perdoaria por isso.
Naruto a olhava surpreso com aquelas palavras e pegou na mão dela, como na vez anterior.
– Obrigado Hinata... – levou a mão dela até sua boca e a beijou.
– N-Naruto-kun... – Hinata ficou sem ação e ruborizou instantaneamente.
– Você... – Naruto coçou sua bochecha com o dedo indicador – Vai para casa agora? Se quiser, posso te acompanhar...
E os dois foram caminhando juntos até os domínios do clã Hyuuga, pareciam que disputavam quem estava mais constrangido.
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