Meu Mundo Mudou
6 Capítulo 5
Todas as minhas dores haviam desaparecido, abri os olhos e olhei em volta, encontrava-me num vazio, sem nada, sem Lua, sem sol, sem luz e sem escuridão. Ouvi uma voz chamar-me, uma voz agradável e abafada, olhei na direção de onde vinha, nada. Nada e mais nada, era tudo o que existia ali. Ouvi-a outra vez, desta vez mais nitidamente, ouvia-a uma terceira vez, mas agora era como se aquela voz estivesse ali comigo, fiquei sonolenta, por isso fechei os olhos, abri-os outra vez pouco tempo depois. À minha frente encontrava-se uma figura alta e esbelta, era uma rapariga, tinha cabelos curtos rosa e olhos um pouco mais escuros, me lembrava alguém…
― Mitsuki. – Disse num tom de voz firme.― Sim..?― Estás a fazer a morte dos teus pais ter sido em vão, e a minha também.― Como assim?― Se os teus pais não te tivessem tentado proteger, achas que estavas aqui? Se eu não tivesse ido na viagem achas que tinhas sobrevivido? Deus quis assim, quis que tu fosses a única sobrevivente, e deve ter os seus motivos para isso. Ainda tens muito para viver, não te magoes a ti própria, não faças coisas que podem levar à tua morte, não faças com que a minha morte e a dos teus pais tenha sido em vão.― Como assim muito tempo de vida? E quem és tu ? Como estavas lá? ― É tudo Mitsuki. Sou o teu anjo, apenas isso.Lembrei-me de uma memória de à 1 ano, era eu, e Meroko. È isso! É Meroko! Lágrimas vieram ao de cima, tentei evitá-las mas não o consegui. Vi asas brancas saírem detrás dela, ela começou a elevar-se no ar.― Meroko! Meroko! – Disse num tom de choro e desespero – Não vás Meroko! MEROKO!Vi os seus lábios murmurarem um pequeno “desculpa” , depois, ela evaporou-se. O “nada” começou a desvanecer, fiquei muito sonolenta, então me deitei, estava cansada, meus olhos se fecharam e eu cedi à força que estava me tentando fazer dormir desde que acordei no vazio. Abri os olhos sobressaltada, a chorar desalmadamente, já não estava num vazio, estava num quarto, no quarto de Castiel. Pus as mãos na cara e puxei meus joelhos contra o peito. Castiel apareceu e me perguntou o que tinha acontecido, eu não conseguia falar, sentia demasiada dor, demasiada saudade. Então ele simplesmente me abraçou e não falou mais nada, quando ele me tocou, tive um Flash-back.Flash Back ― Mitsuki, anda! Temos de ir!A menina de cabelos loiros, a mesma menina do flash-back anterior, virou-se para o rapaz que se encontrava atrás dela e falou, já com lágrimas escorrendo pela sua cara, deixando um rasto brilhante em seu rosto.― Adeus, Castiel.O menino de cabelos pretos a abraçou e a acalmou, respondendo com um tom de voz um pouco alterado pelas lágrimas que teimavam em sair.― Você nunca me chamou Castiel – disse sorrindo, tentando acalmá-la – Sempre me chamou de C. …― Tem problema com isso? –disse um pouco assustada.―Não! Claro que não- disse o rapaz perdendo o sorriso- Mitsuki, nos voltaremos a ver, certo?― Claro que sim!Ele parou um pouco antes de responder, olhou para o céu, era de noite e o céu estava bem estrelado.― Mistuki…―Sim?― Você gosta da Lua, não é ?― Muito! – disse a pequena um pouco entusiasmada.― Olhe para ela . – Ela olhou para cima, a lua estava bela , com mais brilho que nunca. O rapaz agarrou a mão dela e apontou para a Lua com a outra.― Podemos estar separados, mas estaremos sempre juntos, unidos por esta mesma Lua, pois mesmo que estejamos separados e em sítios diferentes, teremos sempre a mesma Lua no céu. Nunca s esqueça disso… Não se esqueça de mim, Moon…― Claro que não! Nunca me esqueceria de você!― Promete que não vai esquecer?― Sim! – e fizeram o seu juramento secreto, o juramento do mindinho.― Tome. – disse ele , dando-lhe um colar com um pingente branco, tão brilhante como a própria lua.― Obrigada… — disse e se despediu dele com um beijo na bochecha.― Mitsuki!― Adeus… — disse elaE correu até junto de sua mãe, que a ajudou a meter-se no carro. O menino ficou a olhar, vendo sua única amiga partir, acenando. E embora tenham feito uma promessa, nunca pensaram que realmente se voltariam a ver. Serei… Serei eu a menina de minhas memorias? Será que já conhecia castiel antes de vir para aqui? Umas serie de perguntas invadiram minha mente, interrompendo o choro.― C. …― huh? – disse ele tirando a cabeça de meu ombro.― C… é você não é ?― Como.. como você sabe?― Eu… Eu sou … MoonEle olhou para mim, com uma expressão incompreensível, talvez felicidade, medo, ou talvez ódio. Só sei que me abraçou novamente, sem dizer uma única palavra.O resto do dia passei-o no sofá da casa dele, a ver televisão, o melhor foi que não me fez nenhuma pergunta, nadinha de nada, nem sobre os cortes, nem porque chorei nem sobre o passado, nada. Estava a ver um daqueles filmes lamechas, em que a rapariga esta indecisa, fica com um depois eles acabam e ela fica com o outro e depois volta para outro, uma coisa assim, e ele veio sentar-se a meu lado, com uma taça cheia de pipocas na mão.
―Qué isso?― Pipocas, não havia disto na outra cidade? Olhei para ele com cara de estúpida e ri um pouco― Isso eu sei, mas para que?― Não te vou deixar a ver estas coisas todas lamechas, vão te fazer o cérebro em papa. ― lol, então o que sugeres menino das pipocas?― “O Chamado” , a menos que a menina da Lua tenha medo.―Claro que não! Ele pos o filme e eu , comilona como sou, comi as pipocas todas no inicio , god, havia partes mesmo assustadoras , mas eu não queria parecer assustadiça por isso manti-me firme, so que assim que o filme acabou o telefone tocou, eu dei um pulo, aquilo assustou-me. ― ahahah, parece que a menina ficou assutada.- ele disse indo atender o telefone, assim que a pessoa do outro lado da linha falou, ele olhou para mim com cara de assustado e tirou o telefone de ao pe da cara.― Mitsuki… Só temos 7 dias de vida… — disse com uma expressão assustadora― Oque? –disse assustada e aos berros― ahahaah, meu deus, vc acreditou, ahahaha- disse- é apenas uma partida, é dr. James que esta na linha, ele quer falar com você — ele me passou o telefone e saiu dizendo ainda “ nossa, como você e fácil de enganar” e rindo― estou? Dr. James? ― Ah, Mitsuki, Castiel me contou que você teve uma recaída, vc ta bem?― Sim… mas não me apetece falar agora, desculpe- disse, desligando em seguida e indo ter com Castiel.― Porque você lhe disse o que aconteceu? – disse de cabeça baixa― Eu entrei em pânico, não sabia o que fazer, desculpe..― Eu não quero que pensem que sou maluca, ou que o faço apenas para chamar a atençao, não quero que pensem que sou suicida ou que tenham pena de mim… -disse não conseguindo evitar chorar.― Desculpa- disse baixinho e me abraçou. Era isso que eu estava precisando à séculos, um abraço, daqueles bem longos e que toda a gente gosta.
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