Meu Medo De Amar...
26 Capítulo 25
Jacob até tentava encontrar meios de acreditar na inocência do anjo, mas estava difícil, esvaziou a lixeira e encontrou um frasco de veneno misturado as embalagens vazias dos ingredientes que ela havia utilizado para fazer o bolo.
A parte racional de sua mente lhe dizia que havia sido muito idiota por ter confiado no anjo, se apaixonado, devia ter mantido distância, desde o princípio desconfiou que ela fosse igual ao ex-marido, mas muito burro se permitiu iludir por aquela face angelical, aquela voz doce. Porem seu coração gritava exatamente o contrário, se apegava a mínima possibilidade de que ela falou a verdade quando disse ser inocente, que nunca faria mal algum a Clair. Que aquele rosto alvo e bonito era transparente para ele, que enquanto estiveram juntos nunca lhe mentiu, que cada emoção, cada sentimento que ela deixou transparecer quando estavam juntos era verdadeiro.
Essas duas vertentes se digladiavam dentro dele, mas a parte racional do seu cérebro era mais forte, afinal seu instinto de proteção em relação a Clair era imenso e ele pedia para manter o máximo de distância possível de Bella, todas as provas apontavam para ela.
Estava sofrendo com a separação, sentia falta de Bella em cada segundo do seu dia, relembrava seus momentos juntos. Amava cada parte dela, sem exceção. O pior de tudo isso era ter que inventar mentiras para Clair sobre sua ausência, não tinha coragem de dizer a verdade, que ela tinha atentado contra sua vida.
Dessa forma seus dias foram passando, quando estava ao lado de Clair até podia acreditar que estava feliz, mas a noite quando estava sozinho no quarto, era consumido pela tristeza, pela falta que Bella lhe fazia.
Em sua pequena casinha a beira da praia Bella apenas era ciente dos dias que se arrastavam lentamente. Não tinha ânimo para nada, dentro de si apenas havia lugar para a saudade, mágoa e a tristeza profunda que sentia.
Uma semana já havia se passado e ninguém exceto Sue tinha lhe procurado. Desde que abandonou a casa de Jacob possuía uma fraca centelha de esperança dentro de si, de que ele, Raquel e todos os outros descobrissem que era inocente, acreditassem em sua palavra, mas os dias foram passando e nenhum deles apareceu.
Naquela manhã seu celular que permaneceu calado por tantos dias começou a tocar, Bella correu em direção ao aparelho, mas infelizmente o nome que aparecia no visor não era de nenhuma das suas pessoas queridas, era Emmett. Suspirou de forma pesada, ponderando se devia ou não atendê-lo, acabou optando pelo sim.
- Emmett – Disse com a voz vazia de sentimentos.
- Como vai Bella? – Ele perguntou educado. Ela revirou os olhos e foi direto ao ponto.
- A que devo a ligação? – Perguntou direta.
- Bem, primeiro liguei para dizer que já fiz o depósito da sua quantia mensal, seus gastos cresceram muito nos últimos meses – Comentou, mas antes que Bella respondesse algo ele completou – E claro, gostaria de saber se os boatos são verdadeiros – Bella prendeu a respiração – Dizem que você e o Black se separaram, é verdade?
- Emmett minha vida pessoal não lhe diz respeito, mas se quer mesmo saber, continuamos casados! Não dê ouvidos a esse tipo de fofoca – Bella respondeu arredia. Apesar dos Blacks não terem confiado em sua palavra, lhe acusarem de ser um monstro, não iria dizer aos Cullens da separação, havia prometido a Jacob que Clair sempre estaria com ele, seu casamento foi apenas mais um meio de assegurá-lo, iria manter sua palavra.
- Que pena... – Emmett sussurrou muito baixo para que Bella ouvisse.
- Era só isso? – Bella perguntou prestes a desligar o telefone na cara dele.
- Só mais uma coisa. O que pretende fazer com a casa de Forks? A que você morava com meu irmão? Esta morando em La Push não é mesmo? Pensei que talvez pudesse cedê-la a mim e a Rose, nossa casa é muito pequena para nós, precisamos de uma maior – Ele pediu cinicamente.
- Não acho que a sua casa seja pequena Emmett, daria para várias pessoas morarem nela confortavelmente, imagina duas? A casa vai continuar fechada até que decida o que fazer com ela! Até outra hora – Bella falou desligando — Bastardo! – Praguejou — Não chega tudo que tem roubado de mim e ainda querem a casa? – Se perguntou indignada, não fazia questão de cedê-la a alguma pessoa necessitada, mas a Emmett e Rosalie não, de forma alguma.
A uma semana Bella não pisava na associação de morados de La Push, onde tinha sua sala de leitura, havia dado uma desculpa qualquer para se afastar alguns dias. Mas estava cansada de ficar em casa sem fazer nada, suas emoções estavam uma bagunça, e apesar de não ter ânimo pra nada decidiu ir a associação aquela tarde. Não poderia deixar mais suas crianças de mão por ser tão fraca, medíocre.
A tarde vestiu uma das roupas confortáveis que havia comprado a alguns dias e saiu em direção ao carro. Dirigiu o caminho inteiro pensado em como seria olhar para Raquel, sua melhor amiga, voltar a ver o desprezo em seus olhos, a decepção. Estava tão triste, magoada, ressentida, pensou que ao menos ela pudesse acreditar em sua palavra, mas se enganou.
Já no centro entrou rapidamente no espaço destinado a sua leitura, ainda não tinha terminado de ler a história de chapeuzinho vermelho. O livro encontrava-se no mesmo lugar que deixou. Caminhou pela sala relembrando seu primeiro momento ali, a presença marcante de Jacob, lhe apoiando, sua menina tão compenetrada escutando a historinha, o apoio da sua melhor amiga e cunhada, Raquel, não havia mais nada ali, só memórias.
- Tia Bellaaaa, que saudade!– Disse João de 5 anos pulando nos braços de Bella, ela sorriu ao mesmo tempo que deixou escapar uma lágrima solitaria, a enxugou rapidamente sem que o garoto percebesse – Hoje tem historinha? – Perguntou o menino animado.
- Tem sim meu anjo, já já vamos começar – Afirmou e recebeu um sorriso empolgado em troca.
João brincava nas almofadas da sala tendo o boneco do Pinóquio nas mãos, Bella estava sentada em sua poltrona a espera das outras crianças que sempre acompanhavam sua leitura, contudo os minutos foram passando e não chegava mais ninguém. Sentindo que aquilo era um mau sinal Bella começou a se inquietar. Haviam tirado tudo dela, será que não tinham deixado nem mesmo a leitura? – Pensou já sentindo as lágrimas empoçarem seus olhos.
Uma hora já havia passado e fora João, que era filho de uma das voluntárias, nenhuma outra criança apareceu. O menino já estava inquieto, ansioso por sua historinha. Bella tinha perdido o ânimo, mas resolveu ler mesmo que fosse apenas para ele, afinal não queria desapontá-lo.
- Vem até aqui amor, suba no meu colo – Ela pediu, o menino foi rapidamente. Com João bem apoiado em seu colo Bella começou a leitura. Em seus olhos haviam a promessa de lágrimas iminentes, mas ela as guardaria para si, para liberá-las apenas quando tivesse na solidão de sua casa. No momento se esforçava para dar o melhor de si para o menino, que viajava na história.
Enquanto Bella lia para o pequeno garoto que tinha no colo recebia os olhares discretos de Raquel. Sua cunhada lhe espreitava pelo canto da porta. Ao ver Bella segurando o menino com tanto carinho não podia acreditar que ela fosse capaz da atrocidade de dias atrás. Tinha saudades de sua amiga, e apesar de Becca reafirmar todos os dias que Bella era um monstro, que agiu de caso pensado, com extrema frieza, ainda duvidava de tudo. Várias vezes pensou em procurá-la, mas todas as vezes acabava desistindo.
Sabia o motivo da sala de leitura estar vazia, Rebecca era a culpada, mesmo que tivesse insistido no contrário sua irmã procurou cada um dos pais das crianças que participavam diariamente da sala de leitura, afirmando a todos que não deixassem mais seus filhos a sós com Bella. A única pessoa que havia dado um voto de confiança a Bella era a professora de reforço escolar, cujo seu filho estava sentado no colo dela.
Raquel suspirou de forma cansada, não queria que nada daquilo tivesse acontecendo, via no rosto de Bella a expressão de profunda tristeza e reconhecia a mesma no rosto do seu irmão, mesmo que ele tivesse aquela pose de durão. Olhando por trás daquela máscara que ele usava podia ver a falta que Bella fazia em sua vida, a dor, a tristeza.
Após alguns minutos Raquel foi embora sem ser percebida. Bella leu por uma boa hora para seu único ouvinte, por vezes sua garganta travou, mas ela forçou sua voz a sair. Por fim quando concluiu a leitura beijou a testa do garoto com muito carinho.
- Obrigado pela companhia João – Agradeceu e logo em seguida o garoto desceu de seu colo.
- Até amanhã tia Bella – Ele disse e saiu correndo da sala. Bella ficou por lá mais alguns minutos, depois recolheu a bolsa e saiu.
No caminho até a sua picape notou alguns cochichos, olhares maldosos em sua direção, apressou os passos, mas antes de alcançar o carro teve seus olhos presos com uma visão aterradora. Jacob estava a alguns metros de distância, ao lado de um reboque, reconheceu o carro da diretora sendo guinchado.
Jacob sabia da ausência de Bella no centro, Raquel tinha lhe informado que desde o acontecido ela não havia ido ler suas histórias, havia inventando uma desculpa para se ausentar. Ele foi ate a associação certo de que não a veria por lá, se soubesse que ela estaria lá teria enviado um funcionário qualquer, seria melhor assim. Morria por ver o rosto do anjo mais uma vez, mas sabia que tudo que ia conseguir com isso era mais dor.
Os olhares de Jacob e Bella ficaram presos por um longo minuto. Bella sentiu seu coração acelerar assim que o viu, sua típica reação ao vê-lo. Ele estava ainda mais bonito e imponente em seus quase 2 metros de altura, usava uma camiseta preta que desenhava cada músculo do seu peitoral definido, unido a um jeans levemente apertado. Nesse breve segundo Bella pode constatar o quanto seu marido era um verdadeiro deleite aos olhos, até mesmo a cicatriz que possuía no rosto tinha aprendido a amar. Mas logo se recompôs, não podia mais se permitir sentir tais coisas, afinal ele conseguiu lhe causar uma dor inimaginável, a fez conhecer o céu, o amor verdadeiro, a felicidade, para pouco tempo depois lhe mostrar o inverso, seu peito se encheu de mágoa, tristeza, afinal ele não era tudo que imaginou que fosse.
Doía-lhe um inferno vê-lo tão perto e não poder tocá-lo, não receber aquele abraço forte, não ter o aconchego do seu corpo quente, não receber aquele sorriso que havia reconhecido como apenas seu. Agora tudo que via era desprezo, graves acusações, imperdoáveis, angustiantes.
Sentindo uma dor dilacerante deixou aqueles olhos negros e entrou no carro. A dor já era enorme sem vê-lo. Tudo que desejava era a solidão da sua casa, o conforto do seu travesseiro, dos lençóis frios, que sempre lhe traziam a realidade.
Jacob continuou olhando para Bella, hipnotizado, mesmo quando ela entrou no carro e ele a perdeu de vista. Pode perceber facilmente as olheiras abaixo dos olhos chocolates que ele tanto amava, a perda de peso. Se sentiu péssimo, lhe machucava vê-la daquela forma, gostava de pensar nela com um sorriso nos lábios, o olhar cheio de vivacidade, alegria. Sabia que ele também não estava em sua melhor forma, mas ela parecia definhar. Mais uma vez seu coração pediu para ir até ela, lhe pegar no colo e levar de volta a sua casa, trancar a porta e nunca mais deixa-la partir. Mas a razão sempre vencia ao lado da segurança de Clair, não podia fazer isso sem ter plena certeza de que Bella era inocente, e mesmo que um dia a tivesse sabia que Bella não o perdoaria, então de qualquer forma, de qualquer maneira, a tinha perdido.
Andou cabisbaixo em direção ao reboque, trocou duas breves palavras com a dona do carro e saiu.
*********
A escola primária de La Push onde Clairestudava era simples, um casarão enorme dividido em muitas salas, com um pátio enorme ao fundo, onde era situada a maior parte da área de recreação. Contudo ainda havia alguns balanços e gangorras no pátio em frente a escola, onde os pequenos se entretiam antes de entrar para as aulas, onde geralmente esperavam seus pais. Era num desses que Clairse balançava, impulsionando seu corpo com a ponta dos pés, não conseguia grande impulso, mas se satisfazia assim mesmo.
A menina nem se dava conta do seu observador, que se mantinha escondido por uma das imensas árvores que cercavam a escola, e os motivos que o fazia manter distância eram as grades que cercavam todo o local, além do porteiro e do número de crianças que continuavam a sair por aqueles portões. Mas ele era paciente, não era a primeira vez que esteve no encalço da menina, já vinha a um bom tempo a acompanhando, estudando seus hábitos, horários, tentando encontrar a melhor forma de se aproximar e cumprir seu objetivo.
Clair ia e vinha em seu balanço, alguns amiguinhos se juntaram a ela na brincadeira. Ela se divertia com um coleguinha que empurrava seu balanço cada vez mais alto. Só pedindo para ele parar quando notou a figura alta e imponente do seu pai chegar no portão da escola.
A dias Jacob via Clair entristecida pelos cantos da casa, não precisava ser um gênio para adivinhar o motivo, a ausência de Bella, sua pequena pergunta todos os dias, incontáveis vezes, quando sua mamãe voltaria. Repetindo o quanto sentia saudades, o quanto a amava, e ele mesmo a conta gosto teve que dizer a verdade, que ela não mais iria voltar, que ela fez uma coisa feia, imperdoável, e tudo voltaria a ser como antes, apenas eles dois.
- Jakeeeeeee – Clair correu a seu encontro, com um enorme sorriso. Como sempre ele a pegou no colo lhe retribuindo o sorriso, que passaram a ser cada vez mais raros, Clair era a única que conseguia a façanha.
- Tô feliz que você veio me buscar papai Jake – Ela falou se prendendo ao pescoço dele, mas o sorriso que antes era imenso diminuía de tamanho gradativamente, até que a expressão da menina se tornou séria – Jake um dia você vai me deixar também? – Perguntou com os olhos rasos de água.
- Não amor! Quem te falou essa besteira? Você é minha filha, minha princesinha, nunca vou te deixar – Ele garantiu a colocando sentada no banco do carro, baixando seu corpo para ficar na altura dela.
- Todo mundo sempre diz que nunca vai me deixar, mas todo mundo vai embora – Ela confessou deixando escapar uma grossa lágrima e todas as angústias do seu coraçãozinho – Mamãe Emily disse que nunca me deixaria, mas papai do seu levou ela embora. Mamãe Bella também prometeu nunca me deixar e foi embora também – Clair chorava a ponto de soluçar, Jacob a tomou em seus braços, lhe abraçando ternamente.
- Não chore meu anjo, juro que sempre estarei ao seu lado. Sei que mamãe Bella te ama, e deve estar sentindo muita saudade de você – Ele disse afagando a menina, que chorou durante um tempo, depois foi se acalmando.
- Vamos pra casa? Maria preparou um almoço delicioso para nos dois – Ele disse tentando animá-la, ela lhe deu um sorriso apagado e enquanto ele dirigia a pequena menina que já havia sofrido tanto na vida pensava nas suas mamães que haviam lhe deixado, estava com saudade de ambas.
Jacob passou todo o almoço tentando entreter Clair, via o quanto seus olhos estavam tristes, por mais que ela abrisse um sorriso com suas tentativas de brincadeiras. Não voltou ao trabalho a tarde, sentia que ela precisava dele por perto. Tentando animá-la a levou para um passeio, primeiro foram visitar Raquel, que já exibia uma pequena barriguinha, deixando Clair encantada com o novo priminho ou priminha que logo chegaria.
Ao sair da casa de Raquel, Clair pediu para estenderem o passeio até a praia, queria pegar conchinhas para fazer novos colares para suas bonecas.
Clair caminhava a frente de Jacob pela praia pegando as diversas conchas que encontrava na areia. Ele a acompanhava com os olhos, sorria quando ela encontrava uma mais bonita e ia até ele lhe mostrar, mas assim que ela virava as costas voltava a sua expressão triste, cansada. Queria que Clair tivesse uma vida plena, feliz, pensou que tivesse conseguido o feito após o casamento com Bella, mas agora tudo que via era sua menina triste pelos cantos, o momento ameno que vivia era raro, quando voltassem pra casa tudo viria a tona novamente, suspirou, e por um único segundo olhou para o mar, tirando seus olhos da menina.
- Mamãe Bellaaaaaaaaa – Clair gritou soltando todas as conchinhas no chão.
Bella estava a vários metros de distância, sentada na areia fofa, totalmente concentrada no mar, dentro de um mundo particularmente seu, e nem ouviu quando Clair chamou seu nome.
Jacob travou onde estava, nem ele mesmo percebeu que se aproximava da vila dos pescadores onde Bella morava. Antes de esboçar qualquer reação Clair estava correndo em direção a Bella com uma alegria tão aparente que lhe custaria muito estragá-la.
Bella tomou um susto ao ver Clair tão próxima, sem esperar a menina se atirou em seus braços, a derrubando na areia.
- Mamãe Bella que saudade! – Clair declarou se agarrando a Bella como se ela fosse a pessoa mais querida e amada do mundo, lhe cobrindo de beijos. Bella sorriu com a alegria da menina, na verdade se sentia igual, tinha tanta saudade da sua pequena travessa.
- Clair...também estava com saudades amor! – Confessou com os olhos agora rasos de água, pois sabia que sua felicidade não ia durar muito tempo – Como veio parar aqui? – Bella perguntou voltando a se sentar, a menina ainda estava agarrada a sua cintura, tinha medo que se soltasse sua mamãe fosse embora.
- Estava catando conchinhas com o Jake – Respondeu sorrindo e Bella levantou o rosto para vislumbrar a imensa figura que estava a pouco mais de um metro de distância, olhando intensamente para as duas.
Bella apenas balançou a cabeça numa espécie de aceno, ele correspondeu de igual maneira, mesmo que por dentro quisesse pegá-la em seu colo, lhe roubar o ar com um beijo apaixonado e levá-la de volta pra casa.
Bella tirou seus olhos de Jacob, olhou para Clair e fez um carinho no rosto da menina, perguntando amavelmente.
- E onde estão suas conchinhas, não pegou nenhuma? – Perguntou se sentindo subitamente triste, estava feliz por ver sua princesa, mas sabia que sua felicidade não ia demorar, afinal Jacob não permitiria que ficasse muitos minutos perto dela, afinal era suposto que fosse uma assassina.
- Deixei todas caírem quanto te vi – Clair explicou, Bella sorriu com tristeza.
- Me desculpe – Disse com esforço, trancando as lágrimas que estavam prestes a sair.
- Não tem importância, depois junto tudo de novo – Clair falou sorrindo, estava tão feliz por ver sua mamãe.
Jacob pigarreou, via a felicidade de Clair, mas não podia permitir toda aquela proximidade, afinal de acordo com as provas Bella havia atentado contra a vida da menina. As palavras de Becca vinham em flashes por sua mente.
- “ Ela é um lobo em pele de cordeiro Jacob, nos enganou todo esse tempo, fez tudo de caso pensado! É igual ou pior do que o crápula do ex-marido, você e Clair tem que ficar longe dela”.
Bella entendeu imediatamente o que o pigarro de Jacob dizia, ele não a queria perto de Clair. Com jeito ela olhou Clair nos olhos e disse.
- Acho que agora você precisa ir, foi muito bom te ver minha princesa, nunca esqueça que te amo – Bella falou beijando levemente a bochecha de Clair.
- Não, não quero ir, quero ficar com você! – Clair falou voltando a se agarrar em Bella.
- Clair precisamos ir, já esta tarde – Jacob disse com sua voz rouca.
- Por quê? Quero ficar aqui com mamãe Bella! – Clair falou suplicando com os olhos rasos de lagrimas, como Jacob não respondeu imediatamente voltou sua atenção para Bella – Volta pra casa com a gente mamãe? – Pediu, Bella sentiu um gosto amargo na boca e um súbito nó na garganta.
- Não posso amor, existem coisas complicadas que você não pode entender – Falou limpando as lágrimas que escorriam sob o rosto de Clair – Mesmo que não estejamos juntas todos os dias quero que sabia que te amo, você é a minha menina, minha filhinha do coração, não chore – Bella pediu segurando suas próprias lágrimas – Agora você precisa ir, nos veremos em outro dia – Mentiu, não aguentava mais ver sua pequena chorando.
- Você promete? – Clair perguntou com a voz tremente.
- É claro – Bella sorriu, lhe deu mais um beijo antes de vê-la partir.
Clair pegou a mão que Jacob oferecia receosa, estava feliz por ver sua mamãe, mas triste por ela não voltar com eles, por não poder ficar mais tempo, só esperava que dessa vez Bella cumprisse com sua palavra.
Bella acompanhou Jacob e Clair partir até que eles se perderam de vista, por fim restaram apenas as pegadas na areia, que logo o vento se encarregou de apagar, estava sozinha novamente.
Notas finais
Os dias de Bella não tem sido fáceis, ate sua sala de leitura foi prejudicada pelos últimos acontecimentos, e ela tem que conviver diariamente com a tristeza e a angustia de ter sido apontada pelas pessoas que ama como assassina.
Por outro lado Jacob também vive um momento de profunda tristeza, ate tentou acreditar no anjo, mas as provas estão contra ela. Clair tem sentido muito a falta de sua mãe, e a tristeza da menina é de cortar o coração.
E Clair voltou a ser espreitada na escola, será que é a mesma pessoa de antes? O que leva a tal pessoa a perseguir a menina dessa forma? Muitas perguntas que serão logo respondidas, prometo!
Reviews? Indicações? Vamos motivar a autora =)
Obrigado a todos pela presença.
Bjsss
(...)
N/Aloenne: Olá meninas!
Alguém mais aqui achou esse capítulo mega triste? Nossa, mto ruim ver o quanto todos estão sofrendo com essa suspeita, até parece um pesadelo, daqueles bem ruins!
Emmett sempre tentando tirar vantagem de qualquer situação, affs...o bom ´q q Bella não deu mole pra ele!
Becca tá pegando pesado com Bella né? Ela perdeu até mesmo o seu público da sala de leitura, mas q bom q ainda restou uma criança!
E esse cara a espreita de Clair hein? Mto estranho!
Me emocionei com o reencontro de Bella e Clair, fiquei com o coração apertado, agora torço mto pra q as coisa se esclareçam...
Enfim, mto obrigada pelos reviews lindonas, eles deixam a beta aqui e a autora mto felizes!
Bjs.
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