A manhã seguinte, além de uma chuva torrencial, trouxe consigo o peso residual da noite anterior. Bella não se preocupou em descer para o jantar; após o banho, encastelou-se em seu quarto e sequer apareceu no andar térreo, nem mesmo para cumprimentar Charlie. Este, por sua vez, chegou da delegacia exausto, com o rosto marcado pelo cansaço de um longo turno. Apesar de visivelmente chateado, ele se deu por vencido, preferindo não confrontar o isolamento de minha irmã para forçá-la a se juntar a nós.

Limitamo-nos a comer as sobras do jantar passado enquanto papai me questionava sobre o primeiro dia. Mencionei a burocracia com Kate, o uso do mapa que ele separara para mim e a gentileza de Alec. Evitei citar os Cullen ou interrogá-lo sobre o assunto, como havia planejado; a ausência de Isabella e seu estado mental esgotado pairavam sobre a mesa como a neblina lá fora, tornando o clima denso demais para curiosidades.

O segundo dia de aula foi apenas uma repetição menos dramática do primeiro. O estacionamento continuava cheio, mas o ronco da nossa picape já não causava tanto efeito; o espetáculo da novidade havia expirado. Isabella ainda caminhava encolhida e cabisbaixa, mas agora Eric, Jessica e Mike serviam como seu escudo social. Eu me juntei a Alec e Jane — que, conforme constatei, era bem mais quieta e observadora que o irmão. O dia seguiu o fluxo burocrático de nomes, resumos e matérias que eu já conhecia, tudo sob a sinfonia constante da chuva batendo nas janelas.

Os Cullen não apareceram. Nenhum dos cinco filhos de Carlisle esteve presente naquela terça-feira, e a falta deles não parecia ser sentida por ninguém, exceto por Isabella. Seus olhos disparavam para todo e qualquer canto da escola, como um cão farejando um rastro perdido. Parecia haver uma regra silenciosa em Forks: não se menciona aquela família a menos que seja estritamente necessário.

O dia arrastou-se, fosse pelo cansaço ou pela minha própria ansiedade. Durante o café, Charlie nos informara que Billy e Jacob se juntariam a nós para o jantar novamente; era noite de futebol americano e eles mantinham a tradição de assistir à temporada juntos. Eu ansiava por ver o caçula dos Black outra vez.

Como a habilidade culinária não era o forte do papai, estávamos desfalcados de bons insumos. Após a aula, Bella e eu nos direcionamos a um pequeno mercado algumas ruas ao sul da escola para garantir a refeição da noite. A loja parecia um grande galpão com uma acústica impecável, isolando-nos completamente do som da tempestade externa.

— Hoje foi um bom dia — comentei, tentando puxar assunto enquanto empurrava o carrinho. — Você pareceu mais ambientada. — Eu finjo bem — ela deu de ombros, sem desviar o olhar das prateleiras.

Seguimos para a seção de hortifruti. Em Phoenix, as tarefas domésticas culinárias eram majoritariamente minhas; Renée e Isabella concentravam-se na louça e na arrumação. Minha mãe, desde que se casara com Phil, vivia para a organização interna e seus hobbies que alternavam semanalmente.

— O que você achou dos Cullen? — sussurrei, assim que ela se posicionou ao meu lado para escolher os tomates.

Talvez o supermercado não fosse o local ideal, mas temi não ter outra oportunidade de encontrá-la desarmada. Cuidei para que meu tom fosse oitavas abaixo do habitual, evitando que as "filhas do Chefe" virassem a fofoca da manhã seguinte. O olhar que recebi foi de total alívio; Isabella sempre fora um livro aberto e, naquele momento, ela enxergou meu questionamento como uma tábua de salvação.

— O mais novo deles, Edward, é minha dupla na aula de Biologia — confidenciou, com a voz tensa. — Ele agiu de forma estranha, como se eu tivesse um mau cheiro ou algo assim. Praticamente fugiu de mim. Na secretaria, quando fui entregar a papelada, vi que ele estava tentando trocar de turma.

O relato era desconexo, sem fundamentação lógica. Ela narrava uma cena de repulsa inexplicável que, embora se conectasse aos olhares do refeitório, continuava sem sentido. Um rancor profundo por uma completa desconhecida.

— Eles me causam arrepios — admiti, mordendo a parte interna da bochecha para afastar a sensação gélida que sentira na véspera. — As pessoas se comportam de forma diferente quando eles chegam. Isolados demais, diferentes demais... Ele chegou a falar com você? — Não trocamos uma palavra — confessou. — Mas ele ficou me encarando boa parte do tempo, percebi pelo canto do olho. Não senti medo, apenas... me senti mal, como se não fosse bem-vinda. — Ontem quis perguntar ao Charlie sobre eles, mas não tive chance. O comportamento daqueles cinco destoa de qualquer adolescente normal. Talvez fiquem isolados por opção própria.

Até o fim das compras, não tocamos mais no assunto. Não havia conhecimento de causa suficiente, apenas uma pessoa sentindo-se rejeitada e outra com uma incômoda premonição de perigo. O caminho para casa foi silencioso. Forks parecia tornar Bella ainda mais introspectiva. Descarregamos os suprimentos e ela disparou para o andar superior, enquanto eu me concentrava na cozinha. Eu preparava o molho caseiro quando meu celular notificou uma mensagem de Renée.

“Olá, meu amor! Como estão as coisas por aí? Conseguindo acompanhar os outros alunos?”

Respondi rapidamente, mencionando a lasanha e perguntando sobre Jacksonville, mas a mensagem sequer foi entregue. Conhecendo minha mãe, ela provavelmente esgotara os últimos dois por cento de bateria naquela mensagem. Viver com o telefone desligado era sua especialidade.

Às dezoito horas, Charlie entrou em casa com o uniforme encharcado e o mesmo semblante exausto. Ser xerife em uma cidade pequena não significava menos trabalho; as demandas por desaparecimentos ou ataques de animais eram constantes.

— Boa noite, querida — cumprimentou-me, beijando o topo da minha cabeça. — Lasanha, hum? Sua mãe sempre gostou muito.

Era óbvio que papai nunca superara o divórcio. Ele guardava datas, comidas favoritas e fotos de Renée espalhadas pela casa, como se esperasse uma reconciliação impossível. Conheceram-se em um acampamento em La Push; foram jovens e intensos, casando-se e engravidando com uma rapidez vertiginosa. Charlie, preso em Forks cuidando dos pais debilitados, nunca pôde oferecer a liberdade que Renée exigia. Em uma noite qualquer, ela partiu com Bella e eu nos braços. O divórcio veio um mês depois, deixando Charlie com o silêncio e as lembranças.

Meia hora mais tarde, o som do carro de Billy cortou o silêncio da casa. Papai, que já estava acomodado em sua poltrona empunhando uma cerveja, saltou para fora com a agilidade de um anfitrião caloroso. Ao abrir a porta para recepcioná-los, o vapor da chuva e o vento fizeram com que a casa fosse inundada pelo perfume que parecia ser a assinatura dos Black: cedro e terra molhada.

Dessa vez, foram eles que vieram até a cozinha me cumprimentar. Jacob trazia um fardo de refrigerantes e vestia uma blusa de lã preta que parecia lutar contra a envergadura de seus ombros largos. Ele aparentava estar mais animado do que em nosso primeiro encontro e sorriu abertamente ao me ver.

— Boa noite, Renesmee — foi o velho Billy quem se pronunciou primeiro. — O cheiro está uma delícia. Conseguimos sentir no momento em que descemos do carro. Qual o menu de hoje? — Estou preparando uma lasanha à bolonhesa — sorri, sentindo-me orgulhosa do meu reduto na cozinha. — Eu preparava essa receita em Phoenix quase todo final de semana. Achei que iriam gostar.

Ele agradeceu gentilmente antes de se retirar, manobrando a cadeira de rodas com a perícia de quem conhecia cada centímetro do imóvel. Charlie o seguiu, puxando uma conversa animada sobre o jogo daquela noite. Jacob permaneceu encostado no batente da porta: de costas para a sala e de frente para a cozinha. Parecia concentrado em me observar ajustar a temperatura do forno. Eu não sabia ao certo se deveria iniciar um assunto ou apenas fingir que não havia reparado em sua presença magnética ali. Para a minha sorte, ele foi o primeiro a quebrar o silêncio.

— Como foi o primeiro dia de aula? — Um questionamento amigável, como quem tenta quebrar o gelo inicial.

Em algum momento da infância, entre meus muitos verões em Forks, Jacob, Isabella e eu costumávamos brincar juntos, embora essa memória não estivesse tão bem preservada na minha mente. Bella, por ser a mais velha de nós três, provavelmente recordava-se melhor. Foram cinco anos longe; ele, assim como eu, já não se assemelhava em nada ao garotinho de nove anos, o que dificultava o resgate daquelas lembranças. Por um segundo, me peguei pensando em como teria sido se tivéssemos crescido juntos.

— Acho que já estamos deixando de ser a novidade — brinquei. — Uma ou outra pessoa ainda olha para nós como se fôssemos animais em exibição, mas, num contexto geral, o interesse parece estar diminuindo. — Você é uma Swan em Forks — ele deu de ombros, divertido. — Sempre será um evento para algumas pessoas. — É, você tem um ponto. — Apesar de não pertencermos a uma família rica, ser filha do chefe de polícia garantia um tipo peculiar de status. — Você também acompanha os jogos com eles? — Não muito, para ser sincero. Esse é o lance deles. — E qual é o seu lance, Jacob?

Ele soltou uma risada tímida, daquelas que damos quando somos pegos desprevenidos. De imediato, não compreendi sua reação e precisei de um segundo para ligar os pontos. Então, foi a minha vez de sentir o rosto arder; a pergunta soara perigosamente como um flerte.

— Me desculpa! — pedi, três oitavas acima do tom normal, tentando me corrigir depressa. Senti as bochechas queimarem com o acúmulo súbito de sangue. — Eu não quis dizer dessa forma.

Apesar da timidez, Jacob não parecia incomodado com meu desconcerto; pelo contrário, ele aparentava estar se divertindo com minha falta de jeito. Desviei nossos olhares por um momento, buscando um ponto qualquer na cozinha para me recompor.

— Tudo bem, Renesmee — disse ele, desencostando-se do batente da porta e aproximando-se de onde eu estava. — E, respondendo à sua pergunta: eu não sou um grande entusiasta de esportes em geral. Tenho concentrado minhas energias na oficina. Consigo uma grana extra e passo o tempo fazendo algo que realmente gosto. — E no que você tem trabalhado ultimamente? — perguntei, curiosa para entender o que ocupava a mente daquele garoto que parecia ter energia de sobra. — Estou montando uma Honda CL70 e uma Harley-Davidson Sprint — compartilhou com um entusiasmo contagiante. — Peguei as duas por um preço excelente em um ferro-velho e estou me divertindo tentando dar um jeito nelas. São peças raras, sabe? Precisam de cuidado.

— Uou! Então você gosta de motos? — Dei uma última olhada na lasanha que dourava no forno e me juntei a ele, que agora ocupava uma cadeira próxima. — Eu pilotei uma única vez em Phoenix, mas Renée me impediu de continuar na direção de uma, segundo ela, "máquina mortal de duas rodas".

Jacob soltou uma risada ruidosa, inclinando-se um pouco para trás. — Máquina mortal? — ele repetiu, divertido. — Bom, se você não for cuidadosa, elas podem ser. Mas nada se compara à liberdade de sentir o vento sem uma carcaça de metal ao seu redor.

Ouvir a risada de Jacob e seus comentários sobre o apreço pela velocidade fez eu me sentir estranhamente leve. O cheiro de comida no ar, a rouquidão de sua voz e aquele diálogo descontraído fizeram-me sentir em casa; não apenas dentro de uma construção, mas em um lugar acolhedor para onde você anseia voltar. Só me dei conta de que o encarava fixamente quando o barulho de Isabella adentrando a cozinha me puxou de volta desse transe.

Bella parecia uma lufada de ar frio que se infiltra pela fresta de uma janela: discreta, mas impossível de ignorar. Ainda trajada com as roupas da escola, sua aparência parecia mais pálida do que horas antes, se é que isso era possível. Seus olhos cor de chocolate, carregados por uma exaustão emocional evidente, miraram em nossa direção por um breve segundo. Houve um momento de silêncio absoluto. Jacob levantou-se da cadeira num gesto instintivo de cavalheirismo, mas sua postura mudou visivelmente. A descontração vibrante de antes deu lugar a uma cordialidade cautelosa, quase protocolar.

— Ei, Bella — cumprimentou ele. Sua voz soou um tom mais baixo e contido do que o que utilizava comigo. — Olá, Jacob — respondeu ela. Não havia energia em sua fala; cada palavra parecia exigir um esforço monumental.

Ela caminhou com uma lentidão incômoda até o forno, verificou a lasanha através do vidro e voltou-se para mim com um esboço de sorriso que não alcançou os olhos. — Parece ótima! — Já está quase pronta — informei, tentando manter a leveza. — Vou servir o papai e o Billy na sala e nossos pratos aqui na cozinha. Tudo bem para você?

Bella pegou uma garrafa de água e encostou-se no balcão oposto ao nosso. Ela não se juntou a nós no círculo de calor que havíamos formado ao redor da mesa. — Acho que prefiro comer no meu quarto — deu de ombros, desviando o olhar. — Tenho muito dever de casa para colocar em dia.

A essa altura, ninguém mais se surpreendia com a apatia de Isabella, e sua solicitação foi acatada sem questionamentos. Assim que o cronômetro disparou, ela serviu-se de uma porção generosa e desapareceu escada acima.

Jacob ajudou-me a servir nossos pais na sala e, em seguida, juntou-se a mim na mesa da cozinha. A refeição tornou-se uma atividade mais silenciosa, preenchida apenas pelo som da chuva no telhado e pelo ritmo calmo de Jacob, que parecia estar apreciando a comida com uma seriedade quase reverente. O clima havia se transformado em algo doméstico e sólido, como se estivéssemos compartilhando uma pequena trégua contra o mundo lá fora.

Solicito e proativo, Jacob não esperou que eu pedisse; logo após finalizarmos, recolheu os pratos com uma habilidade impressionante e coordenou a organização da cozinha. Segundo ele, esse era um gesto de agradecimento pela hospitalidade. Trabalhamos de forma sincronizada, em uma esteira rápida de processos; ele cuidou da lavagem, enquanto eu fiquei com a parte de secar e organizar cada peça. Ocasionalmente, nossas mãos se roçavam devido ao balcão estreito e nem mesmo as gotas de água gelada eram capazes de erradicar o calor corporal quase febril de Jacob.

Ao finalizarmos, direcionamo-nos para a sala, onde nossos pais bebiam café e contemplavam o minuto final do jogo. O time de Charlie havia se sobressaído ao de Billy, o que rendia piadas entre os dois.

— Ei, crianças — o velho quileute se pronunciou ao nos ver. — Renesmee, sua comida está oficialmente no meu top três de favoritos. Espero que você fique em Forks por um longo período, sim. — Estarei por aqui nos próximos dois anos, Billy — atirei um pequeno sorriso em sua direção. — A escola é um compromisso e tanto. — Por falar nisso, como tem sido a escola?

Repassei mentalmente os acontecimentos dos últimos dias, filtrando as partes úteis. Inevitavelmente, vi-me repassando a chegada dos Cullen ao refeitório, seguida pelos relatos de Isabella sobre o comportamento do filho mais novo da família, e não pude evitar o frio na base da minha espinha. Entendi que aquele poderia ser um bom momento para coletar uma opinião mais ampla.

— Todos são muito hospitaleiros. É uma excelente escola — dei de ombros, sem entrar em detalhes. — Sabe, todos são muito unidos, estão juntos desde a infância. Com exceção das irmãs Swan e dos filhos do Dr. Cullen; na verdade, eles parecem mais isolados que nós.

Houve um silêncio tão pesado que quase possuía forma física. A expressão do velho amigo do meu pai, assim como sua postura na cadeira de rodas, mudou, endurecendo ao assumir uma forma mais séria. A xícara de café que ele segurava deu uma batida seca contra o pires e seus olhos escuros fixaram-se nos meus.

— Os Cullen — o sobrenome saiu de sua boca quase como um aviso. — Eles não costumam mesmo se misturar com o pessoal de Forks e, tão pouco, têm permissão para frequentar a reserva. As pessoas mais velhas do nosso povo têm memória longeva; por isso, eles não são bem-vindos.

— Ora, seu velho tolo! — Charlie interveio, soltando uma risada curta. — O pai da família, Carlisle, é um dos melhores homens que já conheci. É um profissional brilhante e, no curto período em que está aqui, já salvou muito mais vidas do que qualquer um de nós pode contar. Isso sem falar dos filhos: são crianças super educadas, nunca se envolveram em qualquer confusão. Na reserva, vocês são supersticiosos; tiveram um mau pressentimento e o tomam por verdade.

— Ser alguém discreto não é o mesmo que ser uma boa pessoa, Charlie — retrucou Billy.

— São apenas pessoas mais reservadas. Estamos falando de uma família rica, bonita e influente — Charlie deu de ombros. — Não dê ouvidos ao Black, Renesmee. Os Cullen são cidadãos exemplares.

Olhei em direção a Jacob, talvez buscando algum tipo de desempate, mas seus olhos estavam voltados ao chão. O contraste de opiniões criou um abismo na sala e, mesmo confiando no julgamento do meu pai, havia algo no tom de Billy que me fazia sentir menos tola pelo sinal de alerta que os Cullen me causavam.

— As pessoas se comportam diferente na presença deles — comentei baixinho. — Algo na forma como agem não soa comum.

— Renesmee, eles estão apenas num patamar diferente do restante de nós — Charlie parecia quase ofendido. — Você veio de cidade grande, sabe melhor do que ninguém que a diversidade existe. Não se comporte como uma caipira, minha filha.

Billy abriu um pequeno sorriso em minha direção; não era cordial, havia uma sombra sinistra pairando sobre ele.

— Acho que já passamos da hora — foi Jacob quem cortou a tensão. — Charlie, Renesmee, vou levar o velho aqui para casa. Obrigado pela recepção.

Fomos até a varanda para nos despedir. Charlie parecia aliviado por deixar o assunto para trás, mas Billy ainda parecia me observar. Algo em sua expressão enviava um recado silencioso de que eu não estava louca. A chuva havia se tornado uma garoa fina e gelada. Enquanto nossos pais se despediam, Jacob parou ao meu lado, ombro a ombro, e o calor que emanava de seu corpo foi a única coisa que me impediu de tremer.

— Me desculpa pelo meu pai — ele disse. — Esse embate dos dois sobre os Cullen já dura alguns anos.

— Bom, tecnicamente, a culpa foi minha.

Jacob lançou-me um sorriso amplo que pareceu iluminar a escuridão da varanda. Ele tocou levemente meu braço antes de correr em direção à caminhonete de Billy. Fiquei lá por mais alguns minutos, observando as luzes traseiras se perdendo na névoa e me contentando com a promessa de nos encontrarmos novamente na sexta-feira.

O restante da semana foi tranquilo; os dias com a cor de chumbo predominante, a escola encaixando-se na rotina e uma Isabella cada vez mais silenciosa, consumida por conflitos internos que se recusava a compartilhar. Os Cullen não retornaram até o final daquela semana, e nem voltaram a ser assunto dentro de casa.