Meu Medo, Minha Mente my Black Butler.

1 Capítulo 1- O começo de tudo, o fim do nada.


Notas iniciais
>,< não sou boa nesse tipo de coisaa... -_-' Nem sei como começar.

Desde de pequena sempre fiz o que todos queriam que eu fizesse, nunca fiz nada por mim, sinceramente nunca "ouvi o coração".Sou Hanako Kamiouji, apesar do nome fui criada em Londres, apesar de ter uma família grande e ,consideravelmente, "agradável" a única pessoa pela qual realmente senti e recebi uma quantidade significantemente grande de afeto, foi meu avô, ele me ensinava sobre a vida e dizia que eu lhe ensinava a relembrar sua juventude. Nunca fui muito religiosa, mas sempre tive uma crença em Deus, uma pequena crença que aumentava a cada dia, um respeito divino. Nunca morei perto de meus avós, na verdade eles moravam em outra cidade, sempre ia visitá-los aos fins de semana com meus pais, na maioria das vezes com a minha tia.

Só que, no dia 16 de junho, logo após eu voltar, para Londres depois de um passeio de turma bem divertido, recebi uma notícia que me perturbou, me revoltou, e bagunçou meus sentimentos e minha mente...Meu avô estava internado em uma UTI, ele havia desmaiado. Eu não pude vê-lo, eu estava lá, mas não pude vê-lo. No dia seguinte fui para casa, cansada, por não ter conseguido dormir, cansada por sem querer acabar virando a madrugada!

Então, na manhã, esperei, isolada, sentada no canto como um cão que acabara de levar um grande sermão. Rezando, implorando, ajoelhada, à Deus para que poupasse meu avô, para que o curasse, fosse lá o que ele tinha.

E naquele crepúsculo negro que eu observava do telhado, vi uma imagem minha,refletida em minha mente, dar uma risada sombria como se estivesse vangloriando-se, ou achando graça de algo. Ao anoitecer no canto da cozinha, no qual eu me isolava, aquela imagem em minha mente refletida, me avisara algo, estava rindo, mas me avisara, havia me avisado algo que segundos depois pude ouvir, de meu tio...Meu avô... Tivera falecido de HIV.

"E-ele se foi..."- Foi a única coisa que pensei, antes mesmo de meu tio chegar perto de mim, E no mesmo instante minha fé, crença, respeito...Tudo... se foi... junto com meu avô, meus sentimentos, pensamentos positivos sobre o mundo, tudo se fora com ele.

Agora Deus, o Deus dos humanos crentes, não existia para mim, meu desejo naquele momento, era o inferno, era Lúcifer, desde então, meu respeito passou a pertencer à Lúcifer. Fui totalmente corrompida pelo ódio, e pela escuridão total!

No dia seguinte, no velório de meu avô, a cada palavra que aquele padre, dissera era uma martelada em minha cabeça.Eu não conseguia suportar mais aquilo, mas quando percebi, quando o padre disse:

–Vamos rezar, e orar pelo nosso querido pai, para que este abençoe a alma de...

Antes mesmo dele dizer o nome de meu querido avô, uma risada saiu de mim, a mesma risada que a imagem em minha mente dera no crepúsculo, dei uma risada maldosa, vangloriosa, e ria, ria perguntando...

–UHAHAHAHAHA Você só pode estar brincando, né? HAHAHA, 'nosso pai'... ÁH entendi você esta falando, do.. SEU pai, do pai de VOCÊS, não o meu!"

Então fui expulsa, expulsa pelos meus próprios parentes e familiares. Cansada, fui embora, andei pelo cemitério chorei no túmulo de meu avô e quando abri meus olhos, um homem alto, belo, extremamente bem arrumado, estava ali na minha frente, parado, me observando com um belo sorriso. Fiquei sem falas, quem era tal homem tão perfeito? Só sei que quando olhei de volta para o túmulo de meu avô, num pedaço do espelho, fincado na grama, vi o reflexo de meus olhos, eles estavam escuros, sem qualquer brilho, pareciam estar como eu, sem qualquer fé, esperança, ou vontade de viver:

– Pelo jeito é verdade o que dizem, os olhos são o reflexo da alma...- falei bem baixo para mim mesma.

Naquele bando de gente, que se dizia ser boa, e que dizia falsamente que me amava, minha irmãzinha, ha mais inocente da família, nem a ela eu podia confiar segredos, pedidos ou algo do tipo. Enfim, quando olhei de novo para o homem, perguntei:

–Quem é você, caro senhor?- E ele me respondeu:

–Quem você gostaria que eu fosse?

–Como assim?!- Perguntei insatisfeita com a resposta.

–Qual nome você me daria, qual nome você acha que me cairia bem?

– Humm, com todo o respeito o senhor aparenta ter uma personalidade elegante... Sebastian, este seria um bom nome.- Ele me encarava, parecia estar refletindo sobre minha resposta, depois de alguns segundos seu sorriso aumentou, como se ele tivesse ficado satisfeito com o nome.

– Por que está aqui fora no frio, minha cara dama?- Ele parecia realmente preocupado, então resolvi responder:

– Fui expulsa, por perder minha fé...

Ele parecia espantado, ou realmente surpreso, e com aquela expressão em seu rosto me irritei, afinal, ele nunca vira uma garota sem fé? Resolvi perguntar:

–Com todo o respeito, o senhor nunca viu uma garota sem fé?- Falei exatamente o que eu estava pensando, fiquei impressionada comigo mesma, nunca tivera feito isso.

– Sinceramente minha dama, não, eu nuca vi uma garota sem fé, geralmente são garotos, ou melhor, dizendo homens!- Realmente aquilo me irritou, eu estava irada, então sem querer falei com um tom mais alto:

– Hunf! Todos são iguais, mas saiba senhor Michaelis, que sou uma dama, e não me importo nem um pouco se todas as almas naquele salão irem para o inferno! Estou cansada!

Ele me olhara de novo, com uma cara de surpreso, e mudando de assunto perguntou: — Como sabe meu sobrenome jovem dama?

Eu não sabia como responder, aquele nome somente aparecera em minha mente, fiquei muito envergonhada, e irritada ao mesmo tempo, para encurtar fiquei sem graça.

–E-eu achei que era o que combinava Sebastian Michaelis, é bem elegante.

Realmente senti um pouco de calor, nervosa, sem-falas. E acabei demonstrando isso facilmente.

– Esta ficando vermelha jovem dama...

– C-calado, e-eu n-não estou vermelha!- Naquele momento pude ouvir seu "hu,hu" como se ele estivesse se divertindo.

Então Sebastian resolveu dar uma leve risada da minha cara, realmente ele estava me irritando, até que o que ele disse me fez ficar quieta.

– Quanto as pessoas do salão você realmente não se importa com elas?! Você realmente não se importa de elas morrerem?

Com a cabeça erguida e com um sorriso vanglorioso, novamente, estampado em meu rosto respondi:

– Não, eu realmente não me importo! Espero que todos morram!

– Mas você já perdera seu avô, por que não se importaria de perder sua família?

–Meu avô se foi, e com ele minha fé, não tenho muita coisa a perder... Além disso, não tenho qualquer afeto por eles, só minha irmã, que eu gostaria de poupar para ver em que pessoa ela se tornará.

Apesar da minha fala, minha irmã era uns dois anos mais novos.

– Posso lhe dizer uma coisa?

– Claro! — Eu realmente estava curiosa...

– Posso matá-los para você, e ainda poupar tua irmã!-Ele me dissera isso de um jeito... Aconchegante... E com o maldito sorrisinho em seu rosto... Antes de eu ter a chance de responder ele terminou sua fala com:

– Não é isso o que quer 'my lady'...

Não pensei duas vezes, sinceramente nem se quer pensei quando percebi, eu estava o abraçando, o abraçando de um jeito como se ele... Soubesse o que eu sentia, como se ele soubesse como minha alma era.

– Como se o senhor pudesse matá-los... — Meu sorriso se foi.

– Somente diga o que, quer e os detalhes resolveremos depois.

– Mas como pretende matá-los? Você é só um humano comum, acabaria morrendo junto. — O maldito me preocupou, não sei porque, mas eu senti uma leve preocupação por um estranho que, a meus mandos, iria matar minha própria família.

– Vou lhe contar 1 segredo... Quando se perde a fé, não há como passar, nem por todos os portões possíveis para o, paraíso. Agora simplesmente peça e eu farei.

– Pois bem, então mate-os, mas eu gostaria de uma morte lenta, como um incêndio.

– Yes, my lady.

E assim num piscar de olhos Sebastian desaparecera, senti uma tontura e acabei desmaiando.


Notas finais
>o<' ainda não sou boa nissooo.