Notas iniciais
Olá amores, mais um cap.!!!
Quero muito agradecer a Marina e a Rafaela20 pelas lindas indicações, deixaram sua autora muito feliz e ainda mais motivada, Obrigado ♥!!!

Jacob permaneceu na cabeceira da cama de Bella por toda a noite, encostou seu antebraço na ponta do colchão, apoiou a cabeça e adormeceu. Queria conseguir passar toda a noite acordado, velando o sono de Bella, mas seu corpo exausto não conseguiu manter os olhos abertos por muito tempo. Acordava apenas quando alguma enfermeira entrava no quarto para ministrar os medicamentos necessários.

Acordou na manhã seguinte sentindo seu corpo inteiro doer, tinha dormido numa posição incômoda, sua coluna dobrada num ângulo complicado. Seu braço estava esticado, sua mão segurava a de Bella com todo o cuidado para não retirar o cateter por onde ela recebia o soro e toda medicação. Apesar do leve incômodo se recusava a deixar de tocá-la, tinha necessidade daquele contato, se perguntava se era Bella que precisava mais dele ou ele dela.

Bella parecia dormir tranquilamente, se não fosse por aquele quarto e todos aqueles aparelhos até poderia pensar que ela estaria em casa, ressonando baixinho após uma noite de amor. Gostaria que fosse verdade, pensou trazendo a mão de Bella até sua boca, onde depositou um beijo demorado.

Seu maior desejo era que ela acordasse totalmente curada de suas feridas, queria levá-la pra casa e mimá-la pelo resto dos seus dias. Só não sabia se essa seria a vontade dela, essa possibilidade o afligia. Tinha feito tudo errado, estavam separados a mais de um mês. Tudo que ela lhe pediu foi confiança, confiar em sua palavra, inocência, mas preferiu ouvir sua razão a seu coração. Ainda podia lembrar o olhar magoado, ferido, que ela lhe destinou antes de ir embora de casa.

Deus, como gostaria de poder voltar no tempo e pedir que ficasse, dizer que acreditava nela, que juntos resolveriam todos os maus entendidos. Tudo que ela lhe pediu foi confiança e não lhe deu. Só de pensar em Bella vivendo sozinha naquela casinha a beira da praia por todo esse tempo sentia seu coração se comprimir no peito, não a merecia. Prometeu cuidá-la, amá-la, nunca deixar que nada de ruim lhe acontecesse, lhe proteger de todo o mau. Só não contava que ele mesmo fosse o responsável por causar-lhe tanta dor, não pôde protegê-la dele mesmo.

Agora tudo que podia pensar era em conseguir seu perdão, correr atrás do tempo perdido, dizer dezenas, centenas de vezes o quanto a amava. Não entendia porque guardou as três palavras tão importantes em segredo por tanto tempo. Há amava tanto, um amor tão grande que não sabia como caber em seu coração duro.

Foi por ela que venceu as barreiras impostas pelo trauma vivido a anos trás, quando se afastou da maioria das pessoas, optando por viver uma vida solitária, sem amor. Foi com Bella que perdeu seus medos, aprendeu a amar. Foi ela quem lhe mostrou que a fera também podia ser feliz, era por ela e por Clair que todos os dias agradecia a Deus por sua vida, suas dádivas. Agora tinha mais um motivo para agradecer, mais alguém para amar, o bebe! Bella lhe deu mais essa alegria, e para sua felicidade ser completa tudo que precisava naquele momento era que ela saísse daquele hospital, totalmente saudável e que lhe perdoasse.

— Posso entrar? – Raquel perguntou colocando a cabeça dentro do quarto. Jacob assentiu se endireitando na cadeira – Como ela está? – Perguntou se aproximando da cama.

— O médico disse que seu quadro é estável, mas ainda vão mantê-la sedada por algum tempo – Jacob respondeu acariciando a face de Bella.

— Ela parece bem – Raquel comentou arrumando os cabelos da cunhada, aproveitando também para fazer um carinho na mão de Bella – Vim lhe render, você pode ir tomar um banho e comer alguma coisa.

— Não vou sair de perto dela Raquel! – Jacob foi enfático.

— Eu sei, não estou pedindo que vá embora! Apenas que tome um banho, ponha roupas limpas e vá até a lanchonete comer alguma coisa, seja razoável Jacob! Está péssimo, Clair vai chegar daqui a pouco com Becca, não deve deixar que lhe veja assim – Raquel lhe deu um pequeno sermão.

— Tudo bem, você tem razão, vou fazer isso – Ele disse se levantando da cadeira onde passou toda a noite, Raquel ocupou seu lugar – Volto logo!

— Leve o tempo que precisar, estarei aqui, vou cuidar dela agora — Jacob destinou um pequeno sorriso agradecido a irmã e saiu.

Clair chegou poucos minutos depois com Becca, Embry e Davi. Trouxeram flores que enfeitavam a cabeceira da cama de Bella. Clair sentou muito próxima a cama de Bella, e carinhosamente penteava os cabelos da mamãe com os dedos. Becca, Embry e Raquel conversavam próximos a janela, num canto mais afastado, sobre as últimas notícias, que não deixariam Jacob nada feliz.

— É tão bonita mamãe Bella... Espero que fique curada rapidinho e volte logo pra casa, tenho saudades. Papai Jake também tem, ele pensa que não percebo que ele fica triste sem você – A menina conversava com Bella mesmo que ela não pudesse ouvi-la — Já soube que vou ganhar um irmãozinho, estou tão feliz, tão feliz, vou cuidar muito bem dele.

Jacob estava parado na porta, vendo o jeito que Clair cuidava de Bella, arrumando seus cabelos, acarinhado o rosto. Sorriu emocionado ao vê-la falar do irmãozinho, não teve tempo de contar ele mesmo a grande notícia, havia sido suas irmãs que a colocou a par da grande novidade, afinal ela era esperta e ouviu as duas comemorando. Clair sorriu ao vê-lo se aproximando.

— Oi papai Jake, estava conversando com a minha mamãe, ela ainda vai dormir por muito tempo? – Perguntou com sua esperteza nata.

— Ainda não sei amor, mas tenho certeza que ela vai gostar de saber que você fez companhia a ela enquanto dormia.

— Quando meu irmãozinho vai chegar? — Perguntou ansiosa.

— Ainda vai demorar um tempinho, alguns meses, antes você vai ganhar o seu priminho – Raquel respondeu antes de Jacob, se aproximando. Clair descansou a mão na barriga da tia, que estava com pouco mais de 4 meses. O bebê mexeu dando um susto na menina.

— Sentiu ele mexendo? — Raquel perguntou gargalhando — Ele gosta de você, não é sempre que ele mexe assim – Jacob também colocou a mão na barriga da irmã, já imaginando quando sentiria seu filho na barriga da mulher que ama.

Becca ainda se sentia muito mal por todas as acusações e ofensas que fez a Bella, sempre teve o temperamento difícil, agora desejava ter sido um pouco menos agressiva. Olhava o irmão sentindo grande remorso, e por isso não conseguia se aproximar dele como gostaria.

— Jacob! – Paul o chamou assim que abriu a porta do quarto.

— Oi Paul, algum problema? – Jacob perguntou ao ver a expressão séria no rosto do cunhado.

— Pode vir aqui fora um minuto – Pediu e Jacob estreitou os olhos, já premeditando problemas, e o pior é que já imaginava de onde eles vinham. Caminhou em direção ao cunhado, que estava lhe esperando do lado de fora, assim que a porta foi fechada pôde ver o motivo do tom preocupado de Paul.

Dois Cullens estavam na sala de espera, se impondo sobre a recepcionista que informava que a visita de Bella era restrita a apenas seus familiares, assim como Jacob havia pedido.

— Como assim não podemos entrar? Nós somos sua família! – Gritou Esme Cullen, praticamente com o dedo na cara da pobre recepcionista que apenas cumpria ordens.

— Senhora tenho ordens para permitir apenas a entrada da família Black, não há o nome de nenhum Cullen aqui – A jovem respondeu com calma.

— Mas isso é ridículo. Você sabe quem eu sou! Bella é minha nora, foi esposa do meu falecido filho Edward, todo mundo sabe disso, não me irrite mais mocinha e nos deixe entrar – Esme voltou a gritar.

— Eu cumpro ordens e infelizmente...

— Pode deixar comigo agora Marisa, vou cuidar dos Cullens – Jacob falou se aproximando com sua presença marcante. A moça soltou um suspiro aliviado.

— O que pensam que fazem aqui? Não quero nenhum de vocês perto da minha esposa! Vieram como urubus para agourá-la ou tentar terminar o que a outra Cullen começou? Caso seja sim para alguma dessas hipóteses melhor repensarem sobre isso – Havia uma ameaça velada naquela voz rouca, naqueles olhos negros, instintivamente Esme deu um passo para trás, mas Jacob continuava avançando, até encurralá-la a parede mais próxima – Não é a toa que me chamam de “fera”, seria sábio não provocar ainda mais a minha ira – Anunciou e Esme estremeceu.

— Como ousa falar comigo assim? Carlisle faça alguma coisa – Esme pediu assim que recuperou o fôlego.

— O que poderia fazer? Já viu o tamanho desse homem? Além do mais falei para esperarmos por Emmett – Carlisle disse dando de ombros.

— Emmett esta na delegacia tentando entender o que aconteceu. Não acredito que Rose tenha feito tudo o que dizem, isso deve ter sido um golpe desse aí para ficar com a herança de Bella, ele que deveria estar atrás das grades — Esme atirou, Jacob estreitou ainda mais os olhos na direção dela, lhe apontando o dedo.

— É melhor ir embora senhora, estou no meu limite, falta pouco para perder a cabeça. Minha mulher esta nesse hospital após receber um tiro daquela psicopata que abrigava em baixo do seu teto, tiro que quase a matou. Vá agora e não volte mais, caso contrário, não serei mais tão educado. Se voltar a vê-la aqui a pegarei pelo braço e vou jogá-la no olho da rua, deveria levar isso em consideração – Jacob ameaçou virando as costas.

- Mais isso é um ultraje – Esme falou por baixo do folego, mesmo indignada não era idiota para continuar ali após todas as ameaças de Jacob, sendo assim marchou para fora do hospital com Carliles a seu lado.

Assim que virou as costas Jacob suspirou, queria ter algo para poder socar, deu graças pelo marido da infeliz não ter enlouquecido e acompanhado os pais até o hospital, seria o estopim que precisava para perder o controle. Sabia que o homem era digno de pena, ouviu a história da psicopata, foi traído de todas as formas, mas o culpava por ser um sanguessuga dos infernos e não ver o que tinha bem em baixo do nariz, uma mulher da pior espécie, uma mente doentia. Se ele tivesse tomado conta de sua mulher ou tivesse escolhido melhor não teriam que passar por tudo aquilo.

Os Cullens ainda desconheciam a paternidade de Clair, Rosalie era a única que sabia, e ela guardava o segredo a sete chaves. Não queria entregar o ouro aos Cullens, queria tudo pra si, por isso ainda se calava, mas o segredo estava prestes a se revelar.

*****

Dois dias haviam passado e Bella ainda era mantida sob o efeito de sedativos. Seu estado de saúde era estável, mas os médicos optaram por poupá-la de gastos excessivos de energia naquele momento, sabiam que se ela acordasse ficaria nervosa por todo o trauma vivido, sendo assim a mantinham desacordada. Uma ultrassom foi tirada para verificar a saúde do bebê, seu coração batia num ritmo muito bom, o que deixou os médicos muito animados, além de fazer o papai chorar mais uma vez.

Jacob acompanhou todo o processo com lágrimas nos olhos, o coração do seu filho, apesar de ser tão pequenino, batia tão forte, saudável. Queria que Bella tivesse acordada para ouvir aquele som tão bonito, sabia que ela ia amar e estaria com os olhos repletos de lágrimas assim como os seus.

Assim que os médicos saíram do quarto com todo o equipamento pode se aproximar de Bella, primeiro beijou sua testa, depois depositou um breve beijo na barriga levemente proeminente. Não via a hora de vê-la curada, de sair com ela daquele hospital.

Infelizmente teria que deixá-la por algumas horas, iria à delegacia, não sabia o que o delegado queria, já que deu seu depoimento lá mesmo no hospital, algumas horas após Bella sair da cirurgia, havia contado exatamente tudo que tinha ouvido de Rosalie, e já sabia que ela tinha confessado todos os crimes a policia.

Esperava Raquel chegar para poder sair, não a deixaria Bella sozinha nunca mais, assim como prometeu. 10 minutos depois Raquel estava a sua frente e após dar um beijo na testa do seu anjo partiu em direção a delegacia. Não gostava da sensação que sentia ao se afastar de Bella, desde que ela chegou ao hospital não se ausentou de lá por mais de 20 ou 30 minutos, tempo suficiente para tomar banho, fazer suas necessidades e se alimentar.

Enquanto dirigia pensava em como seria vê-la acordada, como ela reagiria a ele depois de tudo? Ainda iria lhe querer por perto? Pedia a Deus que sim, não conseguiria se afastar dela, ainda mais agora sabendo que ela estava grávida e com a saúde fragilizada.

Os médicos estavam diminuindo as doses dos remédios, logo ela acordaria, estava ansioso e apreensivo.

Já na delegacia entrou em passos rápidos, passando direto para a sala do delegado, que já estava a sua espera.

— Olá Jacob. Pode se sentar, por favor! – Pediu o delegado, indicando a cadeira a frente a sua mesa. Assim que Jacob se sentou pode então perguntar — Como esta a sua esposa?

— Esta bem na medida do possível, felizmente a bala não acertou o coração, tem se recuperado aos poucos – Jacob falou tragando uma respiração profunda – Me chamou aqui para falar daquela assassina? Espero que a tenha trancafiada num presídio bem longe daqui – Declarou com os dentes trincados. Pensar em Rosalie lhe despertava péssimas lembranças e sentimentos.

— Sim, lhe chamei para falar sobre ela – O homem disse com a voz séria, contida, Jacob esperou – Como se tratava de um assassino confesso ( Edward), além de sequestro e tentativa de assassinato contra sua esposa e filha conseguimos transferi-la rapidamente para o presídio feminino de Port Angeles para aguardar o julgamento, apesar dos advogados contratados pelos Cullens tentarem entrar com um habeas corpus.

— Lhe agradeço muito por isso, aquela mulher não pode ficar impune – Jacob falou se sentindo muito bem com a notícia. Não gostaria de pensar que Rosalie estivesse tão próxima de suas mulheres novamente. Enquanto falava sentia o delegado inquieto, ainda estava faltando uma parte da história – O que ainda não me contou?

— Bem, ela não se adaptou bem ao regime do presídio, as presas repudiaram totalmente a presença dela lá, afinal souberam dos seus crimes hediondos, principalmente contra uma criança.

— E o que tenho haver com isso delegado? – Jacob perguntou irritado, já estava tempo demais longe de Bella.

— Ela foi encontrada morta essa manhã.... com um hematoma profundo na cabeça – Confessou o delegado. Jacob arregalou os olhos, surpreso, mas não podia deixar de se sentir...aliviado, até mesmo feliz. E Não se sentia mal por ter esse sentimento sobre a morte de Rosalie, afinal ela colheu o que plantou.

— Não posso dizer que sinto muito – Jacob foi sincero e o delegado assentiu silenciosamente – Já contou ao marido? A família? Perguntou por mera curiosidade.

- Sim, foram os primeiros a saber. O marido ficou desolado ao saber de tudo que a mulher foi capaz de fazer. Aquele pobre homem nunca soube de nada. Que a esposa tinha sido responsável pelo assassinato do irmão, que sequestrou sua filha para tirar dinheiro do anjo e ainda tentou assassiná-la — O delegado falava com compaixão. Jacob mais uma vez se sentiu aliviado, afinal em nenhum momento foi tocado na verdadeira paternidade de Clair, Rosalie estava morta e o segredo havia morrido com ela, assim esperava.

— Sinceramente não tenho nenhum tipo de pena dos Cullens, viviam embaixo do mesmo teto que aquela mulher e nunca notaram o quanto era descompensada, uma psicopata. Importam-se mais com as aparências do que com sua própria família. São vermes desprezíveis, infelizmente minha esposa esteve presa a eles por um tempo, não mais... – Jacob falou com desprezo, o delegado assentiu levemente, entendia os motivos de Jacob.

— É compreensível que você se sinta assim! – Jacob balançou a cabeça assentindo.

— Bem, agora vou voltar pro hospital, minha esposa precisa de mim, quando ela acordar quero estar a seu lado – Jacob disse se levantando. Estendeu a mão ao delegado – Obrigado por tudo! – Agradeceu.

— Não fiz mais do que a minha obrigação Jacob, não precisa agradecer, precisando já sabe onde me encontrar – Falou apertando a mão de Jacob, que após o cumprimento se destinou a saída se sentindo aliviado.

Não queria ter o sentimento pequeno e mesquinho de felicidade pela morte de uma pessoa, mas não podia se sentir diferente. Rosalie havia tido um destino merecido e agora ele poderia respirar mais aliviado, afinal ela nunca mais faria mal as pessoas mais importantes de sua vida, além do que, o segredo da paternidade de Clair estava garantido.

Notas finais
N/Cléa: Bella se recupera lentamente, ainda esta sendo mantida sedada para uma melhor recuperação. Jacob se mantém ao lado do seu anjo o tempo inteiro, mas é assolado pela culpa e pelo medo de não ser perdoado.
Clair conversando com a mãe, cuidando dela é mt fofo não é? E o coraçãozinho do bebe? Fez o papai chorar...
O que acharam do destino de Rosalie? Muito cruel ou ela colheu o que plantou?
Ansiosos para que Bella acorde? Para saber como será que ela vai reagir a Jacob, se vai perdoa-lo?
Aguardo ansiosamente seus reviews e indicações, são eles que fazem a sua autora feliz e motivada, por isso botem esses dedinhos para trabalhar ;)
Bjs meus queridos e ate o próximo cap.
(***)
N/Aloenne: Olá meninas!
Nossa, tá dando uma dó do Jake, fica nessa expectativa de que Bella acorde logo e fica nessa agonia em tentar adivinhar se ela o perdoa, ou não.
Tão fofa a Clair cuidando dela!
Esme mesmo depois de tudo ainda mantém o nariz em pé? Que mulher mais sem noção! Ri alto do Carlisle com medo do Jake, o que não era pra menos né?
Rosalie morreu? Já foi tarde, aquela louca...e o melhor, o segredo quanto a paternidade de Clair está mto bem guardado, assim eu acho...
Acredito que não sou a única a estar ansiosa para que Bella acorde logo, certo?
Lindonas, o que acharam do capítulo hein? Comentem bastante.
Bjs