Meu Meio Irmão
32 Racha
Notas iniciais
LUCY POV.
- É só me dá um carro e eu acabo com você agora – Harry disse sério.
- Não Harry, por favor, não vai – suspirei.
- Me deixa Lucy, eu sei me cuidar – ele disse entrando em um carro (http://weheartit.com/entry/29914751/via/MatildaBlom) e pronto, o racha iria começar.
- Relaxa Lucy, o Harry sabe correr, ele vai se dar bem – Justin disse se aproximando com uma cerveja na mão.
O sinal foi dado e os carros corriam em uma velocidade impressionante. Harry era bem mais rápido que o cara. Harry estava em uma grande vantagem e o cara às vezes se aproximava dele. O barulho do pneu arrastando no chão, a musica alta, as pessoas gritando, era engraçado... Eu gostei.
Logo um barulho de sirene de policia invadiu o local e as pessoas começaram a correr. Justin e os meninos me puxavam para longe de tudo e para irmos embora, mas não queria, não ia deixar Harry lá.
- Lucy agente tem que ir embora daqui logo – Justin disse segurando meu braço.
- Não – gritei, me soltando de seus braços e correndo em direção ao carro onde Harry estava.
Eu corri contra aquilo tudo, e meus pés não aguentavam mais. Joguei-me na mata e fiquei lá escondida observando tudo.
HARRY POV.
- Justin, cadê a Lucy? – perguntei nervoso.
- Ela é maluca, ela foi te procurar...
- O que? Porra, como vocês deixaram? – gritei.
- Harry, não é fácil segurar sua mulher – Derek disse me olhando.
LUCY POV.
- Lucy? – uma voz conhecida ecoou atrás de mim.
- Sebastian? – falei me virando e percebendo que era ele mesmo.
- O que você faz aqui? – Ele perguntou parecendo preocupado.
- Eu que pergunto o que você faz aqui? – perguntei com raiva quando notei que ele estava vestido com um uniforme policial.
- Não é hora disso Lucy, em casa agente conversa, preciso te tirar daqui – ele disse esticando a mão para me ajudar a levantar. Ignorei a ajuda e me levantei sozinha.
- Como pode? – Perguntei o olhando.
- Lucy agora não! – ele gritou nervoso.
Depois segurou no meu braço e notei que havia pelo menos uns 10 policias ali.
- Achou mais uma? – Um policial perguntou caminhando em nossa direção.
-Não, essa aqui é minha namorada- Sebastian disse envolvendo seu braço em minha cintura- Veio desejar boa sorte no meu primeiro dia de trabalho – completou.
- Você é um homem de sorte, ela é linda – o cara disse pegando na minha mão e a beijando.
- Vamos Sebastian? – falei rude, mantendo meu olhar preso no dele.
- É, vamos – ele disse me levando até o carro.
O caminho todo foi um silencio mortal, estava com raiva dele. Como ele pode ser policial?
- Você sabe com o que o Harry trabalha, como pode? – perguntei gritando quando ele estacionou o carro em um local que eu não conhecia.
- Onde estamos? – perguntei o olhando.
- Não podemos conversar lá no galpão, tem muita gente lá – ele disse saindo do carro e entrando em uma casa.
- Agora dá para me responder? – perguntei indo atrás dele.
- Lucy, eu preciso fazer alguma coisa e esse emprego foi à única coisa que consegui – ele disse tentando se explicar.
- Você sabe que esses caras estão atrás do Harry! Sabe que o trabalho deles é prender caras como o Harry! – falei nervosa.
- Eu sei Lucy! Porra, você acha que eu não sei disso? – ele disse tão nervoso.
- Então, porque Sebastian? – perguntei o olhando.
- Porque eu sou um idiota – ele disse baixo.
- De quem é essa casa? – perguntei observando o local.
- Minha – ele disse tão baixo que eu quase não consegui ouvir.
- Sua? Sua casa? – perguntei confusa.
- Eu precisava sair de lá, Harry nunca me quis lá e você sabe muito bem disso! – ele disse me olhando.
Abri a porta nervosa e ouvi Sebastian me gritar.
-Aonde você vai?
“Esfriar a cabeça” pensei comigo mesma. Continuei andando e ouvi alguém me chamar.
- Sebastian, já disse que agente se fala outra hora, não estou com cabeça agora – disse me virando e vi que não era ele atrás de mim.
- Lucy? – uma mulher perguntou e eu busquei na memoria de onde a conhecia.
- Emily?
- Pensei que nunca mais ia te ver depois do que houve na festa- ela disse me abraçando – Então agi errado com você, se você acha que aquele garoto te faz bem, você que sabe – completou.
- É ele me faz bem, mas está a fim de fazer alguma coisa, tipo beber? – perguntei.
- Claro! – ela respondeu animada. – Tem um bar ali perto, que é ótimo! – ela disse apontando para o bar e fomos até ele.
Começamos a beber. Emily me contava coisas bobas sobre ela e falava coisas sobre o quanto odiava o trabalho e que seu chefe era completamente insuportável. Ela era divertida e era bom conversar com ela. Eu precisava daquilo. Precisava de uma amiga.
- Então, é assim que o chama? – Falei caindo na gargalhada de novo e Emily me acompanhou.
Perdi completamente a noção de horas. E quando me toquei já estava tarde e já tinha bebido demais. Harry devia estar preocupado, então me despedi de Emily e ela disse que seria bom repetir isso outra vez, então trocamos celular.
Comecei a andar pela rua em busca de algum taxi que me levasse para casa. Até que uma mulher atravessou a rua e pude jurar que era a Camila. Senti minhas pernas fraquejarem, forcei meus olhos repentinas vezes para confirmar se o que estava vendo era verdade. Ela me olhou e estava segurando uma criança em seu colo, um pequeno menino.
Fale com o autor