Notas iniciais
Ta demorei um pouco, mas aqui esta mais um cap. To tentando trabalhar com isso, mas tempo não me resta. E com o dia dos namorados chegando tenho uma surpresa a fazer. Esse cap é especial, espero que goste e preste atenção no que escrevi. Muita atenção.

Meu namorado é um Gato!

Quase não pude respirar antes dele me beijar de maneira tão feroz. Sendo sincera, por mais que tivesse em minha mente toda aquela ideia de ter mais gente na pensão, do barulho ruidoso do ranger da cama que poderia alertar alguém e a breve chegada de Angelica, não resisti em me entregar por completo naquele beijo. E não me julguem, estou a três anos morrendo de vontade disso e garanto que era muito melhor do que em qualquer uma de minhas imaginações. E mesmo que tentasse impedir, acreditava eu, que ele me domaria de uma forma ou de outra. Era maior e mais forte do que eu, por mais que não quisesse admitir, e ele parecia saber exatamente o que fazer para me manter quieta.

Meu coração estava mais que acelerado, meus braços rodeavam seu pescoço com determinado desespero, meu corpo tremia de desejo enquanto a boca dele dançava contra a minha. Respirar? Quem queria?! Sua boca devorava a minha enquanto suas mãos escorriam por meu corpo, descendo para baixo da blusa branca que vestia. Meu corpo queimava em cada lugar que ele tocava, era um desejo muito grande, ofegante e podem ter garantido eu não podia mais esperar. E o mais obvio de tudo, o que mais me incentivava a prosseguir era o simples detalhe de o desejo ser mutuo. Ele me queria, como eu o queria e esperava que sempre fosse assim.

Fiz ambos virarem, ficando eu sentada sobre seu corpo, as pernas abertas, uma para cada lado de seu corpo, ajoelhadas sobre a cama. Retirei a blusa e ele sorriu travesso. Não sei se isso estimulou ou se a vontade já estava grande o suficiente para agir como agi, mas antes dele dizer ou fazer qualquer coisa o beijei, igual ou mais intensamente do que fizera a poucos instantes atrás. Suas mãos voltaram a divagar sobre meu corpo, tocando meu ventre e minhas pernas, passando-me calafrios e arrepios, os quais obrigavam-me a aprofundar o beijo e apertar mais meu corpo contra o seu, arranhando-o no ombro.

Mordi sua boca de leve, puxando-a enquanto me afastava. Passei os beijos para sua mandíbula, descendo aos poucos até o pescoço, passando a dedicar-me a essa área. Tocava sua pele morena com meus lábios, um toque de leve, apenas um leve roçar que lhe passara um arrepio tão grande que mesmo eu, concentrada em seus grunhidos baixos, consegui notar. Sorri com a reação, procurando uma provocação maior, querendo levá-lo ao limite, ao ponto de suplicar pelo resto.

Arranhei seu peito com minhas ralas unhas, descendo as mãos por sua pele tocando perigosamente uma área próxima a suas pernas. Ele estremeceu com o ato e grunhiu um pouco mais alto. Mordi seu pescoço, uma pequena mordida que logo fora substituída por minha língua, que lambera devagar desde a curva de seu pescoço até perto de sua orelha, mordendo de leve o lombo da mesma. O arrepio foi maior dessa vez, suas mãos apertaram minhas pernas e com um movimento brusco nos fez virar, jogando-me na cama novamente.

Encarou-me, os olhos faiscando de desejo, e não creio que estava diferente dos meus. Com velocidade e desesperou, quase em transe, retirou minha calça e beijou-me, puxando meu pescoço, puxando meu cabeço com uma mão enquanto a outra tocava minha perna, puxando-a para seu quadril, rodeando-o. Não demorou muito para essa mesma mão deslizar de perto do joelho para a cocha novamente, tocando sua parte interna, tão próximo de minha intimidade que não consegui segurar o gemido que escapou. Suspirei, sua boca desceu por meu pescoço, passando-me calafrios a todo momento. Respirar estava ficando difícil, meu peito se encontrava com o dele a cada respirada enquanto sua boca descia mais e mais, deixando as marcas vermelhas e ligeiramente roxas em meu pescoço. Eu sabia para onde ele se dirigia, sua mão, que antes se encontrava em meu pescoço, desceu para trás de minhas costas, tocando o fecho de meu sutiã.

O som da porta nos assustou, tão repentino e imprevisto por nossas mentes já absortas no prazer do momento que no mesmo instante paramos. Não sei como tive velocidade de me vestir e entregar a roupa para ele se vestir também, retirando-a de dentro de minha bolsa, apenas sei que, quando a porta finalmente estava aberta e Angelica dentro do quarto já estava vestida e Brenndo com a bermuda. Coração na garganta, rosto completamente rubro e o corpo travado sobre a cama. Poderia ter sido pior.

- Atrapalhei algo? – questionou com um olhar confuso e atento. Meu rosto ardeu mais e neguei rápido com a cabeça, tentando forçar um sorriso. Brenndo se aproximou, abraçando minha cintura e apoiando o queixo em meu ombro, de modo despreocupando, esfregando de leve a cabeça em meu pescoço. Meu corpo todo se contraiu e se encolheu mais contra seu peito, sentia-me uma criança flagrada em seu momento de travessura. E que travessura! – Tem certeza, Luly?

- Sabe como é né... – murmurei voltando a minha pose descontraída ou pelo menos tentava. Ela sorriu de canto e jogou a mochila em um canto do quarto, pegou algumas coisas e foi até o banheiro. Obviamente levou a roupa, estávamos acostumadas a nos vestir dentro do quarto, saindo do banheiro apenas de toalha e colocando a roupa logo que fechávamos a porta. Mas Brenndo agora estava ali e nenhuma de nós duas, ou talvez só eu, arriscaria em vir apenas de toalha para o quarto.

Estranhei, todavia, o fato dela não ter perguntado nada sobre como tinha colocado Brenndo aqui dentro, sendo que todos ainda estavam de pé quando vim pra cá. Sem falar do pequeno detalhe das orelhas e do rabo do garoto, que não tinham sido escondidos durante toda a confusão. Brenndo, no entanto, não me deixara pensar muito no assunto enquanto Angelica estava no banho. Tão rápido quanto pode quando viu ela sair, me deitou na cama novamente, distribuindo caricias por meu pescoço e meu ventre, fazendo-me rir as vezes pelas cócegas. Se todos os dias fossem assim...

Passou vários minutos quando Angelica novamente retornou, já vestida, se preparando para sair novamente. Na hora, esqueci-me completamente da primeira pergunta que faria e apenas me concentrei em uma:

- Vai sair de novo? – questionei, virando minha cabeça para cima o máximo que conseguia para encará-la. Ela já se encontrava perto da porta, pronta para sair levando a chave junto. Sorriu e piscou um olho pra mim.

- Não vou ficar aqui segurando vela e vendo vocês dois se comendo aí. Aproveita Luly. – e então saiu. Juro que na hora me bateu aquela vontade de rir, aquele sentimento gostoso de que realmente era verdade. Aproveitar esse carinho que sempre quis ter não era algo que negaria muito fácil, e ter alguém atrapalhando não seria algo que eu realmente desejasse.

Não pensei mais, deixei que ele me beijasse como queria, tocasse como queria. Apenas deixei rolar, o clima quente e aconchegante que tenho certeza que ele também aproveitava. Talvez, eu apenas estivesse me iludindo, talvez todos tivessem razão e isso não desse certo, talvez eu fosse a única apaixonada por aqui, talvez ele só quisesse me usar pra isso, pra ter prazer carnal, e eram muitos talvez que comiam minha mente e as vezes me deixavam louca. Mas querem mesmo saber? Não sou do tipo que nega as coisas, nunca soube dizer não e por mais que queira aprender sei que isso não aconteceria agora.

Ele estava ali, eu tinha certeza que o amava mais que ninguém, apesar de ter detalhes contra nosso relacionamento, apesar de eu ter feito várias coisas que pudessem magoa-lo, apesar de ainda não saber como retribuir ou mostrar o carinho que ele já tinha me brindado mesmo de longe, eu bem sabia que devia mais a ele do que a qualquer outra pessoa que pudesse pensar. Ele poderia não saber, porque nunca lhe contara, porque nunca soube como contar, que ele sempre fora o motivo de meu sorriso, sempre fora quem me tornou o que sou, se tenho força é por causa dele, se desejo continuar é por causa dele.

Não sei bem como explicar, mas eu não estaria onde estou se não o tivesse conhecido, teria terminado contudo aos quinze anos de idade. Todavia, ele realmente aparecer, me dera a mão mesmo estando longe. Pelo menos, sempre fora a ideia que tive, sempre fora o que conseguia ver dele. Nunca o vi como uma pessoa má, apesar de muitos me disserem que poderia ser, apesar de as vezes tentar me convencer disso, sempre me sentia bem ao saber coisas sobre ele, por mais que me negasse isso.

Eu quis mostrar a ele tudo que sentia, eu realmente o amava, não parava de pensar nele, seu nome ocupava minha mente, me preocupava com seu bem estar, eu enlouquecia por causa dele! Eu quis parar, quis me afastar. Era um jogo perigoso, me entregar desse jeito era um risco que não queria pagar de novo, não queria chorar por alguém de novo. E essa pessoa seria a ultima por quem choraria, porque, sem quem me mantêm de pé do meu lado o que mais poderia fazer? Eu precisava de alguém pra quem pudesse me dedicar, entregar todo esse carinho que tinha. Escolhi uma pessoa errada da ultima vez, nunca me deu valor... Talvez ele fosse a pessoa certa, mas como poderia ter certeza?

Tentei me afastar, tentei não sentir saudade, pensando que as vezes que ficávamos longos períodos de tempo sem conversar, as vezes que, apesar de poder, não nos falávamos em um dia, eram dolorosas só para mim. Sentia medo, de falhar novamente, de cair novamente. E esse medo as vezes se apoderava de mim, quase me convencendo de que ele apenas brincava comigo. Mas... Como sempre, passava o tempo e eu apenas me sentia mais... dependente dele. Dependia de seu sorriso, da sua voz, do seu “te amo”. Não sei porque, mas estava a cada dia mais apaixonada por ele e ele nem precisava me tocar para isso.

Suas palavras podiam ser todas mentiras, mas eram no que eu mais acreditava. Chamem-me de louca, entretanto, passei a acreditar que preferia me entregar mil vezes até encontrar alguém que merecia todos os sacrifícios que fazia por alguém do que não me entregar a ninguém e viver sempre desconfiando de tudo e todos, sem realmente viver. Talvez eu estivesse enganada sobre ele, mas... como saberia se não tentasse.

Fiz ambos se virarem sobrem a cama, deixando eu por cima dessa fez. Já me encontrava cheia de marca sobre o peito despido, a calça mal posta ao igual que seu short e o coração a mil. Tanto seus olhos como os meus se encontravam recheados de puro prazer, mas eu queria dar-lhe mais. Era meu jeito, sempre queria dar mais carinho do que recebera, e ele tinha me feito ter tantos agora, quando o deixei fazer o que bem entendesse que agora era minha hora de retribuir. Beijei seu pescoço, o lambi até perto de sua orelha, sentindo suas mãos deslizarem por minha cintura, descendo ao quadril, apertando-me onde podia. Desci os beijos, arranhando seu peito, tocando os lábios onde podia, mordendo ligeiramente sua pele, tentando deixar as marcas que mostraria que ele era meu, como eu bem queria. Desci e desci até chegar a um ponto sensível de seu corpo, já tensionado por conta do que estava acontecendo.

Muitas meninas tinha nojo do que fazia, não aceitavam, mas eu não vi mal algum. Não via problema se isso dava prazer ao meu parceiro, a quem estava comigo. E me deleitava com seus grunhidos, com a reação de prazer de seu corpo. Isso era uma das coisas que sabia fazer, que tinha certeza que dava certo e ele aproveitava. Quando parei, limpei a saliva da boca e me abracei a ele, escondendo meu rosto em seu peito enquanto ele me abraçava com força. Sua respiração ainda era rápida, e eu estava gostando de sentir seu coração bater tão violentamente contra o peito.

- Te amo, meu anjo. – sussurrei dando-lhe um beijo, tentando passar o que sentia. Sabia que não poderia falar, com todas as palavras, todos os medos, inseguranças e desejos que tinha, por mais que quisesse, mas pelo menos queria poder dar a ele tudo que queria. Abriria mão de todos os meus sonhos para que o que sonho com ele fosse verdade. Como dizia na musica de Charlie Brown:

“Difícil não lembrar o que nunca se esqueceu

É fácil perceber que seu amor é meu.

Eu quero estar amanhã a seu lado quando você acordar

Eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar

Eu quero um sonho realizado uma criança com seu olhar”

Talvez essa musica, nessa parte, fosse o que mais decifrasse o que sinto por ele, o que quero com ele...

Notas finais
Ok, ficou um pouco caliente, mas acho que esta bom. Espero comentários, seja onde for ^^.

Bjão!!