Meu NÃO inocente amor
1 Capítulo 1 Nova escola
Notas iniciais
Meu nome é Okumura Ren e eu me acho bem normal, sabe sem importância. Hoje vai ser meu primeiro dia na nova escola, na minha antiga escola eu sofria muito bullying e o grupo de meninos que não gostavam de mim me deram uma boa surra mas eles não saíram limpinhos e sem olhos roxos não, apesar de quem apanhou mais foi eu, eu não deixei barato, logo depois uma menina que tinha esquecido alguma coisa atrás do ginásio viu a "luta" que eu estava claramente em desvantagem chamou um professor e o professor desesperadamente tentou tirar aqueles idiotas de cima de mim. Claro que o professor nos levou para a direção da escola, o diretor da escola nos xingou muito deixando todos os envolvidos duas semanas de detenção, ele sabia que eu não era de brigar mas ele disse que seria injusto já que eu retribui com a agressão. Minha transferência foi simples, eu cheguei no orfanato e pedi para o diretor do orfanato me mudar de escola e ele concordou, com as condições de que eu não brigaria na nova escola e que eu ficaria encarregado de arrumar a papelada da transferência e de escolher uma escola que eu queira ir, ele não se importaria se eu seguisse com essas condições. Como está no meio do ano será difícil entrar em uma boa escola pública mas espero fazer uma boa escolha, irei fazer varias provas para várias escolas e a primeira que me aceitar entrarei nela. Uma semana depois chegaram vinte e cinco solicitações de escolas, foi muito difícil de escolher então pedi a Mika uma das crianças do orfanato tirar na sorte. A escola que Mika escolheu é uma escola só para meninos e parece ser bem privilegiada e é um pouco longe do orfanato, o caminho será longo até a volta para casa isso vai ser bom significa mais tempo para respirar fora de casa.
Acordo de manhã e começo a me arrumar rapidamente, afinal eu não quero me atrasar no primeiro dia na nova escola. Depois de alguns minutos eu sai do orfanato e encontro o diretor do orfanato na calçada.
— Boa sorte na sua nova escola Ren. O diretor do orfanato diz com um sorriso. — Não esqueça de fazer vários amigos.
— Hum... Obrigado diretor eu vou tentar. Digo com um sorriso no rosto não tão confiante.
Caminho até um ponto de Ônibus mais próximo e sentei-me no banco esperando o ônibus que me levará para minha nova escola. Vi um garoto com o mesmo uniforme que o meu sentado do meu lado, o uniforme parece mais um terno do que um uniforme mas os ternos não são soltos como uniformes, o uniforme é cinza e a gravata é vermelha com branco. Me peguei olhando os detalhes de seu rosto ele tem a pele clara mas não é pálido como eu, Ele tem olhos Azuis até parece que eles refletem o céu como um espelho, seus cílios são enormes que combinam muito bem com os seus cabelos negros, ele é muito lindo não me surpreenderia se ele fosse um modelo.
— Oh- Digo surpreso por ele ter ficado vermelho de repente. — Eei... Você está bem ?
Ele se vira para mim e olha dentro dos meus olhos. Senti um arrepio de leve.
— Sim, não se preocupe. — Ele diz com um sorriso simpático. — O ônibus chegou.
Me levanto e entro no ônibus e sento-me em um dos assentos do lado do corredor, e o garoto de olhos azuis se sentou do meu lado no assento da janela e começou a olha-la como se estivesse admirando tudo que está do lado de fora, é só impressão minha ou ele parece um pouco sonolento? O ônibus parou no próximo ponto de ônibus, pelo que eu pude ver entrou várias pessoas e todos que entraram primeiro ocuparam todos os assentos, fazendo com que aquele ônibus quase vazio ficasse super cheio. A última pessoa que vi entrar no ônibus foi uma senhora que aparentava ter no mínimo setenta anos ela é bem velhinha e além disso está carregando muitas sacolas que aparentam estar muito pesadas.
Ela chega devagar perto de mim. E eu me levanto.
— Pode se sentar. Falo apontando e cedendo o meu assento com um sorriso.
— Não Filho pode ficar. Ela diz num tom doce.
— Eu já descansei bastante sentado ai. Falo dando um sorriso bem sincero. — Além disso eu não estou carregando nada pesado.
Ela pensa por alguns segundos. E diz
— Muito Obrigada Filho, Deus lhe pague. Ela diz se sentado.
—Sim, De nada. Sorrio naturalmente.
Depois de quinze minutos o ônibus para mais um vez, a senhora desce naquele ponto e volto a me sentar no assento.
— Você foi bem gentil não é? O garoto dos olhos azuis diz ainda virado para a janela.
— Hum? Acho que sim.
Depois de mais cinco minutos o ônibus para em frente a uma escola muito, muito grande, Desço do ônibus e atravesso a rua entro na escola pelos portões enormes, essa escola é imensa. O garoto de olhos azuis que eu desconheço o nome está bem atrás de mim, curioso eu me viro completamente para trás e paro, o garoto continua a andar fazendo com que eu caia de costas para o chão e ele caia em cima de mim fazendo que meus óculos saiam do meu rosto e também caiam no chão. Foi inevitável não olhar no olhos dele já que ele estava em cima de mim, sinto que um de seus joelhos está entre minhas pernas e eu não consigo me mover por mais que eu queira, nós nos olhamos nos olhos já que estou sem o meus óculos e sou pálido não tem como esconder que estou com vergonha e começo a corar.
— Hum... Digo tentando falar mas minha voz mal sai.
Nem por um segundo ele desviando o olhar, consigo ouvir a respiração dele que gradualmente vai se misturando com a minha, que está ficando mais agitada que o habitual, ele continua a olhar nos meus olhos e seus olhos começam a chegar mais perto assim como o seu rosto, chega um ponto que eu senti seus lábios encostarem nos meus por alguns segundos, ele se afasta aos poucos. Claro ele não tira os olhos de mim mas por algum motivo eles não está mais me olhando nos olhos. Ele se levanta e depois me ajuda a levantar.
—Me desculpe. Ele diz passando sua mão levemente em meu cabelo.
Naquele mesmo instante eu travei. Eu não sabia como reagir, meu coração está tão agitado que não me surpreenderia se ele saísse pela minha boca.
— Seus ócu...
Sai correndo antes que ele pudesse terminar a frase, estou com medo de que ele possa ouvir as batidas do meu coração de tão forte que estão, não sei o que fazer e nem o que pensar meu corpo simplesmente está agindo sem comando para longe, o mais longe possível desse garoto. Depois de me acalmar procurei a minha classe, mas como eu era novo lá e transferido no meio do ano não sabia aonde ir. Pedi algumas informações e enfim cheguei no primeiro ano do ensino médio turma A, claro que consegui entrar nessa escola por causa das minhas notas não é surpreendente que eu esteja na turma A, porque não tenho dinheiro para paga-la então as notas cobrem a bolsa de estudos.
Caminho por vários corredores até chegar na minha turma. Bati na porta de leve duas vezes para que o professor apareça do lado de fora, por algum instinto toquei minha face e percebo que estou sem os meus óculos.
— Já era. Resmunguei baixinho. — Depois eu procuro.
A porta se abre e alguém sai.
— Você é? Um homem que aparentava ter no máximo trinta anos aparece em minha frente. — Um aluno transferido?
— Sim, meu nome é Okumura Ren prazer em conhece-lo professor. Estendo minha mão para cumprimenta-lo por educação.
— Sim, prazer. Ele diz olhando para o meu gesto sem entender. — Irei falar com os alunos depois você pode entrar.
Abaixo minha mão, como esperado de uma escola de prestigio eu não me abalei muito, mas algumas pessoas aqui parecem ser arrogantes espero que ninguém se incomode com minha presença normal.
O professor entra na sala.
— Vocês tem um novo colega transferido, sejam legais e amigáveis com ele, entre.
Entrei na sala e andei ate chegar do lado da mesa do professor me virei para as pessoas que serão meus novos colegas de classe, estou vendo todos essas pessoas me olhando é um pouco desconfortável.
— Prazer em conhece-los, meu nome é Okumura Ren e espero me dar bem com todos vocês.
Desconforto é a palavra ideal para essa situação.
— Sente-se em qualquer lugar vago que você achar que será melhor para você.
Avistei um lugar vago no fundo da sala, penúltima mesa ao lado da janela um excelente lugar, caminhei um pouco até chegar lá e sentei-me.
— Agora sem mais nenhum incómodo, que continue-mos a aula. O professor diz num tom franco.
Incómodo? hahaha que professor mais engraçado!
Três horários passaram rapidamente, e já era hora do intervalo, a sala começou a se esvaziar, a pessoa que se senta atrás de mim está dormindo desde que eu cheguei, ele parece estar bem aconchegado e também parece bem então é melhor eu ir. Saio da sala procurando o refeitório, esqueci meu lanche na cozinha, sinto que poderia comer uma casa de tanta fome, eu estava com tanta pressa de chegar cedo que não tomei meu café da manha e muito menos trouxe meu lanche. Procuro a cantina desesperadamente com o pensamentos de que os oniguiris (bolinhos de arroz com alga e recheio) não tenham acabado. Chego no refeitório e o vejo vazio como um parque no fim do dia. Por que está vazio? Fui ao balcão do refeitório e não tinha funcionários e nem oniguiris.
— Talvez eu esteja no lugar errado.
No meu caminho de volta para a sala a uma única coisa que eu conseguia ouvir é o auto barulho do meu estômago roncando de fome. Quando entro na sala o garoto que se senta atrás de mim ainda está lá de cabeça baixa dormindo, me sento em meu lugar pego meu caderno e uma caneta para me distrair como não tem ninguém além desse garoto não vejo o porque de não ficar.
A sala está bem silenciosa com somente o som da caneta passando no papel e com a fraca respiração daquele garoto. Passei o intervalo inteiro escrevendo um poema afinal desejo ser um escritor de um livro ou até mesmo de uma pequena fábula, eu nasci para criar histórias, minha paz e alegria diante da tristeza é escrever.
O sinal toca e os outros alunos começam a entrar, guardei meu caderno e minha caneta mas na minha mesa tem duas bolinhas de rascunhos que arranquei. Vou a lixeira e jogo as duas bolinhas fora e quando me viro para voltar ao meu lugar me deparo com três garoto em minha frente. O do meio tem cabelos castanhos e os olhos verdes realmente lindos, o da direita tem os cabelos ruivos e olhos negros cativantes e o outro da esquerda tem cabelos loiros que parecem ceda e os olhos cinza que pareciam me hipnotizar. Os três são lindos parecem modelos.
— Seu pobre o que está fazendo em uma escola como essa? O do meio diz com um olhar de desdém, fazendo os seus lindos olhos ficarem um pouco engraçados.
— Seu ridículo, você pensa que pode chegar assim? O ruivo diz sem pena e nem dó tentando miseravelmente fazer seu rosto ficar com uma expressão nervosa mas falhou, por ser fofo até pareceu um elogio. — Aqui não é o seu lugar!
— Você é patético, boas notas não irão te manter aqui e eu sei que você não tem dinheiro, e seu rosto hum... Não acho que tiraria uma nota maior do que três. O loiro diz com frieza no olhar.
Minha expressão facial não muda com nenhuma dessas ofensas que parecem elogios banhados em franqueza e desdém, mas não vejo motivo para responde-los de acordo como querem.
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