Meu Parceiro De Apartamento

7 Capítulo 7 - Almoço // Parte Final


Notas iniciais
Nyah! *3*
Pra vocês mais um capítulo, eu realmente estou gostando de fazer essa fic, então façam a parte de vocês. ♥
Esse capítulo está ótimo, espero que gostem *-*

Cada um pegou seu talher e começou a comer, havia na mesa caviar e ova de peixe, era tudo muito bom, Eliza cozinhava bem, Peter e Robert eram muito gentis e engraçados, mas eu não conseguia parar de pensar em David, para ter a certeza que estava tudo bem com ele, tive a ideia de tentar ir embora mais cedo. Depois de comermos sem conversar muito, fomos nos sentar nos sofás da sala, cada poltrona era muito fofa e elegante, mas nada muito chamativo, Peter sentou ao meu lado e Eliza com Robert na poltrona da frente.

– Ei Liza, eu me esqueci de te perguntar, mas você vai a tal festa que vai ter dos novatos da faculdade? –perguntou Peter me encarando.

– Ah, eu vou sim, mas eu acho que não tenho alguém que vá comigo... –pensei em David como de praxe.

– Acha?

– É que e-eu ainda poderia conhecer alguém até lá, você vai? –menti.

– Eu vou, se quiser... podemos ir juntos. –ele ficou um pouco vermelho.

– Pode aceitar Liza, o Peter sempre cumpre o que diz! –disse Eliza.

– A-Ah... claro que podemos –sorri, achei que David poderia gostar da ideia já que ele não queria que ninguém descobrisse sobre minha morada no seu apartamento –, mas como você sabia dessa festa?

– Eu fiz a matrícula lá mesmo, só que apareceram uns caras que já estudavam por alguns anos na faculdade e me ofereceram os ingressos, acabei comprando, e você?

– Eu... –pensei rápido em uma mentira – fui à faculdade para ver como era e também vi umas pessoas vendendo por perto...

Não sei como ele acreditou naquela mentira terrível, eu ainda gaguejei antes de falar, uma coisa que odeio é mentir, mas de qualquer maneira, essa mentira não iria afetar ninguém, eu imaginava. Ficamos conversando uns com os outros uma meia hora mais ou menos, aproveitei que o pessoal havia se calado para falar na frente.

– Nossa, eu preciso ir pra casa. –olhei para o relógio no meu celular, eram 14h, me assustei de verdade.

– O que houve? Algum compromisso? –perguntou Robert.

– Quase isso, eu prometi a uma amiga que... ligaria pra ela hoje –menti novamente –, é aniversário dela e me esqueci...

– Tudo bem, nós nos vemos depois. –disse Eliza.

– Certo... –sorri me levantando.

– Você vai de carro? –perguntou Peter olhando para mim.

– Não, não –sorri –, vou de taxi.

– Me permita que eu te leve? –ele perguntou esboçando um sorriso, corei um pouco.

– N-Não precisa... –fiz desfeita.

– Por que não o acompanha Liza? –perguntou Robert – É melhor para não ficar gastando dinheiro com taxi direto.

– É verdade. –disse Eliza.

– Bem... então você me deixa na porta do apartamento, certo? –sorri com um pouco de medo.

– Combinando! –ele pegou a chave do carro do bolso.

~*~

– Obrigada pelo almoço. –eu agradeci na porta da casa abraçando Eliza e Robert.

– Nós que agradecemos sua vinda aqui, adorei conhecer você. –disse Robert sorrindo.

– Bem, vamos? –disse Peter buzinando com o carro.

Seu carro era um Rolls Royce Ghost cinza, meu pai tinha um daquela mesma marca, sendo que o dele era vermelho, não me lembro do certo, mas ele custou mais ou menos 230.000,00 reais, um absurdo que eu nunca daria em um carro, mas de mesmo modo era um carro muito bom e lindo por dentro e por fora.

Peter saiu do carro e abriu a porta para mim, agradeci um pouco tímida e entrei, acenei para Eliza e Robert novamente antes dele dar a partida, eu disse a ele o nome do meu apartamento, no caminho eu puxei conversa.

– Então, onde está morando?

– Minha mãe insistiu para que eu morasse lá, por enquanto eu ficarei com os dois, mas quando encontrar um apartamento eu me mudarei, não gosto de ficar ocupando espaço na casa dos outros, mesmo sendo minha mãe eu já sou um adulto. –ele sorriu.

– Entendo...

– E você não acha solitário morar sozinha?

– Não muito, até porque todos os dias eu ligo para uma amiga minha. –menti pela milésima vez. –ele deu uma pequena risada.

– E a sua amiga está fazendo quantos anos?

– Dezessete... –me inspirei em uma amiga que fez aniversário em janeiro, sou patética e mentirosa, droga...

– Mesmo que eu não a conheça, pode dar meus parabéns a ela... –ele riu.

– C-Certo... Olhe, chegamos. –que bom que o apartamento era pertíssimo.

– Ah, é verdade.

Destravei o cinto de segurança e abri a porta do carro, eu queria me despedir o mais rápido possível para que não houvesse alguma tragédia, no momento eu estava tendo muitos dias de azar.

– Ei, eu posso vir te buscar no dia da festa? –ele perguntou.

– Pode, quer anotar meu celular?

– Claro, pode falar. –ele pegou uma caneta.

E anotou.

– Ás 19h eu venho, certo?

– OK, pode me ligar quando estiver vindo? Ficarei na porta do apartamento.

– Está bem... –ele estranhou um pouco – Até sábado então...

– Até. –sorri para animar o ar do momento.

Ele deu a partida no carro acenando para mim, fiz o mesmo e esperei ele sair, suspirei e andei até a porta do apartamento o mais rápido possível ao me lembrar de David, vi Jhonny lendo um jornal, o cutuquei.

– Olá senhorita Liza.

– Olá –sorri tensa –, e o almoço? Deu tudo certo?

– Parece que não, eu falei com a Marrien que entrega os serviços de quarto, ela me disse que ele não quis comer e a colocou para fora do quarto um tanto que irritado.

– Como é? Ele não pediu comida a tarde toda?

– Nada. –ele fez uma expressão torta.

– Obrigada por me dizer, vou até lá. –saí.

– De nada! –disse ele, logo após voltando sua atenção ao jornal.

Corri para o quarto, meus pés doíam, mesmo que a sandália fosse de salto baixo, o estilo dela me deixou cheia de calos, mas isso não importava, queria saber o porquê de aquele idiota estar fazendo aquelas babaquices, ao chegar à porta usei a chave com as mãos meio que tremendo, não só do nervosismo, mas pelo frio que estava fazendo. Abri e olhei os arredores da casa, ele não estava por ali, fui até seu quarto e bati algumas vezes.

– David? Já voltei, está aí?

– O que é? –ouvi sua voz vinda da sala, fui até lá andando rápido.

Assustei-me ao vê-lo apenas de toalha nas partes baixas e seus cabelos molhados com a água, ele parecia estar tonto então me aproximei um pouco com um gesto nas mãos para segurá-lo.

– E-Espere, você não está passando bem, não é? Por que não quis comer?

– Estou sem fome...

– Mas você precisa comer –me aproximei dele e coloquei uma de minhas mãos na sua testa um pouco nervosa –, meu Deus, você está ardendo em febre.

– Eu já tomei banho, estou melhor.

– Isso não adianta, venha vou te levar para o quarto –o puxei pelas mãos e o levei um pouco corada por ele ainda estar de toalha – Sente-se aqui, vou preparar uma sopa pra você e trazer um remédio.

Procurei alguma roupa que ele pudesse vestir, encontrei uma calça larga e uma blusa de manga, peguei-a e entreguei a ele, por algum motivo eu não conseguia deixar de olhar para seu peitoral, ele tinha músculos bem definidos e muito bonitos, mas aquela não era a hora! Acorde Liza!

– V-Vista isso enquanto eu faço a sopa.

–... Obrigado...

Sorri para ele e fui correndo em direção à cozinha e tirando os sapatos enquanto isso e quase caí, mas recuperei o equilíbrio, procurei alguma panela e olhei na geladeira, por minha sorte eu não iria precisar fazer nada, já tinha uma canja de galinha congelada, eu só tinha que esquentá-la.

Passou-se cinco minutos e a canja já estava pronta, sem perceber toquei na panela e queimei feio meu dedo, soltei um gemido de dor, mas não me importei muito, peguei uma tigela e pus dentro, joguei a panela na pia e fui até o banheiro geral procurar um remédio para febre.

“– Onde está essa merda? A-Ah, achei”.

Peguei o remédio e coloquei em uma bandeira junta da canja com um como d’água para ele engoli-lo, fui devagar até o quarto para não derramar nada, cheguei até o quarto e David estava vestido apenas com as calças, coloquei a bandeja em uma mesa e o ajudei a colocar a blusa, corada, é claro.

– Espere, eu vou te ajudar, levante seus braços. –eu disse pondo sua blusa.

Como sempre, fiz merda e caí em cima dele porque tropecei em uma mochila que estava no chão, eu corei muito e dei um grito pela queda, sua blusa ainda não estava totalmente em seu corpo, fiquei com o rosto quase grudado no dele e meu peito junto ao seu, ele parecia não se importar com nada, saí rapidamente e peguei a badeja da mesa sem falar nada.

– D-Desculpe, aqui está –deixei a mesa na sua frente e coloquei a canja em cima –, depois que acabar tome o remédio com essa água, ok?

– Espera... –ele segurou minha mão quando eu tentei sair – Você se queimou...? –sua voz era arrastada.

– Foi só quando eu peguei na panela quente, nada demais... –corei e olhei para o chão – Agora eu vou sain...

David alisou minha mão devagar e a levando para sua boca, beijou-a lentamente como uma mãe quando seu filho se machuca, fiquei vermelha como um pimentão. Por que David estava fazendo aquilo?

– O-O-O que está fazendo? –disse puxando minha mão.

– Liza... tão linda... –ele disse enquanto parava de beijar minha mão e me encarava, arregalei os olhos.

Soltei minha mão dele e saí do quarto correndo e fechando a porta, continuei correndo para o meu quarto e me joguei na cama muito envergonhada, nenhum homem havia dito que eu era linda, talvez gostosa, mas apenas aqueles caras tarados e aproveitadores, pois eu não tinha muita “carne” onde os homens gostam de tocar. Passei o dia todo no meu quarto até o dia seguinte.

Notas finais
E então? Gostaram? ♥
Reviews, please. Kissuuus *-*