Meu Herói
6 Surgindo um novo casal
Na escola, Peter e Mary Jane juntos era o alvo das fofocas na semana seguinte. Afinal, foram vistos por nada menos que nove pessoas, incluindo Gwen, que estavam frequentando a mesma balada naquela noite de sábado. Comentários se espalhavam por toda parte. Gwen não suportava ouvir tais comentários. Passou pelo corredor e ouviu um grupo de garotas conversando:
– Nossa eles se pegaram pra valer! Não sabia que logo o Peter seria assim. Estão dizendo por aí que a Mary gostou quer sair mais vezes com ele. – disse Elise.
– Jura guria? – Julie estava surpresa com a mão na boca. – Fala sério!
– É verdade! Eu estava lá e vi tudinho! – comentou Sam entrando no meio da conversa. – estão dizendo por aí que eles estão juntos.
E de repente uma multidão de garotas formou-se ao lado de Gwen, todas comentando sobre o mesmo assunto.
– Garotas fúteis. – Gwen saiu de perto delas suspirando brava. Estava muito magoada. Estava morrendo de raiva de Peter.
Mas os comentários aumentaram mais ainda quando Peter Parker e Mary Jane foram vistos chegando ao colégio de mãos dadas. A garota parecia estar gostando de se sentir como ‘’namorada’’ do Homem-Aranha, mesmo só ela sabendo de toda a história. Peter sentia-se um tanto sem graça por isso, pois não queria magoar Gwen ainda mais. Mas ao mesmo tempo estava gostando de estar ao lado da garota ruiva e popular. Percebeu que Flash fitou os dois com ódio. Parecia que ia partir pra cima de Peter para espanca-lo. Flash sempre teve uma grande queda por Mary Jane, que agora não ligava nem um pouco para o loiro fortão.
Todos os alunos dirigiram-se para a classe. Era aula de biologia. Mary Jane e Peter sentaram-se bem perto um do outro. Gwen se afastou e sentou-se na carteira da frente bem longe deles. Afinal, não suportaria ver tanta ‘’melação’’ atrás de si. Não conseguiria se concentrar na aula.
Peter fitou a loira que estava bem longe e percebeu que ela realmente estava furiosa e triste com ele. Mas ele também sentiu certo ciúme ao ver que ela estava sentada bem ao lado de Harry, que conversava com ela o tempo todo enquanto a professora Rose fazia a chamada.
As três aulas passaram rápido, principalmente para Peter e Mary Jane que não paravam de conversar um com o outro. Quando saíram para o recreio, Peter aproveitou que a ruiva foi conversar um pouco com as amigas fora da sala e resolveu se aproximar de Gwen, que estava em seu armário, arrumando algumas coisas. Ela estava concentrada. E quando fechou a porta do armário, assustou-se com Peter fitando a garota bem de perto.
– Oi...
– Oi. – ela virou-se séria para o armário e trancou o mesmo.
– Você está bem? Está brava comigo?
A garota suspirou pesadamente fechando os olhos por um momento.
– Como você quer que eu fique? Todos estão comentando que você e Mary Jane tiveram um clima e tanto naquela festa... Eu mesma vi. Mas olha... Não importa ta? Você é livre para fazer o que quiser. – a garota se afastou, pois percebeu que Peter não sabia o que dizer.
Mary Jane se aproximou de Peter tapando os olhos dele e em seguida surpreendeu o garoto com um beijão.
– Uau. – sorriu ele.
– O que você estava conversando com ela? Falaram que ela é sua ex... É verdade?
– Bem... É sim. – ele ficou pensativo.
– Ainda gosta dela?
– Não... – Peter era muito orgulhoso para admitir o que sentia, ainda mais para uma garota. – Mas às vezes eu penso nela.
– Sinceramente dizendo... O que você viu nela? Sem querer ofender, mas ela é muito reservada e quieta, se preocupa só em estudar. – disse Mary Jane fitando Gwen de longe.
– Pensava o mesmo antes de conhecê-la. Ela me chamou atenção pelo jeito, pela beleza natural... Mas não importa. Que tal mudarmos de assunto? – ele se inclinou para beijá-la.
– Concordo lindinho. Porque agora você é meu.
Os dois ficaram ali trocando beijos demorados até o recreio acabar. Dirigiram-se para a aula assim que o sinal tocou. Ambos estavam tentando ser mais pontuais. Afinal, Peter tinha muitos atrasos, principalmente nas aulas de química. E nem se precisa mencionar sobre Mary Jane, que além de atrasos, tinha notas baixas e vivia quebrando as regras da escola.
Ao entrar no laboratório de química, o próprio professor se surpreendeu com a pontualidade dos dois.
– Ora, ora... Finalmente o senhor Parker e a senhorita Jane chegam na hora certa.
Peter ficou sem graça e sentou-se ao lado de Gwen, que não podia fugir dele nessa aula. Para a sorte da garota, Mary Jane não ficaria ao lado de Peter desta vez.
– Então? O que temos hoje? – Peter observou os instrumentos em cima da mesa. Eram perigosos.
– São ácidos, alguns são tóxicos e podem provocar queimaduras. Cuidado! – alertou Gwen.
– Deixe que eu faça os experimentos dessa vez. – sorriu Peter acanhado.
– Tudo bem... – concordou Gwen, já que não estava com cabeça para fazer tais experimentos. Como estava ao lado de Peter, dificilmente iria conseguir se concentrar.
Peter começou a fazer os experimentos, enquanto Gwen respondia ao questionário desta vez. Ele também não parecia estar com cabeça para isso. Os pensamentos invadiam sua mente e tiravam sua concentração. Não suportava ver Gwen triste. Não suportava ficar longe dela. Até que ele acabou derramando um ácido em sua mão, que provocou uma queimadura, mas não muito grave. Gwen imediatamente percebeu.
– Peter! Eu avisei para ter cuidado. – ela segurou o braço dele examinando a mão machucada do garoto um tanto assustada.
– Tá tudo bem, eu só me distrai. – Peter estava sentindo dor então gemia um pouco e fechava os olhos com força.
– Você deveria ir à enfermaria. –disse Gwen preocupada olhando nos olhos de Peter.
Peter sorriu por um momento.
– Que foi?
– Admiro que ainda se preocupe comigo.
– Você sabe que eu sempre vou me preocupar com você... – Gwen deixou escapar abaixando a cabeça.
– Mas o que aconteceu aqui?! – espantou-se o professor interrompendo a conversa dos dois. – De novo senhor Parker? O que causou essa queimadura?
– Eu derramei o ácido na minha mão sem querer. Desculpe-me professor.
– Eu disse a ele para ir à enfermaria, professor. – mencionou Gwen.
– E o que está esperando? Leve-o até lá senhorita Stacy!
Gwen ficou um pouco constrangida, mas levou Peter até a enfermaria.
– Obrigado.
– Imagine... Não foi nada.
– Me perdoa... – disse Peter quase num sussurro.
– Pelo que? – Gwen ficou surpresa e um tanto confusa também.
– Por... Quase te fazer perder nota. – Peter não tinha coragem de dizer o que estava preso dentro de si. Queria desculpar-se por tê-la magoado, e não por isso...
– Ah, não foi nada. Aconteceu um acidente, é normal... – Gwen levantou-se. – Bom eu vou... Voltar para a aula. Fique bem, tá? – Ela se afastou imediatamente com os olhos cheios de lágrimas, mas segurando-se ao máximo para não chorar. Imagine! Chorar na frente de todos no colégio? Que ridículo seria para ela...
A última aula passou rápido. Mary Jane dirigiu-se para Peter, antes de ir embora.
– Está melhor?
– Estou sim... A enfermeira passou um remédio para queimaduras. Me sinto melhor.
– Que bom. E vai fazer o que hoje à tarde?
– Por enquanto nada... Eu acho.
– Não quer passar lá em casa...? Minha mãe se mandou para a casa do novo namorado dela. Estarei sozinha...
– Acho que eu posso passar lá. – Peter sorriu. Não conseguia esconder a vontade que tinha de ficar cada vez mais com Mary Jane. Ela era incrivelmente sexy.
– Beleza, lindinho, você não vai se arrepender.
A ruiva o beijou e em seguida se afastou, andando de um jeito charmoso e rebolando. Peter fitou o corpo da garota e mordeu os lábios. Em seguida, foi para casa também, somente pensando na proposta que tinha acabado de receber.
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