Meu Herói

13 Ninguém sabe o que acontecerá no dia seguinte (P1)


Notas iniciais
Oláaa leitores-aranha, tudo bem?
Peço mil desculpas pela demora para postar, andei enfrentando uma série de problemas que me afastaram muito do site e desta fanfic... Dentre eles os piores foram a extração de dois dentes do siso e a falta de inspiração (ah, isso acaba comigo :c)
Enfim, mil perdões, agora eu voltei e estou inspirada kkk
Abaixo segue mais um capítulo dividido em duas partes, se vocês gostarem da parte 1, eu posto a 2 logo em seguida, mas vai depender de vocês!
Também não posso deixar de mencionar que dedico esse capítulo à Alex, em forma de agradecimento pela maravilhosa recomendação! O capítulo é todo seu e obrigada! :)
Boa leitura ^^

Ao chegar em casa naquela tarde, Peter espantou-se ao ver Tia May desmaiada pela sala de estar. Seu rosto estava completamente pálido e sua pele estava gelada. Peter desesperou-se e imediatamente se jogou ao chão junto do corpo da tia com a esperança de que ela estivesse bem, embora nada disso parecesse ser verdade. Lágrimas invadiram seus olhos.

Imediatamente, ligou para uma ambulância e assim que a levaram para o hospital mais próximo em New York , tiveram que interná-la e fazer uma série de exames para se chegar a um diagnóstico. Chegaram à conclusão: suspeita de meningite. Peter sentiu um aperto em seu peito acompanhado de remorso por deixá-la a tarde inteira sozinha enquanto cumpria seus deveres como Homem-Aranha tentando, mais uma vez e sem obter muito sucesso, livrar de uma vez por todas os cidadãos de NY dos ataques aterrorizantes do misterioso Duende Verde.

‘’A volta do Duende Verde.’’ O momento em que o tormento e o pânico dos cidadãos de NY voltaram. O duende lutou com o Homem-Aranha, mas nenhum dos dois obteve sucesso em vencer a luta. O duende atacou no momento em que havia uma reunião importante entre os principais chefes da Oscorp, na qual Norman Osborn não foi convocado. Peter achou algo realmente estranho, porém logo após o Duende desaparecer inesperadamente, viu Norman correr para a Oscorp com um ar de preocupação, que na verdade parecia mais um gesto de falsidade.

Peter não suportava, de qualquer maneira, ver sua tia evitar ao máximo se contorcer de dor nas costas, após fazer o exame de coleta do líquido da medula espinhal para certificar-se se ela estaria mesmo ou não com a doença. Porém toda essa culpa que Peter sentia transformou-se em alívio a partir do momento em que o médico anunciou o resultado do exame:

– Senhora Parker, chegamos à conclusão de que a senhora não está infectada pelo vírus da meningite. Porém vamos continuar investigando seu caso. Durante este tempo a senhora precisará ficar internada por uma semana, a princípio, para repousar. Será medicada e examinada corretamente, enquanto não chegamos a um novo diagnóstico.

– Obrigada, doutor. Por favor, deixe que meu sobrinho fique comigo por mais alguns minutos. – A voz de May parecia ainda mais fraca.

O médico fechou a porta e em seguida Peter começou a botar tudo o que sentia para fora entre palavras entrecortadas:

– Me... Me perdoe, Tia May! Eu não... Não dev... Fui um estúpido em te deixar a tarde toda sozinha! A culpa foi toda minha! Se eu não estivesse fora de casa, a senhora não estaria...

– Ei, calma meu querido. Está tudo bem! – Tia May percebeu o rosto aflito e coberto por lágrimas de Peter, que imediatamente encostou-se em seu peito. – Está tudo bem... – as palavras passaram a sair sussurradas da boca de Tia May, enquanto ela acariciava os cabelos castanhos do sobrinho, esperando que ele se acalmasse.

Após Peter erguer seu rosto e olhar fixamente para os olhos de sua tia, ela automaticamente continuou dizendo:

– Peter, me escute. Você não tem culpa de nada. Isso não tem como prever. O que aconteceu comigo hoje pode acontecer com todo mundo. Ninguém sabe o que acontecerá no dia seguinte. Não fique se culpando, por favor. Isso me deixa muito triste.

– Me desculpe, Tia May. Eu vou vir visitá-la todos os dias. Eu prometo. – Ele imediatamente beijou-lhe a mão.

Peter sabia que Tia May sempre iria amá-lo e dar todo o carinho e atenção necessários a ele. Mas muito bem sabia também, que ele não estava agindo da mesma maneira. Muito pelo contrário, Peter estava cada dia mais distante de sua única família, por conta dos deveres de salvar a cidade como Homem-Aranha. Ele não podia simplesmente ‘’abandonar’’ isso. NY precisava do herói mascarado, principalmente agora, com a volta do misterioso Duende Verde.

Mesmo assim, com tantas responsabilidades para com a cidade, decidiu cumprir sua promessa. Não podia abandonar Tia May justo agora.


* * *



No dia seguinte, Peter notou que o Colégio de Ciências de Midtown inteiro já estava ciente do que acontecera com Tia May. Peter percebeu isso logo quando entrou na escola, pois vários alunos e professores o encaravam, na expectativa de obter notícias. A primeira pessoa a perguntar, que obviamente conseguira reunir toda a coragem, pois conhecia Peter melhor do que ninguém, foi Gwen.

– Peter... Oi.

– Oi, Gwen. – Peter tentou esconder sua feição triste, embora soubesse que não adiantava tentar fazer isso na presença de Gwen.

– Fiquei sabendo do que aconteceu ontem com sua tia... Como ela está? – ela não conseguiu conter a preocupação.

– Ontem quando eu cheguei em casa, ela estava desmaiada. Eu fiquei apavorado e logo chamei a ambulância para levarem ela ao hospital. Lá eles fizeram diversos exames. – Peter fez uma pausa, percebendo que Gwen o olhava fixamente nos olhos, concordando várias vezes com a cabeça, conforme ele lhe contava a história. – E... Bem... Ela foi até suspeita de meningite.

Gwen levou uma mão à boca. Seus grandes olhos azuis se arregalaram.

– Nossa, Peter!

– Pois é. Mas calma, ela não está com meningite. Os médicos ainda não chegaram a uma conclusão exata. Ela ainda está sendo examinada. Ficará internada no hospital por uma semana a princípio...

– Ah, menos mal. De qualquer forma, eu fico muito triste em saber disso, e espero que ela melhore. Vou rezar muito por ela todas as noites.

Um leve sorriso formou-se nos lábios de Peter.

– Obrigado, Gwen.

– Por falar nisso, bem... Será que eu poderia ir com você em um desses dias visitá-la? Amanhã eu vou receber uma folga na Oscorp, terei um tempo. E eu gostaria muito de conhecê-la...

–Claro! Quando quiser. Eu vou levar você comigo amanhã mesmo então. – Os olhos de Peter se iluminaram. Por um momento, esqueceu-se da dor e sentiu uma enorme felicidade ao ouvir as palavras de Gwen.

– Combinado. – Gwen deu um leve sorriso, olhando por um longo momento de silencio nos olhos de Peter. – Eu tenho notado que você está muito quieto, muito triste, melhor dizendo... Ultimamente.

Peter desviou o olhar, balançando a cabeça para os lados, num gesto de nervosismo. Gwen tentou desvendar sua expressão.

– O que foi? Não quer me contar? Olha, não precisa... – ela fez um gesto com as mãos interrompendo ela mesmo — Mas se você estiver precisando conversar, saiba que eu estarei aqui.

– Na verdade eu quero. Quero muito conversar com alguém. – Peter voltou seu olhar para a garota novamente. — E acho que a pessoa certa é você, Gwen. – ele mesmo se surpreendeu com sua resposta.

– Então, quando quiser me falar eu vou...

Gwen foi interrompida pelo sinal, e ambos tiveram que se dirigir para a classe. Sentaram-se um ao lado do outro na sala de aula, o que despertou uma pontinha de ciúmes de Mary Jane. A ruiva chegou atrasada, portanto não teve a oportunidade de perguntar a Peter o que aconteceu exatamente com Tia May no dia anterior.

A primeira aula foi um tanto exaustiva, pois foi de matemática. Peter era bom em cálculos, mas nesse dia não estava com cabeça para estudar. Não conseguia se concentrar. Nem mesmo na chamada conseguiu prestar atenção. Se não fosse Gwen responder por ele, teria levado falta. Já na segunda aula, Peter conseguiu se concentrar melhor, pois foi aula de biologia e os alunos tiveram que se dirigir para o laboratório de ciências. No corredor, Mary Jane o alcançou e disse:

– Peter, preciso falar com você depois. Tudo bem?

– Tudo bem – em seguida, dirigiu-se para a mesma bancada em que Gwen estava no laboratório de ciências. Notou que Mary Jane ficou na mesma bancada que Harry, e pareciam dar-se muito bem.

– Página 156. – disse Gwen – temos que responder a estas questões.

– Ok – respondeu Peter abrindo seu livro.

Por um momento, houve um longo silencio entre os dois, enquanto realizavam as atividades propostas. Gwen parecia estar concentrada nos exercícios, mas sempre que percebia Peter escrevendo, dava um jeito de olhar de soslaio para ele. Já Peter não conseguia se concentrar em nada. Sua mente estava longe, e sempre que tinha a oportunidade, retribuía o mesmo olhar de Gwen. Cada vez que a olhava, sentia seu coração bater mais forte.

Quando seus olhares se encontraram, Gwen não conseguia mais disfarçar sua preocupação, curiosidade e até mesmo seus sentimentos mais antigos por Peter, que ainda permaneciam vivos nela.

– Não quer me contar o que está acontecendo?

– Ah, Gwen... – Peter suspirou pesadamente. — É tudo minha culpa.

– Culpa?

– Se eu não estivesse deixando Tia May sozinha todos esses dias, ela não estaria passando por isso agora.

– Entendo como você se sente.

– Entende?

– Quando meu irmão mais novo, o Simon, era pequeno, eu costumava levá-lo para passear. Um dia eu o levei até o parquinho do prédio e o deixei sozinho brincando perto de uma piscina, enquanto encontrei uma colega e comecei a conversar... – de repente, Peter notou que Gwen abaixou a cabeça. – Ele caiu e quase se afogou por irresponsabilidade minha. Se o zelador do prédio não estivesse por perto para salvá-lo a tempo, eu poderia ter perdido meu irmãozinho para sempre.

– Nossa... Eu sinto... Bom, pelo menos ele está até hoje com você, e pelo que vejo vocês se dão muito bem, isso que importa. – Peter precisava dizer algo, mas não sabia muito bem se isso era o melhor a dizer.

– É. Eu amo o Simon. – Gwen ficou pensativa por um instante enquanto fitava uma caneta em sua mão – Mas ainda sim me culpo até hoje por essa minha irresponsabilidade.

– Não se culpe. – Peter tocou a mão de Gwen, que no mesmo instante voltou seu olhar para ele – Você não tinha noção do que estava fazendo.

– Não tinha mesmo... Mas e você também, Peter. Não pode ficar se culpando pelo que aconteceu com sua tia.

– Mas aí a situação é diferente, eu a deixo sozinha, não dou a atenção que ela merece...

– Porque você é um herói, você tem um dia cheio salvando a cidade. Se Tia May soubesse disso, tenho certeza de que ficaria orgulhosa.

– Ainda assim preferia passar mais tempo com ela. Preciso ir todos os dias visitá-la no hospital. Eu prometi isso a ela. Não posso mais deixá-la sozinha como antes...

– Isso não é problema. – Gwen o interrompeu. – Quando você não puder estar presente, eu estarei lá cuidando dela por você.

Peter abriu um sorriso enorme. Seus olhos se iluminaram.

– Sério que você faria isso por mim? Mas você não precisa, você...

– Eu darei um jeito.

– Você é linda, sabia? – ao ouvir essas palavras de Peter, ela corou, desviando o olhar para baixo e sorrindo timidamente.

– O que foi? – Peter começou a rir.

– Nada... – Gwen olhou para ele novamente. – Mas não é só por causa da Tia May que você está assim... não é mesmo?

Peter ficou sem fala.

– Bem... Na verdade não.

– Há algo que te preocupe? Talvez eu possa ajudar...

– Olha, eu... Acho melhor eu conversar com você sobre isso fora do Colégio. Pode ser?

– Ah, tudo bem! Enquanto isso, vamos terminar os exercícios. – Gwen fitou sua mão, e só aí percebeu que ainda estava segurando a mão de Peter. Ela corou imediatamente.

Peter notou a expressão de Gwen e automaticamente afastou sua mão da dela. Nem ele tinha se dado conta que ficaram de mãos dadas durante toda essa conversa...


* * *


Quando o recreio chegou, Peter procurou por Mary Jane. Lembrou-se de que a ruiva precisava muito conversar com ele.

Ao passar pela biblioteca, encontrou-a conversando com Harry. Algo que certamente lhe chamou muito a atenção.

– Ei, Mary Jane, Harry!

– E aí cara?! – cumprimentou Harry. – Fiquei sabendo do que aconteceu com sua tia...

– Pois é... Acho que todos já sabem.

– Ela está melhor? – perguntou Mary Jane.

– Está sim, mas ela ficará internada por uma semana por enquanto. – disse Peter.

– O que aconteceu com ela, Peter? – a ruiva o fitava com um olhar estranho. Peter sentiu que ela tinha muitas coisas para falar, mas não podia ser na presença de Harry.

– Ela foi suspeita de meningite. Quando eu cheguei em casa ontem ela estava desmaiada... Foi horrível vê-la naquele estado!

– Eu imagino... Posso ir um dia com você visitá-la?

– Sim! Ela ficará muito feliz.

– Posso ir também? – perguntou Harry.

– Claro!

– Ótimo. Desejo melhoras a ela. – disse Harry. – Com licença gente, meu pai está me ligando, eu volto já. – em seguida se afastou.

Ao mencionar ‘’pai’’, Peter sentiu vontade de seguir Harry para tentar ouvir a conversa ao telefone. Não sabia muito bem o porquê, mas Peter não gostava do semblante de Norman. Estava mais do que perdido em pensamentos, quando de repente Mary Jane o interrompeu com perguntas:

– Então... Quando posso ir ver sua tia?

– Quando você quiser, é só me falar.

– Pode ser amanhã?

– Amanhã vou levar a Gwen para vê-la...

– Ah! Entendi. A Gwen... – Mary Jane revirou os olhos. – Por falar nela, hoje vocês estavam bem próximos, hein?

– Ela estava me dando apoio. Tem sido uma ótima amiga.

– Amiga... Sei. – Mary Jane não conseguia esconder o ciúme.

– O que foi? – perguntou Peter. – Ela é só minha amiga. É sério.

– Nada. Olha, eu precisava conversar com você sobre a gente...

– Eu também...

– Então, o que vai acontecer? Eu estou confusa... Eu...

– Calma, eu entendo como você se sente... Por isso eu tomei uma decisão.

– E qual é essa decisão? – Os olhos esverdeados de Mary Jane se arregalaram.

– Eu gosto muito de você, mas acho melhor sermos apenas amigos. Pelo menos por enquanto, até que as coisas se resolvam...

– Ah, bem... Entendo... Então tá... Eu só...

– O que eu quero dizer é que agora não estou pronto para namorar. Estou esquentando a cabeça com várias coisas. Preciso pensar...

– Eu te entendo, Peter. – disse Mary Jane, embora não parecesse entender nem um pouco.

– Então... Tudo bem pra você? Amigos? – ele estendeu sua mão para ela.

–Amigos! – Mary Jane apertou a mão de Peter.

– Ótimo. Então posso te levar para ver Tia May hoje a tarde? Você vai estar ocupada?

– Não. Pode ser, sim. O Harry vai também?

– Se ele quiser...


Continua...

Notas finais
E então, o que acharam?
Devo ou não postar a parte 2?
Por favor, sintam-se à vontade e expressem suas opiniões.
Um grande beijo :*
Até o próximo!