Meu Irmão De Outra Mãe
13 Farol
Notas iniciais
Joe Pov
Quando entrei no meu quarto lembrei-me de que tinha de estudar para a prova do outro dia, mas um turbilhão de pensamentos invadia minha cabeça, e o principal deles era Nick, seu rosto, seu sorriso, seus olhos, seu corpo, não saiam da minha cabeça, eu não sabia se era possível se apaixonar por alguém tão rápido, mas eu estava dividido, minha cabeça dizia que isso era errado, que se começássemos a ter um lance iriamos estragar tudo, e se um dia brigássemos e começássemos a odiar um ao outro, como iria ser dali pra frente? Mas meu coração dizia que eu devia mergulhar de cabeça naquele novo sentimento, e que aquilo ia ajudar a me descobrir, e se Nick fosse minha alma gêmea? Não sabia se seguia o sentimento ou a razão, só uma coisa me ajudaria naquele momento, eu precisava conversar com a segunda pessoa que mais me intendia, a primeira era Kevin, mas acho que depois de tudo não seria legal chegar pra ele e dizer “Kevin! Acho que sou gay e to pegando nosso mais novo irmãozinho”, então iria até Taylor, não só pra pedir conselho, mas por que não aguentava mais não a ter por perto, mas teria que pedir pra minha mãe dessa vez, então desci ate a sala onde meus pais ainda estavam sentados no sofá, em silencio.
-Oi – Disse entrando na sala.
-Filho cadê o Nick? – Perguntou minha mãe.
-Ta no quarto, mãe deixa ele descansar, no jantar nos conversamos – Disse.
-E por que não me explica logo tudo agora? – Perguntou minha mãe parecendo preocupada.
-Por que acho melhor Nick lhe contar o ocorrido – Disse sentando do seu lado e abraçando.
-Você esta certo – Disse minha mãe.
-Agora posso te pedir uma coisa?-Perguntei.
-O que filho?
-Posso ir ver a Taylor?
-Filho, você não tem prova amanhã?
-Tenho, mas mãe, os pais dela estão se separando, eu preciso ir dar uma força, eu sou o melhor amigo dela – Tudo bem que era eu que precisava de uma força, e um conselho.
-Tudo bem mas volte cedo pra você estudar.
-Obrigado mãe, te amo – Dei um beijo na bochecha dela.
Levantei-me e sai, fui andando mesmo, mas na metade do caminho me lembrei como a casa de Taylor era longe, na verdade era a uns cinco quarteirões, mas o que posso fazer, sou sedentário. Depois de muita caminhada, cheguei em frente a casa de muros altos e cerca elétrica, a mãe de Taylor era muito medrosa, então toquei o interfone, e foi justamente Taylor que atendeu.
-Alô – Disse ela.
-Oi, foi aqui que pediram uma pizza? – Brinquei.
-Joe! Você veio me visitar! Já estou indo ai te atender — Disse ela e desligou o interfone.
Não demorou muito o portão se abriu e Taylor apareceu, ela usava um short, era bem curto, uma blusa de alça e por incrível que pareça estava sem maquiagem, então ela pulou em cima de mim e me agarrou.
-Joe, estava com muitas saudades de você! – Gritou ela no meu ouvido.
-Eu também, mas não quero ficar surdo – Disse tendo Taylor em meu colo com as pernas dela em volta da minha cintura.
-Desculpa – Disse ela botando os pés no chão ficando apenas com o braço em volta do meu pescoço.
-Eu precisava muito conversar com você, estou em crise.
-Então quer dizer que você só vem me visitar quando precisa dos mus sábios conselhos? – Disse ela fingindo estar chateada.
-Não, também vim por que não aguentava mais ficar longe de você – Disse distribuindo beijos pelo rosto dela.
-Tudo bem, entra logo e para de me babar – Disse ela me puxando pra dentro.
-Sua mãe ta em casa? – Perguntei entrando no jardim e seguindo pela trilha ate a casa.
-Não, ta trabalhando, por quê?
-Por que não seria legal ela ouvir essa minha historia.
-Vish, já vi que e serio – Disse ela quando adentramos a casa e nos sentamos no sofá da sala.
-Tudo bem, vou contar detalhe por detalhe e não me interrompa ate eu terminar – Disse e comecei a contar minha historia desde a ultima vez que a vi, contei ate o que não era importante, mas nas partes que importava ela ficou boquiaberta.
-Então você ta pegando seu irmão? – Ela ainda estava boquiaberta.
-Ele não e meu irmão, e eu pensei que sua reação ia ser mais ou menos assim, “Joseph Adam Jonas, você é gay?” – Disse tentando uma imitação da voz dela.
-Não, isso eu já sabia – Disse ela e eu fiquei surpreso.
-Como você sabia se nem eu mesmo sabia? Na verdade não sei ate agora, ainda estou confuso.
-Joe, eu já sabia desde que nos conhecemos, o que significa desde que nascemos, só estava esperando você sair do armário, e pelo jeito saiu em alto estilo – Agora ela ficou com uma expressão de entusiasmo – Ele é gostoso?
-Tire suas próprias conclusões – Tirei o celular do bolço e mostrei a foto do shopping.
-Duas coisas, primeiro, Uau, ele parece ter saído da capa de revista, se ele fosse hetero eu pegava sem duvida – Disse ela babando pra foto no celular – Segundo, você foi ao shopping e nem me chamou.
Ela me deu um tapa no braço.
-Ai! Desculpa – Disse então ela deu um beijinho no meu braço.
-Own, ta melhor agora bebê? – Perguntou ela.
-Sim – Disse fazendo biquinho e depois rindo – Mas o que você acha, eu devo continuar com isso?
-O que seu coração ta dizendo?
-Pra eu continuar, mas minha consciência diz que e errado.
-Então e você que tem que escolher, se vai fazer o que e certo, ou se vai fazer o que seu coração ta mandando.
-Mas e justamente isso que me confunde.
-Eu acho que a melhor coisa a fazer é esperar, ainda ta muito cedo, vocês só se conhecem a dois dias, o tempo vai dizer o que é certo – Ela pois a mão nos meus ombros.
-Tem razão, o que eu seria sem você? – Eu abracei como se ela pudesse escapulir a qualquer momento.
-Provavelmente nada – Disse ela em deboche.
-Metida – Disse rindo.
-Sua metida – Disse ela.
-Isso mesmo, minha – A apertei mais forte.
-Eu te amo Joe – Disse ela.
-Eu também te amo – Agora já estávamos prestes a chorar – Será que eu não posso te levar comigo?
-Bem que eu queria – Disse ela sorrindo – Já imaginou eu e você, sempre juntos, menos quando você for pegar o Nick, nessas horas eu quero estar bem longe.
-É bom que esteja mesmo – Disse a soltando então ficamos um olhando para o outro – Jura que vou te ver mais vezes?
-Juro, mas você também ter que prometer.
-Eu prometo. Mas agora tenho que ir, se eu não votar cedo pra estudar minha mãe me mata – Disse me levantando e Taylor se levantou junto comigo.
-Olha, Joe ainda não abandonou os estudos – Disse ela em deboche.
-E quem disse que eu vou? – Perguntei.
-Eu sei que não vai – Disse ela me abraçando de novo, e fomos assim, abraçados ate o portão.
-Tchau – Disse ela então lagrimas escorreram por seu rosto.
-Por que sempre que nos despedimos choramos? – Perguntei já chorando.
-Eu acho que e por que não sabemos quando vamos nos ver de novo, e isso nos assusta – Disse ela.
-Então vamos parar de chorar por que vamos nos ver em breve – Disse lhe dando um beijo na bochecha – Tchau.
Fui andando em direção minha casa, estava cada vez mais longe de Taylor, minha melhor amiga, meu Farol.
Fale com o autor