Meu Parceiro De Apartamento
19 Capítulo 19 - Bolo
Notas iniciais
E mais um aviso, eu não poderei postar com rapidez, mesmo que eu já tenha toda a estória em mãos, tenho que estudar e fazer minhas tarefas, certo? ♥
Aproveitem, esse não está tão bom, mas as emoções viram nos próximos. *3*
Natááááália, obrigada pela recomendação, eu amei, amei, amei, amei.
Amo você também, awn =3 ♥
Parecia até um sonho, ser amada pela pessoa que eu gostava, eu adorava aquela sensação, mesmo que eu pensasse que pudesse ser mentira, eu simplesmente acreditava em David. Passei horas fazendo meus deveres, eles estavam realmente difíceis, e ele fazia o mesmo.
Nosso relacionamento não estava certo, nós ainda iríamos nos conhecer, mas isso não era motivo para não rolar alguns beijos, certo?
Quando deram mais ou menos umas 16h, finalmente eu saí do quarto, um pouco constrangida por conta dele. Fui até a cozinha, pois estava morrendo de fome, e me assustei quando o vi fazendo alguma comida.
– David? –me aproximei devagar.
– L-Liza? Oi, é que... –ele tentou esconder o que fazia, mas corri até lá com um rosto de curiosidade.
– Um bolo? –abri a boca sorrindo, como eu amava bolos... – Por que está fazendo isso? E sozinho!
– É que... –ele corou de um modo muito fofo, enrubesci junta a ele – É pra gente.
– P-Pra gente? –o encarei.
– Só você mesmo pra me deixar tão vermelho! –falou como se estivesse irritado, ri.
– Não fuja da pergunta! –briguei com um tom brincalhão.
– É como uma comemoração... pode ser? Quero te mostrar minhas habilidades. –e voltou sua atenção para a tigela com massa.
– Comemoração? –continuei olhando para ele.
– Nós nos declaramos, certo? –sorriu ainda amassando a massa.
– É... –corei.
– Sente-se, vou fazê-lo, gosta de chocolate?
– Gosto sim, mas você sabe cozinhar? –perguntei me sentando.
– Mais pra menos... –corou.
– Ei! Você tá fazendo errado! –me assustei com a massa que estava mole demais e fui até ele.
– D-Desculpe...
– Não tem porque se desculpar. –sorri.
Peguei a tigela de suas mãos e a amassei corretamente, ele apenas olhava um tanto embaraçado. Fiquei feliz por ele estar fazendo aquilo por mim (ou pelo menos tentando).
Após terminar a parte da massa percebi que eu havia me sujado toda no rosto por conta dos meus cabelos que atrapalharam, David riu.
– Não ria de mim. –o esnobei.
– É que você fica linda querendo me ensinar essas coisas. –me olhou maliciosamente passando os dedos em meu rosto sujo, logo aproximou seus lábios aos meus selando um beijo.
David passou suas mãos pela minha cintura e aprofundamos um do outro, ele parecia mais possessivo apenas pelo simples toque em minha boca. Eu não percebi, mas aos poucos ele ia subindo minha blusa e tocando minha pele e fazendo carinho logo em seguida, tremi com o feito e o empurrei lentamente sem ar.
– V-Vamos fazer o bolo, não é? –falei entre respirações pesadas.
– Vamos... –e se afastou de mim em um passe.
Continuamos a fazer o nosso bolo, outra coisa que sempre sonhei em fazer com alguém que eu amava. Quando terminamos (que foi bem difícil), colocamos dois pedaços em dois pratos e nos sentamos à mesa para comer.
– Está ótimo. –ele sorriu.
– Claro, sou ótima em fazer bolos, graças à Verônica, e falando nela, acho que vou telefonar para casa hoje.
– Certo então. –e pegou outro pedaço com a colher.
No momento em que terminamos de comer peguei meu celular para telefonar a minha mãe e Verônica, a saudade já batia. Esperei algumas chamadas até que atenderam.
– Verô? –perguntei antes de ela falar.
– Liza? Olá meu amor, como está? –ela parecia feliz.
– Estou ótima, o primeiro dia de aula foi muito bom. –respondi, e como sempre, eu estava na sacada para a praia, David veio por atrás, gelei com o beijo que ele me deu no pescoço.
– Que bom, Liza, sua mãe está aqui na sala, quer falar com ela?
– T-Tá bom... p-passa pra ela... –gaguejei por conta que David não cessava os beijos.
– O que houve? –perguntou Verônica um pouco preocupada.
– Nada! Pode chamá-la! –segurei um gemido, David apenas ria sem fazer barulho.
– Para, não faz isso! –briguei sussurrando com ele que fez um biquinho.
– Não paro!
– Filha? –perguntou.
– O-Oi mãe, como vai? –disse empurrando a cara de David que vinha atrás de mim.
– Oi filha, como vão as coisas?
– Ótimas!
– Que bom meu amor, e os paqueras? –ela tinha que perguntar sobre aquilo em um momento como aquele?
– S-Sem nenhum, mãe. –menti enquanto ele tentava me fazer cócegas.
– Por que está falando tão estranhamente?
– Ãn? Estranhamente? Eu estou absolutamente bem, agora tenho que desligar, estudar, sabe? –David segurava uma risada, e eu também.
– Espera filha, sobre a herança...
– Mãe, eu já disse, certo? Depois a gente se fala. –disse um pouco mais séria fazendo David parar de brincar.
– Está bem, mas pense bem, quero muito que você fique com ela.
– Eu quero dar à Verônica, eu já disse. –falei a mais sensata possível.
– Pense bem! –repetiu, suspirei alto.
– Certo, até depois.
– Até. –e desliguei.
Virei-me para David que fazia um rosto preocupado, mas ao mesmo tempo pervertido, sorri amarelo e me sentei ao sofá perto da sacada, ele se sentou ao meu lado.
– Era sobre o quê mesmo?
– A herança do meu pai, minha mãe ousa em me perturbar para me dá-la, mas eu quero dar à Verônica... –coloquei minha cabeça em seu ombro.
– Entendo, mas me diga, por que você não quer a herança do seu próprio pai?
– É que... é mais uma das coisas “familiares” que eu tenho que te contar...
– Pode falar, sou todo ouvido. –e me deu um pequeno selinho.
– Bem, não fale nada até eu terminar, é bem difícil dizer isso, até porque eu prometi a mim mesma que eu não iria contar isso a ninguém. –entristeci pensando que eu teria que me lembrar de tudo novamente, mas era para a pessoa que eu amava. Constatei.
– Claro, não falarei nada, mas você sabe que não quero te forçar a dizer, não é?
– Sei, mas eu quero contar...
– Pode começar então. –e olhou para o chão como se não soubesse o que fazer, eu olhei junto dele.
– Quando eu tinha cinco anos... –quando tentei falar meu celular tocou, senti vontade de desligá-lo, mas era Peter, poderia ser uma notícia de Eliza então pedi um segundo para David, ele assentiu.
– Alô, Peter?
– Liza, o horário de visitas para minha mãe já abriu, você quer vir? Pode não ter mais depois...
– C-Certo, eu vou sim.
– Mas ela não está acordada, e sim, em repouso, mas o médico disse que ela pode escutar tudo o que a pessoa diz a ela.
– Que bom, eu preciso realmente falar com ela, estou indo.
– Estou te esperando, um beijo.
– Beijo. –e desliguei.
– Aonde vai? –me encarou realmente sério.
– No hospital... O horário de visitas da Eliza abriu, quero muito vê-la. –sorri torto.
– Eu te levo. –disse se levantando.
– Obrigada. –sorri timidamente.
Peguei minha bolsa e fomos em direção ao hospital, eu estava com muitas saudades de Eliza, mas eram tantas coisas na minha cabeça que eu havia me esquecido, mas mesmo assim, eu gostaria de conversar com ela, sobre tudo que aconteceu.
Notas finais
Poderiam fazer recomendações? Quem sabe eu não poste mais cedo? AHEUAHEAU. Kissus '3'
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