Meu Gêmeo Favorito (Versão 1.0)
32 Irmão Gays
Notas iniciais
Hello pessoas!
Demorei bem menos do que da outra vez! Eu tentei voltar antes mas eu simplesmente não consegui. Estou me esforçando bastante eu juro! Mas eu simplesmente estou atolado com projetos gigantescos. O primeiro é um trabalho de filosofia sobre mitologia grega (ISSO!♥) em que temos que fazer um vídeo representando o mito de Ícaro e como bom editor sou CHATO PRA CARALHO com essas coisas, então estou me envolvendo muito. Os outros projetos eu acho que não vale à pena contar.
Boa leitura!
Espero que gostem!
Capítulo 32 – Irmãos Gays
– E aí? Conseguiram? – indaguei à Will que havia acabado de sair do quarto de Jason.
– Não conseguimos nada. – murmurou – Apenas chegamos a uma conclusão.
– Fala logo qual! – gritei irritado com o mistério feito.
– O corpo dele está aqui, mas a mente não.
– Como assim? – perguntei semicerrando os olhos.
– Fisicamente o Percy está aqui, mas a mente dele parece ter fugido do corpo dele. – explicou – Seu irmão está numa espécie de sonho.
– E ele não vai acordar?
– Vai. – disse – Só não sabemos quando isso pode acontecer. Pode levar apenas algumas horas ou pode levar anos. Sinto muito, por hora não há nada que eu possa fazer. – lamentou-se
Entrei no quarto e sentei-me na beirada da cama. Peguei na mão de Percy e a apertei em seguida.
– Vamos Percy, acorda! – exclamei – Você é forte, consegue sair dessa... E se você não acordar... Vou ir pessoalmente ao Mundo Inferior e eu e meu pai vamos te infernizar muito... Pai. É tão estranho chamar Hades de pai, na verdade Poseidon também, mas eu acostumo. Sabe, eu nunca te falei isso e provavelmente essa vai ser a coisa mais gay que eu já disse na vida, mas... Eu te amo irmão e você virou uma das pessoas mais importantes da minha vida. Sem você eu não vou saber o que fazer. Por favor, a única coisa que eu peço é que seja forte e melhore.
Larguei a mão de Percy e saí do quarto. Assim que saí esbarrei em Annabeth.
– Você já soube? – perguntei
– Já. Acabei de encontrar Will. – respondeu.
– Então eu já vou. – dei-lhe um beijo na testa e saí.
Fiquei extremamente aliviado ao saber que Will já havia contado o estado de Pecy à Annabeth, seria muito difícil eu ter que o fazer. Ela deve estar sofrendo bem mais que eu, afinal os dois se conhecem desde os doze anos. Balanço a cabeça, não quero nem imaginar o quanto Annabeth deve estar sofrendo.
Ando mais um pouco e encontro Malena sentada à beira do Pequeno Tibre.
– Você está bem? – pergunta ela – Eu estava junto quando Will falou...
– Vou ficar. – respondi lhe beijando – Tudo o que eu preciso agora é de você.
Em seguida ela me puxou para o seu colo e ficou fazendo cafuné em minha cabeça. Fechei os olhos e aproveitei o momento.
Após algum tempo abri os olhos novamente e vi ao longe, a figura de Reyna nos observando.
– Eu já volto. – falei
Dei um selinho em Malena e corri em direção à pretora.
– Reyna! – gritei quando ela virou-me as costas. – REYNA!
– O que você quer? Não quero atrapalhar o momento. – disse ríspida.
– É isso mesmo? Reyna Avila Ramírez-Arellano está com ciúmes?
– Ciúmes? Eu? Você deve estar delirando. Tem dormido pouco, deve ser isso. E não me chame assim. Sabe que não gosto.
– Sim senhora! – exclamei e ela se limitou a revirar os olhos.
– Mas e aí o que você quer? – indagou
– Bem, eu tinha dito a Calipso que eu a ensinaria a lutar, mas devido as circunstâncias, não posso. E como a cada dia a guerra está se aproximando, não podemos perder tempo. Então, você não poderia treiná-la?
– E o que eu ganho se eu ensinar ela?
– Não morre.
– Parece um bom negócio. – disse – Tudo bem. Vou falar com ela. Era só isso? – confirmei com a cabeça.
– Reyna? – chamei quando ela se virou – Somos amigos ainda, não é?
– Somos. – E em seguida me abraçou – Só tenha paciência comigo, estou processando ainda. Tudo aconteceu muito rápido.
– É... Eu sei. – falei beijando o topo de sua cabeça.
~//~
Um mês passou-se e Percy continua na mesma. Gaia continua atormentando meus sonhos. Eles mudaram, não é mais somente eu, Malena e Gaia, mas também Percy, Annabeth, Nico, Jason, Piper, Leo, Reyna, Calipso, Frank, Hazel... O bonde todo estava lá. E todos morriam.
Nesse exato momento estava deitado na grama com Malena sobre meu peito.
– Vai ter uma guerra mesmo? – perguntou-me quando lhe contei o que havia sonhado.
– Provavelmente. – respondi suspirando – Por que aquela toupeira idiota não podia ficar dormindo eternamente?
– Toupeira? – indagou levantando a sobrancelha.
– É. Toupeira. – afirmei – Porque ela fica brotando nos lugares.
– É um bom apelido. – disse rindo – Mas se não fosse essa Toupeira, você não teria me achado...
– E não estaríamos namorando agora. – completei
– Nós não estamos namorando. – falou Malena
– Como assim? – perguntei levantando a cabeça.
– Não ouvi nenhum pedido...
– OH MEU ZEUS! – Gritei – Que menina complicada que eu fui achar. Então, senhorita Malena, quer namorar comigo?
– Essa é a pergunta que eu espero faz cinco anos. É claro que eu quero! – exclamou e em seguida nos beijamos.
– Desculpa atrapalhar o casal, mas... – disse uma voz.
– Ah! Oi Jason. – cumprimentei
– Eu acho que gostaria de saber que Percy acordou. – falou
– Isso é sério? – perguntou Malena levantando-se.
– Muito sério.
– Vamos lá então. – falei já de pé.
Corremos, lê-se atropelamos todos pela frente, e logo chegamos ao quarto de Jason. Abri a porta e vi Percy sentado na cama abraçado à Annabeth.
Assim que cheguei mais perto, ele me viu e esticou um de seus braços.
– Vai lá. – indicou Malena – Ele quer um abraço em grupo.
Caminhei lentamente e envolvi os dois com um abraço forte. Pude notar que Annabeth estava soluçando e sorrindo, Percy tinha lágrimas descendo pelo rosto, nesse momento permiti-me chorar um pouco. Afinal, meu irmão havia acabado de acordar e aparentava estar muito bem para alguém que ficou dormindo pouco mais de um mês.
– Se você se quer pensar e tentar me deixar novamente eu te mato Cabeça de Alga. – disse Annabeth e logo em seguida beijou o namorado.
– E você iria me infernizar no Mundo Inferior, eu sei Duncan. – falou Percy quando ameacei abrir a boca – É... Eu ouvi, e achei...
– Muito gay? – sugeri
– Não. Pelo contrário. – negou – Fiquei muito feliz pelo que você disse. E saiba que eu faria o mesmo se fosse você nessa situação. Cara, do nada você se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida e, nesse pequeno tempo eu aprendi a te amar. Eu concordo com você, essa vai ser a frase mais gay dita em minha vida, mas... Eu te amo cara!
Em seguida nos abraçamos forte e ficamos ali por longos minutos. Ninguém disse nada. Não precisavam dizer. Tudo o que queríamos falar estava ali, naquele simples abraço.
– E aí, quais as novidades? – perguntou Percy quando nos separamos – Alguma coisa aconteceu enquanto estava apagado?
– Absolutamente nada. – respondi-lhe
– Como nada?! – exclamou Annabeth – Aconteceu que o senhor Duncan aqui, – disse apontando-me – finalmente tomou jeito e viu.
– O que eu fiz? – interroguei sem saber nada.
– Finalmente ele percebeu! – disse Percy
– Percebi o que?
– Meus deuses! Depois eu que sou o lerdo. – meu irmão resmungou
– Qual foi a única coisa MUITO importante que você fez nesse tempo? – perguntou Malena – Ou fez há uma meia hora?
– Eu pedi você em namoro, mas...
– EU SABIA! – Gritou Percy – GANHEI A APOSTA!
– Que aposta? – perguntei
– Eu e Percy apostamos quanto tempo demoraria para você se tocar de uma vez e pedir para namorar com a Malena. – explicou Annabeth – Eu disse que demoraria quatro meses, já Percy não deu nem dois meses.
– E quem perdesse faria o que o outro pedir, sem reclamar. – disse Percy comemorando – Mas ainda não decidi o que fazer.
– Eu tenho uma ideia Percy, depois te falo, pode ser? – falei dando uma gargalhada do mal.
Annabeth Chase prepare-se, porque estará fodida com a minha ideia de gênio genial.
– Desculpa atrapalhar o momento fofo entre família, mas... – disse Piper.
A qual não tinha nem percebido a presença no Acampamento nesse dias. Jason provavelmente a chamou agora.
–...Mas se a mente de Percy estava supostamente fora do seu corpo, como ele ouviu o Duncan? – interrogou
– Eu temia ter que explicar isso mais cedo ou mais tarde. – disse Percy suspirando – Bem, eu acho melhor todos sentarem, porque a história é grande e complicada.
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