Meu Medo De Amar...
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Isabella Cullen andava por entre suas preciosas flores sentindo uma paz maravilhosa, coisa que só conseguia ali, em seu jardim, em meio a suas flores, não era mulher de muitos hobbies, mas desde que se casou com Edward Cullen as flores e os livros se tornaram seus melhores amigos.
Filha única de meros pescadores sempre teve uma vida simples e humilde, mas o principal nunca havia lhe faltado, amor...mas o desejo dos pais sempre é dar o melhor a seus filhos, e foi em Edward Cullen, rico empresário da região, que Charlie e Renne Swan viram essa oportunidade surgir.
Edward ficou vislumbrado com Bella no primeiro momento que a viu, bonito e rico sempre teve tudo que desejava a seus pés, dessa vez não seria diferente. Mostrando sua pose de bom moço ele conquistou a simpatia de Bella, e com o apoio dos seus pais casaram em tempo recorde, Bella era um troféu e o arrogante Cullen não poderia perdê-la.
Logo nos primeiros meses de casamento Edward mostrou sua verdadeira face, a mantendo como um animal, preso, acuado. Na frente das pessoas Edward era um lorde e não desejava menos dela, que tinha o dever de sempre ser a mais bonita, educada, inteligente, um modelo de perfeição. O "anjo", como ele fazia questão de lhe chamar na frente dos amigos. Mas quando estavam em sua mansão, a sós em seu quarto, ele se transformava, toda a gentileza evaporava como fumaça no ar, a tratando sempre com grosserias, quando não lhe batia, abusava de seu corpo. Humilhar era seu passatempo favorito e Bella seu alvo principal.
Os anos de casamento e a convivência com Edward fizeram Bella aprender muitas coisas, uma delas era que demonstrar seus sentimentos e emoções tinha um alto preço, que geralmente era pago pelas pessoas que ela amava, então ela aprendeu a sofrer sozinha, calada, a morrer por dentro e em seu rosto ter a expressão fria, impassível, como uma estátua que nada sente, era a única forma que tinha de evitar o pior.
Bella praticamente não tinha amigos, os poucos que possuía eram os empregados, na verdade ela tinha 3, Emily, a secretária pessoal de Edward, uma linda moça nativa de La Push, doce e gentil, Sue, uma espécie de governanta da casa e Harry esposo de Sue e motorista. Possuíam outros empregados, mas nenhum que ela tivesse tanta afinidade como tinha com esses. Seus pais ainda moravam na pequena vila de pescadores, e ela mal os via, Edward não a deixava sair sem ele, era prisioneira em sua própria casa, refém de um casamento regido sob o medo e a coação.
Seu mundo perdeu ainda mais as cores quando seus pais morreram tragicamente num acidente de carro, Bella se sentia culpada, pois Charlie e Renne haviam pego uma carona para ir visitá-la, a meses não se viam, sentiam saudades, mas Edward não julgava necessário, ela até tentou convencê-lo do contrário, mas tudo que conseguiu foi um bom tapa em seu rosto, que lhe rendeu um arroxeado no olho esquerdo. Teve que suplicar para ir ao sepultamento dos pais.
Mas de qualquer que fosse a situação sempre se podia tirar algo de bom, as marcas em seu rosto, apesar de ter doído como o inferno, serviam para privá-la de acompanhá-lo a festas, eventos, sem fingimento.
Certo dia flagrou sua amiga Emily chorando acuada no pequeno escritório da casa, não precisava ser um gênio para entender o porquê, sabia que era por Edward, Bella a abraçou e tentou fazer com que Emily falasse, mas se tinha alguém que temia mais a Edward do que ela mesma essa pessoa era Emily. A jovem apenas chorou abraçada a Bella, soluçando, sem dizer uma palavra sequer. Após esse dia Bella nunca mais a viu, teve medo do que havia acontecido com sua amiga. Cometeu o ato imprudente e corajoso de questionar a Edward sobre Emily na frente de outros funcionários, logo soube que seu ato de coragem havia se convertido num grande erro, sentia o peso daqueles olhos frios a lhe encararem, teve sua resposta, Emily havia sido demitida por justa causa, acusada de roubo, e apesar de não acreditar em uma só palavra ela já sabia o que sua audácia lhe renderia assim que estivessem a sós no quarto.
Dessa forma os anos foram passando, sua vida ia passando junto, havia perdido os pais, sua melhor amiga e também o gosto por viver...conseguia algum refúgio nos livros e no cultivo do jardim, mas sentia que algo dentro de si havia se quebrado. Muitas vezes pensou em acabar com a própria vida, mas era fraca, nunca conseguiu juntar toda a coragem necessária, aos poucos foi aprendendo a viver com o que tinha.
Sentia-se uma casca vazia, que andava, comia, dormia, sorria quando era necessário, que atuava a respeito da própria vida quando lhe era solicitado. Uma estátua de pedra, um rosto bonito, que não possuía expressão, mas que por dentro era o retrato de uma dura realidade, de uma vida de solidão e amarguras.
Felizmente não teve filhos, após 5 anos de casamento Edward morreu de forma prematura, segundo a polícia reagiu a um assalto e levou dois tiros no peito. Bella até queria chorar, mas estava seca por dentro, não que ele merecesse as lágrimas, tudo que sentia por ele era raiva, ódio, rancor. Sentiu alivio, de não mais ter que fingir ser alguém que nunca foi, apesar de saber que nunca mais seria a Bella de antes.
Após a morte prematura de Edward, mesmo tendo muitas outras propriedades, Bella optou por continuar morando na mesma mansão, havia aprendido a gostar da casa reservada, quase no meio da floresta de Forks. Adorava seu jardim e apesar de muito dali lhe remeter a péssimas lembranças, ela escolheu ficar, além do mais, ali ela lembraria de tudo que um homem era capaz, de como alguém pode ter a face angelical e por trás de seu rosto bonito ser o verdadeiro demônio, sua confiança nunca mais seria dada tão facilmente a ninguém, havia aprendido a lição.
Após todos os anos de clausura e solidão Bella aprendeu a viver sozinha, a amar o pouco que tinha, e mesmo livre de Edward continuava com os mesmos hábitos reclusos. Saia muito pouco de casa, às vezes acompanhava Sue ao mercado, ia a livraria comprar alguns livros, nada muito sociável.
Raquel Black era uma de suas poucas amigas, havia encontrado a linda morena tagarela certo dia no mercado e acabaram fazendo um lanche juntas, desde então Raquel, recém casada, e muito festeira, sempre convidava Bella para fazer compras, ir ao cinema, a algum restaurante ou simplesmente ir a sua casa, conversar, mas Bella raramente aceitava um desses convites e sempre que ia era por influência e incentivo de Sue, que não se conformava em ver uma jovem de apenas 25 anos tão sozinha e retraída.
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Jacob Black estava no auge dos seus 30 anos, sua altura, porte físico e cicatriz não o deixava passar despercebido facilmente. Sempre foi um rapaz bonito, até que seu rosto foi marcado por um terrível incidente. Ele, suas irmãs e alguns amigos estavam a caminho das cachoeiras quando um enorme urso pardo apareceu, Rebecca, era a mais próxima do animal e Jacob não teve dúvidas na hora de se jogar na frente da irmã, levando todo o golpe do animal em seu rosto.
O urso acabou sendo morto por caçadores que o estavam perseguindo, mas esse ato heroico acabou rendendo a Jacob uma enorme cicatriz no lado esquerdo de seu rosto, e o apelido de “fera”.
Após o casamento de suas irmãs continuou vivendo na casa que era de seus pais, uma vida financeira bastante confortável, além da família possuir várias propriedades na região, desde cedo ele desenvolveu interesse por carros, montando o seu próprio quando tinha 15 anos, 2 anos depois abriu sua oficina, que era conhecida em Forks, Port Angeles e várias cidades vizinhas e lhe rendia um bom dinheiro.
Seu jeito fechado, imponente, sua voz grossa, rouca, aliada a sua forma direta de ser lhe dava um ar de arrogante, e apenas os poucos do seu convívio sabiam o quanto ele podia ser generoso e gentil. E toda essa sua generosidade o fez pagar os estudos de Emily, sua melhor amiga, e essa decisão nobre o fez se arrepender amargamente.
Quando sofreu o acidente que deixou seu rosto marcado, muitos o olhavam torto, principalmente as garotas que viviam a sua procura, mas além da sua família e de poucos amigos próximos, Emily foi a pessoa que lhe deu mais apoio, sempre a seu lado, e a forma que ele pensou de compensar toda aquela amizade foi pagando o curso que ela tanto queria fazer, mas não tinha condições de pagar.
Emily sempre foi uma menina doce, gentil, isso até ela começar a trabalhar para o Cullen, Jacob notou facilmente a diferença em sua amiga, que passou a vir cada vez menos para casa, e quando vinha sempre tinha aquela expressão triste, sempre tão calada, em nada lhe lembrava a sua amiga de olhos expressivos e sorriso aberto.
Pouco tempo depois ele soube o motivo, nunca pode esquecer o dia que Emily lhe confessou a violência do bastardo, a estuprou e ainda lhe chutou com um cão sem dono, indignado Jacob partiu ao encontro de Edward Cullen, mas chorando Emily o impediu, lhe fazendo jurar que nunca, jamais o procurasse, sob nenhuma hipótese. Lhe custou muito fazer essa promessa, mas acabou cedendo, mas em seu coração guardava um ódio sem tamanho do canalha, que apesar de casado, havia abusado de sua amiga.
Após alguns dias Emily se descobriu grávida, Jacob a acolheu, lhe deu um trabalho, e tudo mais que ela e o bebê precisaram. A pequena Clair nasceu meses depois, em seus braços, numa noite de muita chuva, ele ficou maravilhado ao receber o pequeno bebê em suas mãos. E passou a cuidar cada vez mais da mãe e filha, a ponto de muitos dos seus amigos e parentes acreditarem que a menina fosse sua filha, o que ele gostaria muito, mas a dádiva havia sido dada ao infeliz do Cullen.
A pequena era a menina dos olhos de Jacob, cresceu correndo por sua casa, sabia como ninguém amolecer o coração duro do mecânico. Infelizmente após o segundo aniversário da filha, Emily nunca mais foi a mesma, passou a ter fortes dores de cabeça e até mesmo convulsões, até ser diagnosticada com um câncer.
Ela definhava aos poucos, doía muito a Jacob vê-la tão frágil e fraca, e muito mais ver a tristeza da pequena Clair que convalescia junto com a mãe de tristeza.
A morte de Emily trouxe a Jacob além de uma tristeza profunda a difícil tarefa de se aproximar de Isabella Cullen, o "anjo", e fazer valer o último pedido de sua amiga, um pedido que lhe custava muito, que ele relutaria até o último momento para realizar.
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- Bella querida, telefone para você! – Avisou Sue, com o telefone em mãos parada a porta da biblioteca.
- Quem é Sue? – Bella perguntou intrigada, afinal não recebia muitas ligações.
- Sua amiga Rachel – Respondeu a jovem senhora de sorriso fácil e Bella aceitou o telefone prontamente.
- Olá Raquel — Falou com gosto, afinal Raquel era uma de suas poucas amigas.
- Olá Bella, estou ligando para te lembrar da minha festa de aniversário, você vem não é? – Raquel perguntou toda sorridente.
- Na verdade ainda não sei...mas farei o possível – Bella respondeu sem jeito, afinal não pretendia ir, queria evitar constrangimentos, todos pareciam não lhe enxergar, apenas falavam do seu dinheiro, de como Edward Cullen era um homem de negócios e no quanto fazia falta a cidade, parecia que era transparente, preferia ficar em casa na companhia de seus livros e filmes, a ter que posar de esposa saudosa.
- Ah por favor, é sexta a noite, será uma festa para poucos amigos, até o “anjo” precisa de diversão de vez em quando — Bufando Raquel citou o apelido que Bella tanto detestava, mas Bella nem se importou, até suprimiu um sorriso, sabia como Raquel era geniosa, podia vê-la batendo o pé do outra lado do telefone — Já te disse que tem que sair dessa casa, como vai encontrar um namorado sem mostrar esse rosto bonito para o mundo? — Perguntou e Bella revirou os olhos.
- Já te disse que não pretendo arranjar namorados, estou muito bem sozinha – Bella falou sem emoção alguma, repudiava a ideia de ter seu coração e sua vida arrasada novamente por um homem.
- Já conversamos sobre isso, é jovem e bonita demais para viver uma vida inteira sozinha, seu marido já morreu a mais de um ano... – Raquel como sempre tentava fazer Bella acordar pra vida, via o quanto sua amiga era triste e sozinha, nunca falava do seu antigo casamento, sempre que tocava no assunto logo o mudava, tinha um verdadeiro bloqueio no tratar com as pessoas, principalmente em se tratando de homens.
- Tudo bem, mas você tem que vir a minha festa, vou ficar muito chateada se você não vier para ficar mais uma noite trancafiada nessa casa – Raquel falou com uma leve irritação.
- Certo, irei, sabe que é uma das minhas poucas amigas, não quero que se chateie comigo!
- Ótimo, te vejo lá, beijos – Raquel desligou eufórica, sabia que Bella faria de tudo para não ir, mas a partir do momento que desse sua palavra, não voltaria atrás, e apesar de ser uma pessoa fechada e reprimida Raquel realmente gostava dela e queria muito ajudá-la em seu problema, mesmo que ela nunca lhe falasse a respeito.
Bella desligou o telefone e tragou um longo suspiro, caminhou lentamente até a pequena sacada, encostada na parede inspirou o ar fresco da noite, olhou seu jardim, suas amadas rosas e toda a floresta que cercava a sua casa, fechou os olhos e uma tempestade de lembranças a inundou.
Estava sentada em frente a sua casa simples na vila de pescadores, olhava o mar, sentia a brisa fria trazer o cheiro da maresia tão conhecida por ela. Sorriu, adorava morar de frente para o mar...se sentia livre, era feliz mesmo com a vida simples que tinha, mas que por ela sua mãe e seu pai trabalhavam duro.
Ainda conseguia lembrar com exatidão quando o lindo moço muito bem vestido passou em frente a sua casa, a olhou por longos segundo, sorriu e se aproximou.
- Boa tarde, acho que me perdi, como faço para chegar ao mercado, deixei meu carro lá e não lembro como voltar? – Perguntou com a voz doce, como sinos.
- Esta um pouco longe – Ela comentou encabulada pelo intenso olhar que o rapaz lhe destinava.
- Você poderia me indicar a direção, quem sabe ser meu guia? — Sugeriu
- Claro – Levantou do batente que estava sentada e passou a guiá-lo pela areia da praia, sentindo ao pequeno mercado de peixe. No caminho conversaram sobre assuntos bobos, ele elogiava sua beleza a todo momento, a deixando com as bochechas vermelhas. Bella tinha 18 anos, ainda não tinha vivido nenhum amor, apenas um namorico bobo com uma colega de escola.
- Chegamos... – Falou com a voz tímida assim que chegou ao mercado. Renne e Charlie que estavam comercializando a pescaria da noite passada olharam entusiasmados o novo amigo de sua filha, Bella não sabia, mas conversava com o mais rico e poderoso empresário das redondezas.
- Obrigado – Edward agradeceu – Acho que você não me disse seu nome... – Concluiu sorrindo, ela corou.
- Bella. – Falou encabulada e ele sorriu de uma forma linda, esticando os lábios de uma forma torta e incrível.
- Bonito nome, na verdade é perfeito – Esticou a mão e falou – O meu é Edward, muito prazer Bella!
Renne e Charlie se aproximaram dos dois, Edward se apresentou formalmente, e de forma muito educada passou a conversar com os simples pescadores, Bella achou a atitude louvável, afinal percebia que ele era de outro nível social, mesmo assim perdia tempo conversando com pessoas simples como ela e seus pais.
- Posso fazer uma visita a vocês em outro momento, gostaria de voltar a ver Bella – Edward declarou deixando Bella comovida e a seus pais eufóricos.
- Seria uma honra, pode vir à hora que quiser – Respondeu Charlie com o apoio de Renne, Bella acanhada apenas sorriu.
Despediram-se e naquela noite ela sonhou com o lindo moço gentil, de olhos claros, rosto bonito e sorriso cativante, realmente seria muito bom vê-lo novamente.
Bella acordou da pequena lembrança sentindo uma lágrima quente lhe escorrer pelo rosto, nunca poderia imaginar que aquele maldito dia iria mudar a sua vida para sempre. Enxugou a lágrima solitária, voltou a caminhar para o interior da biblioteca, guardou o livro e resolveu ir para seu quarto dormir, tentar dormir, ia rezar a Deus para não ter pesadelos, ter um sono limpo e tranquilo, mas não era o que acontecia na maior parte das noites, mesmo morto Edward não deixava de atormentá-la.
Notas finais
Jacob teve sua vida marcada por duas tragédias, uma delas, a morte de sua amiga, lhe rendeu uma difícil e importante tarefa, entregar Clair aos cuidados Bella, assim como Emily lhe pediu, mas como abrir mão de Clair se ele é tão apegado a menina? Ainda mais nessas circunstancias.
Bella e seus pais foram enganados pelo rosto bonito de Edward, que após o casamento se revelou uma pessoa terrível, totalmente do mal...e suas atitudes egoístas acabaram culminando na morte de Renne e Charlie, que sofreram um trágico acidente.
E pessoal a vida de Bella ao lado dele não um mar de rosas tal qual esperava, mas quis o destino que ele morresse precocemente, e claro, não deixou saudades!
Quero muito saber o que acharam desse inicio, espero ansiosamente o review de cada um de vcs!
Bjs e obrigado pela presença e carinho de sempre!
(...)
N/Aloenne: Olá meninas!
Então, nesse 1º capítulo deu pra conhcer um pouco mais sobre Bella e Jacob...
Bella não teve uma vida fácil nas mãos do canalha do Edward, ela sofreu mto e como consequência desse sofrimento tornou-se uma pessoas fechada, medrosa, q sempre desconfia das pessoas! E Edward já foi tarde, concordam?
Deu pra entender também a origem da cicatriz de Jacob, q assusta as pessoas q não o conhecem devido a sua aparência, e essas pessoas não tem o prazer de conhecê-lo profundamente! Será q ele cumprirá o q Emily e pediu?
Lindonas, mto obrigada pelos reviews e creio q mtos ainda virão...Cléa merece!
Bjs.
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