Meu Parceiro De Apartamento

15 Capítulo 15 - Hospital


Notas iniciais
Voltei *-* Bem, espero que gostem do cap. ♥

Continuamos nos beijando por um longo tempo, sentindo aquela sensação deliciosa de tomar a boca do outro e explorá-la, eu não reconheci David naquele momento, ele estava gentil, carinhoso, e não havia feito nenhuma brincadeira idiota que ele sempre fazia diariamente. Arrepiei-me quando o vi passando sua boca ao meu pescoço, com sua mão direita ele segurava a extensão contrária do meu pescoço e um pouco da orelha, e no outro lado ele beijava, lambia, e o mordiscava, eu me arrepiei muito e acabei soltando um arfar fino de prazer.

– D-David, isso faz cócegas... –sussurrei novamente com os pelos ouriçados.

Finalmente nós nos separamos, eu estava ofegante e olhei para baixo muito rubra, ele fazia o mesmo, me soltando aos poucos, engoli seco e o encarei, ele também, eu ia abrir a boca para perguntar algo, mas meu celular tocou assustando nós dois, ele se levantou da cama rapidamente.

– Pode atender... vou pedir o café da manhã pra gente... –e saiu.

– Certo...

Peguei o meu celular, ainda um pouco zonza e o atendi sem ver o número.

– A-Alô?

– Liza...? –era Peter, me assustei.

– Peter? O que houve? –endireitei a voz, era melhor não falar nada do acontecido da noite passada com ele.

– É que... ontem, quando recebi aquela ligação da minha mãe, eu havia descoberto que ela estava passando muito mal...

– Como? E-E o que aconteceu com ela? –minha voz voltou a ser trêmula.

– Estou no hospital esperado acabarem os exames dela –ele parecia realmente triste –, meu pai me pediu para te avisar já que vocês duas são tão amigas, desculpe o incomodo.

– Não, não é nada, isso foi realmente o contrário, mas espera... você está aí desde às 1 da manhã? –perguntei assustada.

– Sim, meu pai não aguentou ficar aqui e eu o levei pra casa, foi difícil, mas ele acabou indo.

– Estou indo aí. Espere-me! –falei.

– O quê? Não precisa.

– Claro que precisa, Eliza é minha amiga, tenho que falar com ela. –sorri.

– Obrigada Liza, eu vou te buscar então.

– Eu vou de taxi, não quero que ande de carro depois de tanto tempo sem dormir, vou comer uma coisa rapidamente e estou chegando, me diga apenas o nome do hospital.

– É o Ronald Reagan, Westwood Plaza, 757.

– Prontinho, está anotado –me levantei da cama e coloquei no viva voz para me vestir –, acha que em quantos minutos eu chego?

– Talvez uns 15 ou 20.

– Então tá, vou só beliscar algo na cozinha. Um beijo.

– Beijo...

Desliguei o telefone e peguei minha bolsa com o papel, às pressas fui à cozinha, foi tanta agitação na minha cabeça que nem me lembrei de David e... aquilo. Fiquei realmente com medo do que poderia acontecer com Eliza, no momento ela era minha única amiga, eu sei que eu poderia fazer amizades na faculdade, mas ela sempre me dava os melhores conselhos, suspirei e vi David sentado à mesa.

– Quem era ao telefone? –ele perguntou.

– Peter, Eliza está hospitalizada, ainda estão fazendo exames para saber o que ela tem, terei que ir até lá, quero muito vê-la. –comi apressadamente.

– Então era por isso que ele estava tão nervoso noite passada?

– Sim... –entristeci.

– Eu te levo até esse hospital. –ele me encarou, corei um pouco.

– N-Não precisa, vou sozinha mesmo...

– Vai fazer desfeita? –ele riu fraco – Você não sabe se aqueles imbecis estão te procurando...

– Vou de taxi –sorri –, acho que não há problema.

– Eu vou te levar, já disse, está um pouco tédio hoje já que é domingo...

– Obrigada...

Ambos terminamos de comer e saímos da cozinha em direção à sala, eu já havia pegado minha bolsa com o papel, celular, dinheiro e mais alguma coisa que nem eu sabia que tinha dentro, David apenas pegou um casaco e abriu a porta para mim, era incrível como ele conseguia ficar tão normal depois das coisas que tinham acontecido, mas como não era momento para falar sobre isso, acabei me esquecendo.

Fomos em direção à portaria e falamos rapidamente com Jhonny, entramos no carro para irmos ao hospital, não conversamos muito, apenas falamos sobre Eliza, como era nossa amizade e sobre o quê falávamos.

Depois de mais ou menos 10 quadras do nosso apartamento, finalmente chegamos ao hospital, ele era enorme, tirei meu cinto rapidamente, mas David segurou meu braço, era tanta coisa na minha cabeça que nem me toquei.

– Você quer que eu venha te buscar? –ele me encarou, acho que corei.

– Não precisa... acho que vou voltar com Peter ou de taxi, mas se eu precisar de você posso ligar? –sorri fraco por conta da preocupação.

– Claro, pode ligar. –ele sorriu.

Abri a porta do carro e me despedi de David, corri em direção à entrada, eu usei um moletom roxo por conta do frio e uma calça comprida jeans junto de uma sapatilha preta. Cheguei à portaria e andei mais devagar, peguei meu celular e telefonei.

– Liza?

– Oi Peter, já estou dentro do hospital, onde você está?

– Perto da sala 15, vá seguindo as placas das portas.

– Certo, daqui a pouco chego até aí. –e desliguei.

Consegui chegar graças às portas, e quando cheguei a 15 vi Peter sentado em um banco à frente dela, acenei e ele logo se levantou.

– C-Como ela está?

– Ainda nos exames, estou estranhando pela demora... O médico veio aqui e disse que já estava acabando, mas já faz quase meia hora... –ele olhou para o chão.

– Calma, Peter –segurei seu ombro enquanto sentávamos no banco novamente –, ela vai ficar bem, talvez seja o clima ou algo assim...

– Espero que esteja certa... Obrigada por ficar aqui comigo, me sinto bem quando estou com você. –percebi ele corar um pouco e virar o rosto opostamente a mim.

– A-Ah... de nada, vai dar tudo certo. –sorri um pouco embaraçada.

Novamente o médico chegou a nós dois, senti um frio na barriga com a resposta, mesmo que no fundo eu quisesse que tudo ficasse bem, poderia não ficar. Levantamos-nos juntos a ele.

– E aí? –ele perguntou.

– Bem... –o médico nos encarou, tive um péssimo pressentimento.

– Diga, estamos prontos para ouvir... –eu disse.

– Sei que será difícil entender, mas a senhora Elizabeth está com um tumor cerebral metastático... –congelei, Peter arregalou os olhos se sentando ao banco com as mãos na cabeça.

– O-O-O que disse?

– Eu sinto muito, mas não se preocupem, tem um método de curá-la.

– Qual? –apenas eu perguntava, Peter estava quieto, talvez escutando.

– Por sorte, não é um tumor agressivo, é de crescimento lento, então, provavelmente Elizabeth já sabia da existência desse tumor desde a adolescência ou fase adulta.

– E como curar? –eu tremia.

– Devemos fazer uma cirurgia, é provável que ele não retorne, mas no caso de tumor metastático, ele se espalhou por todo o seu corpo, então ela terá que fazer mais algumas se preciso e ficar no hospital, teremos que torcer para que ela não entre em coma...

– COMA? –perguntou Peter se levantando, e com lágrimas nos olhos.

– Como ela já é bem idosa, pode ser que isso aconteça, sinto muito...

– Meu Deus –eu disse enquanto colocava a mão na boca –, o que você vai fazer, Peter?

– Podem fazer a cirurgia... –ele olhava ao chão – Façam qualquer coisa para que minha mãe fique bem!

– Como quiser, senhor. –disse o médico se retirando.

Peter continuou imóvel, olhei para ele que não tinha nenhuma expressão, mas eu via lágrimas caindo em seu rosto, me aproximei dele e o abracei amigavelmente, ele pareceu se assustar de início, mas revidou o abraço.

Depois de tantas agitações em minha vida mais uma coisa terrível estava acontecendo.

Eu estava perdendo minha única amiga.

Notas finais
Tadinha da Eliza :c
Gostaram? Comentem, isso é importante pra mim. ♥
Kissus *3*