Meu Parceiro De Apartamento

35 Capítulo 35 - Desculpas e reencontros


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOI Mil desculpas por não ter respondido todos os comentários passados, nem sequer me lembrei, mas eu li todos, ok? Já sei quem errou e acertou nas apostas do culpado. AHEUAHEAU Pouquíssimos comentários no cap. anterior, assim eu fico triste pra terminar a fic. :c Enfim, vou parar de falar, vocês estão curiosas, né? :P Boa leitura! *-*

– P-Por favor, não grite. – gaguejou.

Eu estava em choque. Como ela poderia ter começado aquilo? Minha boca estava aberta, porém, nada saía dela.

– Eu não acredito que você foi a culpada por tudo isso... – finalmente eu disse alguma coisa, mas ainda sem acreditar. – Por que fez isso, Mary?

– Calma, por favor, eu posso...

– Calma uma ova! Eu passei muito sufoco por causa disso e você ainda me pede pra ter calma? – gritei não muito alto, a praça estava deserta.

Por tanto tempo procurei saber quem tinha feito aquilo, daí descubro que ele estava perto de mim o tempo todo. Ela com certeza teria que ter um ótimo motivo para me convencer do que fez.

– Eu só preciso de cinco minutos pra falar, escute, Liza! – insistiu, eu vi medo no seu olhar, com certeza ela não queria ter uma conversinha com o diretor.

– Pois é melhor você ter uma ótima explicação.

– Sente-se, Liza-

– Não, prefiro ficar de pé. Pode ir se explicando.

Mary suspirou e ficou de frente para mim. Brincou com os dedos antes de responder, eu já estava impaciente.

– Primeiramente quero que saiba que não é nada com David...

– O quê? – se não era com David, quem poderia ser?

– É com o Peter. – corou e me encarou. Minha boca caiu.

– Então por quê fez isso? Não teve noção de que isso iria me afetar?

– S-Sabia, mas quando vi vocês dois se beijando eu fiquei louca...

– E precisava bater uma foto e quase acabar com meu namoro?

– Na verdade eu não pretendia fazer isso...

– Por que fez?

Aquela conversa já estava me deixando nervosa, com raiva, tudo possível. Eu pensei que era fosse minha amiga, até que ela agia como uma, mas aquela descoberta havia me deixado sem palavras. Se ela não queria bater a foto, o que queria fazer?

– Eu bati a foto, porque achei que estivesse traindo David, então achei que aquela era minha única prova, e de maneira nenhuma quis que ficasse com Peter.

– Mas você mandou a foto para o David!

– Eu não posso te dizer quem me induziu a mandar a foto...

– Diga!

– Eu não poss-

– Diga!

– F-Foi a Rosely... Por favor, não diga nada a ela.

Claro, por que não imaginei? Ela me odiava quando descobriu que eu havia começado a namorar David. Agora eu estava com dúvidas, eu nunca guardei rancor de ninguém.

– Imaginei – respondi sem humor. – Por que quis me contar?

– Eu já estava com um peso enorme na consciência, mas quero que saiba que não fui eu que coloquei aquela foto na escola!

– Foi Rosely, certo?

– É... E se ela souber que te contei, é capaz dela... – não terminou a frase e me olhou.

– Olha – suspirei. –, eu não vou contar nada a ninguém. Tudo passou, e eu sei que você não foi nada inocente nessa história.

– Não espero que me perdoe...

– Posso não te perdoar agora, mas não vou contar nada a ninguém, espero que David não saiba, pois não imagino o que ele pode fazer...

– Não sei como te agradecer, mas eu te prometo que não vou fazer mais nada que possa te ferir...

– Agradeço – sorri fraco. – Peter sabe de algo?

– Contei a ele, um pouco antes de te mandar a mensagem.

– Meu Deus, e o que ele disse?

– Eu me declarei logo depois...

– Ele não retribuiu, não é?

– Já imaginei que ele não ia gostar de mim depois de tudo, mas ele também disse que quando eu falasse com você, ele pensaria em me perdoar. – sorriu timidamente. – Deus, estou tão triste de ter feito isso, fui uma idiota...

– Concordo com você. – respondi, séria.

– Bem, é só isso.

– Nos vemos depois, Mary, ainda devo processar tudo o que ouvi.

– Te entendo...

Não me despedi muito bem de Mary, até porque eu ainda estava bem chateada com ela. Voltei para o meu apartamento, cansada e com sono por conta do horário. Entrei lentamente pela porta e fechei sem fazer barulho. Cheguei em meu quarto e me deitei, foi uma noite rápida, mas depois daquela conversa, eu precisava ver David por algum motivo.

Saí do quarto depois de tomar um banho, vesti um lingerie bem bonito e uma camisola vermelha bem recatada por cima. Fui até o quarto de David e bati algumas vezes, eu sabia que ele não estava dormindo, vi a luz do abajur saindo pela porta.

– Pode entrar, Liza. – disse, após minhas batidas.

– Lendo? – perguntei enquanto entrava, ele estava de costas, mas se virou para me ver.

– Sim, mas por que veio aqu- – parou de falar quando viu meus trajes, abaixei o olhar, pois estar vestida daquele jeito era constrangedor. – Opa, que camisola é essa?

– É-É que eu...

– Hm, vem aqui. – riu sensualmente e me chamou com o dedo.

Corei da cabeça aos pés e fui até ele. David puxou meu braço e me jogou na cama, fiz carinho em seu rosto.

– Aconteceu alguma coisa pra você vir até o meu quarto vestida assim? – perguntou, logo soltou uma risada.

– Só quero dormir aqui, posso? – fiz biquinho.

– Ainda pergunta? Mas só acho que você não vai dormir. – sussurrou em meu ouvido, sensualmente.

– Ok, eu não pretendia dormir. – respondi mordendo os lábios.

Então ele me beijou e eu me esqueci de tudo.

* * *

Uma semana depois do acontecido, Peter e eu perdoamos Mary, mas eu não conversava com ela tão naturalmente como antes. Peter estava andando com ela um pouco mais do que o habitual, achei bom, Mary parecia realmente gostar dele.

David e eu íamos bem, bem demais. Rosely não atrapalhava meu namoro com ele, e isso era ótimo.

Um mês depois, as aulas estavam muito legais, eu pegava as matérias muito bem. David também ia bem. Lionel, Luce e Nataly continuavam sendo meus melhores amigos, e claro, Luce e Nataly indo melhor ainda no namoro com os amigos de David, que virava mais sério a cada dia.

Após a aula, saí da faculdade com David e fomos em direção ao carro.

– Como foi a aula? – perguntou David.

– Foi ótima.

– E pensar que ainda faltam anos pra gente se formar...

– Por que a tristeza na voz? – brinquei.

– Bem, é que eu não vejo a hora da gente s-

Antes de entrarmos no carro e ele terminar a frase, David paralisou olhando atrás de mim. Confusa, olhei para trás. Vi uma mulher que aparentava ter uns 45 anos, os cabelos eram quase grisalhos, ela olhava para David como se o procurasse há anos.

Mal eu imaginava como ela realmente o procurava por anos.

Notas finais
Meu Deus, autora, você termina algo tenso e já começa outro? KKKKKKKKKKK Desculpem, é que final de fic sempre é assim. Não esqueçam de comentar! ♥