Meu Meio Irmão
8 Chantagem
Notas iniciais
HARRY POV.
Meu celular tocou e era uma mensagem da Camila, eu realmente estava pouco me fodendo para ela, mas aquele toque era um cú se eu não atendesse aquilo ia ficar tocando o dia todo até eu ver.
“Tenho fotos de vocês dois juntos, me encontre em 5 minutos e você sabe muito bem aonde”.
- Lucy eu vou sair – peguei o celular que tinha deixado em cima da mesa.
- Vai para aonde? – ela me olhou sem entender nada.
- Resolver uns problemas – peguei a chave do carro e sai catando pneu, aquela filha da puta ia me pagar.
Cheguei lá e nem um sinal dela, senti alguém me cutucando e me virei para ver quem era.
- Ela está te esperando lá em cima – o homem que trabalhava no motel veio me avisar.
- Era o que faltava- bufei e o cara não entendeu nada.
Abri a porta do quarto e ela estava sentada em uma cadeira de costas, mas se virou assim que sentiu minha presença no quarto.
- Fala logo que eu não tenho o dia todo – disse e ela sorriu sarcasticamente.
- Calma você veio aqui para entrarmos em um acordo, então não tenha pressa.
- Acordo? – ri – Eu só vim aqui para ver o circo que você tá fazendo.
- Eu tenho foto de vocês – ela tirou de cima da mesa um envelope e me entregou, abri e era verdade o que ela estava falando.
- Isso aqui? – rasguei tudo e ela ficou me olhando parada – Pronto, não tem mais.
- Eu não sou burra para fazer só uma cópia.
- Calma ai, deixa eu fingir que me importo – os olhos dela estavam queimando em raiva e eu estava me divertindo com aquilo.
- Você pode não se importar, mas a Lucy se importa.
- O que? – a olhei.
- A queridinha do papai e da mamãe, pegando o irmão? – ela andava de um lado para o outro naquele quarto e aquilo me deixava nervoso – acho que isso não é muito legal.
A empurrei com força na parede, fazendo-a bater de costas e se machucar bastante, mas ela riu daquilo.
- Harry... Não faz isso que me excita.
- Você é doente garota – a larguei e ela caiu no chão.
- O que você quer? – gritei e ela me olhou.
- Calma, me deixa fazer meu show.
- Seu show já perdeu a graça e não estou mais afim de palhaçada – disse grosso.
- Tá nervoso? – ela soltou um sorriso- O que eu quero é muito simples.
- O que você quer? – a olhei se aproximando de mim.
- Você.
- Desculpa, mas não dá – a empurrei para longe.
- Não estou perguntando se dá ou não, eu quero você – ela gritou.
- Vai ficar querendo minha filha – soltei um sorriso.
- Sabe o que isso vai ser para Lucy? Não quero nem pensar, você conhece seus pais muito bem, eles iam culpar você porque você é o irmão mais velho e porque é o homem.
- Eu sei me virar.
- Você eu sei que sabe já a Lucy eu não tenho tanta certeza, você acha que como vai ser a vida dela depois disso? Eles nunca a tratariam igual, castigo pelo resto da vida... Acho que até um internado e você sabe que lá as coisas são bem ruins, não não não, melhor ainda que tal um convento ? Mas isso não cabe a mim decidir, a sua mãe que vai escolher. Harry, você sabe que isso mudaria a vida dela e seria para pior.
- Eu topo. – disse baixo.
- Sério? Vai mesmo desistir da sua felicidade para ficar com ela? Achei que você fazia o tipo de garoto egoísta que só se importa com você, mas vejo que estava errada.
- Eu mudei e eu faço tudo por ela.
- Até aceitar ficar comigo e nunca mais tocar nela do jeito que você tocou? – ela me olhava com um sorriso que dava vontade de estourar com aqueles dentes.
- É porra, feliz? – sai do quarto batendo a porta forte.
Entrei no carro e fiquei pensando no que falar para Lucy, uma lágrima caiu pelo meu rosto, mas eu a sequei, que porra é essa? Coisa de viado, firme Harry, tú é homem. Cheguei em casa e Lucy estava no sofá vendo filme.
- E ai? – ela veio me abraçar.
- Oi – disse meio para baixo.
- Oque houve com você?
- Nada, só me abraça forte. – Ela fez o que eu pedi.
- O que houve? Tem algo muito errado, você não é assim.
- Lucy não tem nada porra – gritei e ela se assustou.
- Eu sei que tem, você sai bem e volta assim?
- Eu só quero paz – a olhei e ela estava confusa, eu também estaria se fosse ela.
- Tá Harry, eu só queria saber para te ajudar.
- Você não pode me ajudar – andei até o sofá e sentei lá.
- Sabe, se você me falasse ficaria muito mais fácil.
- Só não quero mais – botei meu pé em cima da mesa.
- Não quer mais o que? – ela se sentou do meu lado.
- Você Lucy, eu não quero mais você, eu já provei o que tinha que provar e não quero mais porra nenhuma, eu só queria ver como você era. Pronto, já curti e acabou eu quero que você deixe em paz, eu não nasci para viver preso á ninguém e com você não vai ser diferente, acabou Lucy, acabou... Eu me aproveitei de você e eu cansei de joguinho.
Minha vontade quando eu terminei de dizer aquilo tudo era de quebrar a merda da casa toda, eu não sabia que iria ser tão difícil assim, aquilo estava me matando, que porra, eu peguei pesado demais, me virei para ver como ela estava, porque não fui homem o bastante para dizer aquilo olhando para ela, eu não conseguiria. Ela ainda me olhava parada, sem ação, ela realmente não esperava aquilo, eu realmente só queria que ela soubesse que eu estava fazendo aquilo por ela.
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