Meu Parceiro De Apartamento
5 Capítulo 5 - Ligações
Notas iniciais
Mas que merda foi aquela? Justamente assistindo um filme daqueles e o David aparece, parece que foi uma atuação do destino. Corri para o meu quarto, ainda com a sensação estranha e o coração acelerado, me joguei na cama e fiquei olhando para o teto, me lembrei da tal festa da faculdade, mas aquela não seria a melhor hora para conversar, olhei para o relógio de teto que marcavam 22h30m, ainda chovia bastante, o frio estava tão bom que acabei dormindo, eu tinha uma semana para me divertir antes que começasse os dias de estudo e luta, e no dia seguinte eu iria ver Eliza.
7h
Acordei feito um zumbi, me levantei devagar e fui para o banheiro, escovei os dentes e tomei banho, pelo menos eu iria sair para algum lugar, fiquei com vergonha de pensar em falar esses acontecimentos “desagradáveis”, mas eu não tinha nenhuma amiga no momento, e falar isso por telefone poderia haver apenas 100% de chances de algum ser que mora nesse apartamento escutar tudo. Calei-me.
Saí do quarto meia hora depois, me vesti com um vestido de manga comprida com uma fita acima da barriga e um chinelo casual, fui para a cozinha e vi David já comendo, me sentei devagar como se nada tivesse acontecido, até porque ele estava com uma camisa de botão meio aperta, e mostrava meio que o peitoral dele.
– Bom dia. –disse ele.
– Bom dia... –peguei um pão.
– Por que não assistiu o resto do filme? –ele me encarou enquanto tomava café.
– É-É que eu estava com sono. –menti.
– Caramba, mas você anda bem rápido quando está com sono, e nem me deu boa noite. –ele sorriu.
– Boa noite –sorri com um olhar do cão – Pronto agora?
Só sei que David soltou uma gargalhada alta, pela primeira vez o vi rir daquele jeito, e por incrível que pareça ele parecia estar se divertindo por zoar com a minha cara, voltei a dar atenção para a comida enquanto ele parava de rir feito um idiota sem ar.
– Gosto do seu jeito cabeça dura, faz tempo que alguém não me faz rir assim. –ele me encarou com um sorriso calmo e... bonito.
– Ah é? –corei um pouco – Legal, então esse outro “alguém” também morou aqui?
– Bem, você estava falando com o namorado no celular ontem? –ele mudou de assunto na maior cara de pau.
– Não, era minha amiga que fiz no avião pra cá. –limpei minha boca com o guardanapo.
– Interessante. –ele também havia terminado de comer.
– N-Não precisa pedir almoço pra dois hoje, vou comer na casa dela. –me virei para ele que já estava de saída.
– Certo –ele se virou para mim – Já sabe se vai para a festa dos novatos? Se quiser eu te acompanho, muitos amigos meus vão estar lá.
– E aquela história de “ninguém saber de nada”?
– Podemos fingir apenas chegar juntos, ou você não quer?
– Tá bom, eu vou, é até bom que eu já faça uma amizade.
– Vai ser em uma casa de festas, tenho mais um ingresso aqui comigo, vou pegá-lo pra você. –ele foi até o quarto.
– Obrigada... –disse enquanto ia lavar minhas mãos na pia.
Ouvi meu celular tocar do quarto, enxuguei minha mão e corri até lá para atendê-lo, era Eliza, atendi com um sorriso maroto, fui com ele até a área em direção a praia e coloquei meus cotovelos sobre o peitoril.
– Liza? Tenho uma notícia ótima pra você.
– O que foi? –fiquei confusa.
– Meu filho veio me visitar e me disse que também vai estudar na UCLA.
– É sério? Nossa, como esse mundo é pequeno, eu imaginei que tivesse um filho mais ou menos da minha idade. –sorri.
– Falei de você pra ele, ele me disse que quer muito te conhecer.
– Então está bem, quando der o glorioso meio dia estou indo aí.
– Te esperamos, até mais.
– Até! –desliguei e vi David se aproximando com o ingresso.
– Aqui está.
– Obrigada, qual dia será?
– Nesse sábado à noite.
– Ok, vou guardá-lo na minha bolsa. –saí.
Na bolsa é uma pinoia, guardei o ingresso em um lugar imperdível, dentro da gaveta das calcinhas, certo, posso ser um pouquinho exagerada, mas pelo menos eu acho, ACHO que ninguém vai tentar olhar aí, ninguém nunca sabe se algum dia o David vai trazer alguma “amiga” ou um “amigo”. Os dias em casa estavam entediantes, ainda era quarta feira, com certeza eu ainda iria naquela praia perfeita em que eu só ficava nas espreitadas, pensei em ligar para casa e saber como andam as coisas, mas por celular não seria muito bom por causa da distância, um telefone fixo seria ótimo, procurei David pela casa e o vi entrando no quarto, o barrei antes que ele entrasse.
– O quê? –ele fez um rosto de assustado.
– Ér, onde fica o celular fixo. –nem pedi permissão.
– Ali –ele apontou para um telefone na sala, que droga, eu sou cega demais –, tem certeza que você não tem problemas de visão?
– Até eu concordo com você. –rimos juntos.
– Pode usá-lo à vontade como eu já disse você está pagando...
– Obrigada.
Fui até o telefone e me sentei no sofá, disquei o número e esperei quatro chamadas, Verônica atendeu.
– Residência Raynes?
– Verônica! –eu disse sorrindo.
– Meu Deus, Liza, já estou morrendo de saudades.
– Eu também, mas não se preocupe, aqui está indo tudo bem.
– Quer falar com a sua mãe? –perguntou ela, sorrindo.
– Pode chamá-la.
Uns 30 segundos depois minha mãe já estava na linha.
– Minha filha linda e maravilhosa, como andam as coisas aí?
– Está tudo ótimo mamãe, segunda começam os estudos.
– E o David? Como ele é?
– Bem, ele é bem... legal, só é um pouco calado, mas parece ser uma boa pessoa. –sorri.
– Espero que vocês se deem bem.
– Eu também... Conheci uma senhora na vinda pra cá, o nome dela é Elizabeth. –eu ri.
– Sério? Nossa, e quem ela é?
– Ela estava voltando pra casa para ficar com o marido, e ela me ligou hoje dizendo que o filho dela foi visitá-la, ele também vai estudar na UCLA.
– Que bom assim você conhece mais gente.
– Pois é, enfim mamãe... estou desligando.
– Boa sorte meu amor, e se tirar fotos lá me mande por E-mail.
– Vou para a festa dos novatos que vai ter em uma casa de festas, mandarei umas pelo celular.
– Estarei esperando. Beijos.
– Um beijo. –desliguei
Olhei para o relógio que já eram quase 9h, o tempo passava voando, fui para o meu quarto ler meu livro de romance policial que eu era apaixonada.
Notas finais
Reviews para a continuação? ♥
Kissus *3*
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