Meu Melhor Amigo

6 Melhores amigos. Por enquanto...


Notas iniciais
Hello, people. Estou aqui novamente e não sei se demorei, mas espero que não... k Mais um capítulo para vocês, meus queridos leitores que comentam *---* (e para os que não comentam também, amo vocês k)... Não quero muito citar nomes, mas recebi três lindos comentários no capítulo passado e fiquei feliz em tê-los, não sabem o quão feliz fico. Espero que gostem...

A sala de estar da minha casa parece ficar cada vez mais escura com a tensão pairando no ar. Eduardo estava do meu lado e eu não sei quantas vezes reprimi o desejo de segurar a mão dele só para me sentir um pouco menos inseguro. Meu pai estava na cozinha ainda conversando com a minha mãe e Lilly está sentada na nossa frente sorrindo, mesmo eu não sabendo o motivo. Meu pai parece calmo ao vê-lo falar, eu espero que ele tenha finalmente decidido o que vai fazer. E espero que seja algo bom para todos nós.

–Vocês são tão fofos juntos. –Lilly fala do nada e não tenho tempo de falar algo irritante para ela porque meus pais chegam.

Eles sentam na nossa frente. Meu pai parece um pouco frustrado com toda essa coisa na nossa casa e minha mãe um pouco apreensiva; acho que ela só queria que tudo se resolvesse logo. Nem sei se ligo muito para o que eles falarão; com Eduardo do meu lado eu percebi que eles não me mudariam, não importa o que falassem, eu seria eu mesmo até o fim.

–Você pode falar o que quiser agora. Mas terá que ouvir nossa decisão depois. –diz meu pai e Eduardo se ajeita um pouco no sofá para falar. Espero que ele seja melhor em falar do que eu.

–Obrigado. –ele fala e antes de começar, olha para mim, como se quisesse lembrar o porquê de tudo isso. Eu sorrio para ele, ainda não sei o que o futuro nos reservaria se tudo desse certo ali, eu ainda me sentia tão inseguro e amedrontado. –Antes de tudo, tenho que falar a história verdadeira.

–Verdadeira?-pergunta meu pai. –Qual seria a falsa?

–Eu achei que me deixaria falar. –Eduardo diz sem se importar em ofender meu pai. David Collins acabara de ser confrontado. Era até engraçado ver a cara de indignação do meu pai, mas ele permaneceu sério.

–Claro. –ele fala e faz um sinal com a mão para Eduardo prosseguir. Lilly põe a mão na boca, provavelmente para segurar as gargalhadas.

–Eu sou homossexual e isso não tem nada a ver com Luke. Eu só o contei há um dia e a minha decisão não tem nada a ver com ele. –ele fala calmamente, sua voz é implacável. Ele sabia exatamente o que dizer. –A decisão dele de ser ou não, cabe somente a ele e a mais ninguém. Mas antes que falem alguma coisa, eu só preciso dizer que não é estritamente uma escolha entre ser ou não ser. E sim uma escolha entre aceitar ou não aceitar. Porque se ele disser que é, o ser sempre existiu, vocês só não queriam ver.

Ele sorri e segura a minha mão sem medo do que meus pais poderiam dizer. Essa fala não era só para eles, era para mim também. Ele tinha razão. Eu sou. Só tenho que decidir se aceito ou não. Mas tudo dependia das próximas palavras do meu pai para tudo ser mais fácil ou difícil.

–Você tem corajem, garoto. Isso tenho que admitir. –meu pai fala e Eduardo solta a minha mão. Eu não queria que soltasse, mas, pelo menos assim, meu pai não acharia que já acontecesse realmente algo entre nós. Meu pai olha para mim, somente para mim. –Eu posso ver que ele está falando a verdade. Mas não sou obrigado a presenciar isso. Se você quer virar uma garotinha, pode virar. Mas longe de mim. Não importa o que cada um de vocês disser, não vou mudar a minha opinião sobre o quão errado isso é. Você poderá continuar aqui, como meu filho, mas toda vez que olhar para mim, a cada vez que tocar em mim, será rejeitado. Até o dia que perceber o quanto isso é nojento.

Ele falou tudo tão tranquilamente, como se fosse realmente algo bom. Mas eu estava terrivelmente enganado. Meu pai nunca aceitaria, nunca me aceitaria. Ele levanta da poltrona e sai da minha frente. Não sei o que falar. Estou de olhos abertos, mas não vejo nada. Não estou surdo, mas não escuto nada. Não estou gritando, mas minha mente está tão desesperada que eu sinto como se estivesse.

–Eu vou falar com ele. –minha mãe diz, mas eu não presto muita atenção. Estou em um transe, não consigo sentir nada, só dor. –Eduardo, Lilly. Cuidem dele.

Eu sinto braços ao redor de mim e uma cabeça encostar em meu ombro, mas não sei de quem são. Alguém está na minha frente, mas não quero saber quem é. Eu acabara de perder meu pai. Não podia ser verdade, porque tinha que ser assim? Ele não podia ter falado isso. “Você não é meu filho.”, penso e o significado dessas palavras esmaga toda a minha dor e ela volta em forma de raiva. De repente, estou em pé.

–Não! Nojento é a sua atitude! –grito e meu pai vira, ao ver as lágrimas nos olhos dele, consigo enxergar o quão fraco e covarde ele é. –Eu sou seu filho. Estou bem aqui na sua frente, o mesmo de sempre. O que mudou em mim? Nada! Ainda posso te chamar de papai e te amar como fiz toda a minha vida. Se pode dizer que não sou seu filho só por causa de um preconceito idiota, então é você quem está errado. Porque me enganou todos esses anos dizendo que me amava, que amava seu filho, mas onde está esse amor agora? É tão pequeno assim?

Ele chora e eu continuo firme, ninguém iria me parar agora. Ando na direção dele e paro bem na frente dele, onde posso olhar diretamente nos seus olhos e ver que meu pai ainda está ali, em algum lugar. Eu não podia ficar com raiva dele, senão seria igual a ele.

–Eu te amo, pai. Sou eu, Luke. Estou aqui na sua frente. Não pode ver que sou o mesmo? –pergunto e ele parece abalado com o que falei. Será que ele finalmente mudou?

A resposta está clara, quando ele se aproxima ainda mais de mim e me abraça. Eu me esqueço de tudo. Esqueço-me de qualquer palavra que ele tenha dito que possa ter me ofendido ou entristecido. Seus braços são fortes e fazem eu me sentir como uma criança novamente, como se ele estivesse voltando de um dia no trabalho e eu estivesse esperando na porta para recebê-lo.

–Me perdoa. Me perdoa. Me perdoa. –ele diz desesperadamente olhando para mim, seus olhos azuis me fitam em agonia.

–Claro. –é a única coisa que falo e ele sorri aliviado.

–Eu fui um idiota. Eu nunca quis falar aquilo. Desde o início, a única coisa que queria fazer era dizer que não importava, que o amava do mesmo jeito, mas o simples fato de aceitar parecia errado, como se algo fosse realmente mudar. –ele diz e vejo a minha mãe chorando de alegria atrás dele. Eu sorrio. –Mas não vai mudar, você me convenceu de que não vai.

–Não, pai. Nada vai mudar. –falo, mas tudo já havia mudado. A pior parte já havia passado, pelo menos assim eu pensava.

Meus pais se abraçam e não tem como eu ficar mais feliz. Deixo-os terem o momento deles e praticamente corro para abraçar Eduardo e Lilly ao mesmo tempo. Eles também estão felizes, seus sorrisos dizem tudo.

–Então? –pergunta Lilly como se algo faltasse. –Vocês são namorados agora?

Por sorte, meus pais não ouviram. Acho que aquilo já era muito para uma noite. A pergunta dela me pegou de surpresa. Porque, apesar da confusão que acontecia na minha mente em relação a isso, parecia que era idiotice passar por tudo aquilo sem que eu e Eduardo não fôssemos algo maior que amigos,mas Eduardo me lembra.

–Apenas melhores amigos. –ele fala e sorri. –Por enquanto.

–Claro. –digo somente, mas deixo transparecer meu nervosismo ao falar.

–Então, eu já vou indo. –Eduardo fala quando meus pais voltam.

–Vou te levar até a porta. –digo, andando em direção à porta.

–E o seu pai?-pergunto quando a minha família já está longe o bastante para não ouvir.

–Acho que você sabe que com ele é outra história. –ele responde. –Embora eu ache que o problema maior é o Lucas. Ele sumiu nos últimos dias e não falou comigo. Não sei o que ele está achando de tudo isso.

–Vai dar tudo certo. –digo, mesmo não tendo muita certeza. Mas depois do que aconteceu hoje, eu tinha um pouco de esperança.

–Já falei que não me importo, se estiver com você. –ele fala e eu sorrio envergonhado, provavelmente fiquei vermelho.

–Boa noite. –falo para apressar a conversa, eu queria pensar um pouco mais. Ainda não estava pronto para encarar um namoro, porque mesmo a parte do aceitar sendo difícil, a palavra “namorar” me dava arrepios.

–Boa noite. –ele diz e sinto um clima meio estranho, como se algo faltasse e percebo o que é, quando vejo a expressão dele. Seus olhos verdes me fitando, seu cabelo loiro um pouco bagunçado está brilhando, seu sorriso meio aberto... Ele não podia estar mais lindo com a cara de “Era nessa hora que você poderia me beijar”. Mas não posso fazer isso, ainda não.

–Melhores amigos. -digo e fecho a porta na cara dele. Não sei se resistiria àqueles olhos verdes por muito tempo.

Volto para a sala e não vejo ninguém. Ando até a cozinha e vejo a minha mãe servindo uma macarronada, que parecia deliciosa, ao meu pai. Eu não tinha percebido o quanto estava com fome. Lilly já está comendo e aponta para a cadeira ao lado dela. Sento na cadeira e espero até que a minha mãe me sirva.

–Obrigado. –falo, quando ela chega com o prato.

Eu praticamente devoro a comida de uma vez. Meu pai parece sorrir, quando me vê e acho que tudo pode ter mudado, mas também está igual, se é que isso faz sentido.

–Pode deixar que eu lavo. –fala minha mãe quando tiro o prato da mesa. –Vá descansar. Não esqueça que acabou de sair do hospital. Boa noite.

Ele dá um beijo na minha testa e depois eu ando até meu pai para abraçá-lo, e sou eu quem beija a testa dele.

–Boa noite, pai. –digo e me dirijo ao quarto sorrindo. Lilly vem logo atrás de mim.

–Vocês se beijaram?-ela pergunta quando já estamos sozinhos subindo a escada.

–Meu Deus, você não para? –pergunto, mas depois sorrio. –Não. Não nos beijamos, sua chata.

–Que droga! Apostei comigo mesma que vocês se beijariam ainda hoje. –ela diz e quando chegamos na frente do quarto dela, eu paro e dou um abraço apertado nela.

–Obrigado por ter ficado do meu lado. –digo. –Mas não vá pensando que é todo dia que vou dar uma folga pra você.

–Claro que não. –ela responde sorrindo. –Já tenho peças para pregar em você até o fim do ano.

–Estarei preparado. –falo. –Boa noite.

–Boa noite. –ela diz e ando até o meu quarto.

Ao deitar na cama, os pensamentos sobre o Eduardo continuavam rondando a minha mente. Eu definitivamente sentia algo forte por ele, muito forte. Mas não sei se estava preparado para aceitar esse sentimento. Eu nunca senti isso por ninguém antes, então acho que é normal me sentir tão maluco e confuso. Porém que a vontade de beijá-lo naquele momento foi grande, isso foi...

E com esses pensamentos felizes e indiscretos, eu adormeço.

Notas finais
Comentários? Opiniões? Ameaças? Tudo vale k Indecisão do Luke tá me irritando.. Sim, até a mim (Não pense que é porque sou o autor que sei o que vai acontecer huehue). Mas acho que algo já pode acontecer no próximo capítulo, se é que vcs me entedem, ou não.. k Enfim, falem o que querem e eu posso atender, ou não também. k Esqueci de falar, mas oficializarei o shipp (se quiserem usar é claro) como "Duke" , achei fofo k (tive a ajuda do céu, mentira. É só lerem os comentários e vão saber quem foi a pessoa linda que criou esse nome k) Até o próximo capítulo :)