Meu Parceiro De Apartamento
22 Capítulo 22 - Pai
Notas iniciais
Pra vocês terem noção, eu quase perdi esse capítulo por causa da droga do Word, imagina? Ter que reescrever tudo novamente? Iria demorar mais! Mas ainda bem que recurei tudo de novo. *www*
Enfim, quero antes agradecer a todas vocês que acompanham essa fic terrível mesmo com a demora. AMO VOCÊS ♥ E claro, um bem vindo às novas leitoras, como um digo nos comentários de vocês. *-*
Nesse capítulo terá o último passado de Liza, é meio tenso, mas espero que gostem!
Boa leitura ♥.♥
Ps: se puderem, façam recomendações, por favor. *-*
Enquanto fui tomar banho, David me esperou pacientemente na sala, até porque não seria nada fácil ter que desenterrar um passado tão mórbido. Há pouco tempo atrás eu havia acabado de contar um de meus segredos mais irritantes e ruins de lembrar à Liza, então, contar o pior não iria ser tão fácil.
Saí do banho já com minhas devidas roupas, olhei em meu relógio que já marcava quase 18h, apressei-me e fui até a sala onde David se apresentava sentado ao sofá, percebendo minha presença ele sorriu, retribuí timidamente e sentei-me a seu lado.
– Tem certeza que está pronta? –perguntou.
– Sim, eu quero logo tirar esse peso do meu passado, é torturante querer fugir de algo que nunca vai sumir... –fitei o chão.
– Não se preocupe, é melhor encarar a realidade ao fugir, vai por mim. -virou meu rosto para que eu o encarasse e me deu um selinho de mais ou menos dois segundos de duração.
– Obrigada, David, fico feliz de ter você aqui comigo... –corei um pouco.
– De nada –sorriu –, pode começar, não vou te interromper.
– C-Certo, então, quando eu tinha meus cinco anos...
Flash Back On
Elizabeth, venha aqui! –gritou meu pai já bêbado, me chamando.
O-O que foi? –gaguejei enquanto falava por conta do medo.
Você sabe muito bem o que eu quero... –disse enquanto se aproximava de mim, eu, afogada pelo medo, congelei a sua frente.
E-Eu não quero! Por que você não faz o que os pais das minhas outras amigas fazem?
Eu não sou eles! –bateu na parede ao lado
Quando completei meus cinco anos, percebi que ele se comportava anormalmente comigo, tirava fotos de mim todos os dias, como se quisesse ver minha puberdade chegar, mas, como eu era apenas uma criança, não via suas verdadeiras intenções, e ele nunca havia tentado algo mais forte, mas depois de seis anos, fiz onze, e foi aí que o terror começou. Nesse tempo, meu pai bebia muito sem se importar com a saúde, e minha mãe, não se importava do fato de seu alcoolismo, achava que ele era tão inofensivo quanto uma simples mosca, mas não, ele era o demônio em pessoa quando ingeria algum álcool, e mais, quando apenas eu estava em casa.
Todos os sábados e domingos ele exagerada nas bebidas, e sempre que isso acontecia ele tentava me agarrar. Eu sabia que era algo que um pai normal nunca faria a uma filha.
Sai daqui, fique longe! –gritei enquanto tentava abrir a porta, mas ele me impediu trancando-a.
Filhinha, você vai desobedecer a seu pai? –disse enquanto passava as mãos em meus cabelos, senti o fedor de conhaque que saia de sua boca.
V-Você está bêbado, me solte! –gritei mais alto com a esperança de que Verônica escutasse.
Verônica. Ela não fazia ideia do que acontecia, eu não ousava contar nem a ela, e nem a mamãe, pois meu pai sempre me ameaçava, então, meu medo era maior, até o dia que eu contei a minha mãe, mas era claro que ela achava que era apenas uma brincadeira pelo fato de que eu não sabia explicar o ocorrido diretamente.
Cale a boca, sua peste –disse ele dando uma tapa em meu rosto, senti-o arder
VERÔNICA! SOCORRO! –gritei batendo muito mais forte na porta, era a primeira vez que ele tentava fazer aquilo.
De repente, ouvi a porta ser destrancada pela chave de fora, e Verônica apareceu gritando meu nome, vendo-me sendo puxada forçadamente por meu pai.
Mas o que é isso? –disse Verônica me levando até ela.
O que uma empregadazinha tem haver com isso?
Eu trabalho aqui! Mas você não tem o direito de tentar estuprar a sua própria filha!
Cale sua boca imunda! –disse empurrando nós duas para fora e batendo a porta.
Logo, Verônica contou a minha mãe o que havia acontecido comigo, é claro que ela ficou incrédula e conversou com o meu pai, e como era óbvio, ele disse que era tudo mentira dela. Minha mãe não disse nada depois daquilo, mas parecia ter ficado com raiva dele e fazia de tudo para não conversarem. Depois de alguns meses, nunca mais tinha acontecido algo assim, eu e meu pai tínhamos cortado relações, e ele, me pediu desculpas depois daquilo falando que tudo era a bebida, minha mãe acreditou em suas desculpas e voltou a falar com ele, eu não a culpava, até porque ela o amava muito, mas eu não.
Quando percebi que minha vida estava boa demais, ele tentou novamente, e de novo, e de novo, até que eu tentei fugir de casa de tanta pressão, o pior era que meu pai não tentava me agarrar em casa, e sim, quando eu saia da escola ele me esperava por algum beco para me levar a lugares abandonados. Não contei mais nada a Verônica, pois tudo tinha ficado mais perigoso por conta que nós dois ficávamos sozinhos, e por minha sorte, ele nunca me estuprava, apenas queria tirar novas fotos minhas, mas... nuas.
Mais três meses se passaram e ele morreu por causa das bebidas que ingeria com frequência em um lugar desconhecido, e meu medo por bêbados aumentava toda vez que ele tentava fazer algo comigo naquela época, desde então, eu nunca mais cheguei perto de um alcoólatra, e quanto ele faleceu, Verônica viu as fotos, perplexa. Eu decidi não contar a minha mãe, ela se lamentava pela perda dele e eu não queria deixá-la mais abismada com aquilo.
Flash Back Off
– E-Então, é isso... –fiquei totalmente sem jeito após contar aquilo.
– Eu... –David fechou os punhos com força, fiquei com um pouco de medo –, eu irei contar algumas coisas do meu passado pra você também, mas não hoje, estou muito chocado com isso que me contou...
– Tudo bem! É passado, não me importo mais...
– Mas eu sim –se virou para mim e me abraçou –, não acredito que seu próprio pai fez isso com você...
– Obrigada por se preocupar. –sorri e revidei o abraço, logo, ele tomou meus lábios.
Beijamos-nos por um longo tempo, David fazia carícias por toda a extensão da minha nuca fazendo-me sentir todos meus pelos se eriçarem, sua língua tinha um poder sobre mim inacreditável e realmente bom. Depois de alguns minutos nos separamos, e eu, como de praxe, estava corada e ofegante.
– Sabia que você fica linda assim? –sorriu com um tanto de malícia.
– Idiota! –enrubesci um pouco mais enquanto ele alisava meu cabelo – Acho melhor a gente ir jantar, não?
– Como quiser. –disse saindo para pedir o serviço de quarto.
David pediu o jantar, e logo, ficamos assistindo alguns filmes até alguma hora da noite, até porque no dia seguinte teríamos aula, e isso seria mais uma luta que eu teria que passar.
Todos da escola já deveriam estar sabendo do nosso namoro...
Notas finais
Enfim, a gente se vê no próximo.
Kissus ♥ *3*
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