Meu Herói

11 Novos sentimentos


Notas iniciais
Olá queridos, tudo bem?
Primeiro capítulo de 2013, peço desculpas pela demora e por ser mais curto, mas ficar sem inspiração é horrível!
Espero que gostem e espero receber reviews ^^
Boa leitura :)

Passaram-se três dias e nenhum sinal do Duende Verde em Nova York. Peter realmente achou algo muito estranho. Ele tinha quase certeza de que ele iria voltar para enfrentá-lo, ou mesmo tentar destruir prédios e pessoas a sua volta novamente.

Peter estava conversando mais com Harry. Acabaram se tornando amigos em tão pouco tempo. A única coisa que Peter sentia raiva era o fato de Harry ter se apaixonado por Gwen. Na saída da aula, eles conversaram muito sobre isso.

– Então você e Mary Jane se gostam? – perguntou Harry curioso.

– Eu gosto dela. Mas começamos a namorar há pouco tempo... Mas e você, não se interessa por ninguém daqui? – Peter estava com medo da resposta de Harry.

– Eu gosto sim... Mas não sei se ela sente o mesmo.

– E quem é ela? – Peter engoliu em seco. ‘’Por favor, não diz que é a Gwen’’, pensou.

– Gwen Stacy. Mas eu acho que ela só quer ser minha amiga...

‘’Que bom!’’, pensou Peter. Mesmo assim sentia raiva por Harry ter se apaixonado justamente pela garota que sempre esteve em seus pensamentos e que compartilhou o começo de sua vida como herói.

– Ei, você gosta muito de andar de skate não é? – Harry pareceu ter percebido a reação de Peter ao contar a ele o que sentia por Gwen, por isso tentou mudar de assunto.

– Gosto sim. Por quê?

– Tem uma pista maneira perto da minha casa. Não quer ir depois da aula?

– Pode ser. Ótimo!

Harry estava mesmo sendo legal com Peter. O que era um tanto estranho. Afinal, Harry sabia que Peter e Gwen tiveram uma história de amor que não poderia ser esquecida jamais.


* * * *



Após o término das aulas, Peter ligou para Tia May avisando que iria almoçar na casa de Harry e depois iriam andar de skate na pista perto da casa dele. Ao entrar na casa de Harry, notou que tudo era muito diferente. Era uma mansão enorme com inúmeros cômodos e móveis extremamente caros e chiques. Cuidou-se ao máximo para não esbarrar em algum objeto ao seu lado, pois por menor que fosse, custava uma fortuna.


– Peter, esse é o meu pai, Norman Osborn. – Harry fitou o pai descendo os últimos 5 degraus da enorme escadaria e dirigindo-se para os rapazes.

– Prazer em conhecê-lo, Peter. – Norman era um homem velho. Pálido, magro e com expressões vazias no rosto.

– O prazer é todo meu, senhor Osborn.

– Harry tem falado muito de você. Fico feliz que tenham se tornado amigos.

Peter sorriu.

– Está com fome? – Norman se dirige para seu filho. – Harry, leve seu amigo para almoçar. A cozinheira deixou tudo pronto.

– Vai almoçar com a gente, pai?

– Sinto muito, mas preciso sair. Tenho algumas coisas para resolver hoje à tarde. – Norman pegou sua maleta e andou apressadamente em direção à porta. – Mais uma coisa, hoje eu voltarei para casa mais tarde. Sinto muito... Cuide-se Harry.

– Ah... Tudo bem. Isso já não é nenhuma novidade. – Harry pareceu desanimado por um momento. Sussurrou a última frase para si mesmo.

Harry e o pai não conversavam muito. Na verdade não parecia que tinham um bom relacionamento de pai e filho. Norman tinha como prioridade o trabalho e os negócios. Dinheiro sempre foi tudo para ele e tentava dar o melhor conforto possível para seu filho, embora tenha se decepcionado diversas vezes por vê-lo ser expulso de todas as escolas particulares que ele podia imaginar. Perdeu as contas de quantos colégios recusaram Harry. E a pior coisa que já lhe aconteceu foi ver seu filho estudar no Colégio de Ciências de Midtown, uma escola pública. Por mais que Harry tivesse aprendido a lição e passado a tirar ótimas notas no terceiro ano, isso não significava nada para ele. Simplesmente pelo fato de ver seu filho estudando em um mísero colégio estadual, cujo ensino era ‘’fraco’’ demais para ele.

– Tudo bem cara? – perguntou Peter confuso ao notar a expressão vazia no rosto de Harry.

– Tá. Tudo bem... Vamos almoçar?

Peter fez que sim com a cabeça. Ainda estava confuso, mas decidiu não perguntar mais nada.


* * * *



Eram exatamente oito horas da noite quando Peter estava voltando para casa. Decidiu chegar cedo, pois Tia May estava doente nos últimos dias e precisava muito da companhia dele. Sentia-se péssimo em muitas vezes tê-la deixado sozinha porque não podia abandonar a cidade que a qualquer momento precisava da ajuda do Homem-Aranha, ainda mais com a presença misteriosa do Duende Verde, naquela noite em que ele apareceu de surpresa e aterrorizou a cidade inteira. Mas era necessário e ele não tinha escolha.


Caminhava pela rua tranquilo, mas também confuso. Achou o pai de Harry um sujeito muito estranho e percebeu sua frieza ao falar com o filho. Percebeu também que Harry se sentia rejeitado e sozinho. Sentiu pena de Harry. Apesar de não ter mais os pais presentes em sua vida e nem seu amado tio, tinha mais sorte que o amigo. ‘’Pelo menos eu tenho a Tia May’’, pensou. Mas sabia que faltava um pouco mais de carinho e atenção de sua parte, pois muitas vezes deixava sua tia sozinha sem dar explicações, o que a deixava muito triste. ‘’Eu sou como o Norman’’, pensou novamente. ‘’Eu sou frio com Tia May’’.

Sentiu um nó na garganta se formar. Tentou não pensar no sofrimento de sua tia. Ela o amava e sempre estava preocupada. Principalmente quando ele voltava machucado para casa, o que acontecia todos os dias com frequência. Queria arranjar uma maneira de impedir que isso acontecesse, mas era inevitável. Peter sempre apareceria com hematomas pelo rosto ou enormes cicatrizes pelo corpo.

Pelo menos ele estava feliz com o fato de ter passado um dia divertido andando de skate com Harry. A pista era realmente incrível e ele pôde aperfeiçoar suas manobras. Harry achou incrível a maneira radical como ele andava de skate. E principalmente as manobras que ele considerava ‘’impossíveis’’ de se fazer.

Mas de repente os pensamentos de Peter foram interrompidos por gritos familiares. Uma voz feminina e desesperada que vinha do outro lado da rua. Imediatamente ele retirou suas roupas, ficando apenas com o traje de Homem-Aranha que estava por baixo das roupas. Ele correu em direção a voz até perceber que ela ficava ainda mais familiar. Ao chegar mais perto, fitou Mary Jane que estava correndo desesperada de um grupo de ladrões armados que a cercavam, prestes a assaltá-la, sequestrá-la ou até mesmo matá-la. Peter percebeu que as intenções deles não eram nada boas e não queriam apenas o dinheiro e os bens dela, mas sim coisas muito piores. E se não estivesse chegado a tempo, Mary Jane já estaria sendo agarrada por aqueles nojentos ali mesmo.

– Larguem ela! Agora! – Peter puxou com sua teia a arma de um ladrão que estava apontada para a testa de Mary Jane e a jogou longe. Com a mesma rapidez, puxou os três ladrões com um bolo de teias e lutou com todos eles. Um deles que ainda estava armado quase acertou Mary Jane com um tiro, mas ela conseguiu desviar. Na mesma hora, a fúria de Peter aumentou, e ele atirou-se para cima do brutamontes com força e quase o deixou inconsciente por tê-lo batido tão forte.

Após perceber que a polícia se aproximava, Peter segurou Mary Jane em seus braços e a levou para casa. A ruiva parecia muito assustada e assim que ele a deixou em casa, a garota atirou-se em seus braços e o abraçou forte.

– Tá tudo bem... Calma. – dizia Peter acariciando os cabelos ruivos dela. Em seguida, ele beijou-a nos lábios. Um beijo suave e calmo. – Eu preciso ir, tá? – lembrou-se de Tia May sozinha mais uma vez e já estava se afastando quando Mary Jane segurou o braço dele.

– Espera! – sussurrou.

– O que foi? – Peter aproximou-se mais e ela lhe deu um beijo apaixonado e cheio de sentimento.

– Eu te amo. – a ruiva sussurrou novamente e Peter ficou sem reação.


Notas finais
Gostaram? Espero que sim ^^
Se acharem que algo precisa ser melhorado por favor me falem.
Um grande beijo e até o próximo capítulo :)