Meu Parceiro De Apartamento
32 Capítulo 32 - Há outra?
Notas iniciais
Uma semana se passou desde a morte de Eliza, foi um terror estudar pensando em tudo que tinha acontecido. Tentei ao máximo ficar ao lado de Peter nos intervalos, ele me disse que suas notas estavam medianas, mas não igual às antigas. No enterro de Eliza, chamei David e ele me acompanhou, estranhei ver Peter conversando conosco tão normalmente, talvez a morte da sua mãe o mudou um pouco sua cabeça. Robert estava triste, distante, o vi soltar algumas lágrimas quando a lápide de Eliza foi fechada, e é claro que eu também não aguentei, mas ao chorar, encostei minha cabeça no ombro de David.
No final do enterro fiquei abraçada com David por um tempo. Sempre detestei cemitérios desde o enterro de meu pai. Fomos para casa depois de nos despedirmos de Peter e Robert.
[...]
Já iniciava-se a segunda semana depois de sua morte, eu já havia me conformado um pouco, e parecia que Peter também já estava esquecendo do acontecimento. Peter me deu uma cópia da foto que tiramos em sua casa quando fui almoçar com os três, guardei em minha agenda para sempre vê-la quando tivesse saudades.
Enquanto eu fazia algumas atividades, olhei para o relógio e vi que já marcavam 20h, coloquei meus livros e o caderno na bolsa e fui até o quarto de David, eu queria “conversar” um pouco com ele.
– David? – bati algumas vezes na porta e a abri.
Vi uma cena de engasgar ou matar qualquer mulher. David estava deitado de bruços, sem blusa e lendo um livro, corei um pouco e o encarei. Ele sorriu e me chamou com o dedo.
– Não. Deixe a luz apagada... – disse a mim enquanto eu me aproximei do interruptor de luz, lá tinha apenas uma lamparina que refletia o livro, estava ligada.
– M-Mas-
– Deita aqui, estou com saudades de você. Anda tão distante... – ele se sentou na borda da cama e deu um pouco de espaço a mim.
– Pois é, eu também acho – suspirei. –, a morte de Eliza não foi fácil...
– Também achei, mas com certeza ela ainda nos vê. – sorriu levantando meu queixo e me dando um beijo lento.
Não demorou muito para que eu sentisse sua língua me invadindo, logo, fui deitada na sua cama ficando por baixo dele, sorri um pouco corada, ainda era vergonhoso beijá-lo daquela maneira.
– Quer fazer o que estou pensando, é? – perguntei enquanto tocava seus ombros com ambas as mãos, ele riu.
– O que acha?
– Acho que quer sim.
– Então se prepare...
David passou a beijar e sugar meu pescoço enquanto fazia uma massagem deliciosa em meus seios, gemi em sua boca o sentindo retirar minha blusa. David penetrou seu olhar para meu sutiã de renda branca e deu vários beijos ao redor. Minha virilha já dava sinal de vida. Eu sentia sua ereção em meu ventre, David beijou minha barriga e retirava meu short jeans.
– Sabia que desde aquele dia que dormimos juntos eu sempre sonho com você? E é sempre o mesmo. – sussurrou em meu ouvido, me arrepiei.
– Não sabia, como eles são? – beijei seu pescoço, retribuindo às massagens.
– Você na minha cama com os cabelos envoltos no travesseiro como se acabasse de acordar e chamando meu nome.
– Então você é um pervertido? – sorri.
– Por você, sempre serei.
Sem muito tempo já estávamos sem roupa e trocando variadas carícias, às vezes tão eróticas que até ele gemia com aquela sua voz rouca. Entrelacei minhas pernas em sua pelve e o senti me invadir. Nossos corpos suados faziam uma bela sincronia de vai e vem, mordi a borda de seu ombro para não gemer tão alto, a cada estocada que ele dava eu sentia que ia morrer de prazer.
Chegamos juntos ao ápice, logo senti meu corpo mole e cansado, mas que ainda queria mais, muito mais. Sem conversa, nos amamos mais uma vez...
[...]
Acordei devagar passando os dedos no lençol e procurando um certo alguém. Me virei para o lado oposto e vi David dormindo como uma criança, beijei seus lábios o fazendo acordar.
– Bom dia, meu amor. – sorri.
– Bom dia, minha linda. – resmungou com uma voz rouca por estar acordando naquele momento.
– É sorte que hoje é sábado, se não, não iríamos para a faculdade. – ri baixinho fazendo cafuné em seus cabelos.
– É verdade – respondeu puxando minha cintura até nossos corpos se chocarem. –, não posso fazer nada se você me excita pra caramba.
– Outra garota já te excitou tanto quanto eu? – perguntei, mas logo me arrependi por ver seu rosto mudando de expressão. – Desculpa...
– Tudo bem, não é nada pra se preocupar.
Depois do que eu disse, David ficou um tanto diferente, não gostei de seu jeito depois de uma pergunta tão comum. Pensei um pouco e finalmente me lembrei daquele estranho álbum naquela gaveta da sala. Poderia ser aquela a garota? Será que ele ainda gostava dela? Me perguntei com medo da resposta.
Saí da cama e vesti a roupa para ir até o banheiro e tomar um banho. David fez o mesmo sem me impedir, talvez estivesse chateado. Que idiota...
[...]
Após o banho fui até a sala assistir algo na televisão, David estava no quarto, escutei o chuveiro sendo ligado. Direcionei meu olhar para a gaveta e fui até ela sem pensar muito, eu não queria ser pega por ele.
Abri o álbum e olhei novamente as fotos, entristeci, mas ainda estranhava ver o rosto da misteriosa garota todo rabiscado. Eles poderiam ter brigado, será? Meu medo aumentou no compasso em que eu ia passando as folhas.
– Mas o que você pensa que está fazendo? – me virei rapidamente e deixei o álbum cair. Ótimo, era David.
– E-E-Eu não-
– Nunca foi ensinada a não mexer nas coisas dos outros? – perguntou pegando o álbum do chão, sua expressão era de raiva.
– E como você acha que eu me sinto vendo um álbum de você com outra garota no apartamento que eu também moro? – gritei.
– Nunca pedi pra olhar!
– Não me diga que ainda gosta dessa garota? – senti lágrimas saírem de meus olhos.
– Você é ciumenta demais, hein? Se eu estou com você, quer dizer que eu gosto de você!
– Me responda!
– Ela morreu, satisfeita? – ele também gritou.
Arregalei os olhos e olhei seu rosto, já não parecia estar com raiva, mas triste. Se ela havia morrido, precisava rabiscar seu rosto? Eu queria saber mais, eu estava curiosa.
– I-Isso não é motivo para riscá-la.
– Nós brigamos um pouco antes dela morrer... – suspirou pesadamente. – Por favor, não quero falar nisso.
Comecei a chorar por algum motivo. Na minha cabeça ele estava triste por ela ter morrido e não ter tido tempo para conversar com ela, só poderia ser isso. Empurrei David do meu caminho e corri para meu quarto.
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