Yunho: @changmin~ pronto para a viagem?

ChangMin: @JYun claro! Seul, aí vamos nós o/

Jaejoong não conseguiu mais dormir. Pensou em ir até a casa dos amigos para lhes contar a novidade, mas ao olhar o relógio percebeu que seria inconveniente.

Um sorriso envergonhado lhe veio aos lindos lábios ao lembrar de uma cena que lhe havia marcado em sua infância.

Os cinco amigos corriam pela rua, brincando de esconde-esconde.

O “pegador” da vez era Yunho, que sempre descobria o esconderijo dos amigos. Todos já haviam sido encontrados, com a exceção de Jaejoong. O moreno já havia ido em todos os esconderijos possíveis, mas ainda não havia encontrado pista alguma.

ChangMin, Junsu e YooChun já brincavam de outra coisa, enquanto o moreninho não cansava de procurar.

Yunho percorreu todo o bairro, sem nada encontrar. Lembrou-se de que Jaejoong havia lhe falado de seu lugar especial, e resolveu ir até lá.

A casinha da árvore que ficava na enorme figueira no parque abandonado era uma descoberta do ruivo. A figueira era muito fechada, e até então, ninguém havia a notado ali antes. Ninguém sabe quem a construiu, mas seja quem for, a fez com capricho e cuidado.

Ao subir os primeiros degraus presos no enorme caule, Yunho ouviu soluços incessantes. Sentiu-se preocupado e apressou seus movimentos, até chegar ao topo.

Ao entrar na delicada casa, deparou-se com Jaejoong encolhido em um canto frio do cômodo, abraçado em seus finos joelhos.

Sentiu seu peito apertado, e uma angústia lhe subir o corpo.

Aproximou-se lentamente do menor e ajoelhou-se ao seu lado, tocando-lhe delicadamente nos macios cabelos arruivados.

- Jae? O que aconteceu? – Perguntou, preocupado e delicado,

- Nada! – Respondeu rispidamente, em meio a um soluço.

- Mas Jae... Você está chorando! Foram aqueles moleques, não é? Eu vou lá dar um jeito neles! – Disse o moreno, levantando-se do lado do jovem.

- Não! – Pediu Jaejoong, segurando o braço de Yunho, fazendo-o voltar a posição inicial. – Por favor, não faça isso.

- Mas... Por que não Jae? – Indagou o maior.

- Porque... não é por eles que eu estou chorando. – Encontrando o olhar preocupado de Yunho. – É por você Yun. – Abraçando-se fortemente no moreno, que ficou, por um momento, perplexo.

- J-Jae... Eu... Eu não sei o que eu fiz para te magoar desta maneira... Mas... Me desculpe! – Suplicou o maior, apertando o frágil corpo do menor com um braço e afagando-lhe os cabelos com a outra.

- Você não fez nada Yun. Eu estou chorando por que você vai embora e eu nunca mais vou ver você! – A cada palavra, o pavor era mais nítido na trêmula voz do ruivo.

Yunho sentiu o choro preso em sua garganta, mas não podia deixar o menor ainda mais triste. Apesar de sentir-se destruído por dentro, deveria mostrar entusiasmo e esperança... que não tinha.

- Jae, não se preocupe! Eu vou voltar para ver você! – Sua voz falhou pela dificuldade da fala entusiasmada, com a dor do choro preso em sua garganta.

- Promete? – Indagou o menor, limpando seus olhos de um jeito fofo, mas sem desligar o contato visual.

- Prometo. – Sorrindo, mas sentindo seu coração queimar. – Olha... – Engolindo a dor novamente. – Isso é a prova de que eu não vou abandonar você. – Entregando ao jovem um lindo anel de prata.

Jaejoong olhou o objeto com perplexidade. Nunca vira Yunho sem aquele objeto. Ele sempre dizia que lhe trazia sorte.

- Mas... Mas Yun... Seu anel da sorte! – Exclamou o ruivo, espantado.

- É... Mas vai ficar melhor em você. – Sorrindo.

O menor tentou colocar o anel em todos os dedos, mas o objeto era muito largo, ou os dedos do pequenino eram muito finos.

Yunho riu com o bico fofo que o ruivo fez ao perceber que não conseguiria usar o anel sem perdê-lo, e o moreno tentou algo diferente.

- Pega o meu colar e coloca o anel nele. – Tirando seu colar de prata que sua mãe lhe dera e entregando para o menor. – Aí quando você crescer, você usa o anel. – Sorrindo.

Jaejoong imediatamente seguiu suas instruções, rapidamente transformando o anel em pingente.

Após uma rápida olhada no colar novo, o ruivo sorriu, abraçando o amigo por um longo momento.

Enquanto lembrava-se, olhando para o nada, segurava o pingente com delicadeza. Após aquele dia, nunca mais retirou o colar, que tantas vezes, foi motivo de choros silenciosos.

Ao olhar pela enorme janela de seu quarto, tomou um susto, percebendo que o sol já dera sinal de que estava nascendo.

Levantou-se e preparou seu café lentamente, já que havia se levantado cedo. Após a higiene bucal terminada, vestiu uma camiseta vermelha colada com um profundo decote em V, calça jeans preta e um tênis da mesma cor.

Jogou a pesada mochila sobre o ombro esquerdo e seguiu a passos lentos até a casa de seus amigos.

No caminho, observava o delicado voo das borboletas, o maravilhoso cheiro das flores, o lindo canto dos pássaros, a maravilhosa luz do sol.

Ao chegar na linda casa, apertou a campainha algumas vezes, para avisar quem era. Sem demora, YooChun e Junsu saem, abraçando o amigo brevemente antes de seguir para a aula.

- Que milagre o Kevin não me matar do coração hoje. – Comentou Junsu, olhando para os lados.

- Realmente. Também achei estranho. – Riu Jaejoong.

Ao chegarem na Universidade, sentaram-se nos bancos que se localizavam no jardim, pois haviam chegado um pouco cedo.

De repente, uma Mercedes branca para em frente a Universidade, e Kevin sai dela como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Kevin! – Exclamou Jaejoong, levantando-se.

- Tá podendo hein! – Riu YooChun, cumprimentando o amigo.

- Fazer o que né gente, sou gostoso! – Exclamou o loiro, fazendo todos rirem. – A propósito Jae... Você está... – Analisando os braços fortes, o peitoral saliente, o abdômen tanquinho, a bunda bem desenhada e o sorriso misterioso do amigo. – Você está um Deus hoje. – Sorrindo promiscuamente.

- Fazer o que, eu sou gostoso! – Rindo, fazendo o amigo cair em suas próprias palavras.

Os amigos foram surpreendidos pelo sinal de entrada, dirigindo-se ao portão.

- Um dia eu vou me deliciar nesse corpo todo. Pode escrever. – Comunicou Kevin, antes de ir para seu curso, piscando para o ruivo, que riu, já acostumado com aquele tipo de coisa vinda de seu velho amigo Kevin.

- Bom gente, até mais tarde então. – Disse Junsu, indo para seu prédio.

E assim, todos foram para suas respectivas salas. Mas o que Jaejoong não esperava era que seus dia letivo fosse suspenso, pois seu professor havia faltado.

Um pouco desapontado, o jovem enviou uma mensagem para os três amigos.

Fui liberado mais cedo. Meu professor faltou.

Estou indo para casa.

Espero vocês lá.

Jogou sua mochila no ombro e saiu em direção às escadas. Quando chegou ao saguão da Universidade, lembrou-se de que tinha que entregar um livro na biblioteca, abrindo a mochila para procurar sem parar de caminhar.

Ao achar o livro no fundo da mochila, o ruivo foi surpreendido por um forte baque em seu corpo, fazendo sua mochila cair de sua mão e seus livros espalharem-se pelo chão.

- M-me desculpe, eu não vi você. – Suplicou o homem que se ajoelhou para juntar os livros.

- Não foi nada, eu também estava distraído. – Respondeu Jaejoong, ajoelhando-se junto para juntar suas coisas.

O delicado barulho do anel em atrito com a fina corrente de prata fez o homem parar seus movimentos, olhando fixamente para o objeto pendurado no pescoço do ruivo.

- J-Jaejoong?! – Exclamou o moreno, perplexo com o perfeito homem a sua frente, que o fitava paralisado.