Meu Parceiro De Apartamento

4 Capítulo 4 - Filme


Notas iniciais
Ei suas liiiiiiindas, mais um capítulo novinho.
Aproveitem! ♥

Antes de sair peguei meu celular que estava na escrivaninha e olhei a hora que marcava 15h, voltei a andar até a porta do meu quarto, fui até a cozinha e o vi pondo cada comida deliciosa na mesa que nem me lembrei daquele “pequenino” acidente. Aproximei-me como uma criança tímida e esfomeada que não conseguia tirar os olhos da comida.

– Pode se sentar, não vai pedir permissão não é?

– Ah... está certo. –sentei-me.

Ele se sentou logo depois.

– Foi você quem fez? –perguntei.

– Que nada, não sei cozinhar muito bem, essa comida é do serviço de quarto, você sabe?

– Sei, mas minha mãe era contra já que ela quer que eu me case com um cara riquíssimo e com uma casa cheia de mordomos e empregadas, mas eu nunca liguei muito pra dinheiro, quando ela saia, eu ia até a Verônica, a empregada da minha casa, que me ensinava a fazer muitas coisas desde que eu tinha sete anos, era divertido, mesmo tendo dezoito eu ainda queria aprender com ela. –eu ri lembrando-se do passado.

– Legal, quer cozinhar qualquer dia desses? –ele perguntou me encarando.

– Pode ser... Seria bom, pois estou um pouco enferrujada.

– Fique à vontade. –ele deu uma mordida na maça.

– Posso te fazer uma pergunta? –tomei um gole de suco.

– Claro.

– Ér... Esse seu sobrenome provem de que país?

– França, não percebeu que no banheiro é escrit...

– Toillet, não é? –disse sorrindo.

– Isso mesmo, você até que é boa com as pronúncias, mas o meu nome já é mais difícil... –ele meio que gozou da minha cara.

Respirei fundo, eu já estava impaciente com o seu jeito.

– Eu estudei francês por três anos, mas sou péssima com nomes.

– Sério? Legal, saí da França quando eu tinha 10 anos.

– E agora, você tem quantos?

– 21.

– Entendo –tentei mudar de assunto, queria saber mais sobre ele –, posso te perguntar outra coisa?

– Diga.

– Quando você me disse que queria esconder a minha estadia aqui, era pra alguma namorada?

– Não tenho namorada, mas já que você tocou no assunto eu vou te explicar –ele limpou a boca com um guardanapo enquanto eu ainda comia – Eu sou popular, antes que atire pedras em mim, eu não pedi pra ser assim, mas é por causa do meu pai que é muito conhecido pela suas empresas, então, por todo o lugar, seja na faculdade ou em amigos mais distantes, se eles souberem, o mundo todo vai ficar comentando, e eu odeio mais do que tudo ficar sendo comentado pelas costas, é patético.

– “Então ele gosta de ser solitário? Certo, esse cara é totalmente estranho”. –pensei – Enfim, é até uma boa explicação, mas pra ser sincera eu gostaria de ser popular, na minha escola eu não era, todos de lá eram “ricos”, então eu era apenas mais uma formiga no formigueiro.

– Tem certeza do que está dizendo? Ser popular não é bom.

– Por que não?

– Todos vivem no seu pé, quando você está triste e quer ficar só ninguém te deixa em paz, os invejosos criam mentiras pra usar contra você... –ele parecia ter passado por tudo aquilo.

– Quer se abrir comigo? –senti uma pena dele por causa da sua expressão triste.

– Não, não quero me lembrar de nada.

– Desculpe...

– Você vai à festa dos novatos? –ele mudou o assunto.

– O quê? –fiz uma cara confusa.

– Todo começo de ano eles fazem uma festa aos novatos lá da faculdade.

– Não sei... Você... você vai? –não sei por que perguntei isso.

– Eu...

Nesse momento meu celular tocou, era uma música do Vocaloid, ele riu, eu me levantei fazendo um gesto de “espera um pouco” e fui até a sala com um guardanapo para limpar a boca. Chegando até lá vi que o número que me ligava era desconhecido, atendi.

– Liza? –ouvi a voz de Eliza, com certeza era ela, esbocei um sorriso.

– Não acredito! Que bom que me ligou! –falei um pouco alto.

– Olá meu amor, como está indo a morada com o “bofe”? –ela soltou uma gargalhada, soltei outra.

– Que ideia. Mas está indo tudo bem, e na sua casa?

– O Robert adorou a surpresa, estou aqui assistindo minha novela, não quer dar uma passada por aqui qualquer dia?

– É claro que eu quero, pode me dizer o endereço –corri até meu quarto e peguei uma caneta e anotei na mão mesmo – Certo, certo, anotado!

– Quando você virá?

– Pode ser amanhã?

– Pode sim, venha às 12h, quero que almoce aqui e conheça Robert. –ela sorriu.

– Combinadíssimo, me espere. –soltei uma risada infantil.

Finalizei a chamada e fui ao bloco de notas no celular, anotei seu endereço lá e salvei, aproveitei e peguei o número do seu celular, voltei até a cozinha para explicar a David que eu estaria fora, também fiquei curiosa com essa festa. Surpreendi-me ao não encontrá-lo lá, pensei que ele pudesse estar fazendo seus afazeres, fui até a área que havia aquela vista viciante, o sol estava avermelhado, lindo. Coloquei meus fones de ouvido e deitei em um assento fofo que havia lá, adormeci.

17h20m

Acordei com alguns pingos de água no meu rosto, estava começando a chover, senti um frio correr na minha espinha por estar com roupas inapropriadas para o frio, pensei que em Califórnia estava tão quente quanto o Texas, fechei as janelas da área. Outra coisa que amo, chuva, fazia décadas que não via, pois em Texas é muito quente e seco, corri até o quarto para vestir uma blusa de mangas, passei umas horas lendo e descansando depois fui para a sala, liguei a televisão e comecei a me sentir em casa, pensei em minha mãe que estava pagando tudo aquilo para mim, estava passando um filme um pouco antigo de romance, “Thelma & Louise”, não sei em que minuto do filme estava, mas parecia estar pintando um clima entre o casal, eram 22h da noite e estava na TV a cabo. Bem, eu já tinha 18 anos, por que eu não poderia ver aquele tipo de filme?

Depois de algum tempo, para minha infelicidade, David reaparece vindo do quarto e indo sentar justamente da sala e do meu lado, fiquei com um pouco de vergonha por causa do tipo de filme, mas continuei assistindo sem encará-lo.

– Gosta desse tipo de filme? –ele perguntou olhando para o celular.

– E-Eu, acho divertido... –corei. Droga, ele tinha que me perguntar isso?

Depois disso começou mais uma coisa embaraçosa, uma cena de sexo. Palmas Liza, quem mandou ser uma amadora pervertida? Fingi que era a coisa mais comum do mundo e continuei assistindo. Para piorar as coisas vi David soltar um riso baixo, eu voltei minha atenção para a televisão. Parecia que era a primeira vez da personagem do filme, fiquei rubra de vergonha por conta dos gemidos, senti uma sensação estranha... Espasmos? Será que...? Levante-me e fui bem rápido para o quarto sem falar com David.

Notas finais
AHEAUEHAUEAHEUA, gostaram? Espero que sim.
Reviews? *3* Kissus.