Notas iniciais
Eu queria agradecer em especial á linda da AnneStyles pela recomendação! Sério muito obrigada meu amor! To mt feliz! E não sei nem como te agradecer, obrigada mesmo!! E quero agradecer pelo reviews, fico feliz que estejam gostando.

LUCY POV.


Meu pai vinha caminhando em minha direção em um estado que eu nunca imaginei que pudesse encontra-lo. Ele soltava faísca pelo olhar.


– CADE SEU IRMÃO? – Ele gritou chamando toda a atenção de quem estava por perto para ele.


– Por quê? O que houve? – Minha mãe perguntou tentando acalma-lo.


– LEVA A LUCY PRA CASA AGORA. – ele gritou e minha mãe começou a recolher as coisas.


– O que houve? – perguntei o encarando. Ele segurou forte nos meus braços o apertando.


– LUCY, CADÊ SEU IRMÃO? – ele perguntou novamente e eu permaneci quieta.


– Está no banheiro masculino – minha mãe respondeu com a voz tremula.


– Mãe... – a repreendi.


Meu pai caminhou rápido em encontro ao banheiro, e eu pensei em segui-lo, mas minha mãe me impediu.


– Me solta– pedi.


– Não Lucy! Você viu que seu pai não esta bem, vamos para casa agora! – ela disse me levando a força até o carro.


Entrei e me recostei na cadeira, tentei relaxar e manter meus pensamentos longes, mas meus pensamentos não conseguiam sair de uma pessoa... Harry.


HARRY POV.


Meu pai invadiu-o o banheiro, e saiu empurrando quem estava na frente. Aproximou-se de mim, e me olhou com nojo. Me dando um tapa estalado no rosto que ecoou pelo banheiro todo. Não pensei duas vezes, fechei a mão e acertei em cheio seu rosto com a mesma intensidade que havia feito em mim. Não botei muita força na mão, porque porra... Era meu pai.


– VOCÊ TÁ LOUCO? – gritei.


E ele me olhava de um jeito que conseguia de algum modo me acertar.


– MOLEQUE VOCÊ FOI LONGE DEMAIS DESSA VEZ! – Ele gritou.


– Vicent, se acalma, o leva pra casa e conversa com ele lá... É melhor – Alberto o amigo do meu pai disse e ele obedeceu.


– Arruma suas coisas e me encontra no carro – ele disse frio, indo em direção á saída.


Sentei-me no banco e pensei em qual merda eu tinha feito para ele está assim... Mas não veio nada em minha cabeça. Pensei em ligar para Lucy, mas preferi fazer o que ele pediu pela primeira vez na vida.


Peguei as coisas do armário e coloquei na mochila. Dei um soco forte no armário com raiva do tinha acabado de acontecer e respirei fundo, caminhando até o estacionamento. Ele já estava dentro do carro, parado, encarando o nada. Entrei e joguei a mochila no banco de trás, ele deu a partida e um silêncio mortal se formou até o caminho de casa.


Entrei pela porta, enquanto ele estacionava o carro. Encontrei minha mãe e Lucy sentadas no sofá, e elas me olhavam preocupadas. Meu pai entrou em casa logo em seguida. Minha mãe caminhou até a direção dele, e perguntou baixinho “o que houve?” Ele entregou um envelope para ela e ela abriu com cuidado, observando o que tinha dentro.


Depois de ver o que tinha, ela sentou em uma das poltronas e colocou a mão no rosto, começando a chorar descontroladamente. Olhei para Lucy e ela deixou algumas lagrimas molharem seu rosto, embora ela não fizesse ideia do que estava acontecendo. Mas eu já tinha sacado tudo, o que continha ali, era fotos... Fotos minhas e da Lucy.


– Vamos para o meu escritório agora Harry! – meu pai ordenou e eu apenas o segui, caminhando até o escritório.


Ele abriu a porta e eu a fechei.


– Você foi longe demais dessa vez garoto! – ele gritou.


– Eu não á obriguei á NADA! – falei no mesmo tom.


– Ela é uma menina, é mais nova e é sua irmã! Você abusou disso!


– Não! Eu não queria que fosse assim, mas eu sou apaixonado por ela porra!


– Moleque... você não vai encostar um dedo nela de novo!


– Não me chama de moleque! Eu amo ela e faria qualquer coisa por ela, vê se entende logo!


– VOCÊ NÃO AMA NINGUÉM! E ELA É SUA IRMÃ – ele esfregou a mão no rosto desesperado – EU TE CRIEI DA MELHOR MANEIRA QUE EU PUDE E VOCÊ ME FAZ ISSO.


– SINTO LHE DIZER ISSO, MAS O SENHOR NÃO SE ESFORSOU BASTANTE – lagrimas escorrerão para meu rosto, mas as sequei com raiva – ME CRIOU DA MELHOR MANEIRA QUE PODE? – ri ironicamente. – Quer dizer que quando eu tinha 4 anos e você saia e me deixava sozinho com um empregada, você estava cuidando de mim? Que quando eu estava crescendo e precisava da sua atenção você estava cuidando de mim? Que quando eu cresci e tive que ficar cuidando sozinho da Lucy enquanto você e a mãe estavam viajando, você estava cuidando de mim?


– Eu sempre trabalhei muito para dar isso tudo aqui pra vocês! – ele disse deixando lagrimas escorregarem pelos seus olhos.


– Pra que isso tudo se meu pai nunca esteve ao meu lado? – soltei um sorriso.


– Do que está rindo? – ele perguntou me olhando.


– De você! Porque você não merece uma filha incrível como á Lucy, que sempre fez o que o senhor pediu sem um ai, mais eu nunca tive paciência para o que o senhor cobrava né, sempre fui o filho que você sentia vergonha, porque pai, eu era eu e você nunca aceitou isso... – ele me interrompeu.


– CHEGA! Não mereço ouvir mais nada disso!


– Não merece a verdade Vicent? – o olhei fundo.


– Isso não te dá o direito de fazer o que fez! Vai embora daqui! – ele disse me empurrando, e me dando pequenos socos.


– Eu vou mesmo! – caminhei até a entrada do escritório — Tchau papai, mas se prepara porque quando eu sair por essa porta o senhor nunca mais vai precisar olhar na minha cara – falei e sai daquele escritório batendo a porta.


Entrei na sala e minha mãe estava gritando alguma coisa com a Lucy, mas parou no instante que notou minha presença. Subi as escadas e ela veio correndo atrás. Peguei uma mala no meu armário, e joguei nela o máximo de coisas que consegui, depois a fechei e caminhei até a porta do quarto aonde minha mãe me olhava.


– Para onde você pensa que vai? – ela disse em meio ao choro.


– Para bem longe daqui – falei – mas antes eu tenho que falar com a Lucy – completei.


– Não, você não vai chegar mais perto dela! – meu pai disse aparecendo e abraçando minha mãe por trás.


– Vicent, eu não vou estar mais vivendo de baixo do seu teto, não preciso mais obedecer a suas ordens! – falei pegando a mala e descendo até o encontro de Lucy.


Meu pai tentou impedir, mas minha mãe o convenceu de que seria a ultima vez. Aproximei-me dela e passei a mão carinhosamente pelos seus cabelos.


Notas finais
Então, gostaram????