Meu Meio Irmão
18 Tell me who you are
Notas iniciais
HARRY POV.
A raiva tinha subido em meu peito, um sentimento brotou em mim e eu era incapaz de descrever o que senti. Ver Lucy machucada e saber que quem havia feito àquilo era um homem, o sangue já subia a cabeça. Uma voz dentro de mim repetia “Você não foi capaz de protegê-la!” E aquela sensação era torturante demais para mim. Eu só queria ter voltado á porra do tempo que ai eu não teria á deixado sozinha aqui. Era tudo culpa minha. E agora eu não tinha mais como esconder minha vida dela. Eu teria que contar a verdade.
- Não tenho como fugir da pergunta não é? – perguntei e ela negou com a cabeça.
- Então vamos lá. Lembra que eu estava naquele negócio com o governo? Então não era bem o que o pai e a mãe pensavam, eu menti para eles, naquela época, eu estava a fim de matar as pessoas, eu sentia uma sede por sangue e me disseram que lá eu poderia matar sem ir para á cadeia, e era verdade, lá você ganha uma permissão que te permite fazer mil coisas... Foi uma boa no começo, estava curtindo, eu gostava disso, mas eu quero que saiba que eu só matava homens imbecis, e eu me divertia na maior parte do tempo, mas depois eles me obrigavam a fazer o que eles queriam e eu não queria que ninguém mandasse em mim, ninguém nunca mandou em mim antes, então aquela não seria á primeira vez, só que eu já não tinha mais como sair de lá, foi mais complicado do que você pensa, porque depois que você aprende coisas suficientes você é obrigado á permanecer lá pelo resto de sua vida, é a lei mais absoluta deles, só que como minha família não estava ciente do que eu fazia lá, eu consegui fazer com que abrissem uma exceção para mim, mas para isso eu tive que fazer um trato que dizia que aqui nesse país eu não podia matar ninguém, por isso Lucy, não pude matar aquele filho da puta hoje, ele teve sorte, por que se fosse por mim ele podia já ter se considerado um homem morto – disse esperando alguma reação dela.
- Você ainda não me respondeu por que tem uma arma.
- Já ia chegar lá mô, eu sei que você vai me odiar quando eu disser isso, mas eu preciso falar Lucy... – enrolei um pouco mais tive que falar – É que eu gosto de matar, eu gosto de usar uma arma, eu gosto de tudo que é proibido, mas eu não mato qualquer um. E sabe por que eu tenho uma arma? Eu tenho uma arma porque eu nunca larguei totalmente isso, eu só não vivo mais para o governo, Lucy, ás vezes eu acho que sou viciado em matar.
- Ual – ela disse se levantando. – Harry como pode gostar de matar alguém?
- Eu só mato quem merece morrer.
- Não é você que decide quem merece ou não – Ela gritou nervosa.
- Às vezes eu decido – falei no mesmo tom que o dela.
- Ás coisas não podem ser assim, não podem mesmo! – ela disse me olhando com cara de reprovação.
- Me desculpa, é que eu não me controlo, eu queria me controlar, você não sabe como eu queria, quando eu mato eu sou frio, sou calculista e eu gosto disso, Lucy eu sou um monstro sem coração, eu sou capaz de cometer as maiores atrocidades que um ser humano consegue... Você não faz ideia do que eu já fiz e do que eu sou capaz de fazer– falei com nojo de mim mesmo.
- Nunca mais vai querer olhar na minha cara né? – Perguntei com medo da resposta.
Ela se aproximou de mim e passou a mão em meu rosto fazendo carinho, soltei um sorriso fraco.
- Eu continuo te amando, não importa o que você faça... Você não é um mostro, eu te conheço bastante para saber disso, você às vezes só age como se fosse o dono do mundo – ela disse me dando um beijo calmo.
(...)
SEBASTIAN POV.
Entrei na casa da Lucy e encontrei Harry sentando no sofá. Aproximei-me dele.
- Lucy está lá em cima – ele disse mantendo os olhos na TV sem me olhar.
- Eu queria falar com você, ela me contou que você a salvou quando ele tentou... Tocá-la. Muito obrigado. – disse e dessa vez ele me olhou.
- Eu só estava cuidando da minha vida – ele revirando o olhar e voltando á manter os olhos fixos na TV.
Subi as escadas e Lucy estava deitada na cama com os fones de ouvido, mas ela tirou assim que notou minha presença.
- Eu vou matar o filho da puta! – disse quando uma raiva subiu pelo meu corpo no momento que á vi machucada.
Ela não respondeu nada, apenas se aproximou e me abraçou forte. Abraçar ela e saber que eu não pude ter feito merda nenhuma. Era como se tivessem me esfaqueado várias vezes, uma lagrima caiu pelo meu rosto involuntariamente.
- Não chora, se você chorar eu choro junto – ela disse limpando uma lagrima que deixou escapar também.
- Não vou chorar é que eu me preocupo com você, mas... bom... Lu, só vim aqui para ver se você estava melhor, agora vou ter que ir – dei um beijo demorado na sua testa.
- Problemas com a família? – ela perguntou me olhando, assenti com a cabeça e sai.
HARRY POV.
- LUCY! LUCY! LUCY!– gritei e ela veio em minha direção.
- O que houve? – Ela perguntou me olhando.
- Senta aqui – disse á puxando para sentar ao meu lado.
Fiz carinho em sua barriga e ela soltou um sorriso.
- Harry, o que houve? – ela disse rindo.
- Não acha que já está na hora de decidir o nome desse garotão?
- Harry agente não sabe nem o sexo da criança. E se for uma princesa? – ela disse me olhando.
- Ah, mas eu tenho que deixar meu trono para alguém – ela riu.
- Seu trono? – ela arque-o a sobrancelha, me olhando confusa.
- É. Eu tenho que ensinar tudo que sei para alguém.
- Não quero meu filho metido nisso.
- Tá tanto faz – ri – Então se for menino, qual nome? E ser for menina? – disse e ela parou para pensar.
- Se for menina que tal Chloe? E ser for menino que tal Logan? – Ela disse e um sorriso se formou no seu rosto.
- Não consigo pensar em nomes melhores – disse a beijando. – Então quando vai saber o sexo?
- Daqui á umas semanas.
CAMILA POV.
- Ei imprestável, levanta dai – disse fazendo com que Robert viesse em minha direção.
- Que foi? – ele perguntou e eu pude sentir uma pontada de raiva na sua voz.
- E agora? Alguma ideia? – disse o fazendo pensar em algo.
- Sim, tive uma ideia, mas...
- Então fala logo porra, não tenho todo o tempo do mundo não – Gritei.
- Bom, eu pensei assim, que tal um...
- Um o que? – disse o interrompendo.
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