Meu NÃO inocente amor
2 Manter minha compostura será difícil
Notas iniciais
Não vejo motivo para lhes corresponder.
Passo ao redor deles lentamente, como se nada estivesse acontecendo, ignorando-lhes completamente. Mas antes que eu conseguisse me livrar daquela confusão, sinto uma enorme força bruta agarrando-me o braço direito que me impede de avançar.
Olho para trás e vejo quem está bruscamente segurando o meu braço, é aquele garoto de olhos cinzas e palavras frias, como quando você liga o chuveiro de manhã para tomar um banho quente mas a água fria te engana fazendo você congelar em vez de sentir um calor acolhedor, e ele provavelmente é o mais arrogante dos três.
Suspiro.
— Por favor, me solte!. Não falo muito alto mas o meu tom de voz foi forte o bastante para fazer-lo recuar. — Eu quero voltar para o meu lugar, então me solte.
Pensei que ele iria me soltar, mas de um segundo para o outro a força que apertava o meu braço esquerdo aumentou drasticamente.
— I...Isso dói!!! Digo com a voz falha.
Assim ele irá quebrar o meu braço!!!
— Não irei te soltar, por que eu deveria? Ele diz com um tom de deboche.
Eu não vou perder a paciência.
Respiro fundo e digo. — Agora!!! Minha voz foi alta o suficiente para percorrer toda a sala. — Não irei pedir outra vez, me solta agora.
Todos da sala estão nos olhando, acho que não sou bem vindo aqui.
A dor no meu braço vai diminuindo. Ele me solta, enquanto olha para os próprios pés, depois que ele me solta ele começa a apertar as mãos bem forte como se fosse dar um soco em alguém.
Tenho que sair daqui.
Antes que qualquer um dos meus músculos reagissem aos comandos do meu cérebro de me mover, vi a mão do garoto de olhos cinzas subir até o meu pescoço e o senti apertar tanto o meu pescoço que parece que meu pescoço irá quebrar.
Tento tirar suas mãos do meu pescoço me debatendo mas falho miseravelmente, então tento escapar das mãos dele de outro jeito, andei pela sala tentando de tudo para escapar. E acabo empurrando ele contra uma mesa vazia que estava próxima de nós, logo em seguida ele se senta em cima da mesa pelo impacto, mas mesmo assim ele não me solta.
O que eu faço? Sei que ele não vai me matar... Mas nada o impede de tentar!!! Como eu poderia escapar sem machuca-lo muito?
Entendo o que tenho que fazer, vamos ver qual será o resultados das minhas ações, não sei se dará certo mas não custa nada tentar. Paro de me debater.
— O que foi? Desistiu? Ele diz com um tom de pena. Depois disso ele começou a aumentar a força pouco a pouco me empurrando para trás, a frente dele havia a mesa do professor.
Ótima para ser usada como um local de estrangulamento.
Ele me faz bater na mesa do professor, as mesas de professores normais já são extensas, mas as mesas de professores dessa escola é exageradamente enorme chega até ser um pouco maior que minha cama de solteiro, dá até para dormir aqui.
Com uma força incrível ele me faz deitar na mesa e sobe em cima de mim me enforcando cada vez mais forte. Com o oxigênio limitado vai ser difícil tentar completar o meu plano sem nenhuma falha. Não sei se consigo falar mas vou tentar.
— Me... Me sol... Ta. Digo com a voz totalmente sufocada Ele me encara e depois diz friamente.
— Não vou te soltar, mas posso diminuir a força para você poder falar. Ele me olha seriamente.
A força diminuía cada vez que eu respirava fundo é tão bom ter ar circulando nos meus pulmões sem nenhuma interrupção. Não parece que ele irá sair de cima de mim e me deixar ir pacificamente para o meu assento.
Então vamos colocar o meu plano em prática.
— Cof, cof, cof, cof... Qual? Digo tossindo várias vezes.
Ele me olha com um olhar meio estranho, parece que ele não entendeu.
— Qual o que? Ele diz intrigado.
Por que ele está apertando o meu pescoço levemente? Talvez ele esteja contendo a própria força? Ótimo será mais fácil para ele intender o que eu quero falar!
— Qual... Qual o seu nome? Digo com uma voz baixa e séria.
— Meu nome? Ele diz surpreso.
— De quem mais seria? Você é o único que estou vendo em cima de mim.-Sim. Digo rapidamente.
—Kousuke Daichi, por que? Ele diz calmamente.
Abro um pequeno sorriso.
— Daichi, me solta ou eu irei te machucar. Digo contendo o pequeno sorriso.
— Me machucar? Você não tem coragem! Ele diz debochando do que acabo de falar.
Ok... Se preferi assim, assim será.
— Não irei falar de novo. Ago...
— Cale-se. Ele diz interrompendo-me e depois tirando sua mão esquerda do meu pescoço.
Não quero o machucar, mas a outra opção de deixa-lo continuar com isso é um saco. Viro meu rosto de leve para a mão esquerda dele que está apoiada na mesa, depois volto a olha-lo com o olhar mais penetrante que consigo. Ele vacila o olhar por alguns segundos, depois volta a olhar para mim com uma expressão facial estranha.
Vamos lá.
Desvio o meu olhar do olhar dele e concentro toda a minha atenção no braço esquerdo dele.
Vamos Ren pense em algo delicioso, ele é uma maravilhoso oniguiri mandão que precisa ser educado, só isso... Você não é nenhum um canibal nem nada do tipo, nesse momento ele não é um humano ele é um ONIGUIRI.
Um, dois e... Três.
Abro a boca e fecho os olhos, e mordo o braço dele com força, como ele está com o uniforme vestido da maneira certa o casaco atrapalha minha mordida de ir setenta por cento. Ele sentirá uma pequena dor, mas não sei se será o suficiente para fazê-lo me soltar e sair de cima de mim.
Saia logo de cima de mim!
— Agrr...
O ouço fazer um pequeno sinal de dor, mas ele se recusa a me soltar.
— Não deixe marcas no meu corpo, idiota. Ele sussurra.
Tento aumentar a força da minha mordida.
Um hora ele terá que me soltar, enquanto ele não soltar vou aumentar a força da minha mordida que gradualmente doerá mais.
— Eu falei para não deixar marcas!!! Ele grita soltando o meu pescoço.
Agora que ele soltou o meu pescoço tenho certeza que ele concentrará toda a sua atenção em seu braço que está sendo mordido por mim no momento. Mas sinto muito, até que você saia de cima de mim me recuso a te soltar.
— Sairei de cima de você se você me soltar. Ele diz com um olhar fumegante.
Até parece. Seu olhar me diz o contrario.
Nego com a cabeça.
— Então é isso? Você é masoquista? Ele pergunta aparentemente interessado. — Então você é desse tipo... Interessante, vamos brincar então!
Ele leva sua mão direita até a minha cabeça e puxa meu cabelo com força, e provavelmente mantendo o pensamento de arrancar todos os fios, e no final me deixando careca.
Dói muito, quero solta-lo mas não vou!
— Que resistência incrível! HaHa, que tal um pouco mais forte? Ele diz mais casualmente do que com suas outras ofensas.
Dói, dói, dói, dói. Mas não irei solta-lo, dói muito... Não irei solta-lo, dói mas tenho que ser persistente. Não importa o quanta força ele colocar, eu tentarei aguentar essa dor momentânea.
— Sem reação? Que chato. Ele diz imitando a voz de uma criança. — Assim você me deixa triste, estou me esforçando tanto para te satisfazer.
Que criança! Mas talvez eu prefira os delinquentes desta escola do que os da minha antiga escola, mesmo assim todos tem os mesmos atos estúpidos de praticar violência por puro prazer.
Minha cabeça está doendo, sinto como se estivesse sendo agredido com um cano de ferro. Tanta dor por somente tê-lo quase arrancando os cabelos de minha cabeça... Dói.
Sinto meus olhos lacrimejarem.
— Daichi, já chega... Olha como ele parece patético, e o professor vai chegar em breve, se ele te ver em cima da mesa dele ele mata os dois. Diz com uma voz desinteressada.
O garoto de cabelos castanhos e olhos verdes fala olhando para mim e depois para o Daichi. Ao ouvir essa ordem o Daichi me solta sem nem piscar.
Quando sinto a dor se cessando aos poucos o mordo cem por cento como se estivesse dando um aviso prévio de não me toque, e depois de dois segundos mantendo a força de cem por cento eu o solto.
— Que saco, você é um saco Takimura. Ele sussurra.
Ele sussurra esses insultos graciosos e depois sai de cima de mim.
Sinto meus pulsos e pescoço latejarem e minha cabeça dói tanto que sinto como se fosse explodir.
— Você está com raiva? Ele diz com uma expressão de pena.
Que engraçado, não sinto vontade nenhuma de bater nele. Só não quero ficar perto, ele parece ser bastante bipolar.
— Não se preocupe Daichi, eu sou acostumado a cuidar de crianças. Digo com calma e confiança. — Se me der licença.
Meu corpo dói, será que essa dor irá se cessar? O Daichi está perto de mim, mas sinto como se mais longe eu ficar dele menos machucados eu terei.
Dou alguns passos em direção ao meu assento, e quatro foi o máximo de passos que me foi permitido dar.
Antes que eu pudesse continuar alguém me agarra pelo braço bruscamente me obrigando a encara-lo.
— Daichi? Digo confuso. — Você ainda não termi...
Antes que eu pudesse terminar sinto uma grande força atingindo o meu estômago.
— Blugrr.
Sinto como se minhas tripas estivessem saindo pela minha boca.
— Como se atreve à me responder desta forma? Ele diz com um tom de fúria. — Irei acabar com você!
Ai meu estômago... Esse foi um dos socos mais fortes que eu já recebi no estômago!
— Eu disse chega, ou além de estúpido você seja surdo? Takimura diz furioso. — Não queremos problemas com o professor então colabore!
O Daichi solta meu braço como se não tivesse outra opção. Minhas pernas não aguentam e me vejo obrigado a ficar de joelhos, mas estou com tanta dor que não tenho forças o suficiente para começar uma nova discussão.
— Cof, cof, cof, cof... Continuo tossindo como se estivesse com algo preso em minha garganta. — Cof, cof, cof.
Escuto murmúrios por toda a sala, mas ninguém teve a amabilidade de vir me ajudar.
— Mas ele estava se achando de mais! O tom dele possui um tom de superioridade. — Acho que ele merece coisa pior do que só um soco, o lugar dele não é aqui.
Pare de choramingar e me dê um remédio para dor.
— Cale-se, tudo que está nesta sala me pertence e quando eu mando você parar, você para. Takimura diz olhando para todos na sala. — Tudo, até mesmo o novato.
Que arrogante.
— Cof, cof... Q...Que arrogante. Digo olhando para o teto da sala.
Uau é realmente iluminado aqui.
— Você acha? Takimura diz levantando uma de suas sobrancelhas.
Que droga pensei alto.
— Por que? Ele diz se aproximando.
Ele se aproxima e se agacha na minha frente.
— Por que novato? Ele diz com um olhar afiado como uma faca.
Que intenso... Não vejo a razão por toda essa fúria através de somente um simples olhar .
— Por... Porque cof, cof, cof... Porque você está tentando cof, cof, cof, cof. Começo a tossir cada vez mais forte e alto.
Quando olho para mão com a qual eu usei para cobrir a boca á vejo coberta de sangue.
— Cof, cof, cof... San... Sangue? Digo com dificuldade.
Dói toda vez que eu começo a tossir. Agora sim, digo com toda a certeza, não quero mais discutir com ninguém... Será que é difícil só um pouquinho de paz por aqui?
— Nossa, você é tão frágil quanto uma garota. Takimura diz com um sorriso deslumbrante.
Estou me sentindo muito enjoado, acho que vou vomitar.
— Cof, cof, cof, cof.
Me levanto, tossindo seguidamente. Corro em direção a porta da sala rapidamente, mas esbarro em alguém ao chegar nela.
— Pro... Professor? Digo surpreso. — Cof, cof, cof, cof, cof. Começo a tossir loucamente na frente do professor, e cada vez que eu tossia mais sangue na minha mão aparecia.
— De... Des... Desculpe-me. Digo franzindo a testa por causa da dor.
Faço uma curta reverência por educação e continuo a correr, só que agora em direção ao banheiro.
— O que está acontecendo? Por que ele está tossindo sangue? Respondam!?
— Professor, acalme-se. Só ensinamos para ele o que ele precisava aprender.
— Cale-se Daichi... Você ainda não entendeu? O próprio diretor o testou e acabou aceitando a admissão dele nesta escola.
— O diretor?! Deixe de falar tolices.
— Não se confunda criança, eu nunca brincaria com o nome daquele homem. Escute com atenção não só você mas todos que estão nesta sala, não precisa trata-lo bem só o deixe em paz, sei que ele não irá incomoda-los.
— Sim professor!
— Não faça careta!
—Sim... Professor.
Estou correndo o mais rápido que eu posso para não vomitar sangue e sobras do jantar nos corredores. Em fim chego no banheiro.
Porque todos os lugares aqui parecem cômodos de um castelo? Para quê quinze pias em um só banheiro só?
Meu instinto me faz para de pensar bobagens, e corro para o vaso sanitário mais próximo. Coloco tudo o que tem no meu estômago para fora sem nenhuma resistência.
Isso sim é uma sensação horrível.
— Que fome... Agora nem sei mais se tem tripas no meu estômago. Digo fazendo biquinho. — Hahaha.
Aah... Acho que tem!!! Uma bala no meu bolso... Isso!!!
Remexo bem fundo no bolso da minha calça e encontro uma pequena bala de caramelo que recebi pela manhã de Mika uma das crianças do orfanato.
— Um pequeno alivio para o meu estômago vazio. Digo tirando o plástico que envolve a bala numa rapidez insana, e a coloco na boca.
Ainda não tinha pensado nisso mas aonde é que fica a enfermaria? Parece que eu a visitarei muito até que as pessoas daqui se acostumem comigo.
— Espero que eu não me machuque muito. Digo caminhando até a secretaria. — Prefiro não brigar, mas parece que irrito muito as pessoas que não me conhecem com somente a minha presença, sinto muito por elas mas não há nada que se possa fazer com esse assunto tão "Delicado".
Pensei alto outra vez... Está frequente ultimamente.
Chego a secretaria e pergunto o caminho da enfermaria a uma senhora que é a única que está na secretária neste momento. A pele da senhora é clara e ela está vestida com uma roupa social toda branca e seus cabelos são loiros e seus olhas são pretos escuros como a noite, ela não parece jovem e muito menos velha, digo ela está bem conservada.
— Licença, poderia me dizer aonde fica a enfermaria?
— Por que? Está doente? Ela diz sorrindo vagamente.
— Não, estou só com uma dorzinha no estômago, nada de mais. Digo sério
— Hm... Ok, então decore, suba essas escadas e vire a esquerda, siga reto depois suba as próximas escadas e no final das escada fire a direita. Ela diz rapidamente e friamente.
Ela está me testando?
— Claro, suba essas escadas e vire a esquerda,siga reto depois suba as próximas escadas e no final das escadas vire a direita. Digo com um tom sereno. — A senhora é uma professora?
— Sou sim, por que pergunta? Ela diz intrigada.
— Apenas deduzi, a senhora tem jeito de professora. Digo olhando levemente para os cabelos dela. — Só isso.
— Entendo. Ela diz me olhando de cima a baixo tentando me decifrar.
Está me analisando?
— Se me der licença, seguirei o meu caminho. Digo fazendo um pequena reverência.
Me retiro da secretaria e vou em direção a escadaria mais próxima, depois subo lentamente a escadaria, viro a esquerda e continuo o caminho reto, subo mais escadas e viro a direita.
E lá está, o lugar que provavelmente será o lugar mais visitado por mim esse ano.
Dou algumas batidinhas na porta e alguém a abre rapidamente.
— O que deseja criança?
Um homem abre a porta.
Ele se parece com a professora que estava na secretaria, seus cabelos loiros são idênticos mas os olhos dele tem uma cor autêntica de preto claro, pessoalmente digo que são lindos fazendo sua aparência ser completamente deslumbrante.
— Poderia me dar um remédio para dor de estômago, e outro para dor de cabeça? Digo seriamente.
Que pessoa bonita... Quer dizer, aqui todos são lindos mas até o enfermeiro? Na minha outra escola a pessoa encarregada da enfermaria era uma gentil senhora de sessenta anos, ela era sempre gentil ao cuidar dos meu "Ferimentos" causados por nada menos que meus colegas de classe.
— Entre. Ele diz num tom severo.
Ele sai da entrada e abrindo espaço para mim, eu entro na enfermaria e vejo ele procurar algo em algumas pratilheiras.
Pelo que pude ver ele pega vários remédios e depois os trazem até mim.
— Escolha dois remédios. De um tom severo sua voz foi para um tom de frieza eterna.
O que significa isso? Algum tipo de teste? A professora fez um bem parecido, o que será que eles querem provar? Isso é suspeito mas aceitável.
— Claro... Se é assim, pegarei esses dois. Digo olhando para os remédios da minha escolha e depois os pegando.
Ele encara os remédios da minha escolha por um tempo e depois olha para mim fixamente.
— Você escolheu os mais fortes que ofereci, está realmente sentindo tanta dor assim? Ele diz com um tom preocupado e com os olhos arregalados.
Que surpresa, talvez haja alguém sensato aqui.
— Sim, mas se eu tomar os remédios me sentirei melhor. Digo calmamente. — Obrigado. Digo sorrindo.
Ele está totalmente boquiaberto.
Mas que reação interessante.
— Por... Por nada. Ele diz surpreso me olhando.
Depois disso ele corre de um canto para o outro e depois volta com um copo cheio d'água e o direciona a mim, eu o aceito depois de tirar os remédios de suas respectivas caixas. Pego os comprimidos que necessito e os levo até minha boca e bebo três goles até sentir que a água os levou por completo.
— Obrigado. Digo com um sorriso simples.
Tenho que ir, talvez o professor me deixe entrar na sala e assistir a aula.
— Você realmente se parece com ele... O enfermeiro diz sorrindo mas com um olhar muito doloroso.
"Ele"?
— "Ele"? Digo curioso. — Quem seria "Ele"?
— Haha... Ele tenta disfarçar o nervosismo com uma fraca risada. — Não sei, só estava pensando alto.
Não precisava ter fugido do assunto assim... Isso com certeza parece um pouco suspeito! Mas por enquanto observarei atentamente.
— Ok, então seguirei o meu caminho. Digo sem nenhuma expressão facial. — Outra vez, obrigado pela ajuda e bom trabalho para o senhor. faço uma reverência mostrando respeito.
Caminho até a porta que já está aberta e saio da enfermaria, percorro o mesmo caminho que vim até aqui e andando bastante até chegar na porta da minha sala. Quando chego ouço a voz do professor através da porta.
Será um desperdício atrapalhar, mas não tenho escolha.
Bato duas vezes na porta e ouço a voz do professor se cessando pouco a pouco. Alguém abre a porta sai e a fecha.
— Então? O professor diz com um olhar frio e com um tom de voz assustador. — Qual é a sua desculpa?
— Fui ao banheiro depois fui a enfermaria para pedir remédio para dor no estômago e dor de cabeça. Digo olhando o professor diretamente nos olhos. — Não é uma desculpa, foi o que realmente aconteceu.
— Que situação problemática! Ele diz colocando a mão no rosto sacudindo levemente a cabeça como se estivesse negando algo. — Espero que não tenha uma próxima vez, entre.
O professor abre a porta e entra, logo em seguida eu faço o mesmo, fecho a porta e caminho devagar até o meu lugar.
Sinto todos me olhando feio, de alguma forma é desconfortável... Aaah que se dane, pelo menos poderei assistir a aula.
Sento em meu assento e assisto a palestra que o professor está apresentando.
O sinal toca nos informando que a aula já acabou e todos começam a sair da sala um por um.
Estava tão entretido com a aula que nem percebi o como o tempo passou rápido.
— Que fome... Quero comer alguma coisa gostosa mas é bem possível que quando eu chegar em casa o cansaço ganhe da fome. Digo dando tapinhas na meu abdômen.
— Hahaha, você está com fome? Alguém diz depois de dar uma leve risada.
— Sim, estou com muita fome... Por que pergunta? Digo me virando desanimadamente.
— Você aceitaria este pedaço de bolinho de arroz caseiro? Ele diz olhando ao redor. — Ah... Meu nome é Michimia Arion muito prazer.
Isso é suspeito mas é comida e eu não posso negar.
— Sério? Então eu aceito. Digo sorridente. — Obrigado.
Pego o bolinho de arroz.
— Por nada... Mas espero que você tome cuidado, todos aqui fazem o que querem sem se importarem com os resultados... Até mais. Ele diz com um tom de voz exitante.
Logo em seguida ele sai da sala e fica somente eu, depois de ver ele saindo eu como meu bolinho e termino de arrumar minhas coisas. Depois saio da sala e caminho bastante até sair da escola. Após sair da escola vou em direção ao ponto de Ônibus que no momento se encontra vazio.
— Agora é só esperar.
Sempre reflito sobre os meus dias mas não quero refletir sobre hoje.
O ônibus chega rapidamente, entro no ônibus e sento-me em um dos assento livres perto da saída.
Como um passe de mágica chegamos rapidamente.
Desço do ônibus e atravesso a rua e caminho um pouco até chegar no orfanato aonde eu vivo. Caminho devagar pela entradinha do orfanato, abro a porta e entro. Quando entro vejo diretor do orfanato sentado no sofá com um livro de estorias nas mãos rodeado de crianças, e as crianças estão prestando atenção atentamente. Depois de observar por alguns segundos me junto a algumas crianças que estavam sentadas no chão e escutamos as estoria atentamente até o final.
— Uau... Agora sim eu durmo como um bebê. Digo sorrindo de orelha a orelha.
— Bem vindo!!!
Acabei de ouvir uma das coisas mais lindas do mundo, tanto as crianças quanto o diretor do orfanato me recebem com um lindo coral musical dizendo bem vindo.
— Cheguei. Digo sorrindo ainda mais.
Estou cansado mas essa recepção foi como musica.
— Estou cansado,vou ir dormir. Digo me levantando do chão. — Até amanhã de manhã pessoal.
— Mas já? O direto diz se levantando do sofá e indo calmamente para perto e mim.
— Sim, estou cansado... Preciso descansar é só isso. Digo baixinho.
Desculpa diretor eu não posso dizer que fui agredido no meu primeiro dia de aula em uma escola nova. Apesar de ter tomado os remédios mais cedo a dor no meu estômago e na cabeça ainda continuam.
— A gola do seu uniforme esta para cima, deixe-me conserta-la. Ele diz levando suas mãos ao meu pescoço.
O que eu faça agora? Não posso deixa-lo ver as marcas no meu corpo... Tudo menos isso.
— Isso... Isso não é nada de mais, eu que a deixei assim. Digo com um nervosismo transparente na voz colocando minhas mãos no meu pescoço.
—Ok então. Ele diz abaixando as mãos desconfiado.
Ufaa, essa passou perto. Ele provavelmente ficaria terrivelmente preocupado com as marcas no meu corpo, e também nunca iria passar pela mente dele que no meu primeiro dia eu quase morri sufocado.
Saio da sala e viro a direita indo para o corredor, depois vou até a última porta do corredor o meu quarto. abro aporta e encontro Shun em cima da minha cama to esparramado.
— Oi Shun, preguiçoso como sempre não é? Digo carinhosamente.
— Miau... Miau.
Ai que fofo.
Vou até a minha cama e o pego no colo.
— Lhe deram comida depois que eu sai? Digo esperançoso olhando para a tigela do Shun no canto do quarto.
— Miau.
A tigela está vazia mas parece que ele acabou de comer, ainda ha rastros de comida na tigela e em volta da boca do Shun está um pouco suja.
— Você é um comilão Shun, haha... Digo colocando Shun de volta na cama.
Fiz de tudo para não deixar o Diretor do orfanato ver as marcas no meu pescoço e também estou tentando não pensar muito nas marcas dos meus pulsos que estão latejando e... Meu estomago ainda doí fazendo com que todas as dorezinhas parecerem brincadeira.
— Vamos lá!!! Digo me encarrando. — A pior parte vem agora.
Aiaiai.
— Tomar banho vai arder minhas marcas mais do que já está!
Tenho um quarto só para mim por ser o mais velho entre nós órfãos do Orfanato Amados.
Tiro toda a minha roupa lentamente deixando em meu corpo somente a cueca depois pego uma toalha e um pijama no meu armário e vou para o banheiro. Depois que entro no banheiro tiro a cueca e entro no boxe, ligo no chuveiro e tomo um banho tranquilo de trinta minutos.
Sem dúvida a pior parte foi esfregar mas já passou, agora quero dormir o mais rápido possível.
Saio do boxe pego a toalha e seco o meu corpo com calma, visto meu pijama e saio do banheiro. Coloco a toalha em um lugar que secara e sem hesitar me jogo na minha cama.
— Pudim... Quero comer pudim. Digo olhando para o teto.
Minhas pálpebras estão pesadas, sinto que irei dormir a qualquer momento.
Com os olhos fechados e sem nenhum pensamento em minha mente, entro em um sono profundo que no momento será curador.
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