Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
12 Poseidon VS. Hades
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS POR GENTILEZA!
Capítulo 12 – Poseidon VS. Hades
Depois de vários “o que?”, “como?”, “WTF?” e “what?” de todos os campistas, Quíron dispensou todos e covidou, Percy, Annabeth, Hades, Poseidon e eu a irmos para a Casa Grande, para tentar conversar.
– Então, pode começar a se explicar Hades, — mandou Poseidon. – Qual é a piadinha dessa vez?
– Meu caro irmão, não tem piada nenhuma. – Respondeu Hades – Não viu o que Duncan fez com os fantasmas lá trás?
– Fantasmas? – perguntou Annabeth
– Sim, — respondeu Percy – eram fantasmas de água. Bem que eu vi que tinha alguma coisa sinistra naquela água.
– Eram almas de verdade do Mundo Inferior, – afirmei — morreram todas afogadas.
– Mundo Inferior? – perguntou Percy – Como sabe que o Mundo Inferior existe se você mal chegou?
– Já estudei mitologia.
– Ainda não se explicou Cara Pálida – insistiu o deus dos mares.
– Não se lembra o que aconteceu naquela noite? – perguntou Hades.
– Naquela noite?
– Sim. Naquela noite.
– Seu filho da puta! – berrou Poseidon – Bem que me senti estranho por um segundo. Um segundo! Eu sabia que era você.
Hades deu uma gargalhada bem alta. E antes que Poseidon pudesse voar no deus dos mortos, Quíron ficou entre os dois.
– Antes de qualquer coisa, por favor, expliquem o que aconteceu naquela noite. – pediu o centauro
O deus dos mares sentou-se em uma das pontas do sofá e cruzou os braços em busca de uma explicação.
– Por onde começar? Pelo começo é claro. – disse Hades – Havia uma bela mulher por quem eu me apaixonei perdidamente. Seu nome era Sally Jackson. Comecei a conviver entre os humanos, só para poder conhecê-la melhor. Descobri que Poseidon também estava tentando conquistá-la. Mas um simples deus do mar não iria me impedir. — após Poseidon bufar, continuou.
“Depois de muito esforço, criamos um laço de amizade forte. Um dia criei coragem para dizer a ela tudo o que eu sentia, e iria dizer também sobre eu ser um deus. Que mesmo que não pudéssemos ficar juntos para sempre, eu gostaria muito de ter um herdeiro meu andando por aí. Não estava nem aí para o acordo que fizemos anos atrás."
“Quando cheguei para dizer isso, ela estava com Poseidon, aos beijos. No momento fiquei muito chateado e com uma pontinha de tristeza. Mas logo foi substituído por ódio e raiva a Poseidon.”
“Como uma tentativa de vingança, juntei o que seria o meu ‘DNA’ e o coloquei dentro de uma seringa, de agulha finíssima. Coloquei meu Elmo das Trevas, assim ficando invisível. Pressenti que aquela era a hora. Invisível, entrei no local e na hora exata onde vocês, Percy e Duncan, estavam sendo concebidos. Fui até Poseidon e injetei a seringa, bem local onde levaria meu DNA até o lugar certo. Poseidon nem percebeu, estava concentrado em outra coisa.”
“Mas aí vocês perguntam. Por que Percy não foi afetado pelo meu ‘DNA’? E por que Duncan tem ‘DNA’ dos dois? Percy não foi afetado pois eu coloquei apenas o suficiente para fecundar um óvulo, não dois. E Duncan possui o ‘DNA’ dos dois pois por pura sorte ou azar, o óvulo foi fecundado por mim e por Poseidon. Ao mesmo tempo.”
– Duncan é 75% deus e apenas 25% humano. Sendo que esses setenta e cinco por cento é divido entre Poseidon e eu, ou seja, 37,5% para cada um. Ele é mais poderoso que qualquer semideus da face da terra. – concluiu Hades – Ficou claro agora Popô?
– Seu merda, não me chame assim. Você não tinha o direito de fazer isto. Não tinha. – bradou Poseidon.
– Agora não tem volta, ele está bem aqui, se quiser tentar consertar o meu estrago, mate-o agora. Ele poderá viver em meu reino livremente.
Não. Não era possível. Poseidon não seria capaz de matar o próprio filho, seria?
Isso pareceu afetar Poseidon, pois ele olhou bem no fundo dos meus olhos e seu olhar brilhou.
Por favor, não me mate. Eu serei um filho bonzinho. Se ajudar eu ainda paro de fazer xixi no mar quando for à praia.
– Não. Eu não seria capaz de matá-lo logo quando eu pensei que ele estava morto. – retrucou Poseidon. – E a propósito, como o escondeu depois de nascer?
– Simples, — respondeu Hades. – pedi a uma fúria que fosse ao hospital e raptasse a criança. Depois disso, ela o levou até um orfanato especificamente de semideuses em São Francisco. Eu sabia que lá ele seria dificilmente encontrado, já que nós não vamos muito para lá...
– Então ele não é meu irmão por parte de pai? – perguntou Percy.
– Claro que é. Ele é seu irmão por completo. – respondeu Annabeth – Só que ele tem o “Hades” a mais.
– Deixa de ser lerdo... – murmurei.
– Eu ouvi direito? – perguntou Percy.
– Eu acho melhor irem para seu chalés, chega de confusão por hoje. – falou Quíron impedindo a Terceira Guerra Mundial de começar. – Hades e Poseidon, se nos dão licença.
– Bom te ver filho. – disseram Poseidon e Hades ao mesmo tempo, indo embora logo em seguida.
~//~
Fui me acomodar no chalé 3. Eu podia escolher agora, entre ficar no 3 ou no 13. Mas resolvi ficar no chalé de Poseidon mesmo, pois no de Hades, havia um menino que eu não conhecia ainda e não queria o incomodar agora. Quíron disse que eu estaria livre para trocar de um para o outro a hora que eu quisesse.
Coloquei minhas coisas em um beliche vazio.
O clima ainda estava tenso no ambiente.
– Vou para o meu chalé. – disse Annabeth. – Se precisar de qualquer coisa, chalé 6. Boa noite meninos.
Ficamos nos encarando até que resolvo quebrar o silêncio:
– Então...
– É o seguinte. Eu não vou com a sua cara e você não vai com a minha. Então não entra no meu caminho que fica beleza. Entendeu? – disse Percy.
– Eu não disse em momento algum que eu não ia com a sua cara. Eu só... – Percy me cortou antes de terminar a frase.
– Foda-se o que você pensa. – disse apagando as luzes e se jogando em sua cama. — Eu não pedi por um irmão. Muito menos gêmeo.
– Mas eu pedi. – sussurrei deitando.
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