Meu Mundo É Louco Por Ela.
2 Intervalo
Notas iniciais
~Até lá em baixo~
~Bééééééééém~
- Intervalo, até que enfim – pensei comigo. Fechei meu caderno às pressas como se quisesse me livrar daquele lugar. E nesse instante eu queria. Matemática tinha suas vantagens até certo ponto concordam? Ou talvez não.
Nossa escola se encontrava em um local diferente da Carolina do Norte, um dos locais mais afastados do estado, nisso eu considerava todas as pessoas privilegiadas, por não terem um contato social ativo com o resto do Estado. Peguei meu celular e desci para o pátio. Cada degrau que eu descia fazia um barulho dentro de mim, trazia uma ansiedade incontrolável, e o motivo era desconhecido. Arrumei minha toca, daquelas caídas e fui em direção à cantina. A Annie dizia que eu era um dos meninos mais legais da escola pra ela, mas eu não acreditava, pra mim a minha timidez falava mais forte.
Cheguei junto com um amigo, o Spencer. Ele estava parado, na sombra, em um canto separado do patio. Ele tinha uma banda, eu gostava das músicas, podia-se dizer que eu era fãzaço dela, além de ter a Demo inteirinha deles no celular, porque de um modo ou de outro eles conseguiam me entender através de suas músicas.
- Eae Spence, tudo bem? – Conversava ele e mais dois amigos, creio que integrantes da banda.
- Marcos, eae cara, tudo e você? – Olhei para o pessoal, dando apertos de mão com um sorriso. Spencer era, vamos dizer o meu melhor amigo. Ele conhece todos os meus segredos, inclusive o da Annie.
- Marcos, você já falou com ela? – Saímos do grupo, indo em direção ao pequeno feixe de luz que continha no pátio, certo tipo de iluminação, por todo o resto estar às sombras.
- Você já sabe minha resposta – Olhei-o com certa tristeza. Eu gostaria de ter coragem para contá-la tudo que eu queria, coragem para dizer ao mundo que a amo, coragem de dizer meus segredos e sem ter medo de sua reação.
- É... Você sabe qual é o jeito – Ele disse, tentando dizer que o único caminho era a declaração, mas eu não podia, não agora. Mas quando seria a hora? Ele olhou para trás, viu ela com suas amigas e a chamou, como se ele quisesse a presença dela o tempo todo ali. – Annieeeeeeeeeeeeeee. – Ela olhou assim que ele terminou de chama-la, seu cabelo fez aquelas ondas quando a pessoa vira a cabeca, ajeitou sua franja, sorriu e então caminhou ate nos.
- Tudo bem Nie? — Sua mao estava pousada no queixo, como quem esta apenas observando
- Aham e contigo? – Eles se olhavam de forma carinhosa, podíamos perceber isso.
- Tudo — Ele colocou a mao em sua cintura em forma de abraco, ela retribuiu. Sua altura era mediana, o que deixava ela mais bonita, seu corpo acompanhava sua estatura, ela tinha coxas relativamente finas, usava uma calca jeans vermelha, uma camiseta branca com detalhes coloridos, e um tenis vans cinza. Apesar do arco iris em seu corpo, o que combinava muito com sua personalidade, fazia uma harmonia inesperada.
- Entao galera, a minha banda vai tocar esse sabado la no Manny's topam ir? — Sua impolgacao era tamanha que ficava dificil recusar. — Mas tinha a festa da Mellissa — pensei.
- Nao vai dar Spence, meus pais irão fazer uma festa para minha irmã — Disse ela meio sem jeito.
- Poxa, mas não tem como dar uma escapadinha queria muito você lá? — Ela sorriu, tirando sua mão e se afastando alguns centímetros. Mesmo sendo amigos, isso me trazia insegurança. Mas claro, eu sei que o Spencer nunca faria isso.
- Nem tem Spence — Seu olhar foi um pouco decepcionante para ela, mas fazer o que? Sua irmã faria 20 anos no sábado, querendo ou não e uma data importante não é mesmo?
- E você cara? Você tem que ir! Já que a minha amiga não vai – Ele falou com certa incerteza em sua voz, eu poderia jurar ter entendido outra coisa por debaixo dessas palavras. Acho que era só paranóia minha.
- Também não, vou acompanhar a Nie na festa — Meu sorrisob para ela foi mais um " estou louco para que essa festa chegue logo " do que " amigos, blablabla " . Dei uma pequena risada mostrando graça do meu pensamento.
- Ok então né? Fazer o que? Meus amigos preferem ir a uma festa a ver seu pobre amigo aqui tocar — Seu drama era inevitável nessas horas.
- Ai meu deus, que drama — Falei tentando tirar sarro da situação. Agora caminhávamos na direção das salas. O sinal tinha batido, e lá se ia mais uma parte do zoológico, ou melhor, estudantes.
Notas finais
~Beijos e até o próximo~
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