Notas iniciais
Minha segunda fic. \o/espero que gostem!terá de 5 a 10 capítulos, vou postá-los semanalmente!

Estávamos no QG, como sempre, investigando o caso Kira. Eu já estava cansado daquele caso, mas não podia abandoná-lo; minhas olheiras só aumentavam, nem mesmo os doces me deixavam disposto e já fazia uma semana que eu estava assim.

Pelo menos não estava acorrentado mais a Raito ou Kira, dá no mesmo. Ele conseguiu uma desculpa e agora estava livre.

– Ryuuzaki, o que você acha? Ryuuzaki? Ryuuzaki? – Raito cortou minha linha de pensamentos com uma folha de papel quase no meu rosto.

– An? O que foi Raito-kun?

– Onde você estava? Na lua? Veja isso. – Me entregou alguns papéis que pareciam ser relatórios. – Acabei de fazer.

– Sim, vou ver. – Mas, assim que comecei a ler, minhas pálpebras foram se fechando; estava morrendo de sono e cansaço. Não notei a hora que as folhas caíram da minha mão, só vi Matsuda as juntando e colocando na mesa ao meu lado.

– Ryuuzaki, você está bem? – Perguntou Yagami-san. Ele parecia ser um bom homem, com certeza se decepcionaria com o filho.

– Acho que não... Devo estar gripado, mas posso continuar trabalhando. – Na verdade, não.

– É melhor ir descansar, você e Raito ficam trabalhando o dia todo...

– Mas eu estou bem – Raito disse; estava com uma expressão que eu não conhecia.

– Certo, vou descansar um pouco. – Saí e fui até meu quarto, que ficava no mesmo andar. Eu realmente estava cansado, achei que não conseguiria chegar até lá, mas eu era forte.

Já na cama macia, tive vontade de dormir, mas, antes, precisava pedir uma coisa a Watari. Disquei o número dele no meu celular.

– Sim Ryuuzaki? – Ele atendeu no primeiro toque.

– Watari, quero que me acorde daqui a três horas, por favor.

– Entendido. Mais alguma coisa?

– Não, obrigado. – Desliguei o telefone, jogando-o em um canto qualquer do quarto.

Deixei o cansaço me dominar e rapidamente peguei no sono. Tive um sonho quase normal: estava comendo doces como em quase todos meus sonhos, só que nesse sonho havia um homem de costas segurando um caderno preto, ele andava para direção oposta a minha e isso me deixava triste; vê-lo se afastando me deixava triste e eu não sabia porquê. Eu queria ir atrás dele, mais não ia deixar meus doces; eu não podia ficar longe deles, mas também não queria vê-lo partir...

– Ryuuzaki! Ryuuzaki! Acorde. – Uma voz familiar interrompera meu sonho.

– Hmm? – Gemi sonolento.

– Já se passaram três horas.

– Ah, claro... Pode se retirar agora. – Watari obedeceu, saindo imediatamente.

Havia dormido para descansar, porém, agora eu me sentia pior. Minha cabeça doía, assim como todo meu corpo; mal conseguia abrir meus olhos, e, assim que levantei, fiquei tonto. Fui até o banheiro cambaleando, não havia notado o quão distante era da cama. Olhei-me no espelho: eu parecia pior mesmo, mas teria que voltar a trabalhar.

Fui até o QG, me apoiando nas paredes. Estava quase vazio. Só Raito e Matsuda ainda estavam lá e parecia que Matsuda já estava de saída.

– Até amanhã Raito-kun! – Ele saiu sem nem notar minha presença.

Fiquei observando Raito por alguns segundos, ele estava parado com o rosto entre as mãos e cabeça baixa. Não perecia bem, no entanto, estava melhor que eu.

– Raito-kun, onde estão os outros? – Minha voz saiu horrível e rouca.

– Ryuuzaki? Não vi você entrar. – Ele não se virou para falar comigo e continuou na mesma posição – Os outros foram para casa, estavam cansados e já está tarde.

– Então, por que esta aqui? – Ele não respondeu e, quando se virou para mim, parecia meio assustado.

– O que você tem? Está mais branco que o normal Ryuuzaki!

– Está preocupado Raito-kun? – Porque ele estaria preocupado se ele mesmo queria me matar?

– Eu não estou. – Aquela expressão de antes voltou ao seu rosto e ele ficou novamente de costas para mim.

– Kira? – Brinquei.

– Que é? – E ele caiu.

– Eu sabia! Hahahaha.

– Oras, seu anti-social! Cale a boca e venha trabalhar! – Fui para perto dele com intenção de me sentar na cadeira ao seu lado, mas acabei ficando tonto de novo e batendo a cabeça ao cair. – Ai!

–Ryuuzaki! Você está bem? Sua cabeça ta doendo? Deixa eu te levantar! – Ele definitivamente estava preocupado.

– Tudo bem, eu só fiquei tonto. – Coloquei a mão onde havia batido – Ai...

– Vem – Ele saiu me puxando para meu quarto, onde me sentou na cama – Fique aí! – Ele saiu do quarto, mas não demorou muito, voltando com uma bolsa de gelo.

– Isso vai te ajudar. – Colocou-a onde estava minha mão antes e ficou segurando – Tomou algum remédio?

–...

– Você tem que tomar.

– Eles não são doces – Reclamei.

– Não importa! Assim você não consegue trabalhar no caso.

– Como se você ligasse. Seria até melhor me manter afastado né... – Falei sem querer e, ao invés de se defender ou se irritar, ele ficou calmo.

– Segure isso, vou chamar Watari para cuidar de você – Ele estava com os olhos tristes, apesar do sorriso – Já que minha presença não é desejada...

Então ele saiu rápido, senti um aperto no peito ao o vê-lo indo embora com uma expressão triste. Mas, só podia ser fingimento, tinha que ser.

– Ryuuzaki, trouxe um remédio – Watari disse, entrando com um copo de água no meu quarto – Yagami Raito disse que você estava se sentindo mal e que eu deveria chamar um médico...

– Nada de médico Watari, remédio já é o suficiente!

Depois de tomar remédio que nem uma criança, pedi para Watari chamar Raito para mim. Ele estava muito estranho nos últimos dias, e eu descobriria o porquê!

– Me chamou, Ryuuzaki? – Ele estava sem expressão alguma.

– Sim. Raito-kun, porque esta agindo estranho nos últimos dias? – Ele pareceu surpreso com a pergunta.

– E-E-Estranho como? – Estava tão nervoso que até gaguejou.

– Você sabe, como se você se importasse comigo...

– Eu me importo!

– Você quer me matar!

– Não quero... – A voz dele saiu baixa, mas eu escutei.

– Claro que quer! Você é o Kira! – Eu não devia ter falado isso, já que, possivelmente, Watari estava longe e meu quarto não tinha câmeras.

– Eu não quero te matar – Falou pela segunda vez, assim como, novamente, não negou ser o Kira.

– Porque? – O desafiei, ele se abaixou e deixou seu rosto na altura do meu.

– Não sei – Então ele me deu um beijo, um selinho, na verdade; e se afastou com um sorriso no rosto – Eu não sei.

Fiquei sentado na cama confuso com o que tinha acontecido, aquilo era considerada uma demonstração de carinho, mas, vindo de Raito devia ser outra coisa. Carinho não podia ser, podia?

– Ryuuzaki, preparei seu banho a pedido de Yagami – Watari entrou no quarto e logo me apresei a ir com ele.

Watari estava sentado em uma cadeira ao lado da banheira lavando meu cabelo, já eu nem ligava para o banho. Não parava de pensar no selinho de Raito, por que algo tão insignificante mexeu tanto comigo? Eu já sabia, mesmo que negasse, eu gostava dele, gostava de Raito, gostava de Kira.

– Watari?

– Sim Ryuuzaki?

– É normal gostar de outro homem?

– Você sabe que sim. – Watari somente respondeu, mas eu consegui ver a interrogação em seus olhos.

– Digamos que, hipoteticamente, um sujeito, vamos chamá-lo de L, se apaixona por K e um dia K faz uma demonstração de carinho sendo que K não devia gostar de L porque L tem que prender K e K sabe disso... Acha que há uma chance de K gostar de L?

– Err... – Watari sabia do que eu estava falando, nem tentei esconder – Acho que se L gosta de K deveria falar com ele, mas, não ficando vulnerável a K já que ele é inimigo de L.

– Obrigado Watari! Acho que amanhã L vai falar com K.

– Boa sorte L!

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Notas finais
REVIEWS ONEGAI!se eu ganhar reviews posto logo o segundo capitulo! ^.^